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O que é Fertilidade do solo

 

Mas o que é a fertilidade do solo? Ela desempenha papel principal na produtividade, sendo esse um dos recursos naturais mais importantes na produção agrícola. O solo é quem sustenta as plantas, armazena água e filtra a poluição. Além disso, é primordial fonte de alimentos. Por isso, se não estiver bem cuidado, como proverá a plantação?

Nesse momento, cuidar da fertilidade do solo é essencial, pois é o cuidado e a capacidade do solo de prover os nutrientes para as plantas que vai ajudá-las na sobrevivência e no desenvolvimento. Variados problemas que os agricultores sofrem atualmente estão relacionados a erros cometidos no gerenciamento da fertilidade do solo.

 

AS PRINCIPAIS FORMAS DE FERTILIDADE SÃO:

 

Fertilidade Natural – é a formação natural do solo: material de origem + ambiente + organismos + tempo;
Fertilidade Potencial – pode manifestar determinadas condições, as quais vão identificar o que pode estar limitando a real capacidade do solo em fornecer nutrientes à plantação, como acontece com os solos denominados ácidos;
Fertilidade Atual – é a fertilidade do solo depois da ação antrópica (do homem). Práticas de manejo por meio da correção e adubação mineral ou orgânica do solo são exemplos de práticas humanas e;
Fertilidade Operacional – diferentemente das outras, essa é feita a partir dos teores de nutrientes no solo por determinados extratores químicos.

Diante disso, é preciso fazer uma análise completa do solo para estudar a fertilidade do solo e quais são os elementos que estão impactando na plantação. Essa análise se faz fundamental porque um solo fértil pode não ter alta produtividade, mas um solo altamente produtivo necessariamente se traduz em um solo fértil.

 

COMO MELHORAR A FERTILIDADE DO SOLO E ALCANÇAR A PRODUTIVIDADE?

 

Cerca de 50% dos solos da América Latina estão sofrendo algum tipo de degradação. No Brasil, estamos passando por grandes problemas, como erosão, perda de carbono orgânico e desequilíbrio de nutrientes. O Brasil é o país que mais contém áreas que podem ser agregadas à agricultura, entretanto necessita crescer na adoção de mecanismos sustentáveis para a produção de alimentos.

Os nutrientes compostos no solo, chamados de componentes de compostos orgânicos, são fundamentais para o bom desenvolvimento das plantas, constituindo de 90 a 96% dos seus tecidos vegetais. São eles: carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O). No entanto, esses elementos são prioritariamente produzidos pelo ar e pela água. Ou seja, tratam-se de elementos naturais que acabam negligenciados nos estudos acerca da fertilidade do solo.

No desenvolvimento de pesquisas sobre fertilidade do solo, os nutrientes são categorizados de acordo com a sua concentração nas plantas:

Nutrientes das Plantas

FONTE: APOSTILA AGROPÓS 2020

 

Macronutrientes primários – nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K);
Macronutrientes secundários – cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e enxofre (S);
Micronutrientes – boro (B), ferro (Fe), zinco (Zn), manganês (Mn), cobre (Cu), molibdênio (Mo) e cloro (Cl).

Para o bom desenvolvimento e crescimento vegetal é necessário que haja disponibilidade e absorção desses nutrientes em proporções adequadas, pois, o desequilíbrio em suas proporções pode causar deficiência ou o excesso desses nutrientes, e em ambos casos o erro no fornecimento dos nutrientes (seja para mais ou para menos) pode causar limitações ao crescimento e produtividade das plantas, sintomas de deficiência/fitotoxidez ou mesmo levar a planta à morte.

Por isso, fazer a gestão completa dos nutrientes visa aumentar a eficiência do uso agronômico dos recursos e aprimorar a produtividade das plantas. Dessa forma, o manejo correto do solo e a criação um plano de estruturação se tornam pontos fundamentais no cultivo de qualquer lavoura.

3 FORMAS PARA GARANTIR A FERTILIDADE DO SOLO E AUMENTAR A PRODUTIVIDADE

 

1° passo –  Faça a análise do solo

 

O primeiro passo para analisar o solo é identificar se ele é arenoso, por exemplo, no qual seus nutrientes são lavados mais naturalmente, sendo mais adequado o parcelamento das adubações.

Após a descoberta, é preciso coletar amostras do campo para que sejam feitas pesquisas e análises, a fim de:

  • identificar os nutrientes presentes no solo;
  • disponibilizar os dados corretos para o uso de fertilizantes;
  • otimizar o aumento e a rentabilidade da fertilização; e
  • exemplificar a variabilidade natural da sua lavoura.

Portanto, ao ser identificada a variabilidade do solo é possível aplicar práticas individuais em cada parte da propriedade, otimizando o manejo e fazendo um estudo mais profundo. Tais ações irão ajudar a minimizar os gastos ao descobrir o fertilizante e o adubo ideais para o solo.

Além disso, a análise do solo pode ser feita em qualquer época do ano, porém o mais adequado é no período de entressafra, pois assim haverá tempo de preparar o solo e fazer o planejamento agrícola.

