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Fertilizantes NPK: Conheça a Importância para sua Lavoura!

Fertilizantes NPK: Conheça a Importância para sua Lavoura!

Os fertilizantes NPK, são compostos pelos três nutrientes mais importantes, sendo denominados como os macronutrientes primários: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K).

A indústria agrícola é extremamente depende do uso do fertilizante NPK para atender à demanda por alimentos e garantir cultivos saudáveis.

Geralmente, os solos não possuem esses nutrientes em quantidades ideias para o desenvolvimento da planta, seja naturalmente ou como resultado do cultivo exaustivo no solo ou de outros fatores ambientais.

Vamos conferir?

 

Fertilizantes NPK

 

IMPORTÂNCIA DOS FERTILIZANTES NPK PARA AGRICULTURA

 

Segundo dados revelados pela ONU, afirma que a população mundial aumentará 37,3% até 2050, para 9,2 bilhões. Este aumento será absorvido, em sua maioria, pelos países em desenvolvimento, como o Brasil.

E isso significa maior demanda por alimento e maior uso dos nossos solos agrícolas, ocasionando o seu esgotamento nutricional.

 

Pós-graduacao Solos e Nutrição de Plantas

 

Os fertilizantes NPK, compõe os nutrientes primários e é essencial na nutrição das plantas, tendo um papel fundamental no crescimento, desenvolvimento e reprodução da planta.

Nos casos em que haja sua escassez, os nutrientes devem ser devolvidos ao solo para criar o ambiente ideal para o crescimento das plantas, isso se dá através da adubação.

Para saber melhor as necessidades nutricionais do solo da sua propriedade, faça sempre a análise de solos.

 

Adubação com fertilizantes NPK

 

CAMPO DE AÇÃO DO FERTILIZANTES NPK NA PLANTA 

 

Os fertilizantes NPK, são compostos por três nutrientes distintos, cada um deles atua de forma específica na planta.

Uma vez, que essas funções, torna-se evidente a importância de nutrir as plantas com esses macronutrientes.

 

Nutrição Mineral de Plantas Macronutrientes

 

Vamos conferir abaixo, o campo de ação desses nutrientes!

Nitrogênio: Grande colaborador no desenvolvimento planta, no surgimento de brotos e folhas. Com sua carência, as folhas velhas costumam ficar com tom amarelado, perdendo aquele tom verde, bem característico da clorofila.

Fósforo: Ele é responsável por estimular a frutificação e floração da planta. A planta quando apresenta deficiência de fósforo atinge o crescimento, causando também uma coloração verde-escura anormal.

Potássio: Esse nutriente, fortalece os tecidos dos vegetais, tornando-os mais resistentes à ação de pragas e outros agentes prejudiciais às plantas. A planta com deficiência em potássio tem um baixo rendimento, uma qualidade inferior dos frutos.

Entretanto, para que a adubação seja efetiva, é importante o cuidado para que seja feita de forma correta, pois o uso desordenado de adubos químicos, causa alguns efeitos negativos na qualidade do solo e também na saúde da planta e dos seus frutos e grãos, principalmente à longo prazo.

 

Adubação com fertilizantes NPK: Adubos químicos

 

DIFERENCIAÇÃO DA FORMULAÇÃO DE NPK 

 

Você sabia que existem várias formulações de fertilizantes NPK disponíveis no mercado?

Pois é, esse é um detalhe importante e que deve ter grande atenção sobre ele.

 

Tecnologias que agregam qualidade à pulverização

 

Essas formulações, tem que atender as necessidades específicas de cada etapa de desenvolvimento das diversas espécies de plantas.

Os números seguidos à sigla informam o percentual de concentração de cada nutriente, nesta ordem: nitrogênio, fósforo e potássio.

O NPK 8-8-8: É indicado para plantas mais delicadas, como orquídeas e bromélias, uma vez que apresenta uma formulação mais equilibrada.

O NPK 10-10-10: Esta é uma formulação padrão recomendada para gramas, folhagens e vegetações que não produzem frutos.

Já o NPK 04-14-08: É mais indicada para árvores frutíferas e floríferas, pois estimula a produção de flores e frutos.

O NPK 20-20-20: Pela sua alta concentração é indicada para plantas de grande porte.

O NPK 20-10-10 ou 20-05-20: Usada para adubar gramados.

E o NPK 25-25-25: Formulação essa voltada para espécies hidropônicas.

Atenção! Essa fórmula é sempre informada na embalagem e precisa ser respeitada para que as necessidades da planta sejam devidamente atendidas e que dê resultados positivos no seu plantio.

 

Adubação com fertilizantes NPK na agricultura

 

PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES NPK

 

Os fertilizantes NPK podem ser encontrados nas formas líquida, gasosa e granular, uma vez que, o mais comum é a sua disponibilização na forma granular.

Existem muitos métodos para produzir o fertilizante NPK granular. Os componentes individuais podem ser produzidos separadamente e misturados em formulações específicas para criar razões nutricionais alvo, como vimos no tópico anterior.

Alguns dos processos empregados na produção de fertilizantes NPK envolvem a acreção ou aglomeração.

A acreção é aplicação de maneira repetida de fertilizante em uma pequena partícula sólida central, com posterior ressecamento.

Já o processos de aglomeração, as matérias-primas principais são inseridas na forma de sólidos secos e depois interligadas e cimentadas.

No entanto, além dos processos de aglomeração baseados fundamentalmente na granulação por compactação física, também há processos em que os estágios líquidos são atingidos por meio de reações químicas entre amônia e ácido sulfúrico, nítrico ou fosfórico.

 

Solos no Brasil

 

ADUBOS QUÍMICOS X ADUBOS ORGÂNICOS

 

Mesmo os fertilizantes NPK contendo os três principais macronutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas, é necessário também uso dos micronutrientes na adubação.

Além do mais, é fundamental a utilização de outros tipos de insumos, como adubos orgânicos, que podem ser o esterco, húmus ou compostagem.

Uma vez que, os adubos orgânicos são essenciais, para permitir a ação de microorganismos no solo.

Esses microorganismos constroem uma estrutura saudável para o desenvolvimento da planta.

Vamos conferir os 7 principais adubos orgânicos que tanto contribuem para a conservação do solo mais saudável, são eles:

  1. Húmus de minhoca;
  2. Esterco de aves e bovinos;
  3. Torta de algodão;
  4. Cinzas de madeira;
  5. Cascas de ovos trituradas em forma de farinha;
  6. Farinha de osso bovino;
  7. Compostagem.

 

Esterco bovino

 

FERTILIZANTES NPK: QUANDO USAR?

 

Um modo simples de determinar o quanto de fertilizante NPK que será necessário utilizar em sua lavoura é através da análise de solo. Ela que determinará as disponibilidades dos nutrientes para a cultura de interesse.

