(31) 9 8720 -3111 contato@agropos.com.br
Plantação de feijão: cuidados na hora de semear!

Plantação de feijão: cuidados na hora de semear!

Para que sua plantação de feijão tenha um bom desenvolvimento até o final de seu ciclo existem alguns detalhes que merecem sua atenção.

Ter uma plantação de feijão bem conduzida do começo ao fim é certamente o caminho para se ter ótimos rendimentos de produtividade assim como diminuir os problemas no campo.

Já que o feijão é uma cultura de importância indiscutível na dieta do brasileiro, assim como de outros povos da América e Ásia.

Para garantir que produtores e consumidores saiam satisfeitos com a qualidade do produto final existe uma série de pontos importantes a serem decididos no momento da implantação do feijão.

Assim, nesse artigo vamos discutir um pouco sobre cada um desses aspecto que vão influenciar toda a plantação de feijão.

 

Plantação de Feijão: Cuidados na hora de Semear!

 

Escolha da cultivar para o plantio de feijão

O feijão apresentar grande variabilidade de tipos, tamanho e padrões de cores. Assim, sua demanda acaba sendo variável conforme os costumes locais de cada região.

Sendo assim a escolha do tipo de feijão a ser plantado deve ser levado em conta a preferência local da região pois assim já cria uma garantia de mercado consumidor com o bônus de menor frete.

Além desse aspecto deve se escolher bem o material de feijão a ser plantado considerando os fatores de caráter mais técnicos como:

  • Exigências edafoclimáticas;
  • Tipo de habito de crescimento;
  • Produtividade;
  • Resistencia a pragas e doenças;

 

 

Condições climáticas e épocas de semeadura.

Uma característica que faz o feijão um ótimo alimento, no âmbito da segurança alimentar, é o fato dele poder ser cultivado durante o ano todo em diferentes regiões.

Sendo o feijoeiro uma planta que não sofre influência da variação do fotoperíodo como é o caso da soja por exemplo.

Assim é comum plantar feijão em três épocas.

 

Épocas de plantio

  • O Feijão das águas, 1ª safra ou cultivo de primavera, iniciado em agosto e setembro;
  • O Feijão da seca, 2ª safra ou cultivo de verão, iniciado entre janeiro e fevereiro;
  • E o Feijão de inverno, 3ª safra ou cultivo de outono-inverno realizado entre abril e junho

E como você já deve imaginar cada época de plantio escolhida vai apresentar condições e desafios climáticos diferentes da semeadura a colheita desse feijão.

Mas nesse momento vamos comentar alguns pontos relacionados com as condições edafoclimática do momento da implantação do feijão.

O primeiro ponto para se atentar nesse momento é a umidade do solo pois é ela que vai facilitar ou complicar as operações mecanizadas seja ela de plantio ou de colheita.

Além do que solo de textura mais argilosa são pouco recomentados para plantio de feijão, pois esse tipo de solo acaba por diminuir a qualidade das vagens que estão mais próximas ou em contato com o solo.

Das três épocas de cultivo do feijão citada, a 3ª safra é a que se tem menos problemas com a humidade do solo por justamente cair em épocas menos chuvosa.

O outro fator importante é a temperatura do solo no momento da semeadura. Sendo a faixa entre 20°C a 30°C adequada para seu desenvolvimento.

Contudo, a temperatura de 25°C é ideal para o desenvolvimento uniforme da plantação de feijão. Uma vez que temperaturas abaixo de 18°C acarretam na diminuição da germinação e emergência do feijão.

E a situação contraria de altas temperaturas, de 30°C a 35°C, acabam por reduzir a velocidade da germinação e também a formação dos nódulos na raiz, os quais são relacionados a fixação biológica de nitrogênio.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Inoculação e o tratamento de sementes para a plantação de feijão

A prática de inoculação com microrganismo benéficos, muito comum em leguminosas, ao formar nódulos em suas raízes junto a bactérias.

Essas bactérias pertencentes ao gênero Rhizobium quando associadas a planta de feijão resultam no processo conhecido como a fixação biológica de nitrogênio.

