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Bicudo do Algodoeiro: Saiba como Lidar com Essa Praga!

Bicudo do Algodoeiro: Saiba como Lidar com Essa Praga!

A cultura de algodão tem um papel muito importante para a economia brasileira, mas o produtor que se dedica ao seu cultivo encontra diversos desafios. Entre eles estão o alto custo com a produção, problemas climáticos e a incidência de pragas e doenças. Hoje vamos falar do Bicudo do Algodoeiro, vamos conhecer alguns métodos de controle.

Venha comigo!

 

Bicudo do Algodoeiro

 

A cultura de algodão tem um papel muito importante para a economia brasileira, mas o produtor que se dedica ao seu cultivo encontra diversos desafios.

Entre eles estão o alto custo com a produção, problemas climáticos e a incidência de pragas e doenças. Uma das pragas mais preocupantes é o bicudo-do-algodoeiro.

Esse inseto foi identificado nas lavouras de algodão do Brasil pela primeira vez em 1983 e causa muita preocupação porque prejudica a produção das plantas, podendo levar à perda de 100% da safra.

Neste artigo, apresentaremos os prejuízos que o bicudo traz para a lavoura de algodão, seu ciclo de vida e como o produtor deve agir para fazer o manejo dessa praga.

 

avanços no manejo de pragas

 

A cultura de algodoeiro no Brasil

O algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) é uma das principais culturas produtoras de óleo, proteínas e fibras no Brasil. Sendo assim, aprenderemos a seguir a importância do controle biológico de pragas no algodão para um bom cultivo.

O monocultivo do algodão tende a exercer uma grande pressão de seleção sobre os insetos, favorecendo a disseminação de pragas, uma vez que há grande disponibilidade de alimento. E o bicudo do algodoeiro vem sendo um grande inimigo dessa cultura.

 

Bicudo do algodoeiro

(Fonte: SEAPA, 2020)

 

O nome “bicudo” remete ao fato dos adultos do inseto possuírem a cabeça prolongada, formando um rostro ou “bico” característico, comum em muitos membros da família Curculionidae. O aparelho bucal do inseto, usado para danificar as estruturas reprodutivas, se localiza na extremidade desse “bico” ou rostro.

 

Histórico do bicudo do algodoeiro

O bicudo do algodoeiro é uma praga introduzida no Brasil, que em 30 anos se disseminou com sucesso para várias regiões se tornando a principal praga do algodoeiro no país.

A constatação do bicudo no Brasil ocorreu pela primeira vez em fevereiro de 1983, em cultivo de algodoeiro próximo ao aeroporto de Viracopos na região de Campinas, São Paulo.

Nessa região o inseto foi encontrado em grandes densidades populacionais, causou injúrias em botões florais e atingiu níveis de aproximadamente 90% de infestação.

De acordo com resultados de Confalonieri, obtidos a partir de um estudo de filo geográfico, o bicudo-do-algodoeiro do Brasil e do Paraguai foi introduzido a partir de insetos oriundos dos Estados Unidos.

 

Características gerais do inseto

O adulto do bicudo do algodoeiro é um besouro que mede de 4 a 9 mm de comprimento e 7 mm de envergadura, tem coloração que varia de pardo-acinzentado ao preto, com pelos dourados esparsos sobre os dois élitros, onde se observam estrias ou sulcos longitudinais.

 

Características do Bicudo do Algodoeiro

(Fonte: Olhar Agro & Negócios, 2014)

 

A coloração varia conforme a idade e alimentação do inseto; o inseto possui um rostro (bico alongado) escuro, medindo cerca de metade do tamanho do resto do seu corpo, no qual na extremidade apical se encontram as peças bucais, e mais ou menos no centro do rostro situam-se as antenas.

A grandis possui, nos fêmures anteriores, um espinho grande dividido, sendo um acuminado e outro rombudo, por uma bifurcação, característica que o diferencia dos outros curculionídeos.

 

Ciclo de vida do bicudo do algodoeiro

O bicudo do algodoeiro é uma praga com reprodução exclusiva na planta de algodão. A fêmea põe apenas um ovo por orifício, feito nos botões florais, flores ou maçãs da planta, ou seja, em suas estruturas reprodutivas.

Em seguida, ela fecha esse orifício com uma secreção gelatinosa. Por dia, cada fêmea pode colocar até 6 ovos, mas o seu ciclo totaliza cerca de 100 a 300 ovos, cujo período de incubação é rápido, de 2 a 4 dias.

Depois, podemos notar a presença das lagartas no algodão. Seu comprimento é de 5 a 10mm, com coloração branca e cabeça marrom clara.

 

Ciclo de Vida do Bicudo Algodoeiro

(Fonte: Canal Rural, 2014)

 

Durante um período de 7 a 12 dias essas lagartas se alimentam das estruturas internas do botão floral. Seu ciclo continua com a incubação em câmaras que elas constroem nas estruturas que atacaram.

Cerca de uma semana depois o botão se solta da planta e ela não consegue produzir. A incubação das pupas do bicudo-do-algodoeiro é de 3 a 5 dias para se transformarem em besouros de coloração castanha ou cinza e rosto alongado. São insetos que atingem até 7mm de comprimento e vivem de 20 a 40 dias.

 

Danos Caudados

Os primeiros adultos migram para a cultura por ocasião do florescimento, atraídos pelo cheiro, e atacam inicialmente os botões florais que, após o ataque, apresentam as brácteas abertas e, posteriormente, caem.

As flores atacadas ficam com o aspecto de balão (“flor em balão”), devido à abertura anormal das pétalas.

 

Bicudo algodoeiro- Danos.

(Fonte: A Lavoura, 2020)

 

As maçãs do algodão apresentam perfurações externas, decorrentes do hábito de alimentação e oviposição do inseto, sendo que, internamente, as fibras e sementes são destruídas pelas larvas, que impedem sua abertura normal (“carimã”), deixando-as enegrecidas.

As chuvas, ou os períodos chuvosos, favorecem o desenvolvimento desta praga, uma vez que a umidade existente conserva os botões atacados por um período maior.

 

Como fazer o manejo do bicudo do algodoeiro?

Diversos métodos de controle podem ser adotados no manejo do bicudo-do- algodoeiro. A escolha de tais métodos depende do nível tecnológico adotado pelo produtor e da extensão da área plantada.

Independente da dimensão da área plantada, o monitoramento da população inicial com armadilhas é crucial para a tomada de decisão.