Uma vez com os resultados em mãos, é possível determinar quais os nutrientes necessários para um determinado cultivo.

Uma forma comum de determinar a fertilidade é estabelecer a relação carbono/nitrogênio no solo, esse método determinará as disponibilidades de nitrato disponíveis para as culturas, bem como indica o estado de decomposição de matéria orgânica na terra.

O processo de adubação é um processo muito importante e deve ser feito com responsabilidade para não haver perdas por lixiviação e consequentemente contaminação de rios e cursos d’água.

Uma vez bem conduzido, a fertilização dos solos garante uma planta bem nutrida e ganhos econômicos com sua lavoura.

Por fim, é importante aplicar fertilizantes NPK com o maquinário correto para garantir a eficiência da operação.

 

Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Formigas Cortadeiras: Aprenda a Controlar!

Formigas Cortadeiras: Aprenda a Controlar!

Formigas Cortadeiras: Descubra as principais características e os diferentes tipos, além de conhecer os métodos de controle para evitar danos em sua cultura.

Formiga Cortadeira

 

As formigas cortadeiras, Attaspp. (saúvas) e Acromyrmexspp. (quenquéns), possuem ampla distribuição geográfica e são consideradas as principais pragas dos reflorestamentos no Brasil, devido ao elevado número de colônias por área, ao grande número de indivíduos por colônia, a grande voracidade e a sua presença constante nos plantios florestais.

Tanto as saúvas (Atta spp.) quanto as quenquéns (Acromyrmex spp.) causam sérios danos às plantas devido ao corte de folhas, brotos e cachos.

A atividade das formigas é prejudicial em qualquer fase do ciclo das plantas, porém o dano é maior na fase de formação, quando paralisa temporariamente seu crescimento e, por isso, temos de fazer controle das formigas. Para ajudar o agricultor neste controle.

 

CARACTERÍSTICAS DAS FORMIGAS CORTADEIRAS

 

CARACTERISTICAS DAS FORMIGAS CORTADEIRAS

(Fonte: Rentokil, 2019)

 

  • Sua coloração é castanha, mas pode variar mesmo sendo pertencente a mesma espécie e colônia;
  • São polimórficas;
  • Não possuem soldados;
  • Apresentam de quatro a cinco espinhos no mesossoma;
  • Os ninhos são feitos no solo, sendo alguns difíceis de serem observados, principalmente se não houver acúmulo de palha ao redor do orifício de saída das operárias;
  • Coletam folhas e outras partes vegetais, transportam para o interior do ninho para cultivar um fungo que servirá de alimento.

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

 

FORMIGUEIRO DAS CORTADEIRAS

 

Um formigueiro adulto, ou seja, quando as saúvas que nele habitam estão com três anos de idade, inicia-se o processo de multiplicação e seu primeiro sinal, visível aos olhos, é a revoada.

Em um formigueiro adulto, ou seja, quando as saúvas que nele habitam estão com três anos de idade, inicia-se o processo de multiplicação e seu primeiro sinal, visível aos olhos, é a revoada ou voo nupcial.

 

Formigueiro das Saúva

Formigueiro das Saúva

(Fonte: Raid, 2019).

 

Mas, afinal, o que é a revoada? “Uma vez ao ano, geralmente, no início do período das chuvas, o formigueiro passa a produzir zangões e tanajuras.

Geralmente, após as primeiras chuvas, quando o sol volta, ocorre a revoada essas revoadas, normalmente, acontecem no período da tarde, com exceção das quem-quens, em que esse voo ocorre pela manhã.

 

Checklist Software Agricola

 

Tipos de operárias nos formigueiros das cortadeiras:

As soldadas, que acompanham as outras no trabalho e são as mais fortes para defender o formigueiro. As soldadas de saúvas são conhecidas como “cabeçudas”, que saem em grande número quando perturbamos um formigueiro forte.

As cortadeiras ou carregadeiras, que são as mais numerosas nos carreiros, responsáveis por cortar, carregar, limpar, abrir caminhos, escavar e ajudar na defesa da colônia, entre outras funções.

As jardineiras, que são as menores dentre as operárias, têm a função principal de cultivar o alimento sobre as folhas trazidas pelas cortadeiras. Têm este nome porque trabalham nos “jardins de fungo”, realizando um trabalho muito delicado e importante para a colônia de cortadeiras.

 

CONHECENDO DIFERENTES FORMIGAS CORTADEIRAS

 

Quanto a organização social de um formigueiro temos;

 

 A Saúva

A Rainha é uma Tanajura que foi fecundada em vôo, pousou no solo, perdeu as asas, escavou a primeira panela e, assim fazendo, fundou um novo formigueiro.

O seu papel é o mais fundamental na colônia: somente ela põe os ovos dos quais nascem todas as outras, isto é, ela é a “mãe” do formigueiro.

 

Formiga Saúva

(Fonte: ImGrower, 2017)

 

Desta maneira a Rainha controla o número de soldados, cortadeiras e jardineiras de cada estação. A rainha escolhe o local para a nova colônia e, sozinha inicia a escavação da primeira panela do formigueiro. A seta indica que a rainha perde definitivamente as asas.

 Além disso, a Rainha que parece comandar todas as atividades do formigueiro, liberando diferentes hormônios que ajudam a organizar as tarefas principais.

 

Quenquéns

Quanto às quenquéns, levando em conta que a colônia é bem menor e menos populosa, a sua organização é basicamente a mesma que a das saúvas.

Dependendo da espécie, todas as operárias podem ser iguais ou então de vários tamanhos ou cores na mesma colônia, os reprodutores também são bem menores que nas saúvas.

 

Formiga Quenquéns

 

As operárias colônia está pronta para iniciar as atividades fora do formigueiro inicia-se os cortes de plantas pelas operárias.

Um aspecto importante para o reconhecimento de algumas dessas quenquéns é a enorme quantidade de ciscos e palhas sobre as entradas dos formigueiros. Além disso, as quenquéns apresentam quatro ou mais espinhos nas “costas” (tórax).

 

CONTROLE DA FORMIGA CORTADEIRA                             

 

Acredita-se que alguns dos princípios da filosofia do manejo integrado de pragas não se aplicam para formigas cortadeiras de modo geral, pelas particularidades ecofisiológicas, comportamentais e reprodutivas destes insetos eusociais.

Um dos princípios básicos do MIP é a determinação da menor densidade populacional que causa prejuízo econômico, o nível de dano econômico, necessário para a tomada de decisão para adoção ou não de medidas de controle.

 

Diagnose de doenças florestais causadas por fungos

 

Controle de Cultura

A utilização de culturas armadilhas, como gergelim, capim braquiarão, mamona ou batata-doce podem apresentar efeitos tóxicos ou repelirem as formigas cortadeiras é considerado um método cultural.

