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Neste artigo, vamos tratar sobre o que é e como funciona o sistema de irrigação por aspersão, além de apresentar seus métodos e os diferentes tipos desse sistema, que pode contribuir efetivamente na agricultura.

Confira!

 

Irrigação por Aspersão

 

O que é irrigação por aspersão?

A irrigação por aspersão é uma técnica que simula uma chuva artificial onde um aspersor expele água para o ar, que por resistência aerodinâmica se transformam em pequenas gotículas de água que caem sobre o solo e plantas. O aspersor é o mecanismo responsável pela pulverização do jato de água.

Os sistemas de irrigação por aspersão podem ser classificados em dois grupos principais: sistemas convencionais e sistemas mecanizados. Cada um pode ser subdividido em diferentes tipos, conforme apresentaremos a seguir

 

Quando surgiu a irrigação por aspersão?

A irrigação por aspersão se desenvolveu, principalmente, após a segunda guerra mundial, com a produção de tubos de alumínio, leves, e sistemas de acoplamentos rápidos, facilitando o transporte manual, a operação e o manejo dos equipamentos no campo.

Muitos sistemas de aspersão utilizados no Brasil ainda são do tipo convencional portátil.

Entretanto, em áreas maiores e com o objetivo de minimizar o emprego de mão-de-obra na irrigação, tem crescido a utilização de sistemas mecanizados, particularmente o pivô central, com níveis variados de automação.

 

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Irrigação por aspersão: como funciona?

A irrigação por aspersão consiste em simular a queda de água como se fosse a própria chuva, distribuindo a água de cima para baixo, contemplando não só as plantas como o solo também.

Uma das muitas vantagens desse método é a possibilidade de atuar em diversos tipos de cultura, devido a sua versatilidade. Com isso, é viável adaptar a instalação conforme o plantio, e atingir grandes hectares.

Portanto, cabe ao agricultor escolher o melhor método para a sua lavoura, levando sempre em consideração a relação da água com a planta e o solo, tendo em vista a absorção adequada do líquido.

 

Tipos de sistema de irrigação por aspersão

Os principais tipos de irrigação por aspersão podem ser divididos, em Aspersão Convencional, Aspersão Mecanizada, abaixo detalhamos mais sobre cada um delas:

 

Sistemas Irrigação convencional

sistema de aspersão convencional é considerado o sistema básico de irrigação por aspersão. Utiliza tubos em toda a área com a troca de aspersores de forma manual.

Ou seja, após a primeira rega, o produtor deve entrar na área molhada, retirar o aspersor e colocá-lo na próxima área a ser irrigada. A aspersão convencional é denominada sistema básico de irrigação, constituído por:

  • Sistema de captação;
  • Sistema de bombeamento;
  • Tubulação de recalque ou linha principal;
  • Ramal ou linha lateral; e
  • Aspersores.

Pode ser classificada como portátil, sem portátil ou fixa.

 

Sistema de Irrigação Mecanizada

Um sistema de aspersão mecanizado tem por principais objetivos realizar a irrigação em grandes áreas (nas quais se tornaria inviável técnica e economicamente a utilização de sistemas convencionais), elevar a eficiência de aplicação de água e diminuir os custos com mão-de-obra.

Para que ocorra a movimentação, o aspersor (ou o conjunto de aspersores) é montado sobre um sistema mecânico dotado de rodas.

 

Linha Latera móvel

Este sistema é composto por uma linha lateral que se desloca perpendicularmente à fonte fornecedora de água (que pode ser uma tubulação com hidrantes ou um canal de água).

Em geral, motores elétricos instalados nas torres de sustentação realizam sua movimentação de maneira sincronizada, enquanto a água é aplicada.

 

Pivô Central

O pivô central é um sistema de irrigação no qual uma linha lateral suspensa por torres de sustentação dotadas de rodas e motores gira em torno de um ponto central, que e chamado de pivô.

O pivô é a fonte fornecedora de água e de energia elétrica. À medida que se desloca, a linha lateral vai aspergindo a água sobre a cultura.

O pivô é a fonte fornecedora de água e de energia elétrica. À medida que se desloca, a linha lateral vai aspergindo a água sobre a cultura.

 

Solos no Brasil

 

Vantagens da irrigação por aspersão

No sistema de irrigação por aspersão existem algumas vantagens e desvantagens, confira abaixo quais são elas:

Vantagens da irrigação por aspersão

  • Viável em quase todos os solos;
  • Cobertura completa da plantação;
  • Precisão exata do volume de água por área;
  • Estrutura diversificada e ajustável;
  • Atua em conjunto com a fertirrigação.

 

Desvantagens da irrigação por aspersão

  • Custo de energia;
  • Custo de água;
  • Propensão a doenças pelo excesso de umidade;
  • Dificuldades em locais de temperaturas altas e ventos fortes;

Principais componentes em uma sistema de aspersão

Os componentes principais de um sistema de irrigação por aspersão são:

 

Aspersores

São os responsáveis por lançar o jato de água no ar, fracionado em gotas, que cairão sobre o terreno em forma de chuva. Podem ser de giro completo ou do tipo setorial, usado em áreas periféricas do campo ou sob condições especiais.

