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Feijão andu: descobrindo os segredos nutricionais!

Feijão andu: descobrindo os segredos nutricionais!

Nosso blog mergulha no intrigante universo do Feijão Andu, uma leguminosa que está conquistando a atenção de entusiastas da culinária e da nutrição. Originário de regiões tropicais e subtropicais, o feijão andu não é apenas saboroso, mas também oferece uma rica fonte de proteína vegetal.

Acompanhe!

 

Feijão andu: descobrindo os segredos nutricionais!

 

O feijão andu, também conhecido como feijão-guandu ou feijão-de-porco, é uma leguminosa que tem ganhado cada vez mais destaque na alimentação de pessoas. Que buscam alternativas saudáveis e sustentáveis.

Originário das regiões tropicais e subtropicais das Américas, África e Ásia, o feijão andu não apenas oferece um sabor único. Mas também é repleto de benefícios nutricionais que merecem nossa atenção.

Neste artigo, vamos explorar o mundo do feijão andu, revelando seus segredos nutricionais, sua versatilidade na cozinha e os motivos pelos quais ele deve fazer parte da sua dieta. Se você está em busca de opções mais saudáveis para incluir em seu cardápio. Continue lendo e descubra por que o feijão andu merece um lugar de destaque em sua alimentação.

 

 

O que é feijão andu?

O feijão andu é um feijão muito particular, conhecido até como tendo personalidade forte por seu sabor ser bem diferente de todos os outros feijões.

De cor um pouco mais esverdeada (antes de maduros) e de formato arredondado e nada uniformes, é o fruto do anduzeiro.

Como os outros feijões, cresce dentro de vagem e, neste caso, por suas características físicas de cor e formato, às vezes é confundido com a ervilha.

 

Feijão andu ou feijão guandu?

Na verdade, estamos falando da mesma semente, apenas temos variação do nome em regiões diferentes do Brasil. Enquanto feijão andu é a nomenclatura usada no centro-oeste, sudeste e no sul do nordeste. Feijão guandu é um nome mais popular no Sul e em alguns estados do Nordeste.

Este produto também pode ser chamado de:

  • Anduzeiro,
  • Guandeiro,
  • Ervilha de pombo.

 

Benefícios nutricionais do feijão andu

Antes de mergulharmos nas formas deliciosas de preparar o Feijão Andu. É importante entender por que ele é tão especial do ponto de vista nutricional. Aqui estão alguns dos benefícios que tornam essa leguminosa uma excelente escolha para a sua saúde:

  • Rica fonte de proteína vegetal: o feijão andu é uma ótima fonte de proteína vegetal, essencial para a construção e reparação dos tecidos do corpo. É uma excelente opção para vegetarianos e veganos que buscam atender às suas necessidades de proteína.
  • Fibras para uma digestão saudável: ele também é rico em fibras, o que contribui para a saúde digestiva, ajudando a prevenir problemas como constipação e promovendo a sensação de saciedade. O que pode ser útil para o controle de peso.
  • Baixo teor de gordura: o feijão andu contém baixo teor de gordura saturada, o que o torna uma escolha saudável para o coração. A inclusão de leguminosas na dieta está associada à redução do risco de doenças cardiovasculares.
  • Rico em vitaminas e minerais: ele é uma fonte de várias vitaminas e minerais, incluindo folato, ferro, magnésio e potássio. Esses nutrientes desempenham papéis cruciais em diversas funções do corpo. Desde a produção de glóbulos vermelhos até a regulação da pressão arterial.
  • Sustentabilidade: o cultivo do feijão andu é benéfico para o meio ambiente, pois suas raízes fixam nitrogênio no solo, melhorando sua fertilidade e reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos.

 

Onde o feijão andu no Brasil

Na região Nordeste, o feijão andu é especialmente apreciado e faz parte da culinária típica, sendo usado em diversos pratos tradicionais. Ele é frequentemente utilizado na preparação de comidas regionais. Como ensopados, sopas, caldos e no famoso “baião de dois”, um prato que combina arroz, feijão andu e queijo coalho.

Além disso, o feijão andu é valorizado por sua resistência à seca, o que o torna uma opção importante para a alimentação em áreas mais áridas do Nordeste, onde outras culturas de feijão podem ser mais desafiadoras de cultivar.

 

Ciclo do feijão guandu

O ciclo de vida do Feijão Guandu, também conhecido como Feijão Andu ou Feijão-de-Porco, é semelhante ao de muitas outras leguminosas.

Este ciclo de vida pode variar ligeiramente dependendo das condições climáticas, do tipo de solo e das práticas de cultivo específicas, mas geralmente segue essas etapas básicas

Ele passa por várias fases, desde o plantio até a colheita das sementes. Aqui está uma visão geral do ciclo de vida típico do Feijão Guandu:

 

Plantio

O ciclo do Feijão Guandu começa com o plantio das sementes. As sementes são geralmente semeadas diretamente no solo em filas ou covas, ou podem ser transplantadas de viveiros para o campo.

 

Germinação

Após o plantio, as sementes germinam, produzindo plântulas. Isso geralmente ocorre dentro de uma a duas semanas, dependendo das condições de solo e clima.

 

Crescimento vegetativo

As plântulas crescem e desenvolvem folhas, caules e raízes. Durante essa fase, a planta se concentra no crescimento vegetativo e na formação de estruturas de suporte.

 

Floração

Após algumas semanas a meses de crescimento vegetativo, dependendo da variedade e das condições ambientais, a planta entra na fase de floração. Durante a floração, flores características do Feijão Guandu aparecem.

 

Polinização

As flores do Feijão Guandu precisam ser polinizadas para que ocorra a formação de vagens. A polinização pode ser feita por insetos, como abelhas, ou pelo vento, dependendo da variedade.

 

Formação de vagens

Após a polinização bem-sucedida, as flores dão lugar à formação de vagens. As vagens são as estruturas que contêm as sementes comestíveis.

 

Desenvolvimento das sementes

Dentro das vagens, as sementes do Feijão Guandu começam a se desenvolver. Isso leva algumas semanas a meses, dependendo das condições climáticas e do cultivo.

 

Colheita

Quando as vagens estão maduras e as sementes atingiram seu tamanho máximo, é hora de colher o Feijão Guandu. A colheita pode ser feita manualmente, cortando as plantas inteiras ou colhendo as vagens individualmente.

 

Secagem e armazenamento

Após a colheita, as sementes do Feijão Guandu podem ser secas ao sol para reduzir a umidade e aumentar sua vida útil. Elas são então armazenadas em local fresco e seco para uso futuro.

 

Plantio ou consumo

As sementes secas podem ser armazenadas para plantio na próxima safra ou utilizadas na culinária em diversos pratos, como sopas, ensopados, saladas e outros pratos tradicionais.