Essas culturas podem ser plantadas na borda das culturas principais, podendo servir também como alimento alternativo. A aração e gradagem do solo são considerados métodos de controle cultural por alguns autores.

 

Controle mecânico

Em sauveiros jovens (até 4 meses de idade), onde a rainha ainda está a poucos centímetros da superfície, um método simples e eficiente de se acabar com o sauveiro é a escavação e morte da rainha.

A aração do terreno antes do plantio funciona da mesma maneira, podendo matar a rainha. Porém, essas táticas não funcionam em sauveiros mais velhos.

Outro método, bastante antigo, utilizado é o de proteção das copas das árvores, que consiste em utilizar tiras cobertas de graxa ou vaselina amarradas no tronco das árvores.

Pode-se também utilizar gel adesivo ao redor do tronco ou anéis com água. Esses métodos visam evitar o acesso das formigas as folhas e são praticamente inviáveis em plantações extensas.

 

Controle Químico

O uso de produtos químicos é o método mais eficaz para eliminar as formigas cortadeiras. Somente as colônias das saúvas muito jovens podem ser destruídas mecanicamente, por meio de escavação.

 

Pulverização

 

Entre as quenquéns, porém, o desafio está na descoberta do local dos ninhos. Se não encontrados, distribua a cada 6 metros, no máximo, iscas granuladas no ambiente.

A época mais adequada de controle de formigas é após a colheita de milho ou de soja, quando falta alimento e os ninhos de formigas são localizados com maior facilidade.

O intervalo entre a dessecação e o início de semeadura é também adequado para controle intensivo de formigas.

 

Isca Granuladas

É muito importante usar iscas nos dias com maior atividade externa das formigas. As formigas desenvolvem intensa atividade de transporte e armazenagem de folhas e outras partes de plantas para alimentar os fungos no período até três dias antes de chuvas ou entrada de frentes frias.

 

Isca Granuladas- Combate da Formigas Cortadeiras

(Fonte: LANDRIN, 2019).

  • O método possui alta eficiência, alto rendimento operacional.
  • Pode ser aplicado de forma sistemática.
  • São de baixa toxicidade, causando menor dano ao meio ambiente.
  • Agem exclusivamente por ingestão.
  • A distribuição do formicida dentro da colônia é feita pelas próprias formigas
  • Após 48 horas do carregamento da isca: 50% da população da colônia estará contaminada. 21
  • As iscas granuladas contêm um princípio ativo (clorpirifós, sulfluramida, fipronil, deltametrina, fenthium, fenitrothion e bifentrin).
  • E um produto atrativo: mistura de polpa cítrica, óleo de soja e inseticida. à São altamente atrativas para as formigas cortadeiras.

 

Aplicação

Para maior eficácia no controle de formigas a isca deve ser colocada após a dessecação, quando falta alimento e antes da emergência das plantas cultivadas. Por isso, deve-se concentrar o uso de formicidas granulados nos períodos entre safras.

As iscas devem ser colocadas na borda das trilhas de transporte de folhas e próximo aos “olheiros” de entrada do formigueiro. Nunca dentro ou sobre o olheiro de entrada do formigueiro. Deve-se tomar cuidado com o manuseio da iscas para evitar odores que as formigas poderiam rejeitar.

 

Tipos de pontas de pulverização e tamanhos de gotas.

 

Pó seco

Os formicidas em pó são indicados para espécies de formigas cortadeiras que constroem seus ninhos mais rasos no solo, como são as quenquéns.

Isso porque ao aplicar o pó não se consegue atingir o interior das colônias muito profundas, o que torna o controle ineficaz.

  • Aplicados com o uso de polvilhadeiras manuais e motorizados.
  • Usar com clima seco e com baixa umidade relativa do ar.
  • Recomenda-se seu uso somente em sauveiros jovens e em quenquenzeiros de monte.
  • Principal limitação: pouca eficiência do uso de bombas manuais e a profundidade que funciona: até 2,5 m.
  • Os formicidas em pó devem ser bombeados de 5-10 x em cada olheiro
  • Podem causar problemas de refluxo pela “bucha de formigas” que entopem os canais
  • Mata as formigas por contato.

 

Líquido Nebulizado

A termonebulização é eficiente no controle de formigueiros, inclusive aqueles de maior tamanho, quando feito nos momentos de intensa atividade das formigas e aplicado em diferentes pontos do ninho.

 

Termonebulização - Combate Formiga Saúva

(Fonte: DDSULF, 2020)

O uso de inseticidas nebulizados é antigo e foi adotado com substratos queimados em fumigadores e bombeado para dentro dos formigueiros com fole manual.

  • Bastante sucesso em locais com muita saúva
  • Sua ação é imediata, paralisando o formigueiro
  • Os custos, rendimento e eficiência do controle são variáveis
  • Deve-se observar: O grau de infestação; O sistema operacional; Os produtos utilizados
  • Usa-se uma máquina motorizada
  • Transforma-se o produto inseticida em fumaça
  • A aplicação ocorre através de uma corrente de ar produzida também pela máquina, até a saturação do formigueiro.
  • Mata a formiga por contato.
  • É viável somente para saúva.

 

CONCLUSÃO

 

Neste artigo vimos os diferentes tipos de formiga cortadeira e o quanto que elas podem prejudicar as culturas.

Com isso é de extrema importância que o agricultor faça monitoramento correto pois quanto mais cedo identificar melhor para realizar o diagnóstico correto, e assim realizar medidas de manejo para o controle em sua lavoura, onde poderá opinar para o melhor tipo de controle.

É importante ressaltar que em caso de dúvidas o ideal é procurar um o profissional da área para realizar a identificação correta.

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

Principais Nematoides da Soja: Identificação e Manejo.

Principais Nematoides da Soja: Identificação e Manejo.

Nematoides da Soja

 

Neste texto veremos como identificar e manejar os principais nematoides que atacam a cultura da soja. Confira!

O cultivo da soja iniciou no Brasil na década de 40 no Rio Grande do Sul. Atualmente é a principal comodities nacional, sendo cultivada em todas regiões agrícolas do Brasil.

No entanto, com a expansão da cultura da soja tem também aumentado o ataque de pragas e doenças, o que tem limitado a obtenção de altos rendimentos.

O ataque de fitonematoides tem tomado lugar de destaque entre os problemas fitossanitários da cultura.

No Brasil os nematoides mais prejudiciais à soja têm sido os formadores de galha (Meloidogyne spp), o nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus), nematoide do cisto (Heterodera glycines) e o nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis).

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

 

NEMATOIDES DAS GALHAS (MELOIDOGYNE SPP.)

 

Nematoides das galhas

Galhas de Meloidogyne spp. em raízes de soja

 

Popularmente conhecido como nematoides de galhas, o gênero Meloidogyne inclui um grande número de espécies. No entanto, M. javanica e M. incognita são as principais espécies que atacam a soja.