Essas armadilhas devem ser instaladas 50 dias antes do início da semeadura, seguindo por 9 semanas e com intervalos de 200 m entre elas. Essa medida ajuda a determinar o índice BAS (bicudos/armadilha/semana).

 O BAS é uma referência para tomar as melhores decisões no controle do inseto. Esse índice indica o número de aplicações de defensivo e a abordagem é realizada da seguinte forma:

  • mais de dois BAS: três aplicações;
  • entre um e dois BAS: duas aplicações;
  • de zero a um BAS: uma aplicação;
  • zero BAS: nenhuma aplicação.

Veja, a seguir, quais são as iniciativas que permitem o controle populacional do bicudo-do-algodoeiro.

 

Tecnologias que agregam qualidade à pulverização

 

Controle comportamental do bicudo do algodoeiro

Se para nós humanos a visão tende a ser o sentido mais importante, para o bicudo e para todos os outros insetos, o olfato se destaca como o sentido mais utilizado.

É através da percepção de sinais químicos (odores) que os bicudos conseguem localizar as plantas de algodoeiro e também seus pares.

As plantas de algodão emitem odores que são captados de longe pelas antenas e outros órgãos sensoriais do inseto, que por sua vez localiza outros indivíduos de sua espécie através de feromônios captados pelo olfato.

O conhecimento deste comportamento e de quais são os sinais químicos específicos destas relações permite a utilização de tecnologia que denominamos de controle comportamental.

 

Semeadura concentrada

A semeadura concentrada por fazenda, áreas vizinhas ou regiões próximas, dentro de 30-40 dias, faz com que haja maior uniformidade de plantio e, consequentemente, que a disponibilidade de botões florais e maçãs ocorra de forma simultânea. Essa medida evita que um talhão seja invadido por bicudos de lavouras vizinhas

 

Controle químico

Importância ter em mente que, é apenas durante a fase adulta que o inseto fica exposto a ação dos inseticidas. Visto que, durante as fases iniciais de desenvolvimento os insetos imaturos ficam protegidos dentro dos botões florais.

Os bicudos adultos localizam, frequentemente, no terço mediano das plantas, o que os torna difícil de serem combatidos pelas aplicações de inseticidas. Além disso, a maior exposição dos insetos ocorre nas horas mais quentes do dia, momento desfavorável para as aplicações, na maioria das vezes.

 

Fungos causadores de doenças em plantas.

 

Controle cultural

A época de plantio é algo importante a que o produtor deve se atentar. Em uma mesma região, o ideal é que todos os produtores plantem na mesma época. Isso encurta o período com estruturas reprodutivas viáveis à praga.

O preparo antecipado do solo e o uso de variedade precoces vão contribuir muito para que o bicudo não atinja níveis populacionais altos.   Além dessas técnicas, é preciso fazer vazio sanitário de acordo com as recomendações da região produtora.

 

Conclusão

Finalmente, é importante ressaltar que o manejo do bicudo do algodoeiro deve ser coletivo, regionalizado e organizado, com ações conjuntas executadas pelos produtores da região. A consciência coletiva é o ponto fundamental para o sucesso do combate ao bicudo.

É Muito importante que o produtor que os produtores fiquem atentos ao monitoramentos e métodos de combates da praga. E em caso de dúvidas o ideal é contratar um profissional da área para o diagnóstico.

Se você gostou desse conteúdo e te ajudou e esclareceu suas dúvidas. Comente e compartilhe em suas redes sociais!

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas

Como Fazer uma Administração Rural com Sucesso!

Como Fazer uma Administração Rural com Sucesso!

Todo produtor rural já se deparou com certos problemas ao cuidar de uma fazenda. Esses problemas podem envolver custos, produção, funcionários, organização, transporte ou distribuição. Neste Post vamos abordar algumas dicas para te ajudar a fazer uma administração rural com sucesso.

Venha Comigo!

 

Administração Rural

 

Existem várias empresas rurais que buscam, cada vez mais, o planejamento para que se aprimorem os sistemas produtivos. Há fatores internos e externos da propriedade rural que, somados, promovem um bom resultado final.

Os fatores internos podem ser melhor controlados e avaliados pelo produtor para se iniciar o planejamento. Com planejamento e metas, consegue-se chegar a resultados, que podem ser avaliados.

A partir daí, podem-se fazer críticas quanto ao processo e sugerir melhoras para se alcançar realmente um resultado positivo. Mas afinal, o que é Administração rural? E quais as dicas para o sucesso?

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

O que é Administração Rural?

A administração rural surgiu no começo do século XX junto às universidades de ciências agrárias, na Inglaterra e Estados Unidos. Essa prática surge com a preocupação de sobretudo, analisar, a credibilidade econômica e técnicas agrícolas.

Contudo a Administração rural é o conjunto de atividades que facilitam aos produtores rurais a tomada de decisões ao nível de sua empresa agrícola, com o fim de obter melhor resultado econômico, mantendo a produtividade da terra.

O estudo que considera a organização e operação agrícola, visando ao uso mais eficiente dos recursos para obter resultados compensadores contínuos. O processo administrativo é composto por 4 etapas: planejamento, organização, liderança e controle.

 

Etapas do Processo Administrativo

Etapas do Processo Administrativo

Com esses quatro pilares é possível alcançar um ótimo resultado de um conjunto de fatores, onde decorre de uma boa administração rural e os impactos positivos que ela traz para a fazenda.

 

Importância da administração rural na agricultura

O agronegócio é um dos setores mais importantes para a economia brasileira e tem uma das maiores movimentações de bens do país. Além disso, ele é um dos pilares centrais do PIB e registra números quase sempre positivos.

 

Administração Rural

 

A posição geográfica do Brasil é muito favorável à exportação, pondo o país como um dos principais líderes no mercado agro internacional. No entanto, isso não torna a administração rural imune a problemas por aqui.

Por isso, é de extrema importância saber trabalhar com as tecnologias aplicadas à agricultura, para garantir que as operações sejam mais eficientes e o planejamento estratégico seja mais lucrativo para empresas agrícolas. Assim é possível acompanhar o crescimento do país.

 

Diferença entre administração rural e gestão agrícola

Existem algumas diferenças conceituais entre ambas. A administração agrícola é um conceito amplo, que envolve conhecimentos técnicos e aplicações práticas no dia a dia da fazenda.