 

Quanto as variedades

O Feijão guandu, também conhecido como feijão andu ou feijão-de-porco. Possui diversas variedades com características únicas.

Entre elas, estão o guandu anão, com porte compacto, as variedades de flores amarelas e brancas, vagens verdes ou roxas, e sementes de diferentes tamanhos. Algumas regiões do Brasil também têm variedades regionais adaptadas às condições locais.

Embora as variedades possam variar em aparência e sabor, todas são apreciadas na culinária e podem ser usadas de várias maneiras. Dependendo das preferências pessoais e das disponibilidades locais.

 

Sistema de produção

A melhor época para produção do feijão guandu é no período chuvoso, especialmente entre novembro e dezembro. Sua semeadura deve ser realizada com espaçamento entre 40 cm e 1 m. Aproximadamente dez plantas por metro linear, e em profundidade de 2 a 5 cm, sendo este último o mais indicado.

Os plantios podem ser mais densos, mas é preciso lembrar que os animais podem não conseguir circular no espaço, nos casos de plantio para pastagem.  Como o feijão guandu tem desenvolvimento inicial lento, a capina deve acontecer de quatro a oito semanas após o plantio.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Em resumo, um sistema de produção é um conjunto de processos organizados e interligados utilizados na agricultura e em outras áreas. Na agricultura, ele envolve o planejamento, cultivo e colheita de culturas ou criação de animais.

A eficácia desses sistemas depende de fatores como manejo, sustentabilidade, diversificação e adaptação às condições locais.

A agricultura desempenha um papel crucial na alimentação global e na economia. Tornando a melhoria contínua e a inovação nos sistemas de produção essenciais para a segurança alimentar, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

Escrito por Michelly Moraes.

Sementes de feijão: uma tecnologia promissora!

Sementes de feijão: uma tecnologia promissora!

O feijão é um alimento tradicionalmente consumido no Brasil, compõe a dieta da maioria das famílias. Essa cultura contribui significativamente para o agronegócio do país, isto pois seu cultivo tornou-se mais tecnificado e competitivo. No entanto, um dos grandes entraves ao cultivo do feijoeiro e a conscientização e adoção de sementes de feijão de qualidade pelos pequenos e grandes produtores.

Para tal, preparamos este artigo para abordar esse assunto, bem como discutir a aplicabilidade e a maneira correta de produzir sementes certificadas.

Vamos lá!

 

Sementes de feijão: uma tecnologia promissora!

 

O feijão comum, também conhecido como Phaseolus vulgares L. é uma espécie cultivada e consumida em todo mundo. É um alimento rico em carboidratos (60%), proteínas (22%), aminoácidos, lipídios e sais minerais. O que demonstra sua importância nutricional e seu papel para a segurança alimentar em muitos países em desenvolvimento.

O Brasil é um dos países que mais produz feijão, segundo a CONAB este ano a produção alcançará cerca de 2,5 milhões de toneladas por hectare. Que certamente será voltada para suprir a demanda do mercado interno, que se encontra em torno de 2.9 milhões de toneladas por hectare.

Sendo assim, faz se necessário a importação de feijão de países como a Argentina, para suprir a demanda do mercado interno, e por isso é um produto ainda carente em exportações.

Tradicionalmente o feijão comum é cultivado por pequenos produtores, com contribuição de cerca de 70% da agricultura familiar, na sua grande maioria para a subsistência. No entanto, segundo a EMBRAPA arroz e feijão este cenário está dando lugar a cultivos irrigados, com controle fitossanitário, colheita mecanizada e maior aporte de insumos. Ou seja, muitos produtores estão investindo em grandes áreas de produção.

Contudo, práticas agrícolas outrora adotadas por muitos produtores de feijão, como a produção das próprias sementes, estão sendo substituídas pela compra de sementes de qualidade. Livre de contaminação fitossanitárias, fisiologicamente viáveis e que contribuía para a uniformidade de cultivo.

 

 

Sementes de feijão x Grãos de feijão

Quando o grão atinge a sua maturidade fisiológica, é recomendado a colheita independentemente da sua finalidade.

Isto pois, a grande diferença entre os grãos destinados a alimentação ou a semente está no processo de cultivo. Visto que, apenas sistemas de cultivos criteriosos podem assegurar ao agricultor sementes com vigor, sanidade e características agronômicas. Que permitem melhor planejamento de tratos culturais, estimativas de produção e qualidade no pós-colheita.

No entanto, um levantamento realizado pela EMBRAPA arroz e feijão demonstra que o percentual de produtores que utilizam sementes certificadas de feijão comum não ultrapassa 28%. Mesmo se observado nos estados mais produtivos como Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Sendo assim, a maioria dos produtores optam por utilizar materiais retirados de campos de produção de grãos, sementes que podem estar contaminadas por pragas, doenças e sementes de ervas daninhas. Podem ter baixo vigor, podem apresentar características que dificultam os tratos culturais como porte da planta, ciclo ou susceptibilidade a doenças.

Contudo, a adoção de sementes certificadas traz ao agricultor o conforto de conhecer o material de trabalho, a segurança de utilizar cultivares melhoradas, com características que pode facilitar tratos culturais.

Além disso, podem utilizar materiais resistentes a doenças comum em feijão como Mosaico comum, ferrugem, Antracnose e outras. Por fim, livre de contaminantes que podem comprometer o campo de produção ou até mesmo a qualidade final dos grãos.

Contudo apesar dos benefícios da utilização sementes de feijão comum, o número de produtores que aderem essa tecnologia é muito baixa e pode estar associado:

  • Falta de informação
  • Baixa oferta de sementes no mercado

 

Características necessárias para a certificação de sementes de feijão

 

Pureza genética

As sementes certificadas devem apresentar procedência conhecida, o que permite ao agricultor conhecer as características da planta como ciclo, hábito de crescimento, arquitetura, resistência e/ou tolerância a pragas e doenças, cor e brilho do tegumento bem como o potencial produtivo da cultura. Tornando os sistemas de cultivo mais previsíveis, permitindo a organização dos tratos culturais, contribuindo para a uniformidade de plantio e produtividade.

 

Pureza física

Os lotes de sementes devem estar livres de impurezas como partículas de solo, restos vegetais, pedras, sementes danificadas, sementes de plantas invasoras ou de outras espécies. Que podem ser condutoras de pragas e doenças ou trazer gastos adicionais ao produtor. Por exemplo Rhizoctonia Solani, Sclerotium Rolfsii e Sclerotinia sclerotiorum são patógenos que podem sobreviver por muitos anos em partículas do solo ou Colletotrichum Lindemuthianum que podem permanecer em restos culturais.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Qualidade fisiológica

As sementes também devem apresentar capacidade potencial de gerar plantas saudáveis e vigorosas. Para conhecer está características são necessários testes de germinação e determinação do vigor da semente. Este último, trata-se da soma de características de germinação e emergência de plântulas.