A ocorrência do M. javanica ocorre de forma generalizada no Brasil, enquanto M. incognita ocorre principalmente em áreas anteriormente cultivadas com café ou algodão.

Nas raízes das plantas atacadas é possível observar a presença de galhas de número e tamanho variados.

As fêmeas do Meloidogyne spp., possuem coloração branca pérola, formato piriforme e estão alojadas no interior das galhas.

Plantas amareladas e menos desenvolvidas, em reboleiras, são observadas em lavoras de soja atacadas pelo nematoides das galhas.

Outro sintoma que frequentemente é observado é conhecido como folha “carijó”, quando as folhas das plantas afetadas apresentam manchas cloróticas ou necroses entre as nervuras.

 

NEMATOIDE DAS LESÕES RADICULARES (PRATYLENCHUS BRACHYURUS)

 

Nematoide das lesões radiculares

Pratylenchus brachyurus no interior das raízes.

 

O nematoide das lesões radiculares, Pratylenchus brachyurus tem causado danos econômicos elevados à cultura da soja no Brasil. Na região Centro Oeste, as perdas em produtividade podem chegar em até 50%.

O P. brachyurus é um endoparasita migrador, ou seja, ele permanece móvel durante o seu ciclo de vida, o que lhe permite migrar nos tecidos da planta.

Os sintomas causados por este nematoide geralmente estão associados a podridões e necroses do sistema radicular das plantas hospedeiras.

Uma vez que, outros organismos patogênicos, como bactérias e fungos, penetram nas raízes através das lesões causadas pelo nematoide.

Já os sintomas reflexos na parte aérea, costumam ocorrer em reboleiras e são principalmente nanismo, murcha nas horas mais quentes do dia e clorose.

 

NEMATOIDE DO CISTO (HETERODERA GLYCINES)

 

Nematoide do cisto

Fêmeas de Heterodera glycines

 

O nematoide do cisto da soja, Heterodera glycines, é um endoparasita sedentário, que desde da safra de 1991/92 tem causado serias perdas na produção de soja no Brasil.

O H. glycines penetra nas raízes da planta de soja e dificulta a absorção de água e nutrientes, causando clorose e redução no porte das plantas, por isso, a doença ficou conhecida como nanismo amarelo da soja.

Os sintomas também aparecem em reboleiras e na maioria dos casos, as plantas de soja acabam morrendo.

No entanto, em regiões que apresentam solos mais férteis e boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não serem vistos.

Por tanto, para o diagnóstico correto deve-se avaliar sempre o sistema radicular. Pois, nas plantas parasitadas o sistema radicular fica reduzido e apresenta as fêmeas do nematoide.

As fêmeas apresentam formato de limão e coloração branca. Com o avançar do tempo, a fêmea morre e seu corpo se torna uma estrutura dura de coloração marrom escura, denominada cisto, que se desprende facilmente das raízes.

O cisto contém, em média, cerca de 200 ovos do nematoide e é considerada uma estrutura muito eficiente de disseminação e sobrevivência.

 

Dano causado pela ferrugem da soja.

 

NEMATOIDE RENIFORME (ROTYLENCHULUS RENIFORMIS)

 

Nematoide reniforme

Fêmea de Rotylenchus reniforme em raízes (Foto: ADAMA Brasil)

 

A partir do final da década de noventa, o nematoide reniforme, Rotylenchulus reniformis, vem aumentando em importância na cultura da soja, principalmente no Mato Grosso do Sul.

As fêmeas de R. reniformis são ectoparasitas sedentárias e, ao alcançarem a maturidade sexual, adquirem forma semelhante à de um rim, por isso a denominação nematoide “reniforme”.

Lavouras de soja com solos infestados com este nematoide são caracterizadas pela grande desuniformidade, com extensas áreas de plantas subdesenvolvidas. E não são observadas reboleiras típicas.

O sistema radicular das plantas atacadas pelo nematoide apresentam se mais pobre e, em alguns pontos da raiz, é possível observar uma camada de solo aderida às massas de ovos do nematóide.

As massas de ovos formadas podem conter de 50 a 120 ovos cada e são produzidas externamente, sobre a superfície das radicelas.

 

MANEJO DOS NEMATOIDES DA SOJA

 

Para se realizar um manejo adequado dos nematoides na lavoura de soja, é importante que se adote medidas integradas, não se restringindo a apenas uma medida, mas há um conjunto de medidas.

Primeiramente, deve ser feita a identificação correta do nematoide que está causando danos à lavoura de soja. Esse diagnóstico é realizado através de amostras de solo e raízes em laboratório especializado.

Para a amostragem, devem ser coletadas na profundidade de 20-30 cm ao redor das plantas pequenas porções de solo, aproximadamente 200 g e algumas raízes.

As amostras devem ser mantidas em temperaturas entre 10°C e 15°C, ou deixadas à sombra para evitar o ressecamento, que dificulta o diagnóstico correto em laboratório.

Com a correta identificação do nematoide que está presente na área, a rotação de cultura pode ser implantada com maior eficiência. Pois determinadas culturas são resistentes ou tolerantes a alguns gêneros de nematoides.

Por exemplo, algumas crotalárias são eficientes no controle do nematoide das lesões radiculares, enquanto que gramíneas são alternativas no controle do nematoide reniforme.

O uso de variedades de soja resistentes a alguns nematoides também é uma medida de controle muito eficiente.

No entanto, as variedades resistentes devem ser utilizadas em programas de rotação que incluam também uma planta não hospedeira, para que a resistência não seja suplantada.

E para evitar a disseminação para outras áreas não infestadas com nematoides medidas como a correta lavagem dos equipamentos utilizados nas lavouras e o controle de tráfego das máquinas, também devem ser adotadas.

 

Checklist Software Agrícola

 

CONCLUSÃO

 

Neste artigo, conhecemos as espécies de nematoides de maior importância para a cultura da soja, suas características e os sintomas.

Também discutimos a importância de realizar a correta identificação do nematoide causador dos danos a lavoura para adotar as corretas medidas de manejo.

Com isso, espero que você consiga evitar que os nematoides afetem a produtividade da sua lavoura de soja!

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

Conheça os Benefícios da Agricultura Vertical!

Conheça os Benefícios da Agricultura Vertical!

A agricultura vertical é uma vertente da agricultura, que mostra um tremendo potencial para revolucionar o campo. É um método para cultivar culturas dentro de casa em um ambiente altamente controlado e simulado. Neste artigo você irá conhecer melhor sobre esse tema.

Venha Comigo!

 

Agricultura Vertical

 

A agricultura vertical é a prática de cultivar culturas em camadas empilhadas verticalmente em um ambiente controlado, onde um ambiente natural é modificado para aumentar o rendimento da colheita.