Amostragem do solo

Para que o agricultor conheça a disponibilidade nutricional do solo é necessário a realização de uma adequada coleta e análise do solo, e com isso propor a recomendação correta de fertilizantes e corretivos, que, por sua vez, serão responsáveis por parte considerável da produtividade da cultura de interesse. Para realização da correta amostragem do solo, alguns questionamentos frequentes devem ser considerados:

Como retirar as amostras?

Inicialmente, é preciso separar área de cultivo em sub-áreas mais homogêneas, denominadas de glebas, considerando-se a topografia, cobertura vegetal natural ou uso agrícola, textura, cor, condições de drenagem do solo e histórico de manejo. Isso, porque, dentro das glebas, a variabilidade da distribuição dos nutrientes é menor e, portanto, permite a estimativa da fertilidade média do solo com um menor número de amostras e também menor erro.

Dentro de cada gleba, deve-se realizar a extração de amostras simples, retiradas em pontos representativos da área, através de um caminhamento em zig-zag. Ressalta-se que antes da coleta é necessário a retirada da vegetação ou partes mais superficiais do solo. As amostras simples devem ter o mesmo volume de solo e coletadas na mesma profundidade, e posteriormente homogeneizadas para a formação de uma amostra composta da gleba.

Exemplo de separação de glebas e caminhamento em zigue-zague para coleta das amostras simples.

Amostragem de solo

FONTE: AGROPÓS 2020

2° Passo – Planejamento de fertilizantes

 

Esse passo está ligado diretamente à sua plantação, já que as necessidades de nutrientes, cuidados e especificações para um desenvolvimento saudável variam de acordo com cada espécie. Por isso, para os agricultores que buscam otimizar a produção, um bom começo pode ser a escolha dos fertilizantes, substâncias que, ao serem aplicadas no solo, proporcionam nutrientes fundamentais para a vitalidade das plantas.

Fertilizantes agrícolas inorgânicos:

Utilizados principalmente em lavouras de soja, milho, algodão, entre outros, possuem a base química de Nitrogênio, Fósforo e Potássio (NPK), que servem para trazer benefícios específicos para as plantas, como:

  • nitrogênio: responsável pelo forte crescimento das plantas, as deixando mais saudáveis e verdes, portanto, é ótimo para as folhas e caule;
  • fósforo: importante para a floração, frutificação e enraizamento, ou seja, esse elemento é essencial para o plantio;
  • potássio: melhora a qualidade e resistência das plantas, tornando-as mais fortes para resistir ao pisoteio e os danos de pragas e doenças.

Fertilizantes agrícolas orgânicos:

Segue abaixo os principais exemplos:

  • esterco – os mais utilizados são: de gado, por possuir mais fibras, o que dificulta a compactação do solo e ajuda na retenção de água; e de frango, rico em nutrientes, porém pode causar acidez no solo se utilizado em excesso;
  • farinha de ossos – rica em fósforo, matéria orgânica, cálcio e no controle da acidez do solo, sendo muito indicada para plantas floríferas e frutíferas;
  • húmus de minhoca – contém bastante matéria orgânica, que auxilia na fertilização e na recuperação das características físicas, químicas e biológicas do solo, contribuindo para o bom desenvolvimento das plantas;
  • torta de mamona tem ação nematicida e é rica em nitrogênio, porém deve haver cuidado com seu uso perto de animais de estimação, pois a mamona contém altas taxas de ricina (veneno) e metais pesados, como cádmio e chumbo.

Contudo, como você pôde ver até aqui, há uma vasta variedade de solos, apresentando formas, texturas e cores diferentes. Portanto, é preciso analisar quais são os tratamentos preferenciais para aumentar a produtividade do solo em um curto espaço de tempo.

3 passos para fertilidade do solo

3° passo  – Adubação do solo

 

Adubação é o processo de aplicação de fertilizantes orgânicos ou sintéticos, visando aumentar a quantidade de nutriente das plantas e expandir a produtividade da lavoura. A aplicação é feita diretamente no solo por meio de máquinas pulverizadoras (fertilizantes foliares) ou irrigação.

Adubo orgânico

Derivado de resíduos animais e vegetais (compostagem), quando colocadas no solo, se decompõem e liberam seus nutrientes extraídos das folhas, dos ossos e de fezes de animais, garantindo o desenvolvimento da flora microbiana.

Contudo, esse processo de liberação e absorção é lento. Somado a isso, pelo fato de não ter como controlar a quantidade de nutrientes nem saber se há presença de agentes patogênicos, seu uso pode resultar em acidificação do solo.

Adubo inorgânico

É produzido por meio da extração mineral, baseado em nutrientes necessários para o desenvolvimento da planta. Ao utilizar a quantidade exata, o crescimento torna-se mais eficaz. Porém, é preciso ter cuidado com a porção aplicada para não diminuir a oxigenação das plantas e o seu crescimento.

Michelly Moraes
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