 

Qualidade fitossanitária

A semente é considerada um forte aliado a disseminação dos principais patógenos do feijoeiro, como fungos, bactérias e vírus, alguns deles podem se instalar por anos nas sementes e inviabilizar áreas para as próximas safras. Os esporos de fungos como Colletotrichum Lindemuthianum podem sobreviver por até 15 anos nas sementes e o vírus do mosaico comum e da bactéria X Axonopholis pv. Phaseolis podem sobreviver por até 30 anos.

O processo de contaminação das sementes pode acontecer no campo ou no pós-colheita, pois alguns patógenos infectam a semente é outros liberam estruturas de propagação como esporos. Sendo assim, os patógenos podem inviabilizar as sementes, contaminar as plântulas e contaminar as plantas de forma sistêmica ou tornar-se fonte de inoculo para a área de cultivo (não sistêmica).

Sendo assim, nas sementes os patógenos podem infectar (contaminar o tegumento) ou infestar o lote de sementes ou ainda causar a perda de vigor das sementes. Uma vez instalados no lote de sementes. Em condições favoráveis se desenvolve e infectam as plantas de forma sistêmica (mosaico comum e X Axonopholis pv. Phaseolis) ou não sistêmica (Colletotrichum Lindemuthianum) e pode causar epidemias graves e reduzir drasticamente a produtividade.

Segundo um informe da EMBRAPA as principais doenças transmitidas pelas sementes são: antracnose, crestamento-bacteriano-comum, mancha-angular, mofo-branco, mancha de Ascochyta, mancha de Alternaria, mosaico-comum, mela, murcha de Curtobacterium, podridão do colo, murcha de Fusarium, podridão cinzenta do caule ou macrofomina, podridão-radicular-seca e podridão-radicular/tombamento.

 

Como tornar-se produtor de sementes de feijão comum?

Para que o agricultor se torne um produtor de sementes certificadas de feijão comum inicialmente é preciso que o produtor entenda a importância da sua atividade na cadeia produtiva do feijoeiro. Além da necessidade de controle e manutenção da qualidade das sementes, garantindo ao produtor/consumidor um produto de procedência conhecida e livre de contaminantes.

 

Como tornar-se produtor de sementes de feijão comum?

 

Para tal, é necessário que o agricultor faça um cadastro no RENASEM (Registro Nacional de Sementes e Mudas), órgão que fica sob a competência do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento).

Sendo assim, esses órgãos tornam-se responsáveis pelas inspeções e fiscalização do material comercializado, para garantir ao consumidor um produto de qualidade. No entanto, apenas agricultores familiares, assentados de reforma agrária, indígenas e produtores de sementes de cultivar local, tradicional e crioula.

Suas normativas contam com instruções para produção, comercialização e utilização de sementes; garantem ao consumidor/produtor padrões mínimos de qualidade das sementes. Sendo assim, as sementes certificadas pelo MAPA, podem ser sementes básica ou sementes certificadas de primeira (C1) ou segunda (C2) geração.

 

Etapas para obtenção de sementes de feijão certificadas

  • Deve-se escolher áreas de cultivo deve ser criteriosa evitando-se áreas que já foram utilizadas para cultivar feijão ou com muita incidência das principais pragas e doenças da cultura. O cultivo pode ser direto ou convencional, no entanto o importante é evitar fontes de contaminação de patógenos que podem permanecer na pal
  • Assim como o cultivo do feijão comum para grãos, o cultivo para sementes pode ser realizado no período das águas (agosto a março), seca (janeiro a julho) e safrinha (maio a outubro).
  • Para a certificação no RENASEM o produtor deve utilizar sementes de origem conhecida (Figura 1) com qualidade fisiológica e sanitária. Com preferência para as sementes genética, básica e por fim C1.

 

Tabela 1

Tabela 1: Controle de gerações das categorias de semente. Sendo C1 semente certificada de primeira geração, C2 semente certificada de segunda geração, S1 não certificada de primeira geração e S2 não certificada de segunda geração.

Origem das sementes

Categoria dos possíveis sementes geradas

Genética Básica, C1, C2, S1e S2
Básica C1, C2, S1e S2
C1 C2, S1e S2
C2 S1e S2
S1 S2

Fonte: Informe IMCAPER.

 

  • Todos os equipamentos utilizados no plantio, tratamento de sementes, colheita e trilha devem ser limpos para a remoção de restos culturais. Como sementes de feijão e de plantas daninhas, solo e qualquer outro contaminante, para evitar a contaminação das sementes e do campo de cultivo.
  • As sementes podem ser tratadas com fungicidas (protetores e sistêmicos) e inseticidas para garantir o controle das pragas e doenças, principalmente na fase inicial.
  • O espaçamento entre plantas e número final de plantas deve favorecer as vistorias de campo, realização de roguing (elimina plantas doentes) e o controle de doenças.
  • As vistorias no campo são realizadas ao longo de todo ciclo da cultura, normalmente são realizadas na floração e na pré colheita. Essas vistorias são necessárias para verificar se o campo atende aos padrões mínimos pré-estabelecidos pelo MAPA.

 

Plataforma Agropós

 

Mais alguns pontos:

  • No stand de cultivo deve-se evitar a presença de plantas atípicas, outras espécies de plantas e doenças. São consideradas plantas atípicas, plantas com características diferentes da esperada para a cultivar. Por exemplo cor do hipocótilo durante a fase de emergência, a cor da flor na fase de floração e a cor, forma e tamanho das vagens na fase de pré colheita.
  • A amostragem dá área de cultivo deve ser realizada dividindo o campo para a obtenção de subamostras. Sendo assim, a incidência de doenças e plantas atípicas devem estar no intervalo aceito pelo MAPA. Se necessário, pode ser realizado o roquing, sendo necessária uma nova amostrag As recomendações serão apresentadas na Tabela 2.
  • Adubação, controle de invasoras, manejo de pragas e doenças e irrigação são prática que devem ser realizadas assim como nos campos de produção de grãos.
  • Para manter a qualidade das sementes a colheita deve ser realizada quando as sementes atingir a maturação fisiológica e maturação de colheita. Ou seja, teor de água recomendado para a cultura. A secagem deve ser realizada para garantir a qualidade das sementes.
  • Para a trilha, as sementes devem estar com teor de água entre 15% e 17%, isto porque a umidade acima ou abaixo do recomendado pode causar danificação das sementes. Além disso, deve-se realizar a trilha preferencialmente de manhã. Entre 9h e 12h ou à tarde entre 15h e 19h para evitar danos a semente.
  • O processamento da semente após a colheita envolve a secagem, o beneficiamento, o tratamento e a embalagem. Para tal todos os equipamentos devem ser limpos para evitar contaminação.