Pode ser a solução para aumentar a produtividade, ao ponto em que ajuda a combater a questão da porcentagem decrescente de terras aráveis, que é um dos maiores desafios enfrentados pela agricultura em todo o mundo.

Em vez de solo, meios de cultivo aeropônico, hidropônico ou aquapônico são usados. Que torna a agricultura vertical muito mais benéfica é o fator de sustentabilidade que ela oferece. A agricultura vertical é sustentável, pois requer 95% menos água em comparação com outros métodos agrícolas.

 

CONCEITO DA AGRICULTURA VERTICAL

 

O conceito foi difundido em 1999 pelo biólogo Dickson Despommier, da Universidade de Columbia, em Nova York, mas foi idealizado pelo físico italiano Cesare Marchetti, em 1979, quando ele buscava uma forma eficiente de alimentar a crescente população do mundo.

Uma fazenda vertical é um conjunto espacial destinado para a produção de alimentos e remédios em camadas verticais.

A ideia por trás do conceito é utilizar instalações automatizadas que, com o auxílio de tecnologias, visam provocar o menor impacto ambiental possível e aumentar consideravelmente a produção de gêneros agrícolas.

 

Pós graduação em solos e nutrição de plantas

 

CONTROLE SOBRE O AMBIENTE

 

Nesse sistema fechado, todos os fatores ambientais, como luz, temperatura, gases, umidade e fertigação, podem ser ajustados de acordo com a necessidade de cada planta.

Esse controle permite o uso consciente de recursos, em especial dos naturais que estão se tornando escassos, como a água.

 

Fazenda Vertical - Controle de Ambiente

 

A fazenda indoor ainda protege a plantação de intempéries, como chuva e vento, e de ataques de pragas e insetos. Com isso, a agricultura vertical permite o cultivo de alimentos orgânicos sem o uso de agrotóxicos.

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO SISTEMA DA AGRICULTURA VERTICAL

 

Sistema de Agricultura Vertical

(Fonte: CITY RAMANG.FR, 2019)

 

 A ideia vem carregada de vantagens e benefícios ao meio ambiente e para a sociedade, tais como:

  • Melhoria da qualidade do ar no ambiente urbano;
  • Redução dos impactos negativos às florestas;
  • Redução dos custos com logística e transporte da colheita;
  • Utilização de espaços abandonados ou sem uso;
  • Redução da contaminação do solo causada pelo uso de fertilizantes e agrotóxicos
  • Independência das condições climáticas, utilização de menor quantidade de água.

 

Nutrição Mineral de Plantas Macronutrientes

 

Desvantagens

Com a implantação das fazendas verticais temos algumas desvantagens, confira algumas;

 

Poluição atmosférica

Dependendo do método de geração de eletricidade usado, a estufa da fazenda vertical pode gerar mais gases de efeito estufa do que os produtos do campo, em grande parte devido ao maior uso de energia por quilograma de produção.

Como as fazendas verticais requerem uma energia muito maior por quilograma de produção do que as estufas comuns, principalmente por conta do aumento da iluminação, a quantidade de poluição criada será muito maior que a produzida no campo.

 

Poluição luminosa

Os produtores de estufa normalmente exploram o fotoperiodismo nas plantas para controlar se elas estão em estágio vegetativo ou reprodutivo. Como parte deste controle, os produtores acendem as luzes periodicamente durante a noite.

 

Poluição química

As estufas de hidroponia trocam regularmente a água, o que significa que há uma grande quantidade de águas que contém fertilizantes e pesticidas que precisam ser descartadas.

 

CRESCIMENTO URBANO

 

A agricultura urbana responde a uma preocupação mundial, que é o distanciamento entre os centros de produção e de consumo.

O transporte de alimentos por grandes distâncias é hoje uma das principais causas das perdas pós-colheita, e contribui para a pegada de carbono da agricultura, devido à utilização de combustíveis fósseis.

 

Florestas e fazendas verticais

(Fonte: SustentArqui, 2018).

 

Com isso a agricultura vertical seria um conjunto com outras tecnologias e práticas socioeconômicas, poderia permitir que as cidades se expandissem, mantendo-se ainda assim como um sistema autônomo.

Isso permitiria que grandes centros urbanos pudessem crescer sem destruir áreas de floresta. Além disso, a indústria da agricultura vertical proporcionaria emprego a esses centros urbanos em expansão.

Seria também uma forma de ajudar a reduzir o eventual desemprego criado pelo desmantelamento das fazendas tradicionais.

 

                       Transgenia de plantas na agricultura - Atualidades e perspectivas.

 

AEROFARMS – MAIOR FAZENDA VERTICAL DO MUNDO

 

Em Newark, no estado norte-americano de Nova Jersey, fica a maior fazenda vertical do mundo em sistema fechado. As plantações da AeroFarms ocupam uma área de 6.410 m² e representam hoje um exemplo mais visível de uma tendência para o futuro da agricultura.

A enorme fazenda vertical promete usar 95% menos água, em uma produção 75 vezes maior do que o método tradicional.

 

MAIOR FAZENDA VERTICAL DO MUNDO

(Fonte: AeroFarms, 2019).

 

As plantações funcionam dentro de galpões, em prateleiras, e são alimentadas por iluminação em LED, não precisando de solo  para serem cultivadas.

Os nutrientes são inseridos por meio de uma nuvem de pequenas gostas em suas raízes, garantindo a saúde dos alimentos.

As atividades da AeroFarms foram iniciadas em setembro de 2016, e até então o posto de maior fazenda vertical do mundo era ocupado por uma cultura em Tagajo, no Japão, com 2.300 m² e capacidade para colher 10 mil pés de alface por dia.

Já a instalação em Newark quase duplicou a extensão de área para plantio, e com isso dissemina o conceito de agricultura indoor como solução para a população no futuro.

 

Guia completo do aluno de Pós-Graduação nos setores ambiental, agrícola e florestal

 

CONCLUSÃO

 

Com aumento populacional mundial as fazendas verticais surgem como oportunidade de produzir mais alimentos ao mesmo tempo em que economiza recursos naturais, já que gasta-se uma quantidade infinitamente menor de água para regar as plantações e há uma redução considerável no uso de defensivos agrícolas, além de não ocupar grandes extensões de terra.

E com a agricultura vertical mostra, sobretudo, o espirito inovador na busca por soluções viáveis para problemas que a humanidade enfrentará no futuro, principalmente quanto à alimentação.

 

Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Ferrugem da Soja: Aprenda a Controlar!

Ferrugem da Soja: Aprenda a Controlar!

Existem várias pragas e doenças de importância econômica que ocorrem na soja como nematoides, lagartas, no entanto a ferrugem ainda é a mais temida devido à sua agressividade e potencial destrutivo.

A doença pode causar danos de até 90% na produção e possui um custo médio de US$ 2,8 bilhões por safra no Brasil

Neste texto iremos discutir sobre ferrugem asiática da soja, o panorama da doença nesta safra, os principais locais de ocorrência e medidas de manejo integrado dessa doença.