Isso como você pode imaginar aumenta o rendimento produtivo do feijão e reduz os gastos com fertilizantes nitrogenados.

Sendo esse manejo recomendado principalmente em áreas que ainda não houve cultivo de feijão. Fazendo se necessário a inoculação da bactéria junto a semente.

Mas muito cuidado ao trabalhar o inoculante junto ao tratamento de sementes com fungicidas ou inseticidas.

Para evitar problemas é necessário verificar a compatibilidade entres os produtos assim como realizar a inoculação depois do tratamento químico da semente.

Sendo o tratamento químico recomendado quando a área apresentar histórico com doenças como antracnose (Colletotrichum lindemuthianum), tombamento (Rhizoctonia solani), mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) entre outras.

No caso de pragas tem se comumente formigas (Atta spp.), broca-do-colo (Elasmopalpus lignosellus), lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), vaquinha (Diabrotica speciosa) entre outras.

 

Formação da plantação de feijão

Outro aspecto crucial em uma plantação de feijão é a decisão do espaçamento, seja o de entrelinhas ou de linha, para a melhor formação de estande na área.

Além do aproveitamento espacial, tais decisões, podem influenciar diretamente a formação ou não de microclimas que contribuem para a incidência de doenças.

Assim como, dependendo do tipo de hábito de crescimento do feijão, vai haver reflexos nos componentes de produtividade como o número de vagens e o número de grãos por planta.

Comumente são utilizados espaçamento entrelinha de 0,4 a 0,5 metros e na linha uma densidade de 12 a 15 sementes por metro, dependendo é claro do vigor e taxa de germinação da semente.

Dessa forma obtendo uma população que vai variar entre 200 e 300 mil plantas por hectare. Mas que devido a capacidade de compensação do feijão ambas as populações podem mantar rendimentos próximos.

Uma vez que populações maiores tem uma produção por planta se reduzida, ao passo que populações menores tendem a apresentam uma produção por planta maior.

Para que todo esse processo ocorra da melhor forma é necessário que haja cuidados com o preparo do solo.

Sendo assim, vamos falar um pouco sobre alguns desses cuidados na próxima sessão.

 

Formação da plantação de feijão

 

Preparo do solo para o plantio de feijão.

O preparo de solo consiste na adequação de condições favoráveis para se ter uma operação de semeadura eficiente assim como o bom desenvolvimento radicular do feijão.

Basicamente existe três tipos de sistemas de preparo de solo utilizado em uma plantação de feijão, sendo eles: o convencional, mínimo e o sistema de plantio direto.

O sistema convencional ocorre por meio do revolvimento das camadas superficiais com o objetivo de reduzir a compactação, incorporar corretivos e fertilizantes, aumentar os espaços porosos.

Nesse sistema é realizado operações de aração e gradagem, onde a primeira operação vai cortar o solo e a gradagem posterior vai reduzir o tamanho dos torrões e nivelar área.

Já no cultivo mínimo é um sistema em que as operações de revolvimento são reduzidas em relação ao convencional.

Nele ocorre a substituição dos discos por implementos hastes. Dessa maneira, não há inversão de camadas do solo deixando o solo menos desagregado.

E por fim no sistema de plantio direto não se tem a movimentação do solo, exceto quando se faz o sulco de semeadura.

Por esse motivo esse sistema tido como conservacionista e por visar também a manutenção da cobertura vegetal.

Estando essa cobertura vegetal no solo haverá redução na perda de água por evaporação e na perda de nutrientes causas por erosão e lixiviação.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Espero que com a leitura desse artigo você tenha revisado os aspectos cruciais para realizar um bom planejamento para ter uma ótima plantação de feijão.

Assim como espero que tenha notado como todos esses fatores estão intimamente relacionados entre si e também com todos outros manejos futuros em uma lavoura de feijão.

 

[EBOOK] Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

[EBOOK] Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

O feijão, é um dos grãos que está presente praticamente todo dos dias no cardápio dos brasileiros e também de outros povos da Américas e Ásia. Ao ler esse Ebook Exclusivo você vai obter um panorama geral sobre importantes pontos relacionados a cultura do feijão e quais são os diferentes tipos. Clique e faça o download gratuitamente!