 

Tabela 2

A Tabela 2 mostra os critérios avaliados a campo e em laboratório para a certificação das sementes. Segundo os critérios avaliados é possível observar que a aquisição de plantas certificadas garante aos produtores de feijão sementes de variedades mais produtivas. Com pureza genética, vigorosa, livre de sementes de plantas daninhas e com baixo risco de introdução de patógenos na área de cultivo. Mas vale lembrar que ainda é preciso avaliações mais fitossanitárias mais criteriosas para garantir a completa pureza fitossanitária.

Tabela 2Padrões para a produção de sementes de feijão (Phaseolus vulgaris L.), conforme Instrução Normativa Nº 45 de 17 de setembro de 2013/MAPA, cedidas pelo site da EMBRAPA.

Critérios de campo
  Básicas C1 C2 S1 e S2
Vistorias Área máxima da gleba (ha) 50 50 50 100
Número mínimo de vistorias 2 2 2 2
Número mínimo de subamostras 6 6 6 6
Número de plantas por subamostra 1000 500 375 250
População de amostra 6000 3000 2250 1500
Rotação(ciclo agrícola)
Isolamento ou bordadura (mínimo em metros) 3 3 3 3
Plantas atípicas/fora de tipo (n° máximo) 3/6000 3/3000 3/25000 3/1500
Outras espécies de plantas
Pragas Antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) (nº máximo de vagem contaminada/ população de amostra de vagem 3/600 3/300 3/300 3/100
Crestamento Bacteriano (Xanthomonas axonopodis pv.phaseoli)(nº máximo de plantas/população de amostra) 3/600 3/300 3/300 3/100
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) (nº máximo de plantas/população de amostra 0 0 0 0
Critérios das sementes
Pureza Semente pura (% mínima) 0,98 0,98 0,98 0,98
Material inerte (%)
Outras sementes (% máxima) 0,0 0,1 0,1 0,1
Determinação de outras sementes por número (nº máximo) Semente de outra espécie cultivada 0 0 1 1
Semente silvestre 0 1 1 1
Semente nociva tolerada 0 1 1 1
Semente nociva proibida 0 0 0 0
Sementes infestadas (% máxima) 3 3 3 3
Sementes de outra cultivar de grupo de cores diferentes 2 4 6 8
Germinação (% mínima) 70 80 80 80
Validade do teste de germinação (máxima em meses) 6 6 6 6
Validade de reanálise do teste de germinação (máxima em meses) 4 4 4 4

Fonte: Embrapa.

 

Conclusão

Por fim, certamente a utilização de sementes certificadas é uma tecnologia que contribuirá para o planejamento e aumento da produção nacional. Trazendo para o grande e pequeno agricultor cultivares melhoradas e livre de contaminantes.

No entanto, existe um baixo interesse dos agricultores em adquirir sementes certificadas ou produzi-las, em parte pela falta de conhecimento, sendo esse artigo um veículo de propagação desssa tecnologia.

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Escrito por Dinorah Moraes.

Conheça as etapas do desenvolvimento do feijoeiro!

Conheça as etapas do desenvolvimento do feijoeiro!

O feijão está entre os principais alimentos consumidos por nós brasileiros. Diferente das outras culturas, a maior parte fica no mercado interno sendo pouco exportado. Para dar início ao plantio de feijão é necessário que o produtor entenda todo o processo de desenvolvimento do feijoeiro. Com isso preparamos esse artigo que irá abordar tudo sobre esse assunto.

Acompanhe!

 

Conheça as etapas do desenvolvimento do feijoeiro!

 

Feijão tem grande importância no Brasil, estando presente em quase todas as alimentações feitas pelos brasileiros.

Além do consumo, a cultura do feijão é importante para diferentes classes do agronegócio, sendo produzido por pequenos, médios e grandes produtores.

Sua produção pode ser realizada na época das águas ou primeira época, época da seca ou segunda época e terceira época ou de outono-inverno.

Desse modo, conhecer o desenvolvimento do feijão, saber suas exigências é fundamental para planejar o plantio e a condução da lavoura até a colheita.

 

 

Importância do Feijão

A cultura do feijão é uma das mais importantes para a alimentação da população do Brasil. E para facilitar a variações do nosso clima solos.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa, vem desenvolvendo programas de pesquisa de melhoramento genético para disponibilizar ao mercado cultivares adaptadas às diferentes condições de clima e solo do Brasil.

Diversas formas de feijão são cultivadas no mundo inteiro, mas poucos povos souberam tirar tanto proveito desse alimento como o brasileiro.

Os estados do Paraná, Minas Gerais e Bahia se destacam como produtores de feijãocomum (Phaseolus vulgaris), com uma produção que corresponde a quase 50% do total nacional.

Além do papel relevante na alimentação do brasileiro, o feijão é um produto de grande importância econômica e social, principalmente por conta da mão de obra empregada durante o ciclo da cultura.

 

Desenvolvimento do Feijoeiro

O ciclo biológico do feijoeiro é dividido em duas fases: vegetativa e reprodutiva. A fase vegetativa é constituída pelas etapas V0, V1, V2, V3 e V4; a reprodutiva pelas etapas R5, R6, R7, R8 e R9.

O ciclo de desenvolvimento do feijoeiro é completado de 70 a 110 dias, de acordo com a cultivar e com as condições climáticas.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Desenvolvimento Vegetativo

 

Estádio V0- Germinação

Refere-se à germinação, ao absorver água em quantidade adequada, inicia-se o processo. Primeiro ocorre a emissão da radícula seguida pelo alongamento do hipocótilo até o surgimento dos cotilédones na superfície do solo.

Uma semeadura bem feita é essêncial para o sucesso dessa etapa, a profundidade de deposição das sementes deve ser de 3 a 5 cm e a temperatura do solo deve estar adequada (temperaturas próximas a 25 ºC favorecem a taxa de germinação, já as inferiores a 12 ºC reduzem significativamente).

 

Estádio V1- Emergência

O que caracteriza essa fase é o aparecimento dos cotilédones ao nível do solo.  Nesse momento ocorre o desdobramento da “alça” do hipocótilo seguido do alongamento do epicótilo até a expansão das folhas primárias.

Nessa fase é possível analizar de maneira confiável a qualidade da semeadura, avaliando o estande e uniformidade de emergência.

 

Estádio V2 – Folhas primárias

Estádio caracterizado pela expansão plena das folhas primárias (unifolioladas, sede inicial de conversão de energia), a velocidade da abertura bem como o tamanho das folhas são fatores importantes para o bom desenvolvimento da cultura. Semeadura profunda, sementes pouco vigorosas, ataque de doenças e pragas podem resultar em folhas pequenas e mal formadas.