Confira!

 

Ferrugem da Soja

Foto: Cotrisoja

 

FERRUGEM DA SOJA NA SAFRA 2019/2020

 

A ferrugem asiática no Brasil teve as suas primeiras ocorrências registradas na safra 2001/2002. Na Safra 2019/2020 o primeiro registro da doença ocorreu na cidade de Ubiratã – Paraná no fim de 2019.

O Brasil registrou 212 casos de ferrugem asiática em lavouras de soja comerciais nesta safra (2019/2020), número menor do que registrado na safra anterior.

O atraso das chuvas e, por conseguinte, da semeadura da soja, prolongou o período de vazio sanitário, o que contribuiu positivamente para a diminuição do inóculo da doença.

Portanto, não houve a combinação de longo período de molhamento foliar e quantidade suficiente de inoculo que causasse uma forte pressão da doença.

No entanto, as chuvas do início de 2020 podem proporcionar as condições favoráveis da doença nas próximas safras, por isso, o produtor deve cuidar do monitoramento e aplicar corretamente as medidas de manejo.

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

 

O CICLO DA FERRUGEM ASIÁTICA

 

A ferrugem da soja é causada pelo fungo biotrófico Phakopsora pachyrhizi, que sobrevive e se reproduz somente em plantas vivas.

P. pachyrhizi possui uma ampla gama de espécies hospedeiras, incluindo plantas de cobertura e plantas daninhas, onde o fungo também pode sobreviver e se multiplicar.

Os esporos do fungo, chamados de urediniósporos, são disseminados facilmente pelo vento de um local para outro podendo atingir longas distâncias.

Uma vez depositados nas folhas de soja, os esporos necessitam de molhamento foliar de no mínimo 6 horas e temperatura entre 15 e 25°C para que a infecção ocorra.

Portanto, chuvas abundantes e frequentes são associadas com epidemias mais severas da doença.

Pra infectar a planta o fungo penetra de forma direta, através da cutícula da folha de soja, e após alguns dias, podem ser observados os primeiros sintomas.

 

Dano causado pela ferrugem da soja.

 

Após a colonização do fungo no interior dos tecidos da planta ocorre a formação das urédias onde são formados esporos (uredósporos).

Quando essas urédias se rompem são liberados os esporos que irão reiniciar o ciclo. Sob condições favoráveis, o fungo completa o seu ciclo de vida de 6 a 9 dias.

 

SINTOMAS DA FERRUGEM DA SOJA

 

Os sintomas da ferrugem asiática podem manifestar em todos os estágios de desenvolvimento da cultura da soja, no entanto são mais frequentes a partir do fechamento do dossel, devido a formação de um microclima favorável.

Inicialmente, as lesões podem apresentar uma coloração verde-acinzentada, que evoluindo para uma coloração marrom-escura ou marrom-avermelhada.

A coloração das lesões pode variar de acordo interação entre o genótipo da soja e a raça do patógeno.

As lesões da ferrugem são angulares, delimitadas pelas nervuras, e podem ocorrem nas mais diferentes partes da planta sendo que mais comum nas folhas.

As plantas infectadas apresentam desfolha precoce, o que comprometendo a formação e o enchimento de vagens e consequentemente menor peso final dos grãos.

 

Sintomas da Ferrugem da soja

 

MANEJO DA FERRUGEM DA SOJA

 

As estratégias de manejo da ferrugem asiática incluem, vazio sanitário, rotação de culturas, a utilização de cultivares de ciclo precoce e época correta de semeadura; utilização de cultivares resistentes; e o controle químico.

 

Vazio sanitário

O vazio sanitário é considerado uma das principais estratégias para o manejo da ferrugem asiática da soja.

Trata-se de um período de 60 a 90 dias em que não se pode semear ou manter plantas vivas de soja no campo.

Essa medida tem como objetivo reduzir a sobrevivência do fungo P. pachyrhizi durante a entressafra e assim, atrasar a ocorrência da doença.

Veja os estados e o período do vazio sanitário de cada região produtora de soja.

 

Vazio sanitário

 

Rotação de cultura

Assim como o vazio sanitário, a rotação da soja com culturas não hospedeiras do patógeno reduz as chances de sobrevivência do fungo entre as safras.

Recomenda- se a rotação principalmente com gramíneas, como por exemplo o milho.

 

Tecnologias que agregam qualidade à pulverização

 

Utilização de cultivares de ciclo precoce e época correta de semeadura

Variedades de ciclo precoce permanecem menos tempo no campo, diminuindo o período de exposição da planta à doença.

Realizar o plantio de acordo com o calendário de semeadura também ajuda a escapar da doença, pois quanto mais tarde sua lavoura se desenvolver maior a possibilidade da doença comprometendo sua produtividade.

Com essas medidas, provavelmente ocorrera uma redução no número de aplicação de fungicidas com isso, diminuir a pressão de seleção de resistência do fungo aos fungicidas.

 

Melhoramento Genético de Plantas

 

Utilização de cultivares resistentes

Devido à alta variabilidade do fungo P. pachyrhizi, a obtenção de cultivares resistentes é um processo bem trabalhoso, pois a resistência pode ser facilmente suplantada.

No entanto, já têm no mercado cultivares tolerantes e várias pesquisas para desenvolver variedades resistentes.

Como por exemplo a variedade BRS 511, da Embrapa, que foi lançada em fevereiro de 2018 e que promete retardar o avanço da ferrugem na soja.

 

Utilização de cultivares resistentes

 

Controle químico

O controle químico é a medida mais utilizada para o controle da ferrugem asiática na soja e vários produtos são registrados no Ministério da Agricultura para controle dessa doença.

Devido à queda de sensibilidade do fungo aos fungicidas algumas recomendações importantes são feitas:

  • Use de forma rotacionada fungicidas com diferentes mecanismos de ação,
  • Associe fungicidas sítio específicos sempre os fungicidas multissítios,
  • Siga o intervalo entre as aplicações e as doses recomendadas na Bula do produto e
  • Evite aplicar o mesmo produto mais do que duas vezes seguidamente.

 

Controle químico

Foto: Promig

 

IMPORTÂNCIA DO MONITORAMENTO DA DOENÇA NAS LAVOURAS

 

O monitoramento é extremamente importante para determinar quando e quais medidas de controle devem ser adotadas.

Para monitoramento da doença é necessário que esteja atento aos primeiros sinais do patógeno. Na parte inferior das folhas observe se há urédias, pois são onde os esporos estão armazenados.

Assim, caso a lavoura tenha sido infestada pela ferrugem, medidas precoces que irão reduzir o impacto na produtividade podem ser adotadas.