Conheça 13 tipos de feijão cultivados no Brasil!

Conheça 13 tipos de feijão cultivados no Brasil!

O Brasil é o maior produtor de feijão comum (Phaseolus vulgaris) do mundo. Os estados do Paraná, Minas Gerais e Bahia são os principais produtores. E essa produção conta com uma grande diversidade de tipos de feijão cultivados no país. Ao todo temos 13 tipos de feijão cultivados no Brasil, veja:

  1. Feijão carioca
  2. Feijão preto
  3. Feijão branco
  4. Feijão fradinho
  5. Feijão cavalo
  6. Feijão rajado
  7. Feijão jalo
  8. Feijão rosinha
  9. Feijão azuki ou adzuki
  10. Feijão bolinha ou manteiga
  11. Feijão roxinho
  12. Feijão mulatinho
  13. Feijão vermelho

Quer saber um pouco mais sobre quais são esses tipos de feijão que faz parte alimentação diária do brasileiro? Então vamos lá!

 

Conheça 13 tipos de feijão cultivados no Brasil!

 

A dispersão dos tipos de feijão pelo mundo

O feijão é uma importante leguminosa alimentícia para o consumo humano direto, com mais de 23 milhões de hectares cultivados em todo o mundo.

No mundo, há mais de 40 mil variedades de feijão, mas apenas pequena parte é comestível.

O feijão é um alimento muito importante para a alimentação sadia, altamente proteica, onde, mais de 300 milhões de pessoas do mundo o tem como um dos principais alimentos diários.

Em muitas áreas, o consumo atinge 66 kg/pessoa/ano, sendo o segundo item mais importante no fornecimento de calorias totais diárias, somente superado pelos derivados de milho.

 

Pós-graduação Gestão e Economia do Agronegócio

 

Quais as diferenças entre os tipos de feijão

Embora tenha aumentado o consumo de alimentos industrializados, o feijão com arroz de cada dia, ainda é prato principal nas refeições.

O feijão tem diversas variedades de cores, texturas, sabores e utilidades culinárias que, embora não sejam tão usuais, podem passar a integrar a sua alimentação tornando-a mais diversificada.

Dessa forma, não existe a distinção de qual o melhor feijão para consumo e sim para que será utilizado e claro, como diz o ditado, “vai de acordo com o gosto do freguês!”

Vamos conhecer quais as diferenças entre os principais tipos de feijão produzidos no Brasil e utilizados para alimentação humana?

 

Tipos de feijão produzidos no Brasil

O Brasil produz em média 3 toneladas de feijão por ano, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar dos diversos tipos encontrados no mercado, nem todos são consumidos em larga escala.

Isso acontece principalmente pelo desconhecimento das outras variedades do grão pela população.

Muitas vezes, com a baixa procura fica mais difícil encontrar os diferentes tipos de feijão nos mercados e quando estão disponíveis, apresentam preço mais elevado devido a lógica da oferta e demanda.

No entanto, esse quadro pode mudar com o aumento da busca por outros feijões, além do carioca, do vermelho e do feijão preto, que hoje ocupam grande destaque na preferência do brasileiro.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Conheça os 13 principais tipos de feijão comercializados no Brasil

 

1. Feijão carioca

Também conhecido como carioquinha, é o mais consumido no Brasil, correspondendo a 85% das vendas.

O grão bege e com listras marrons se popularizou no país a partir da década de 70, se mantendo até hoje. A variedade apresenta sabor agradável e casca fina.

 

Feijão carioca

 

2. Feijão preto

Muito consumido no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, o feijão preto é também apreciado em todo o país como ingrediente da feijoada e da culinária mexicana.

O grão é resistente a períodos de seca e a colheita costuma ser farta. Seu caldo pode ser preto ou de cor amarronzada.

 

Feijão preto

 

3. Feijão branco

Com caldo ralo e casca fina, é usado em pratos como saladas, sopas e ensopados, além de ser servido com dobradinha.