Administrar é planejar com uma visão mais ampla da parte financeira da fazenda, pensando sempre em atingir níveis positivos de produtividade e lucratividade.

Já a gestão agrícola é ligada a questões operacionais, que também envolvem um planejamento complexo e se relacionam com a administração, mas dizem respeito a ações agrícolas realizadas na fazenda.

 

Desafios enfrentados na Administração Rural

Entenda alguns dos principais desafios enfrentados na administração rural, veja abaixo:

Administrar as finanças

Assim como em qualquer outra empresa, o administrador rural precisa ser eficiente para garantir que o negócio seja lucrativo. Para isso, é preciso seguir uma metodologia adequada, a fim de registrar todos os números.

Desenvolver o hábito de registrar tudo o que entra e sai e dissociar essas transações dos gastos financeiros pessoais pode ser um grande desafio, especialmente em propriedades familiares.

 

Checklist agrícola

 

Gerenciar a produção e a logística

É necessário ter pleno conhecimento de tudo o que é produzido e como os produtos são escoados por toda a cadeia de distribuição, ou seja, a logística.

Dessa forma, será possível detectar gargalos e pontos que podem ser aprimorados, com o objetivo de otimizar os custos e eliminar desperdícios.

 

Utilizar indicadores

Os indicadores de desempenho utilizados devem estar alinhados às necessidades e aos objetivos do negócio.

Essas métricas revelam valores exatos que expressam o quanto a produção aumentou ou recuou, e o quanto isso se refletiu em lucratividade para a empresa.

 

Criar novos processos e delegar tarefas

À medida que o negócio cresce, fica muito difícil criar e padronizar novos processos que não necessitem sempre de sua opinião e decisão. No entanto, essa evolução é necessária, afinal, a formalização das operações é uma das bases da administração.

A ideia é que o negócio passe a andar com as próprias pernas. Para isso, funcionários e equipes precisam ter papéis bem definidos dentro do ciclo produtivo.

 

Transforme sua propriedade em uma empresa rural

Toda propriedade rural é uma empresa de pequeno, médio ou grande porte. Portanto, é preciso, primeiramente, mudar a maneira como você enxerga sua fazenda.

O objetivo de uma empresa rural não é apenas produzir. É obter o melhor custo-benefício dentro do mercado que se deseja explorar.

Empresas bem-sucedidas se destacam por trabalhar com metas, ou seja, aquilo que se deseja alcançar em um determinado período de tempo. Mas por onde começar?

 

Dicas para aprimorar a administração rural

É preciso desenvolver capacidades administrativas importantes para realizar de maneira eficiente a gestão de pessoas, financeira, de risco e a gestão de novos investimentos.

Um dos métodos mais conhecidos é o PDCA, que reúne conceitos básicos da administração em uma estrutura de ciclo, o que o torna simples de ser compreendido e gerenciado. Sendo assim, ele é composto por 4 fases importantes que você pode usar na sua administração rural:

 

Você sabe qual é o perfil de profissional mais procurado pelas empresas?

 

1º – Planejar

Planejar é pensar nos seus objetivos agrícolas. Quais metas você pretende atingir? Quanto pretende produzir e lucrar nessa safra?

Sem um planejamento bem definido, fica difícil conseguir fazer um bom uso dos recursos e ganhar mais.

Além disso, a sua rotina administrativa na fazenda não pode ser feita no improviso e por isso tudo deve ser calculado antes, durante e depois.

 

2º – Organizar

A organização nada mais é do que botar a mão na massa! Nessa etapa, você vai começar a colocar em prática o que foi planejado. Aqui devemos responder perguntas como:

  • Qual será a mão de obra necessária para começar a produzir?
  • Quem trabalhará com o que e quais os objetivos deverão atingir?
  • Quais recursos serão utilizados e qual quantidade de cada matéria-prima vou precisar?

Com essas informações em mãos, você estará muito mais preparado para o que virá e certamente economizará dinheiro.

 

3º – Execução

O foco dessa fase é a prática. Sendo assim, é imprescindível disponibilizar meios para que os procedimentos definidos no planejamento sejam cumpridos, extraindo o máximo de informação para a fase seguinte.

Com toda a equipe informada do que ser feito, comece a executar o plano de ação que deve ser feito em cada área de manejo. Lembre-se de seguir sempre o planejamento já realizado.

 

4º – Controle

A última fase é dividida em duas etapas dependendo do resultado da verificação feita na fase anterior.

  • Metas alcançadas: se os resultados forem alcançados, registre as boas práticas e inicie um novo ciclo para identificar oportunidades de melhoria;
  • Metas não alcançadas: nesse caso, é preciso diagnosticar qual é a raiz do problema para evitar a reprodução dos resultados não esperados.

Se alguma coisa deu errado, essa é a hora de tentar mudar para que da próxima vez dê certo!

 

Conclusão

A administração do setor rural é difícil, como em qualquer outro ambiente, mas no campo todo processo é bem dinâmico, não existe um padrão a ser seguido, cada particularidade existente deve ser levada em conta.

Com organização e gestão da fazenda em dia, aumentam as chances dos resultados positivos, uma vez que com as medições, estamos analisando tudo que ocorre na propriedade e tomando decisões mais assertivas.

Em caso de dúvidas o ideal é contratar um profissional da área para de orientar durante todo planejamento. Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário!

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

Pulverizador Agrícola: Conheça os principais tipos!

Pulverizador Agrícola: Conheça os principais tipos!

O pulverizador tem um papel fundamental para a produção agrícola, uma vez que é utilizado para distribuir agroquímicos, nutrientes e fertilizantes na lavoura. Por entender sua importância preparamos esse artigo para mostrar os principais tipos de pulverizador agrícola.

Venha Comigo!

 

Pulverizador Agrícola

 

O papel dos pulverizadores agrícolas na agricultura é fundamental. Uma boa safra está diretamente relacionada ao controle de pragas, doenças e insetos, assim como depende da ação de nutrientes que garantam a fertilização adequado do plantio.

A tecnologia desenvolvida para o aperfeiçoamento de pulverizadores tem promovido avanços inovadores em benefício do produtor agrícola.

Escolher o equipamento ideal, pode ser um desafio, afinal existe uma série de fatores que devemos levar em consideração no processo de compra. Portanto, se você quer escolher o seu, mas ainda tem dúvidas, leia até o final. Vamos lá?