Outra maneira de monitorar a doença é através do portal Consórcio Antiferrugem. Ele exibe um mapa indicando as ocorrências da ferrugem da soja em todo o Brasil.

Assim, é possível verificar se há casos na região ou em locais próximos da lavoura.

 

CONCLUSÃO

 

Sem dúvidas, a ferrugem da soja é uma das maiores ameaças às lavouras de soja no Brasil, devido aos grandes riscos que ela traz à safra.

Com as informações contidas neste artigo monitore periodicamente a sua lavoura, associe várias medidas de manejo para reduzir perdas com a ferrugem asiática na sua lavoura!

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

Pragas Agrícolas que mais Afetam a Agricultura!

Pragas Agrícolas que mais Afetam a Agricultura!

As Pragas agrícolas são organismos que reduzem a produção das culturas, seja por atacá-las, por serem transmissores de doenças ou por reduzirem a qualidade dos produtos agrícolas. Neste post você irá conhecer as principais pragas agrícolas e diferentes métodos para seu controle.

Acompanhe, e não fique de fora!

 

Pragas Agrícolas

 

Em meio a todo o esforço para manter a plantação saudável e produtiva, as pragas agrícolas surgem como um pesadelo na rotina dos agricultores. Silenciosas no começo, chegam sem despertar suspeita, e quando o produtor nota a presença, muitas vezes, já se espalharam pela plantação.

Conceitualmente, podemos dizer que um inseto se torna uma praga quando ele aumenta em população, ao ponto de ocasionar perturbações no desenvolvimento da lavoura, além de, prejuízos econômicos.

Impulsionados pelo cultivo de monoculturas em grandes extensões, os surtos de ataque de pragas estão cada vez mais frequentes, o que, consequentemente, exige a adoção de estratégias para o controle.

 

FATORES QUE FAVORECEM O ATAQUE DE PRAGAS

 

Veja os principais fatores que influencia no aparecimento de pragas nas diferentes culturas agrícolas

  • Descaso pelas medidas de controle.
  • Plantio de variedades suscetíveis ao ataque das pragas;
  • Falta de rotação de culturas nos agro ecossistemas;
  • Plantio em regiões ou estações favoráveis ao ataque de pragas;
  • Adoção de plantio direto (geralmente há um aumento de insetos que atacam o sistema radicular das plantas);
  • Adubação desequilibrada (as plantas mal nutridas são mais susceptíveis ao ataque de pragas);
  • Uso inadequado de praguicidas (uso de dosagem, produto, época de aplicação e metodologia inadequados).

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

 

MÉTODOS DE CONTROLE DE PRAGAS

 

Os métodos devem ser selecionados com base em parâmetros técnicos (eficácia), econômicos, que preservam o ambiente. Os principais métodos usados no controle de pragas são:

  • Métodos culturais: Emprego de práticas agrícolas normalmente utilizadas no cultivo das plantas objetivando o controle de pragas.
  • O Controle biológico: Ação de inimigos naturais na manutenção da densidade das pragas em nível inferior àquele que ocorreria na ausência desses inimigos naturais.
  • O Controle químico: Aplicação de substâncias químicas que causam mortalidade no controle de pragas.
  • Além do Controle mecânico: Uso de técnicas que possibilitem a eliminação direta das pragas.
  • E o Controle físico: Consiste no uso de métodos como fogo, drenagem, inundação, temperatura e radiação eletromagnética no controle de pragas.

 

PRINCIPAIS PRAGAS AGRÍCOLAS

 

O primeiro passo para proteger sua lavoura do ataque de pragas é conhecer esses agentes. Listamos a seguir os principais inimigos dos agricultores.

 

Lagarta – Helicoverpa (Helicoverpa armigera)

A lagarta Helicoverpa é uma praga emergente, gerando um problema iminente no Brasil desde 2013, quando foram relatados ataques expressivos em soja e algodão.

Atualmente, está presente em todas regiões de cultivos e com potencial de danos em diversas culturas, como soja, algodão, feijão e até mesmo milho.

 

Pragas Agrícolas: Lagarta- Helicoverpa

 

A identificação da lagarta no campo é dificultada devido à similaridade com outras espécies como Helicoverpa Zea e Heliothis Virescens.

 

Danos na cultura

As vias de ingresso da Helicoverpa armigera nas plantas são a parte aérea (flor, folha, gemas, fruto/vagem, estruturas reprodutivas e pontos de crescimento).

Os estágios imaturos alimentam-se em todos os estágios de desenvolvimento da planta, danificando todas as estruturas. As larvas atacam ramos, flores e cápsulas da semente.

 

Controle da Praga

Realizar Manejo Integrado de Pragas, utilizar cultivares geneticamente modificadas expressando a toxina Bt, utilizar inseticidas biológicos e químicos, seletivos aos inimigos naturais.

 

Melhoramento Genético de Plantas

 

Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

É considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil, ocorrendo em todas as regiões produtoras, tanto nos cultivos de verão como nos de segunda safra (“safrinha”). O inseto está sempre presente a cada ano de cultivo e ataca a planta desde sua emergência até a formação de espigas.

 

Pragas Agrícolas: Lagarta-do-cartucho

 

Danos na cultura

Folhas raspadas e perfuradas, cartucho destruído e espigas danificadas. Observam-se excreções das lagartas nas plantas, reduzindo a área foliar das plantas. Favorece o ataque de patógenos.

As lagartas perfuram a base da planta, causando o sintoma de “coração morto”. A lagarta ataca preferencialmente o cartucho, destruindo-o, principalmente na fase próxima do florescimento podem causar danos expressivos que se acentuam em períodos de seca.

Os danos são maiores quando o ataque ocorre em plantas com 8 a 10 folhas. As plantas são cortadas rente ao solo, causando falhas.

 

Controle da Praga

O controle da lagarta-do-cartucho, quando o ataque é verificado na região da espiga, é difícil pela falta de equipamentos adequados.

Muitas vezes o agricultor é obrigado a utilizar a aplicação aérea ou a aplicação via água de irrigação. Mesmo através dessas modalidades a eficiência é baixa, com a praga instalada na espiga.

 

Pulgões ou afídeos (Hemiptera, Aphididae)

Os pulgões são insetos pequenos (1,5 a 3,0 mm), de corpo mole e piriforme, com antenas longas. O aparelho bucal é do tipo picador-sugador e o desenvolvimento paurometabólico. São altamente prolíficos e reproduzem-se por viviparidade e partenogênese telítoca.

            Pragas Agrícolas: Pulgão ou afídeos

 

Vivem sobre a planta em colônias formadas por adultos (fêmeas) alados e ápteros e por ninfas de diferentes tamanhos. As formas de disseminação podem voar centenas de quilômetros com auxílio do vento.

 

Danos na cultura                                                                         

Os pulgões causam declínio rápido da planta, seca dos galhos a partir das extremidades e folhas amareladas. As radicelas apodrecem, folhas e frutos ficam menores e surgem sintomas de deficiência nutricional.