 

Estádio V3 – Primeira folha trifoliolada

Tem início quando a primeira folha trifoliolada encontra-se em posição horizontal, totalmente desdobrada.

Nessa fase acontece a exaustão intensa dos cotilédones, que sofrem abscisão, a planta assim depende diretamente dos nutrientes presentes no solo.

O período entre V1 e V3 apresenta a maior tolerância à estresses hídricos e à oscilações de temperatura (ambos moderados), há acelerado crescimento radicular.

 

Estádio V4 – Terceira folha trifoliolada

É caracterizado pela expansão completa da terceira folha trifoliolada, as plantas aceleram a emissão de folhas e o crescimento.

Nessa fase o déficit hídrico pode reduzir consideravelmente a área foliar e consequentemente a produtividade, porém o feijoeiro também apresenta sensibilidade ao excesso de água, devendo haver um fornecimento adequado em caso de irrigação.

 

Desenvolvimento reprodutivo

  • R5 – Pré-floração: aparecem os primeiros botões ou racemos em 50% das plantas.
  • R6 – Floração: abre-se a primeira flor em 50% das plantas.
  • R7 – Formação de vagens: as pétalas das flores murcham e começa a formação de vagens (ao menos uma vagem aparece em 50% das plantas).
  • R8 – Enchimento de vagens: formação de grãos na primeira vagem em 50% das plantas.
  • R9 – Maturação: mudança de cor, em pelo menos, uma vagem em 50% das plantas.

 

Quais fatores afetam o desenvolvimento do feijoeiro?

Para obter resultados positivos na cultura de feijão e no desenvolvimento do feijoeiro, é preciso considerar alguns fatores, como temperatura, época e área de plantio, água, entre outros. Conheça mais sobre a importância de cada um deles:

 

Época de plantio

A princípio, a época de plantio é um fator básico, sempre de extrema importância, para o sucesso da lavoura. No caso do feijão, para definir o período ideal de plantio, é preciso considerar as exigências climáticas da planta.

Na prática, isso significa que essa cultura consegue obter uma melhor produtividade quando seu cultivo ocorre em épocas com climas específicos.

Vale destacar que por ser uma cultura de ciclo curto (cerca de 90 dias), o feijão pode ser cultivado por até quatro safras em um ano.

 

Temperatura

De modo geral, a cultura de feijão é sensível a altas e baixas temperaturas. Dessa forma, as melhores temperaturas para a cultura ficam entre 18 e 24°C, sendo que a ideal é de 21°C.

Fora dessa temperatura, em especial com médias acima de 30°C e abaixo de 12°C, pode ocorrer abortamento de flores, vagens e grãos do feijão.

Também é importante ressaltar que na fase de germinação, as temperaturas baixas podem atrasar a emergência e prejudicar o desenvolvimento das plantas.

 

Radiação solar

A radiação solar é outro fator que favorece o bom desenvolvimento da lavoura de feijão. Assim, o ideal é manejar a cultura de forma que ela consiga interceptar uma grande quantidade de radiação solar.

Este é um fator importante, em especial, antes da fase de florescimento da planta. Desse modo, até chegar a esse estádio, é possível acumular um volume adequado de biomassa.

 

Precipitação pluvial

Quando está sob estresse hídrico (falta de água), o feijão costuma apresentar redução na área foliar.

Essa é uma questão ainda mais crítica no período da floração, quando a falta de água pode diminuir a estatura da planta e prejudicar o desenvolvimento das vagens da planta o número, tamanho e a quantidade de grãos é afetado.

Desse modo, para garantir a produtividade da cultura, é importante irrigar a cultura, de forma a reduzir a ocorrência do estresse hídrico.

 

Área de plantio

Em relação à área de plantio, o feijão pode ser cultivado tanto em várzeas quanto em terras altas. O importante é que o local de cultivo tenha solos soltos, friáveis e não sujeitos a encharcamento.

 

Preparação do solo

Como explicamos, a cultura de feijão pode ser cultivada em diferentes épocas, o que torna possível mais de uma safra por ano na mesma área.

De modo geral, é possível cultivar o feijão de duas formas: pelo plantio convencional ou por plantio direto.

No caso do plantio convencional, deve-se fazer a aração e a gradagem seguindo as práticas de manejo e conservação do solo isto é, segundo as condições de topografia do terreno e as propriedades físicas do solo.

 

Profundidade

Em relação a profundidade, indica-se que em solos argilosos ou úmidos, a semeadura seja feita com 3 a 4 cm de profundidade. Já em solos arenosos, com 5 a 6 cm.

Esse é um ponto importante para o cultivo do feijão, pois quando fazemos a semeadura em maior profundidade, pode ocorrer o atraso da emergência das plântulas.

Ademais, outra desvantagem é que as sementes ficam mais suscetíveis ao ataque de doenças, o que causa danos aos cotilédones.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

É indiscutível que o feijão é um produto com alta importância econômica e social no País. O produto exerce grande valor sob o ponto de vista alimentar, como alternativa econômica de exploração agrícola em pequenas propriedades e como atividade de ocupação de mão de obra menos qualificada nas diversas regiões rurais brasileiras.

Neste artigo abordamos sobre as fases de desenvolvimento do feijoeiro, afinal é de extrema importância para o agricultor ter em mente todas essas etapas.

E aí, conseguiu entender mais sobre o cultivo do feijão e o desenvolvimento do feijoeiro? Se você gostou desse conteúdo e te ajudou e esclareceu suas dúvidas. Comente e compartilhe em suas redes sociais!

Origem do feijão: entenda sua importância!

Origem do feijão: entenda sua importância!

Os feijões são mundialmente reconhecidos por sua riqueza nutricional e versatilidade culinária. O que talvez poucas pessoas não sabem é origem do feijão e sua importância econômica. Neste artigo vamos abordar tudo sobre esse assunto. Quer saber tudo sobre?

Venha comigo!

 

Origem do feijão: entenda sua importância!

 

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de feijão, depois de Myanmar e Índia, respectivamente. Típico produto da alimentação brasileira, é cultivado em todas as regiões, além de ser um dos alimentos mais antigos do mundo.

Os estados do Paraná, Minas Gerais e Bahia se destacam como produtores de feijão-comum (Phaseolus vulgaris), com uma produção que corresponde a quase 50% do total nacional.

Além do papel relevante na alimentação do brasileiro, o feijão é um produto de grande importância econômica e social, principalmente por conta da mão de obra empregada durante o ciclo da cultura.

 

 

O que é o feijão?

Feijão é uma leguminosa e é um dos principais grãos fornecedores de proteína na alimentação dos brasileiros. Além disso, possui boas quantidades de carboidratos, substância que garante a energia necessária para o funcionamento do corpo. E é também uma ótima fonte de ferro, vitaminas do complexo B e fibras.