 

avanços no manejo de praga

 

Qual a função do pulverizador agrícola?

Os pulverizadores são equipamentos que pulverizam, ou seja, fazem a distribuição sobre a plantação de uma substância líquida em partículas minúsculas. Esse processo é muito importante pois facilita a absorção das substâncias e a sua correta pulverização.

 

Pulverização Agricola

 

Os pulverizadores não servem apenas para distribuírem agrotóxicos, mas também são muito utilizados na hora de nutrir e fertilizar as lavouras.

O principal objetivo de um pulverizador é garantir que esse produto seja distribuído na mesma medida e em uma quantidade correta nos locais necessários.

 

Como era o processo de pulverização antigamente?

O desenvolvimento dos equipamentos de aplicação teve um salto a partir de meados do século XIX. Antes disso, as técnicas utilizadas consistiam em esfregar ou lavar a planta com o auxílio de panos ou escovas embebidos com a solução química.

Era comum também a utilização de alguns tipos de regadores para facilitar a uniformidade da distribuição e a velocidade da aplicação.

Foram desenvolvidos equipamentos em que espanadores especiais funcionavam com um mecanismo de bombas e tanques sobre rodas. Passou-se, também, a utilizar seringas, mais tarde aperfeiçoadas com válvulas que possibilitavam o bombeamento intermitente do produto.

A partir daí, as inovações fora aplicadas sobretudo em projetos relacionados à energia da pressão de bombeamento e à eficiência na produção de gotas. A evolução da tecnologia dos bicos proporcionou um aumento significativo na qualidade da pulverizadores agrícolas.

 

Tecnologias que agregam qualidade à pulverização

 

A importância do pulverizador agrícola

O pulverizador é um instrumento importantíssimo para as lavouras, principalmente para as de grande escala.

O pulverizador permite aumentar a eficiência da lavoura e aplicar a quantidade exata de produto na plantação independentemente do tipo da substância.

Além disso, esse equipamento também auxilia no processo de redução de gastos com os insumos na lavoura.

Sem dúvidas, o pulverizador é importante para todo o processo de desenvolvimento de uma lavoura e pode ser um dos principais aliados do produtor agrícola.

 

Quais são os tipos de pulverizadores?

No mercado, há modelos de pulverizadores para atender todos os tipos de demanda. Falaremos um pouquinho sobre cada um deles, para que você possa conhecer mais sobre o assunto.

Os pulverizadores podem ser manuais ou motorizados. Veja os principais tipos de pulverizadores a seguir:

Pulverizador Costal

O pulverizador costal é muito utilizado por pequenos, médios e grandes agricultores. Isso se deve ao fato de que é mais prático e pode ser empregado em diversos tipos de cultivos.

Esse equipamento pode ser encontrado em sua versão manual, na qual você precisa acionar a bomba com uma alavanca para realizar a pulverização.

Também é encontrado em sua forma elétrica, que funciona com o auxílio de uma bateria, pulveriza o cultivo sem maiores esforços.

 

Pulverizador Costal

 

Além disso, é possível encontrar esse tipo de pulverizador em sua versão 2 em 1. Isso quer dizer que é possível utilizá-lo manualmente, além de sua forma elétrica.

 

Pistola pulverizadora de pressão

Consiste em um sistema de ar comprimido disponível nas versões manual e elétrica. Usando o gatilho da pistola é disparado, gera pressão no equipamento, que esguicha o defensivo na lavoura.

 

Pistola pulverizadora de pressão

(Fonte: Graco, 2021)

 

O primeiro modelo é indicado apenas para quem vai trabalhar em hortas, pomares e jardins de área pequena.

 

Pulverizador Autopropelido

O pulverizador autropropelido ou automotriz é voltado para lavouras com áreas extensas. Possui barras de tamanhos variados e tanques grandes, capazes de armazenar altas quantidades de calda. Por isso, costuma ser utilizado em tratores.

 

Pulverizador Autopropelido

 

Como possuem um nível avançado de tecnologia, com uso de sensores e softwares, os pulverizadores autropropelidos são conhecidos pelo alta precisão na pulverização.

 

Atomizador

O atomizador é uma espécie de pulverizador agrícola que joga o produto em alta velocidade. Esse tipo de equipamento é recomentado para o cultivo e árvores frutíferas e em terrenos que não é possível o uso de outros métodos.

 

Atomizador

 

Outra questão importante é que o atomizador pode ser utilizado em ambientes internos e externos. Isso faz com que o equipamento seja muito versátil.

Vale frisar que não é recomentado o seu uso em cultivos frágeis, que não suportam altas velocidades de ar.

 

De barra

Como o próprio nome já diz, esse tipo de pulverizador possui uma barra com muitas pontas para pulverização que podem ser montadas em um trator. É altamente recomendado para grandes lavouras e precisam de manutenções eficientes.

 

Pulverizador de Barra

 

Pulverização aérea

A pulverização aérea pode ser realizada com o uso de drones, helicópteros e aviões agrícolas, cada um com suas especificidades. Assim, podem ser consideradas as seguintes particularidades:

  • Drones: para aplicações de precisão, em áreas específicas de difícil acesso;
  • Helicópteros: alternativa aos aviões pela menor velocidade e maior proximidade da cultura;
  • Aviões: sua rapidez operacional o faz o mais indicado para grandes áreas de cultivo.

 

Como escolher seu pulverizador agrícola?

Para escolher o pulverizador agrícola que melhor atende as suas necessidades, é necessário pensar nas seguintes questões:

 

Cultura

Pensar na sazonalidade da sua lavoura e sua extensão é um item básico na escolha do seu pulverizador agrícola. Isso porque a forma como a cultura se comporta e como seu trabalho pode ser otimizado mudam a cada tipo de aplicação ou tipo de pulverizador agrícola.

 O mesmo vale para os bicos dosadores dos pulverizadores em barra. Outro item a ser considerado é a época de aplicação de cada produto, que varia conforme a cultura e a facilidade de mobilidade do pulverizador.

 

Tipos de pontas de pulverização e tamanhos de gotas - Prof. Lino

 

Área de pulverização

Simplesmente, quanto maior a área, mais capacidade de armazenamento é necessária. Sendo assim, o pulverizador agrícola a ser escolhido ou a quantidade de equipamentos a serem comprados têm que ser coerentes com a área a ser cultivada. Pense em tudo isso no momento de escolher o pulverizador agrícola.