Seu consumo é menos popular e por isso há menos plantações dessa variedade do grão, que é mais consumido em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

 

Feijão branco

 

4. Feijão fradinho

 Também é chamado de feijão de corda em algumas regiões, é utilizado para preparar saladas ou pratos especiais.

É um grão que não produz caldo e tem sabor frutado. Na Bahia, por exemplo, é utilizado no preparo do acarajé.

 

Feijão fradinho

 

5 – Feijão cavalo

De tamanho grande e coloração marrom-avermelhada, o feijão cavalo não forma muito caldo e se mantém firme quando cozido.

Devido a essas características, ele vai muito bem quando utilizado no preparo de saladas.

Em algumas regiões no sul do país, o feijão cavalo é servido como acompanhamento em churrascos.

 

Feijão cavalo

 

6. Feijão rajado

É um feijão em grão longo (long shape), de cor bege, com rajas rosadas ou vermelhas escuras.

Possui paladar levemente adocicado, também é conhecido em alguns países como feijão doce (Sugar Bean). Tem um grande mercado por todo mundo.

 

Feijão rajado

 

7. Feijão jalo

Tem grãos alongados e é levemente adocicado, com massa consistente e caldo grosso. Pode ser usado para engrossar feijoadas, fazer tutu e no feijão tropeiro.

É pouco consumido no Brasil, mas costuma ser exportado para os países árabes.

 

Feijão jalo

 

8. Feijão rosinha

Rosado e de caldo claro, o feijão rosinha já foi bastante consumido no Brasil antes da década de 70, mas perdeu espaço entre os agricultores por ser um grão bastante suscetível a pragas e doenças no campo.

Tem o sabor mais suave que o carioca e produz um caldo grosso.

 

9. Feijão azuki ou adzuki

São menores do que os de variedades mais conhecidas, como o carioca.

Tem sabor adocicado e é bastante usado em sobremesas na culinária do Japão, de onde é originário. Ainda é pouco cultivado no Brasil.

 

Feijão azuki ou adzuki

 

10. Feijão bolinha ou manteiga

Tem cor esverdeada e sabor agradável, mas deixou de ser consumido no Brasil por escassez de plantações e demanda por esse tipo de feijão.

O grão é bastante suscetível a pragas, e por isso sua produção ocorre em maior parte por encomenda.

 

11. Feijão roxinho

De cor avermelhada, o feijão roxinho tem textura macia e dá bom caldo. É muito consumido em São Paulo e Minas Gerais.

 

Plataforma Agropós

 

12. Feijão mulatinho

O feijão mulatinho se parece com o feijão do tipo carioca, mas sem as listras.

É um feijão que, assim como o rosinha, teve seu consumo reduzido a partir da década de 70 no Brasil. Tem sabor suave e boa produção de caldo.

 

13. Feijão vermelho

O feijão vermelho é um dos tipos de feijão que é bastante consumido, não é raro encontrá-lo em pratos tipicamente brasileiros, como em sopas, o famoso feijão tropeiro e combinações com carnes, gerando bastante caldo.

 

Feijão vermelho

 

Tipos de feijão no prato dos brasileiros

A maior parte dos brasileiros consomem feijão em, pelo menos, uma refeição diária.

Esse hábito é muito saudável, pois o feijão nutre e apresenta propriedades típicas de um alimento funcional.

O feijão apresenta alto valor nutricional em função da quantidade de carboidratos, proteína, fibra alimentar, minerais, vitaminas, lipídios, compostos fenólicos e oligossacarídeos que apresenta.

Não importa o tipo de feijão que é consumido ou a forma de preparo, o feijão sempre fará parte da alimentação em diversas partes do mundo e claro, principalmente aqui no Brasil.

Gostou desse tema? Temos outros artigos como esse em nosso blog, venha conferir!!

Escrito por Juliana Medina.

 

Pós-graduação Gestão e Economia do Agronegócio

 

Embrapa lança método de avaliação de potássio para soja e cultivar de feijão no Show Rural

Embrapa lança método de avaliação de potássio para soja e cultivar de feijão no Show Rural

Foto aérea da Vitrine de Tecnologias da Embrapa no Show Rural

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentará na 31ª edição do Show Rural Coopavel, que será realizada de 04 a 08 de fevereiro, em Cascavel (PR), quase 50 inovações tecnológicas e dois lançamentos: o Fast-K, método de diagnóstico nutricional de soja realizado a campo e a BRS FP403, cultivar de feijão preto de alto rendimento.