 

Conheça 13 tipos de feijão cultivados no Brasil!

 

Ao todo existem 14 tipos de feijão disponíveis para consumo. No Brasil os mais utilizados são: carioquinha, preto, de corda, jalo, branco, rosado, fradinho, rajado e bolinha. Além deles, o azuki, o roxo, o moyashi, o verde e o vermelho, completam a lista.

O prato mais comum utilizado com o ingrediente é a tradicional feijoada, que consiste num guisado de feijão com carne. Normalmente acompanhado com arroz e que caracteriza, por anos, a culinária brasileira no mundo.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Importância do feijão

A cultura do feijão é uma das mais importantes para a alimentação da população do Brasil. E para facilitar a variações do nosso clima e solos, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa, vem desenvolvendo programas de pesquisa de melhoramento genético. Para disponibilizar ao mercado cultivares adaptadas às diferentes condições de clima e solo do Brasil.

Diversas formas de feijão são cultivadas no mundo inteiro. Mas poucos povos souberam tirar tanto proveito desse alimento como o brasileiro.

Essa iguaria está presente na culinária dos nossos vinte e sete estados, principalmente junto com o arroz. Mas também com as carnes, na forma de sopas, caldos, baião de dois, acarajé, feijão-tropeiro, dobradinha, salada, guisado, ensopado, feijoada, tutu à mineira e em muitos outros pratos.

 

Cultura do feijão: a origem do grão

São diversas as hipóteses que visam explicar a origem e domesticação do feijoeiro. Uma delas é que o feijão teria sido domesticado na Mesoamérica, há cerca de 7.000 a.C. E disseminado posteriormente pela América do Sul.

Por outro lado, achados arqueológicos de feijões domesticados na América do Sul, mais especificamente no Peru há cerca de 10.000 a.C. São indícios de que o feijoeiro teria sido domesticado na América do Sul e então levado para a América do Norte.

Dados mais recentes sugerem a existência de três centros primários de diversidade genética do feijão. Tanto para espécies silvestres como cultivadas:

  • Mesoamericano – do sudeste dos Estados Unidos até o Panamá, tendo como zonas principais o México e a Guatemala;
  • Sul dos Andes – abrange desde o norte do Peru até as províncias do noroeste da Argentina e
  • Norte dos Andes – da Colômbia e Venezuela até o norte do Peru.

Além dos centros americanos primários, podem ser identificados outros centros secundários em algumas regiões da Europa, Ásia e África.

Os feijões estão entre os alimentos mais antigos do mundo, com seus registros diretamente associados aos primeiros registros da história da humanidade.

O antigo Egito e na Grécia eram cultuados como símbolo da vida. Também faziam parte das festas gastronômicas dos antigos romanos e sua importância para esse povo era tão grande que era utilizado como pagamento de apostas.

 

Feijão no Brasil

Por volta do século XVI, os índios chamavam o feijão de “comanda” e o comiam com farinha. Atualmente, as três espécies de feijão mais cultivadas no Brasil são:

  • Feijão-comum (Phaseolus vulgaris), também conhecido como “carioca”;
  • Feijão macassar (Vigna unguiculata), comum principalmente nas Regiões Norte e Nordeste; e
  • Feijão-guandu (Cajanus cajan), muito utilizado na alimentação de animais.

O ciclo curto da cultura possibilita o plantio de até três safras durante a temporada no Brasil. Nas Regiões Sul e Sudeste, o plantio da 1ª safra vai de agosto a dezembro, com colheita nos meses de novembro a abril.

Já nas Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o plantio é de outubro a fevereiro, e a colheita, em janeiro a maio.

O plantio da 2ª safra nas Regiões Sul e Sudeste vai de janeiro a abril e a colheita se dá nos meses de março a agosto. Já na Região Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O plantio fica entre os meses de janeiro a junho, e a colheita, de março a setembro.

Por fim, o plantio nas Regiões Sul e Sudeste da 3ª safra vai de março a junho, com a colheita nos meses de junho a outubro.

 Já nas Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o plantio é realizado nos meses de abril a junho, e a colheita, de junho a outubro.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

É indiscutível que o feijão é um produto com alta importância econômica e social no País. O produto exerce grande valor sob o ponto de vista alimentar. Como alternativa econômica de exploração agrícola em pequenas propriedades e como atividade de ocupação de mão de obra menos qualificada nas diversas regiões rurais brasileiras.

Neste artigo podemos conhecer melhor sobre a origem do feijão e sua importância para alimentação e economia do pais. Então, gostaram do artigo sobre a origem do feijão?

Escrito por Michelly Moraes.

 

As 9 principais doenças do feijão!

As 9 principais doenças do feijão!

Saber diagnosticar as principais doenças do feijão é indispensável para um manejo integrado de doenças efetivo. Em 2020/21, a produção desse grão atingiu pouco mais de 3 mil toneladas.

Essa produção pode ser menos expressiva em quantidadese comparado com as demais produções de grãos no Brasil, mas isso não a faz menosimportante.

Hoje, o feijãoé um alimento fundamental na composição da dieta de praticamente todos os brasileiros. Além de serum aliado muito importante em questões relacionas àsegurança alimentar no Brasil.

Isso devido também a outros fatores positivos como a sua composição nutricional e a possibilidade de ser cultivado durante o ano todo nas mais diversas regiões do país.

 

As 9 principais doenças do feijão!

 

Dentro desse contexto, as doenças que afetam o feijoeiro podem apresentar um papel de destaque, pois podem fazer toda a produção, em quantidade e qualidade, ir por água abaixo.

Tais doenças podem ser causas por agentes fitopatogênicos de diferentes naturezas como fungos, bactérias e vírus.

Assim, confira a lista de 9 doenças do feijão que será abordada nesse artigo:

  1. Podridão radicular de Rhizoctonia;
  2. Murcha de fusarium;
  3. Mancha angular;
  4. Ferrugem;
  5. Oídio;
  6. Mofo-branco;
  7. Antracnose;
  8. Crestamento bacteriano comum;
  9. Mosaico dourado do feijoeiro.

 

É importante se atentar

Como se pode imaginar, cada um desses patossistemas vai apresentar suas particularidades, assim como pontos em comum.

Relembrar, saber e refletir sobre tais características é fundamental na realização um bom planejamento de manejo integrado de doenças do feijão.

Se você deseja saber ou revisaros aspectos básicos da produção de feijão. Como seus estádios fenológicos, as diferentes épocas e safras de plantio. Recomendo a leitura do seguinte texto: Plantação de Feijão: Cuidados na hora de Semear!

Podendo se tornar mais fácil de relacionar informações como:em qual safra o feijão tem mais chances de ser afetado por uma doença. Ou em qual estádio fenológico se observamais sintomas dessa doença.