Dica extra: a relação entre a quantidade de insumo a ser dissolvido em água pode ser feita com a ajuda de um engenheiro agrônomo ou um profissional de agronomia.

 

Considere a viabilidade econômica do equipamento

Deve-se levar em conta a relação entre o valor da compra e o ganho estimado com a produção. Além disso, é importante considerar aspectos funcionais, como por exemplo a durabilidade do equipamento.

 

Conclusão

A aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras, com o auxílio do pulverizador, é de fundamental importância para a agricultura, já que é através deste equipamento que se consegue fazer o controle de pragas e doenças, tornando viável a produção agrícola.

Para escolher o melhor pulverizador para sua cultura é necessário conhecer os diferentes tipos, a necessidade da cultura e a viabilidade econômica. Em caso de dúvidas o ideal é que o produtor consulte um profissional da área.

 

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Irrigação de Pastagem: Veja os Sistemas mais utilizados!

Irrigação de Pastagem: Veja os Sistemas mais utilizados!

A irrigação já passou a ser um método indispensável para quem trabalha em diversos setores agrícolas. Entretanto, sempre bate aquela dúvida: quais os tipos e como fazer irrigação de pasto da melhor maneira possível? Se você está procurando por um jeito simples de começar a implementar a irrigação de pastagem, então, veio o lugar certo!

 

Irrigação de Pastagem

 

Irrigação de pastagem

A irrigação de pastagens é uma prática que vem se fortalecendo em propriedades leiteiras no Brasil e, se bem planejada e instalada, pode trazer ganhos significativos aos produtores.

Trata-se, assim, de uma importante aliada da fazenda contra a falta de chuvas, contribuindo para que as expectativas de produção e rentabilidade sejam preservadas.

Importante destacar, no entanto, que um sistema de irrigação, por si só, não faz milagres e não reverte condições adversas, como pastos degradados, por exemplo, demandando que o pecuarista, antes de adotá-lo, tome algumas medidas indispensáveis.

Neste artigos vamos abordar alguns tipos de sistema de irrigação mais comuns, e mostrar alguns cuidados importante que deve ser tomado.

 

pós-graduação em Irrigação

 

Vantagens da Irrigação de pastagem

Seja qual for o método de irrigação adotado pelas fazendas, é importante, antes de mais nada, garantir o fornecimento suficiente de água e energia elétrica. Mas, independentemente do método, a irrigação bem planejada apresenta muitas vantagens às propriedades rurais. Confira abaixo:

  • Aumento na capacidade de suporte das pastagens
  • Maior retorno por trabalhar com lotações maiores
  • Atendimento à necessidade de água das forrageiras em período de estiagem
  • Manutenção dos animais a pasto o ano todo
  • Viabilização da adubação das pastagens de forma regular, aumentando a eficiência da adubação, principalmente a nitrogenada
  • Viabilização da utilização da sobres semeadura de forrageiras de clima temperado, o que, como consequência acarreta em:
  • Redução da utilização de volumosos suplementares, o que significa:
  • Redução de custos na produção

 

Importância da Irrigação de Pastagem

pastagem é o sistema de produção mais utilizada nas criações brasileiras de rebanhos e por essa razão oferecer qualidade necessária aos animais, evitando dessa forma possíveis perdas com a nutrição escassa dos planteis.

Para se ter uma boa qualidade na pastagem é fundamental que o manejo e a irrigação sejam feitos, pois a irrigação garante a boa produção em épocas de seca e o manejo adequado evita qualquer tipo de prejuízo as forrageiras.

 

Irrigação para Pastagens

(Fonte: JANA YRES-GEOTECNOLOGIAS, 2014)

 

Vale destacar também, que a eficiência da irrigação depende diretamente do sistema de irrigação escolhido observando as condições do solo, quantidade de água disponível para ser utilizada, área a ser irrigada, dentre outros. Observado esses critérios o agricultor também deve estar ciente dos custos do sistema de irrigação escolhido.

Ao optar pela irrigação de pastagens é importante aderir a algumas demandas que serão fundamentais para ter sucesso nessa aquisição, como:

  • Adequação a mão-de-obra para demandas que irão surgir;
  • Disponibilidade de uma infraestrutura mais adequada às demandas que irão surgir.
  • Melhoria do cercamento e subdivisões do pasto.

 

Sistemas de irrigação mais usados em pastagens

Para pastagens, existem muitos sistemas de irrigação que podem ser utilizados, mas todos dependem de muito fatores para serem postos em prática, como a topografia, o clima, o tipo de solo, os custos por investimento, entre outros.

Vejamos abaixo algumas delas:

 

Solos no Brasil

 

Irrigação através de pivô central

Este tipo de irrigação é um ótimo aliado para pastagens com produção de grande escala, pois possui um grande alcance em áreas extensas. É extremamente vantajosa para acima de 30 hectares.

Com fácil manejo e instalação, este tipo de irrigação é realizada através de um movimento circular ao redor do terreno e conta com energia elétrica ou diesel para o seu funcionamento.

 

Irrigação de Pastagem- Pivô central

(Fonte: EducaPoint, 2017)

 

Apesar de trazer muitos benefícios para o pasto, o sistema de pivô central possui um custo bastante elevado para instalação e manutenção para áreas menores.

 

Irrigação através de carretel enrolador

Esse é o sistema de irrigação mais indicado para pequenos e médios produtores, por causa do rápido retorno sobre o investimento inicial.

Além disso, esse tipo de irrigação não precisa de nenhuma mudança drástica no terreno, apenas instalações dos tubos e do motor.

 

Carretel enrolador

(Fonte: Irrigat, 2019)

 

O mais legal é que a irrigação por carretel enrolador também tem a opção de fertirrigação, que é indicada para o caso das pastagens.

Uma das grandes vantagens do carretel enrolador é garantia de obter área livre na sua lavoura, pois o espaço fica livre de tubos, possibilitando o fluxo de máquinas, pessoas e animais e consequentemente, melhorando o fluxo de trabalho.

 

Irrigação Por Aspersão em malha

No sistema de aspersão em malha, as linhas laterais, de derivação e principal são enterradas, necessitando apenas da mudança dos aspersores.

 

I Aspersão

(Fonte: Giro do Boi, 2020)

 

Com isso, a mão-de-obra é sensivelmente reduzida em comparação com o sistema de aspersão convencional, que necessita de mudança tanto dos aspersores quanto das linhas laterais.