A Embrapa estará presente no Show Rural por meio de 10 unidades pesquisa (Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Instrumentação, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Soja e Embrapa Suínos e Aves). As inovações trazem incrementos para segmentos, como: produção animal, genética, sistemas de produção sustentáveis de grãos, hortaliças, frutas, entre outros. As tecnologias serão apresentadas em três diferentes ambientes na Casa da Embrapa, na Vitrine de Tecnologias e na Vitrine de Tecnológica de Agroecologia “Vilson Nilson Redel”.

Além disso, os participantes poderão visitar a Livraria da Embrapa que irá comercializar cerca de 160 títulos de diferentes temáticas a preços acessíveis. Os visitantes também poderão interagir com os pesquisadores da Embrapa na Estação do Conhecimento, local em que serão promovidas 35 palestras sobre sete diferentes temas.

LANÇAMENTOS
Fast-K – método de avaliação de potássio a campo para a cultura da soja

O potássio (K) é o segundo nutriente mais exigido e também o segundo mais exportado pela cultura da soja. Esta alta exportação (cerca de 20 kg/ha de K2O para cada tonelada de grãos) pode levar à redução da disponibilidade de K no solo, caso os produtores não reapliquem quantidades de fertilizantes potássicos compatíveis com as exportadas.  Para aprimorar o manejo nutricional da cultura, a Embrapa desenvolveu uma ferramenta rápida para a avaliação do teor de K nas folhas de soja, de fácil utilização e interpretação e que permite ao produtor ter tempo hábil para tomar decisões em relação ao uso de insumos agrícolas de modo a evitar perdas e garantir a produtividade.

O “Método para determinação da concentração foliar de potássio (K) em condições de campo na cultura da soja” dispensa o uso de técnicas laboratoriais para a diagnose foliar (método padrão), eliminando a possibilidade de defasagem entre a amostragem, o preparo da amostra no laboratório e a emissão do resultado, que pode dificultar a tomada de decisão, em muitos casos tornando tardia a correção da deficiência.

Feijão de grão preto BRS FP403

É uma cultivar com alto rendimento, potencial de 4,7 mil quilos por hectare. Apresenta ciclo normal de crescimento (85-95 dias) e é recomendada para cultivo em 19 estados brasileiros. A BRS FP403 tem uma boa arquitetura de raizes com sistema radicular bastante vigoroso e tolerante a murcha de fusarium e Podridão-radicular-seca. Os seus grãos são graúdos com alta qualidade industrial. Possui plantas com porte semi prostrado e inserção de vagens altas em relação ao solo proporcionando adaptação à colheita mecânica direta.

Destaques

iLPF em realidade virtual: um dos destaques da Casa da Embrapa será a possibilidade de vivenciar o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta por meio da realidade virtual. Utilizando um óculos de realidade aumentada, o visitante verá a transformação de uma área degradada, com baixa capacidade de produção, em uma área produtiva e sustentável. O público também poderá adquirir as publicações da Embrapa para diferentes sistemas de produção.

Kit para monitoramento de insetos na soja: o kit reúne um pano de batida, uma caderneta de campo para monitoramento de insetos, um manual de identificação de insetos-pragas e um folder com informações gerais sobre Manejo Integrado de Pragas da Soja. O kit foi organizado para facilitar a aquisição de um produto completo para monitoramento de pragas na lavoura de soja. Diferente da tradicional ficha de monitoramento, a caderneta de campo foi planejada no formato de bolso para facilitar o registro, transporte e manuseio dos dados a campo por parte dos usuários. Nela também têm orientações de como realizar amostragens, além dos níveis de ação que devem ser considerados para tomada de decisão. O kit será comercializado na Livraria da Embrapa.