Mas para saber um pouco mais sobre as principais doenças do feijão, o que é a ferrugem feijão, como manejar a antracnose no feijão, junto as outras doenças listadas, não deixe de conferir esse artigo.

 

Pós-graduação Fitossanidade

 

Podridão radicular de Rhizoctonia (Rhizoctonia solani)

A podridão radicular de Rhizoctonia é uma doença que pode causar severos danos a cultura do feijão, afetando principalmente os estádios fenológicos inicias do feijoeiro (V0 a V4).

O agente causal dessa doença é o fungo de solo Rhizoctonia solani. Causando o típico sintoma de damping-off” devido ao estrangulamento do colo de plantas jovens de feijão. Resultando no tombamento do ápice da planta.

Outro sintoma característico é a ocorrência de lesões arredondadas, irregulares, deprimidas, apresentando tons amarronzados a avermelhados.

Esse fungo pode sobreviver em restos de culturas e no solo, com a formação de estruturas conhecidas como escleródios.

Sua dispersão pode ocorrer através da água da chuva ou irrigação, implementos de máquinas com solo contaminado ou até mesmo sementescontaminadas.

Os danos causados nos estágios inicias levam a má formação de estande e perda de produtividade. Contudo também pode afetar as vagens que tiverem contanto com o solo. Causando danos qualitativos aos grãos de feijão.

A presença desse fungo em uma área de feijão pode ser tão problemática. Que até mesmo sua fase perfeita (Thanatephorus cucumeris) pode causar danos, doença conhecida como Mela.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Murcha de fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli)

A murcha de fusarium também é uma doença fúngica veiculada pelo solo de grande importância para a cultura do feijão.

Apesar de também poder ocorre nas fases inicias do feijoeiro, sua incidência mais preocupante ocorre nos estádios de pré-floração, florescimento e enchimento das vagens.

A severidade dessa doença está fortemente atrelada a fatores como o grau de resistência da cultivar utilizada junto as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

Seu agente causal é fungo de nome cinéticoFusarium oxysporum f. sp. phaseoli, onde abreviatura (f. sp.) significa forma specialis, indicando ser um tipo de fusarium que ataca o feijão.

Os sintomas causados por essa doença são característicos por amarelecimentos e murcha generalizada ou parcial da parte área do feijão.

Sendo isso devido ao fato desse fungo colonizar os vasos do xilema da planta. O que irá por sua vez impedir a passagem adequada de água.

Assim as plantas acabam apresentam sintomas de murcha nos períodos mais quentes do dia. Retornando turgidez ao entardecer, quando a murcha é irreversível ocorre a desfolha da planta com posterior morte.

Sobreviver também em restos culturais e no solo, com a formação de estruturas de resistência chamadas de clamidósporos (enovelamento de hifas). Sua dispersão ocorrer da mesma forma que a doença anterior.

 

Mancha angular (Phaeoisariopsis griseola)

Já a doença do feijão popularmente conhecida como mancha angular pode causar lesões em todos os órgãos da planta, mas principalmente nas folhas.

O fungo que causa essa doença é oPhaeoisariopsis griseolaapresentando ocorrência global em mais de 60 países com mais de 29 raças.

Nas folhas pode se observar na parte inferior dos folíolos pequenas lesões angulares. De coloração marrom acinzentada e delimitadas pelas nervuras.

Evoluindo para uma coloração marrom escuracomcoalescimento das lesões, posterior amarelecimento e queda, resultando em desfolhamento precoce da planta de feijão.

 

Ferrugem (Uromyces appendiculatus)

Doenças comumente chamada de ferrugem afetam uma série de outras culturas, como a sojaou o café.

Porém são causadas por patógenos fúngicos específicos que no caso do feijão e de outras plantas do gênero Phaseolus spp. é o fungoUromyces appendiculatus.

O qual, diferente das demais doenças comentadas até aqui, apresenta natureza biotrófica.

O que faz necessário a presença de um hospedeiro vivo para se manter presente e reproduzindo, o que também garante para essa doença uma grande variabilidade.

Esses fatoresse agravam em regiões do Brasil onde se é possível o cultivar feijão durante o ano todo.

O sintoma típico dessa doença caracteriza-se pela presença de estruturas nas folhas chamadas de pústulas.

Onde na ocorrência de muitas pústulas faz com que a folha apresenta clorose generalizado, secando e caindo prematuramente.

Porém, inicialmente ocorre em pequenas manchas amareloesbranquiçadas na parte de baixo da folha, evoluindo para ambos lados com manchas de cor marromalaranjadas e geralmente com halo clorótico.

As pústulas são as estruturas repoisáveis por produzidos os esporosos quais são disseminados principalmente pelo vento.

 

Oídio (Erysiphe polygoni)

A doença de oídiona cultura do feijão apresenta caráter secundário ocorremsob condições de temperatura moderada e baixa umidade, o que é comum em cultivos tardios.

O agente causa dessa doençaé o fungo Erysiphe polygoni,o qual pode ocorre em toda a parte área da planta sendo as folhaso órgão mais afetado.

Seus sintomas típicos se caracterizem pela ocorrência de pequenas manchas verde-escuras na parte inferior da folha ese desenvolvem parapequenas massas brancas acinzentadas com aparecia de pó.

Em situações de infecções de maioresseveridade, a folha pode ficar inteiras com aspecto pulverulento, evoluindo para amarelecimento e desfolha prematura.

O patógeno dessa doença apresenta diversas raças fisiológicas e grande número de hospedeiros.

Fatores que se tornam essências para a garantia da manutenção do fungo mesmo na ausência do feijoeiro, podendo seus esporos ser disseminados pelo vento, chuva ou insetos.

 

Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum)

O mofo-branco é uma das principais doenças fúngicas do feijoeiro e ocorrenos cultivos de feijão do mundo todo.

É uma doença que ocorre principalmente a partir do florescimento, além de ser importante em áreas de cultivo inverno.

Que somado a prática de irrigação por aspersão, podendo chegar acusar perdas de até 100% da produção do feijão.

Essa doença é causada pelo fungode solo Sclerotinia sclerotiorum o qual é um patógenocom mais de 300 espécies de plantas hospedeiras, muitas delas de interesse agrícola como a soja.

Os sintomas típicos dessa doença são o apodrecimento de hastes, folhas e vagens junto ao crescimento de uma massa micélio branco, o mofo.

As lesões que se desenvolvem secam, apresentando cor de palha e a formação de estruturas de resistência (escleródios).

Os escleródios são essenciais pois garante a manutenção da viabilidade do fungo, por mais de oito anos. Até que se tenha plantas hospedeiras e condições climáticasfavoráveis para o desenvolvimento do fungo e da doença.