A extensão dos prejuízos causados pelo pulgão às plantas depende da densidade populacional e do estágio de desenvolvimento, vigor e suprimento de água das plantas.

O inseto infesta a face inferior das folhas, mas também podem ser observadas manchas necrosadas na face superior. Devido à intensa sucção de seiva, eles produzem um volume significativo de excrementos que cobrem as folhas inferiores, deixando-as pegajosas ou cobertas com fumagina.

 

Controle da Praga

Os pulgões são naturalmente controlados pela ação das chuvas e dos inimigos naturais. Na ausência desses agentes, a população pode aumentar em até 10 vezes a cada semana.

Preventivamente, a infestação pode ser evitada por meio da aplicação de inseticidas sistêmicos via tronco ou drench (deve-se dar preferência a esta modalidade de aplicação, que é mais seletiva aos inimigos naturais).

 A pulverização só é recomendada quando ocorrer ataque muito intenso e não houver a presença de inimigos naturais.

 

Pulverização

 

Mosca Branca (Aleyrodidae)

É um inseto encontrado nas principais regiões agrícolas do mundo, adaptado especialmente às regiões de clima quente e umidade elevada.

 

Mosca- Branca

 

É um inseto polífago, cujos hospedeiros preferenciais são: algodão, brócolis, couve-flor, repolho, abobrinha, melão, chuchu, melancia, pepino, berinjela, fumo, pimenta, tomate, pimentão, soja, uva e algumas plantas ornamentais como o bico-de-papagaio.

 

Danos na cultura

Os danos causados pela mosca branca podem ser diretos ou indiretos. O processo alimentar do inseto se inicia com a penetração intercelular dos estiletes através de tecidos foliares do mesofilo até atingir o floema, onde ocorre a sucção de seiva elaborada, consistindo em um dano direto no vegetal.

Além disto, o inseto pode provocar fitotoxemias pelo seu processo alimentar, com alterações fisiológicas na planta.

 

Controle da Praga

Tratamento de sementes com inseticidas carbamatos sistêmicos ou sistêmico granulado no sulco de plantio ou, ainda, pulverizar com fosforados sistêmicos. Uso de armadilhas de cor amarela ajudam a diminuir número de adultos na área.

 

Tudo o que você precisa saber sobre a mosca branca

 

Córos (Larvas de Besouro)

Corós são larvas de besouros de diversas espécies que atacam gramados e outras culturas em determinadas fases de desenvolvimento.

O padrão de elos na ponta do abdomem destas larvas ajudam na identificação, contudo, a análise dos adultos é necessária para uma identificação exata das espécies.

 

Corós- Lavras de Besouro

 

A irrigação noturna durante a época dos voos dos adultos pode atrair as fêmeas, especialmente se as áreas circunvizinhas estiverem secas. Os adultos também são atraídos para as luzes à noite, o que explica altos níveis de ataque próximos a postes de iluminações ou luminárias de jardins.

 

Danos na cultura

Quando os corós se alimentam das raízes de gramíneas, estas gradualmente ficam mais fracas, amareladas, podendo até morrer, pois a lesão na raiz reduz a capacidade da grama de absorver água, nutrientes e resistir ao stress hídrico.

Na sequência aparecem manchas mais escuras, espalhadas e irregulares no gramado, que aumentam de tamanho ao longo do tempo. Quando o gramado está sofrendo com uma alta infestação ele solta-se facilmente do solo.

A intensidade dos danos depende da espécie e da saúde do gramado, portanto, um bom programa de irrigação e de fertilidade do solo, entre outras operações de manutenção, ajudam a tolerar ou superar infestações moderadas.

 

Controle da Praga

Devido às restrições no uso de inseticidas em áreas urbanas, o controle biológico passa se torna uma ótima opção, com a utilização de nematoides, bactérias, fungos e parasitoides da ordem Díptera.

 

Percevejo marrom (Euschistus heros)

Os percevejos são uma praga‑chave da cultura de soja vem várias regiões do Brasil, principalmente nas de clima quente.

Predominante nas lavouras de soja no Estado de Mato Grosso, esse inseto pode ocasionar danos irreversíveis à cultura, pois, para se alimentar, suga diretamente os grãos de soja, o que acarreta redução na produção e na qualidade das sementes.

 

Percevejo-Marrom na cultura da soja.

 

Os prejuízos resultam da sucção de seiva dos ramos ou hastes e de vagens, podendo causar prejuízos de até 30% do potencial produtivo. Também injetam toxinas, provocando a “retenção foliar”.

 

Danos na Cultura

Atingem as sementes através da introdução do aparelho bucal nos legumes, tornando-os chochos e enrugados, afetando, consequentemente, a produção e a qualidade dos grãos.

Podem, ainda, abrir caminho para doenças fúngicas e causar distúrbios fisiológicos, como a retenção foliar da soja.

Os principais sintomas são produção limitada devido a sucção de seiva dos ramos, hastes e vagens, provavelmente, devido à toxinas que injetam. Vagens marrons e murchas. Queda e apodrecimento das estruturas florais e frutos.

 

Controle da Praga

O controle desses insetos deve ser feito utilizando-se produtos em pulverização, escolhendo-se aqueles mais seletivos aos inimigos naturais e menos tóxicos ao homem. Utilizar produtos de carência curta, principalmente se a produção for destinada ao consumo verde.

 

Tipos de pontas de pulverização e tamanhos de gotas.

 

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (MIP)

 

O desafio do agronegócio brasileiro está na difusão de métodos sustentáveis para o manejo de pragas, trazendo para o dia-a-dia do produtor as inovações tecnológicas e, assim, manter as cadeias produtivas competitivas no mercado.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é um conjunto de boas práticas agrícolas que implica no monitoramento da população de insetos e combina métodos e estratégias de controle como cultural, biológico, físico, legislativo, mecânico e químico, visando evitar o dano econômico.

Reconhecer cada tipo de inseto é muito importante para proteger aqueles que são úteis e controlar apenas os que são pragas, quando necessário.

A visita semanal à lavoura para reconhecer e monitorar a quantidade de pragas agrícolas, em cada parte da planta, permite decidir sobre o controle no momento correto, evitando danos, perdas e prejuízos na produção.

 

CONCLUSÃO

 

As pragas listadas aqui são altamente adaptadas ao sistema agrícola, de extrema importância econômica e quase sempre de difícil controle. Para isso é importante planejarmos e fazer o uso correto das ferramentas de MIP disponíveis.

Lembramos que é importante que você faça o MIP na sua lavoura para evitar problemas com relação ao abuso no uso de inseticidas. Para começar esse manejo é importante conhecer o histórico da área e fazer monitoramentos semanais.

 

Pós-graduação no manejo integrado de pragas

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