Tem como características principais a utilização de tubos de PVC de baixo diâmetro, que constituem as linhas laterais que, ao contrário da aspersão convencional, são interligadas em:

  • Malha;
  • Baixo consumo de energia;
  • Adaptação a qualquer tipo de terreno;
  • Possibilidade de divisão da área em várias subáreas;
  • Facilidade de operação e manutenção;
  • Possibilidade de fertirrigação e baixo custo de instalação

 

Cuidados a serem tomados na escolha dos sistema

É muito importante que o agricultor tome alguns cuidados andes de escolher o sistema de irrigação. Veja abaixo:

 

Analise o local do pasto que será irrigado

Fazer irrigação de pasto é começar pelo levantamento planialtimétrico da área que passará a ser irrigada. Qual o tamanho da área que será regada? Há desníveis de solo? Há poço perto para auxiliar no processo de irrigação? Essas são umas das perguntas que devem ser feitas durante o período de análise.

 

Saiba o volume de água necessário para a pastagem

Qual é o tamanho da região que será irrigada? Isso irá afetar o volume de água que será usado durante o processo de estiagem, para evitar desgastes desnecessários e desperdícios.

Outra dica é entender bem o solo da pastagem, isso também irá influenciar na quantidade de água que irá consumir.

 

Checklist agrícola

 

Entenda o clima da sua região

Essa dica é válida para todos os tipos de culturas irrigadas, como pastagens, canaviais e até mesmo para cultivos de pastos: saber como o funciona o clima da sua região ajuda a estimar o balanço hídrico e a planejar as demandas fundamentais que a plantação necessita, ainda mais quando falamos de irrigação.

 

Escolha o método que mais combina com o seu cultivo

Essa é uma tarefa bem simples e, com os dados coletados anteriormente, você pode escolher o método de irrigação que mais combina com o seu agronegócio.

 

Conclusão

A irrigação é uma tecnologia que permite produzir forragem de forma mais constante e controlada, minimizando as oscilações nos sistemas pecuários baseados em pastagens –tanto em produção de leite, como de carne.

Quem pretende utilizar essa tecnologia precisa tomar alguns cuidados na escolha desses sistema de irrigação e fazer um planejamento analisando alguns fatores citados no neste post.

Em caso de dúvidas o ideal é acionar um profissional da área para te auxiliar durante todo o processo. Se você gostou desse conteúdo e te ajudou e esclareceu suas dúvidas. Comente e compartilhe em suas redes sociais!

 

pós-graduação em Irrigação

Imagens de Satélite e a sua contribuição na agricultura!

Imagens de Satélite e a sua contribuição na agricultura!

Imagine conseguir obter uma visão ampla de toda sua fazenda, talhão por talhão, que permita, em segundos, identificar aquelas áreas que apresentam menor produtividade ou cuja produtividade é superior. Neste artigo vamos mostrar que isso é possível devido ao grande avanço tecnológico chamado imagens de satélite.

Venha Comigo!

 

Imagem de Satélite

 

As imagens de satélites são utilizadas há muito tempo pelos mais diversos setores.  Porém, foram através dos avanços tecnológicos e da redução significativa dos custos que tornaram viável a aplicação em larga escala destas tecnologias na agricultura.

As imagens de satélite agilizam a identificação e o monitoramento de fenômenos naturais, desastres ambientais, queimadas, desmatamento, condições meteorológicas e na agricultura.

Os dados que formam as imagens de satélites podem ser obtidos em sistemas passivos, por meio da captura da radiação solar refletida pela superfície da Terra. Para que tenhamos acesso às mesmas, estas devem ser enviadas para terra, por meio da conexão de antenas distribuídas ao longo da superfície.

 

Pós-Graduação em Geoprocessamento e Gestão Ambiental

 

Como as imagens de satélite podem auxiliar os agricultores?

 Os desafios da produção alimentar são grandes, mas podem ser aliviados por inovações e tecnologias que favoreçam um melhor gerenciamento do campo.

Permitir que os agricultores mapeiem, monitorem e entendam melhor suas terras ajudará a construir processos mais sustentáveis para produções agrícolas.

Com a utilização das imagens de satélite na agricultura, os estudos das lavouras podem ficar muito mais assertivos.

 

Utilização de imagens de satélite na agricultura

Na agricultura moderna, o uso da tecnologia para produzir e armazenar dados para tomada de decisão e ações em campo faz parte do agronegócio nos dias atuais.

E, dentre todas as tecnologias adotadas, o uso de imagens de satélite são amplamente utilizadas no campo, tanto em grandes propriedades, quanto em propriedades de médio e pequeno porte, sendo de grande valia para que todos alcancem a máxima produtividade.

 

Imagem de satélite na agricultura

 

As imagens de satélite na agricultura partem do princípio da importância do monitoramento da lavoura que todo agricultor deve ter, pois isso irá ajudá-lo a conhecer cada detalhe da propriedade para que consiga antecipar problemas, prevenir despesas e garantir melhores resultados na hora da colheita.

 

Quanto ao funcionamento?

As imagens de satélite são obtidas a partir de sensores fixados em satélites que orbitam o planeta. As imagens são registros de cenas focalizadas por sensores com resposta em frequência perfeitamente definidas do espectro.

No entanto, os sensores não conseguem captar todo o espectro, registrando apenas faixas de frequência. Analogamente, o olho humano capta uma faixa muito estreita do espectro.

 

Imagem de satélite na agricultura

(Fonte: UFRPE)

 

Assim, são adotadas várias técnicas que codificam as frequências do espectro não-visível de modo a tornar possível a visualização de uma imagem.

Dois tipos de sensores podem ser utilizados na obtenção de uma imagem:

  • Ativos– transmitem pulsos de energia e medem a energia refletida desses pulsos pelos objetos (satélites com sensores SAR, por exemplo);
  • Passivos– medem radiações refletidas ou emitidas pelos objetos (satélites com sensores multiespectrais).

 

Imagens de satélite na agricultura – vantagens e desvantagens

Assim como as demais tecnologias voltadas para o mundo agro, as imagens de satélite trazem vantagens competitivas ao produtor. São elas:

  • Acompanhamento periódico do plantio;
  • Uso de dados para a tomada de decisão no manejo;
  • Identificação de problemas comuns na lavoura;
  • Facilidade em monitorar áreas muito grandes.