Sensoreamento remoto e aplicação na produção agrícola –  Na Vitrine de Tecnologias da Embrapa também estão previstas demonstrações de ferramentas de sensoreamento remoto no monitoramento de estresses na cultura da soja e indicadores para se ter o melhor uso das ferramentas digitais e das novas tecnologias no sistema de produção agrícola.

Ideias for Milk – A Embrapa também irá participar do Show Rural Digital com um painel enfocando o Ideias for Milk, iniciativa realizada anualmente pela Embrapa Gado de Leite, em que congrega um hackathon (Vacathon) e um desafio de startups. O objetivo é apresentar soluções digitais para os problemas da pecuária de leite. O painel será realizado no dia 7 de fevereiro e terá a participação de quatro startups vencedoras nas edições do Ideas for Milk. Ao final da exposição, haverá uma mesa redonda, debatendo sobre a Agricultura 4.0 e a revolução digital no campo.

Casa da Embrapa

Na área animal, os destaques são a produção de suínos em família sem uso coletivo de antimicrobianos e a compostagem, desidratação e biodigestão como alternativas para a destinação correta de animais mortos nas propriedades rurais. Na área de grãos, serão apresentadas uma coleção de sementes de feijão e tecnologias para o sistema de produção de soja. O visitante poderá se atualizar sobre temas que podem comprometer a produtividade da cultura da soja, como pragas, doenças, plantas daninhas e manejo da fertilidade solo.

Variedades de abacaxi, banana e mandioca da Embrapa, além da rede RENIVA que possibilita a produção em larga escala de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária estarão sendo demostradas. Outra novidade são os nanopigmentos magnéticos. Diferentemente de um pigmento tradicional em que a cor consiste na característica mais marcante, os nanopigmentos magnéticos, além da cor, respondem à aplicação de um campo magnético externo por meio de um imã, o que lhes dá novas características. O uso desse material pode ocorrer em diversos setores, especialmente na agricultura, mas também na biomedicina, na farmacologia e até mesmo na indústria têxtil e cosmética.

Vitrine de Tecnologias

Na Vitrine da Embrapa serão apresentadas variedades para as culturas da soja, feijão e mandioca. Na cultura da soja, a Embrapa apresenta as cultivares convencionais, BRS 511, BRS 284 e BRS 283, as transgênicas BRS 413 RR, BRS 433 RR, BRS 388 RR, BRS 399 RR, e com tecnologia Intacta, BRS 1001 IPRO, BRS 1003 IPRO, BRS 1007 IPRO e BRS 1010 IPRO. Todas apresentam ótimo desempenho e resistência às principais doenças que atacam a cultura.

Também serão apresentadas as variedades de feijão, com grãos do tipo preto, carioca e especial: BRS Esteio, BRS Esplendor, BRS FC104, BRS FC402, BRS Estilo, BRS Ártico, BRS Embaixador, BRSMG Realce e a BRS FP403, cultivar em lançamento. Além de grãos, experimentos com a cultura da mandioca foram implantados com variedades apropriadas para o Centro-Sul do país. Serão apresentadas as mandiocas de mesa, BRS 396 e BRS 399, além da mandioca para indústria BRS CS01.

Estação do Conhecimento

A Vitrine de Tecnologias da Embrapa abriga ainda a Estação do Conhecimento, onde estão programadas mini-palestras com orientações práticas. A ideia é facilitar a interação do produtor com a equipe técnica da Embrapa. Confira a agenda do dia na Vitrine de Tecnologias da Embrapa ou no site especial da Embrapa no Show Rural.

Vitrine Tecnológica de Agroecologia

Nesse espaço, a Embrapa em conjunto com uma rede de parceiros, demonstrará os princípios da Agroecologia e a diversidade de cultivos, onde se empregam técnicas com baixo impacto ambiental, acessíveis aos agricultores, com diferentes fontes de renda e possibilidades de agregação de valor. Como destaque da Embrapa, será apresentada uma prensa manual para silagem, um sistema de irrigação alternativo de baixo custo em garrafas PET, e uma câmara de multiplicação rápida com as manivas em brotação.

Texto: Andrea Vilardo e Lebna Landgraf (MTb 2903/PR)

Por Embrapa.