 

Antracnose (Colletotrichum lindemuthianum)

A antracnoseé uma doença que ocorre nos principais estados produtores de feijão, assim como é considerada uma das doenças mais importantes da cultura.

Isso devido a capacidade de causar a perda total da produção, ocorrendocom maior frequência em regiões de temperatura baixa a moderada e umidade relativa alta.

O fungo responsável por causar essa doença o Colletotrichum lindemuthianum, o qual apresenta alta variabilidade genética, com mais de 32 raças patogênicas identificadas.

Os sintomas típicos dessa doença são nervuras da superfície inferior dos folíolos com lesões alongadas, inicialmente de cor avermelhada e posteriornecrose.

Já os sintomas apresentados em vagens infectadas serão delesões circulares e deprimidasde tamanho variável, coloração marrom, com bordos escuros e salientes com um halo pardoavermelhado.

As lesões podem coalescer e cobrir parcialmente as vagens e sob condições favoráveis vão apresentar o centro das lesões de coloração mais clara ou rosada indicando aesporulação do fungo.

O qual pode sobrevive e ser disseminado através de restos de cultura,sementes, respingos de chuva, irrigação e insetos.

 

Crestamento bacteriano comum (Xanthomonas axonopodis pv.phaseoli)

O crestamento bacteriano comum,diferente de todas doenças que vimos até aqui, é causado por patógeno bacteriano.

Doença de importância considerável na cultura do feijoeiro em função da redução significativa da produção e das dificuldades de controlar essa doença.

Além de ser uma doença amplamente disseminada e comum em todas as regiões produtoras de feijão do mundo. Principalmente em regiões com climasquentes e úmidos.

O que tem relação direta com os maiores danos causados no feijão quando semeado na época das águas.

Os sintomas dessa doença são característicos por pequenas manchas verdeescuras, encharcadas e oleosas.

Com o decorrer do progresso da doença as lesões ficam maiores de coloração marrom a necróticas e junto a um halo clorótico.

Em desenvolvimentos mais severos da doença, as lesões coalescem, com consequente desfolha do feijão.

O crestamento bacteriano comum do feijoeiro tem como agente causal a bactéria Xanthomonas axonopodis pv phaseoli.

Pode sobreviver na semente, em restos de cultura, no solo e em plantas hospedeiras alternativas.

A exemplos de plantas daninha do gênero Amaranthus spp.e a famosa tiririca (Cyperus rotundus). Assim como em outras fabaceae podem servir de hospedeiras para a bactéria.

A qual é tem sua disseminação, no campo, através de sementes contaminadas,insetos,água da chuvae de irrigação por aspersão.

 

Mosaico dourado do feijoeiro (BGMV)

O mosaico dourado do feijão é considerado a virose mais importante da cultura do feijoeiro e se encontra presente na maioria das regiões produtoras do Brasil.

Essa doença gerar danos que pode comprometer 100% da produção da planta. Em função do cultivar e do estádio da planta de feijão.

O organismo que causa essa doença é o vírus chamadoBean golden mosaic virus (BGMV).

E que da mesma forma que outras doenças causadas por vírus o BGMV precisa de um vetor para ser introduzido e disseminado pela lavourade feijão.

No caso dessa doença a mosca branca (Bemisia tabaci) é quem desempenha a função de vetor.

Assimaspopulações do vetor e hospedeiros alternativos do vírusjunto as condições climáticas favoráveis também são elementos fundamentais para a severidade da doença.

Lembrando que temperaturas elevadas e baixa umidade são condições favoráveis à maior incidência dessa doença. Justamente dado o aumento da população da mosca branca.

Plantas jovens de feijão tem como sintomas folíolos com aspecto de encarquilhados ou curvados para baixo. Com posterior clareamento e clorose levenas nervuras.

O aspecto de mosaico ocorre após o desenvolvimento das folhas com o aumento dos espaços entre as clorosespróximas a nervura.

Outros sintomas que se tem para essa doença são de vagens deformadas, plantas com nanismo, perda da dominância apical, brotamento das gemas axilares e retardamento da senescência foliar.

Isso tudo em decorrência da bagunça metabólica e hormonal. Causada pelo vírus durante seus processos de multiplicação dentro da planta de feijão.

 

Manejo integrado das doenças do feijão

O manejo integrado de doenças (MID) faz uso de diversas ferramentas de controle visando a forma mais racional possível.

Essa integração junta os mais diversos tipos de controle como físico, cultural, genético, biológico e químico.

Sendo o primeiro passo para isso, justamente a diagnose dos sintomas das doenças. Sendo algumas doenças mais facilmente identificadas. Em função da experiência de quem realiza a diagnose ou por alguma características bem definidas da doença.

De toda forma é muito importante a inspeção rotineira das áreas de cultivo de feijão. A qual pode ser auxiliada por sistemas de previsão e aviso de doenças.

 

E o que fica de mais importante?

Como você pode perceber muitas das doenças aqui abordadas podem sobreviver e serem transmitida via a semente de feijão.

Assim, uma medida de manejo essencial para se evitar e introdução de doenças na área é a utilização de sementes de boa qualidade fisiológica e sanitária.

Pois uma boa taxa de germinação, junto a uma profundidade adequada de semeadura evita com que a plântula de feijão permaneça muito tempo exporta a infecção de patógenos que sobrevivem no solo.

Outra técnica de manejo recomentada para diminuir a fonte de inóculo de doenças que sobrevivem no solo. Ou em restos de culturais ou que precisam de um hospedeiro vivo é a rotação de cultura.

Sendo importante também o manejo de espécies espontâneas que possam estar presentes nas áreas de cultivo de feijão.

 

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Assim como a presença de palha no sistema de cultivo, pode evitar a disseminação de doenças ou infecção das vagens por não estarem em contato direto com o solo.

Outro fator muito importante e essencial para o manejo de doenças é a escolha adequada do material genético de feijão.

Assim você pode adquirir uma cultiva de feijão resistente a uma doença que está impossibilitando o cultivo. Além de poder manejar época de semeadura que será mais desfavorável para o desenvolvimento da doença.

Por fim, a ideia aqui é mostrar que quanto mais pontos relacionados ao manejo do feijão forem pensados previamente maior será a efetividade do seu plano de manejo integrado de doenças.

 

Conclusão

Espero que esse artigo tenha ajudado você a saber um pouco mais sobre algumas das principais doenças que afetam a cultura do feijão.

Assim como entendido a importância de se realizar uma boa diagnose de doenças nas áreas de cultivo de feijão. E sua relação com um bom manejo integrado de doenças.

Se quiser ler mais artigos como esse e de outros assuntos de seu interesse continue navegando no blog da AgroPós.

E para os que desejam se aprofundar um pouco mais na cultura do feijão. Garanta o Ebook gratuito: Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

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Escrito por João Verzutti.

Pós-graduação Fitossanidade