No entanto, existem algumas limitações naturais e tecnológicas no uso de imagens de satélites na agricultura:

  • As condições climáticas podem prejudicar a captação da imagem, como em dias nublados ou chuvosos, em que não consegue-se obter a imagem da lavoura;
  • A periodicidade de atualização do satélite é alta, não permitindo um acompanhamento dos dados em um curto período de tempo;
  • Precisão geográfica pode estar errada por metros;
  • Baixa resolução impede análises visuais detalhadas;
  • Pouca autonomia em relação à obtenção das imagens por parte do produtor.

 

Você sabe a importância dos Sistemas de Informação Geográficas (SIG) no agronegócio?

 

Por que utilizar imagens de satélite na agricultura?

Dessa forma, muitos são os motivos para usar imagens de satélite na agricultura. Selecionamos alguns:

 

1. Melhor análise em vários momentos do manejo da lavoura

Os dados de satélite ajudarão os agricultores a agir imediatamente em questões localizadas, como irrigação e fertilização.

Isso permitirá o monitoramento de inúmeras atividades agrícolas e servirá para maximizar a eficiência e reduzir custos. Além disso, a tecnologia Sat-Nav (Sistema de Navegação por Satélite) permitirá a fácil navegação para pontos de interesse.

As comunicações via satélite também são vitais para o trabalho agrícola, incluindo comunicação máquina a máquina em áreas onde as redes terrestres nem sempre são confiáveis.

 

2. Identificar falhas e deficiências nutricionais na lavoura

Na agricultura, o uso da imagem de satélite permite que tenhamos uma visão ampla e detalhada da lavoura no âmbito da vegetação, permitindo a análise das falhas de plantio, análise da produção de fotossíntese e produtividade das culturas.

Estes índices permitem ainda uma análise completa da superfície do solo, assim como das erosões e presença de nematoides.

 

3. Auxiliando na fertilização

No campo, existem áreas específicas que exigem mais fertilizantes de crescimento do que outras. Com a assistência dos satélites em órbita, os agricultores poderão usar apenas as quantidades necessárias de fertilizantes, o que ajudará na redução de custos e diminuirá o impacto ambiental do excesso de fertilização.

 

Tecnologias de geoprocessamento aplicadas no monitoramento e manejo de plantas

 

4. Permite maiores ganhos quanto à produtividade agrícola

O conhecimento dos aspectos geográficos via imagens de satélite ajudam o agricultor a obter ganhos importantes de produtividade na agricultura.

Parâmetros físicos, tais como índice de vegetação, declividade, recursos hídricos, logísticos e sanidade biológica podem ser obtidos a partir de serviços como NDVI.

 

5. Monitoramento em escala Global

A capacidade de monitorar as culturas em escala global será vital para prever as tendências futuras do mercado de commodities agrícolas.

Isso apresentará inúmeras oportunidades financeiras, permitindo que os investidores façam escolhas empresariais informadas.

 

O que esperar do futuro?

Podemos esperar por satélites cada vez menores, mas que fornecerão dados ainda mais precisos para a agricultura, numa velocidade ainda maior.

 

Inovações de Satélites

 

Há diversas pesquisas voltadas para o desenvolvimento de nanosatélites (satélites com menos de 10kg) que seriam equipados com sensores de imagens hiperespectrais, capazes de fornecer informações como qual elemento químico está mais abundante ou escasso, ou qual praga está presente na planta e o grau de contaminação da lavoura.

Assim, a tecnologia deve diminuir ainda mais o espaço de tempo entre a identificação de um problema na lavoura e a tomada de decisão para resolvê-lo, o que deve garantir ainda mais produtividade nas lavouras e economia de recursos para o produtor.

 

Conclusão

A agricultura, por sua vez, foi um dos setores que mais se beneficiaram com a evolução das tecnologias de sensoriamento remoto. Assim, como podemos constatar, muitos são os benefícios do uso das imagens de satélite na agricultura.

Portanto, mesmo com algumas desvantagens, estas imagens ajudam o produtor a entender o que, de fato, acontece com a sua lavoura, permitindo que ele faça correções e conquiste a máxima produtividade.

 

Pós-Graduação em Geoprocessamento e Gestão Ambiental

Adubação de Soja: Importância e Manejo!

Adubação de Soja: Importância e Manejo!

Nesse artigo você vai conhecer a importância de se fazer uma boa adubação de soja. E entender o que fazer para melhorar seu manejo de adubação.

No cenário atual, em questões de produtividade, o Brasil lidera a lista contribuindo com aproximadamente 37% do total produzido no mundo.

Tendo, o Brasil, em números absolutos (para a safra 2019/20) uma produção de 124,845 milhões de toneladas, em uma área plantada total de 36,950 milhões de hectares resultando uma produtividade média de 3.379 kg/ha.

Porém um dos fatores que pode limitar a produtividade da soja, assim como para outras culturas importantes, está ligado ao manejo de adubação de soja empregado.

Sendo a adubação da soja um pilar do seu sistema produtivo, quando realizado de maneira correta e otimizada. Resultara não somente em ganhos na produtividade da soja, mas também uma melhor sanidade além de evitar perdas de fertilizantes.

Então, como muitos já devem saber, para iniciar um bom manejo de adubação é necessário realizar uma análise das condições nutricionais do solo.

Outra maneira excelente de entender as condições de nutrição da sua área é através da diagnose junto a análise foliar da soja.

 

Adubação de Soja

Adubação foliar de soja (Fonte: Precison Tillage, 2012).

 

Todo esse processo pode ser auxiliado com por profissionais relacionados as agrarias, exto a recomendação da adução em sim que é necessário ser realizada por engenheiros agrônomos.

Mas entender alguns aspectos básicos e até mesmo mais refinados relacionados a adubação da soja pode ser muito importante para qualquer um relacionado a esse enorme setor produtivo agrícola.

Assim, ao ler esse artigo, você vai conferir desde a diagnose foliar, os requerimentos nutricionais de macro e micronutrientes da soja até os momentos em que cada um deles são requeridos pela soja.

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

 

Quais nutrientes que a soja necessita?

Assim como outras plantas, a soja necessita de minerais considerados essências (nutrientes) para conseguir completar seu ciclo de vida.

Os nutrientes são comumente divido em duas categorias: os macronutrientes e os micronutrientes.

Se você quiser saber mais sobre esse assunto confira esse outro artigo do nosso blog: Nutrição de Plantas: como a Falta de Nutrientes Afeta as Plantas?