Quanto ao ângulo de inclinação do jato com a horizontal, podem ter uma inclinação de 20 a 30°.  Normalmente são caracterizados pelo diâmetro de seus bocais.

Para cada combinação de pressão e diâmetro de bocais, obtemos vazões por aspersor, diâmetro e intensidade de precipitação diferentes;

 

Tubulação

A condução d ‘água na motobomba até os aspersores é efetuada por meio das tubulações de diversos tipos de materiais, tais como: aço, cimento amianto, aço zincado, alumínio e PVC rígido. Em geral, tem um comprimento padrão de 6 metros; o peso, a pressão de serviço e a espessura da parede variam com o material de que são constituídos.

O conjunto de tubulações constitui-se da linha principal e das linhas laterais. A principal conduz água da motobomba até as linhas laterais e normalmente são fixas.

As laterais conduzem água das principais até os aspersores, ou seja, são as linhas nas quais estão instaladas os aspersores; nestas linhas deve-se usar tubulações leves com engates rápidos;

 

Conjunto Motobomba

É de fundamental importância no sistema. A bomba normalmente utilizada é do tipo centrifuga de eixo horizontal. Quando se usa água subterrânea, utiliza-se a bomba do tipo turbina para poços profundos. Os motores são elétricos, a diesel ou outros combustíveis;

Acessório

Os acessórios mais comuns usados no sistema de irrigação por aspersão são: tubos de subida, acoplamentos, registros, válvulas, curvas, reduções, braçadeiras, cotovelos ou derivações, etc.

 

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Métodos de irrigação por aspersão

No método de irrigação por aspersão convencional a água é aplicada ao solo sob forma de chuva, de maneira intensa e uniforme, objetivando a infiltração de toda a água sem que ocorra escoamento superficial.

Irrigação por aspersão convencional se adapta com facilidade a qualquer tipo de solo no que diz respeito à textura e estrutura.

Os solos que apresentam textura de alta velocidade de infiltração permitem a utilização de aspersores com maior intensidade de aplicação, assim como com menor tempo de irrigação por posição.

Dessa forma, consequentemente, estes apresentam menor área irrigada por posição, ou seja, há a diminuição da quantidade de equipamentos necessários e menor custo de implantação, mas, por outro lado, exige maior utilização de mão-de-obra.

Por sua versatilidade, a irrigação por aspersão convencional, pode ser aplicada de maneiras diferentes nas culturas podendo ser divididas em diferentes tipos de sistemas.

Essa divisão apresenta algumas vantagens ou desvantagens para cada um dos modelos, cabendo ao produtor e o responsável pelo manejo do sistema de irrigação determinar qual dos tipo é o melhor para a cultura da propriedade.

 

Sistema de irrigação por aspersão portátil

Nesse sistema, todos os componentes podem ser desmontados e transportados para uma nova área de irrigação.

É importante que, no momento da instalação, a linha principal esteja perpendicular às curvas de nível do terreno e as linhas laterais em paralelo às curvas.

Essa disposição permite uma menor variação de vazão entre os aspersores. Neste caso, é comum o uso de PVC rígido ou aço zincado e conexões e acoplamentos rápidos. Tudo isso deixa as estruturas leves e fáceis de serem transportadas e montadas durante o manejo do sistema de irrigação.

 

Sistema de irrigação por aspersão semi-portátil

Na irrigação por aspersão semi-portátil, somente parte dos componentes pode ser deslocada. O conjunto motobomba e linha principal permanece fixo, mas a linha lateral é portátil. Quando a linha principal é fixa, pode-se enterrá-la durante a instalação e a montagem do sistema.

 

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Sistema de irrigação por aspersão fixa

Como o nome sugere, esse tipo de irrigação por aspersão convencional, possui suas estruturas fixas. Isso quer dizer que suas tubulações e estruturas necessárias já estarão na área a ser irrigada, eliminando a necessidade de mudanças, seja na linha principal ou nas linhas laterais.

Mesmo sendo o tipo que apresenta maior custo estrutural de implantação, esse sistema requer menos mão de obra para seu manejo.

Como mencionamos, a agricultura irrigada é necessária para a produção, inclusive em escala nacional, e o sistema de irrigação por aspersão tem grande adesão por parte dos agricultores.

Contudo, cabe aos responsáveis se capacitarem para que a escolha do sistema seja a melhor para a cultura e objetivos de produção, bem como para a escolha do tipo certo dentro do sistema escolhido.

Essa capacitação é fundamental para evitar desperdícios de recursos financeiros e naturais, evitando custo muito altos na produção.

 

Conclusão

importância da irrigação consiste em complementar a disponibilidade da água provida naturalmente pela chuva, proporcionando ao solo teor de umidade suficiente para suprir as necessidades hídricas das culturas.

Com isso vem a importância dos agricultores escolher o tipo de irrigação ideal para sua cultura de interesse.

A irrigação por aspersão Por se tratar de uma técnica precisa, que tem se mostrado altamente eficiente em função da uniformidade na distribuição de água, adaptabilidade a diversas culturas e solos, alto controle do volume de água, possibilidade de aplicação de fertilizantes, além da possibilidade da automação, que reduz a mão de obra.

 

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Michelly Moraes