Pois, nesse artigo vamos focar em algumas particularidades relacionas a alguns macros e micronutrientes e a adubação de soja.

 

Macronutrientes

Nitrogênio: é um macronutriente muito importante para a soja, a qual é uma leguminosa que tem em suas raízes uma associação com bactérias que otimizam a fixação biológica de nitrogênio.

Esse processo de fixação na soja é realizado por bactérias do gênero Bradyrhizobium e é comumente aplicado via tratamento sementes.

Se você quer entender um pouco mais afundo esse assunto recomento a leitura desse outro artigo do blog da Agropós: Inoculação de Sementes: Conheça os Benefícios!

Contudo, isso não significa, que não será necessário realizar de um manejo de adubação sem se preocupar com nitrogênio.

 

Nutrição Mineral de Plantas: Macronutrientes.

 

Pelo contrário, será necessário avaliar se está havendo boa nodulação das raízes em sua área de plantio.

Uma vez que o nitrogênio está altamente relacionado com estruturar (p. ex. proteína) que influenciam em aspecto produtivos na fase vegetativa até no momento do enchimento dos grãos.

Os sintomas de deficiência de nitrogênio na soja se caracterizam por uma clorose total das folhas mais velhas, seguida de necrose.

Sendo essa situação também relacionada a falta do micronutriente molibdênio o qual abordaremos mais adiante.

 

Fósforo:

O fósforo é o segundo, do conhecido trio de fertilizantes inorgânico NKP, sendo importante para a nutrição da soja pois participa de uma série de processos metabólicos.

Na composição das plantas o fosforo está presente em moléculas como a de ATP, nos fosfolipídios constituintes das membranas e dos ácidos nucleicos.

Assim uma planta de soja apresentando deficiência de fósforo vai ter seu crescimento reduzido com aspecto raquítico, baixa inserção de vagens.

Sendo o seu sintoma típico diagnosticado em folhas mais velhas apresentando coloração verde azulada.

O fósforo apresenta uma série de particularidades em relação ao solo. O que por sua vez irá influenciar totalmente em seu manejo de adubação de soja.

Se você deseja saber mais afundo sobre as interações do fósforo com solo e as plantas, recomendo a leitura desse outro artigo: Fósforo para plantas: Conheça a dinâmica desse macronutriente!

 

Potássio:

Já o terceiro do trio de formulações NPK, o potássio, diferente de seus companheiros não está ligado as estruturas da planta em si.

Em vez disso o potássio vai desempenhar funções relacionadas a regulação osmótica das células guardas dos estômatos.

Além de atuar na ativação de uma série de enzimas relacionadas a síntese do amido, proteína e energia.

Os sintomas característicos da deficiência de potássio consistem em clorose com posterior necrose das margens e pontas das folhas, inicialmente, nas folhas mais velhas.

Outros sintomas dessa deficiência pode ser apresentam plantas com retenção foliar.

 

adubação de soja - Potássio

Plantas de soja com diferentes tratamentos de nutrientes. Da esquerda para direta: Solução completa (Compl), sem micronutrientes (-MN), com nitrogênio (+N), sem fósforo (-P), controle (Control), sem potássio (-K), cálcio (-Ca), enxofre (-S) e magnésio (-Mg). (Fonte: Keino et al. 2015).

 

Cálcio, Magnésio e Enxofre:

Esses outros três macronutriente pode ser menos preocupante caso já seja realizado os processos de calagem e gessagem do solo.

Devido ao fato desses insumos agrícola, calcário e gesso, possuírem cálcio, magnésio (calcário) e enxofre (gesso agrícola) em sua composição.

Essas operações além de ajudar a fornecer esses macronutrientes para a soja, vai ajudar a manejar o pH do solo. O que vai refletir diretamente na disponibilidade de todos os macros e micronutrientes no solo.

Já o processo de gessagem além de fornecer o enxofre, vai melhorar as condições em camadas mais profundas do solo.

O que vai possibilitar que as raízes aproveitei melhor o solo para absorção de água e nutrientes.

Contudo quando a planta de soja estiver deficiente de cálcio, os sintomas típicos serão primeiro nas folhas novas da soja ficando enroladas e com aspecto encarquilhado.

Isso se dá ao fato de o cálcio compor as estruturas da lamela média da parede celular vegetal.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Já quanto se tem planta de soja deficiente de magnésio os sintomas típicos serão visualizados nas folhas mais velhas com inicial clorose marginal evoluindo para internerval.

O magnésio é extremamente importante para o crescimento da planta pois estão presentes na estrutura de moléculas como a clorofila.

No caso de deficiência de enxofre pode ser confundida, aos mais desavisados, com a deficiência de nitrogênio.

Sendo elas diferenciadas pela folha em que se inicia o sintoma, que devido à baixa mobilidade do enxofre, ocorre em folhas novas da soja.

O enxofre desenvolve papel estrutural em aminoácidos. Os quais foram as proteínas além de estar presentes em vitaminas e outros produtos ligados ao metabolismo secundário da planta.

Em leguminosas como soja a deficiência de enxofre vai afetar a eficiência da nodulação com as bactérias fixadoras de nitrogênio.

 

Micronutrientes

 

Zinco:

O zinco é um dos micronutrientes que apresenta função constituinte de enzimas importantíssimas como a RNA polimerase.

Assim como também desempenha a função de ativar algumas enzimas que sintetizam os precursores da auxina, um hormônio vegetal.

Seus sintomas típicos estão relacionados com a diminuição no comprimento dos internódios, folhas novas menores, estreitas e lanceoladas e diminuição da produção de sementes.

Sendo absorção do zinco inibida quando a concentração do fósforo no solo estiver maior. Sendo esse um exemplo de interação possível entre os nutrientes.

 

Manganês

O manganês é uma micronutriente importante para muitas plantas por desempenhar papel estrutural, ativação enzimática e participação na fotossíntese no momento da quebra da molécula de água.

Seus sintomas visuais típicos vão ser uma clorose internerval nas folhas novas, seguido de branqueamento com necrose e deformação.

 

Manganês

(Fonte: MSU Extension, 2017)

 

Molibdênio:

O molibdênio é um micronutriente que apresenta relação com o a nutrição do nitrogênio por constituir o centro ativo da redutase do nitrato. Essencialmente para a soja uma planta que tem a produção nódulos de fixação.

Quando uma planta esta deficiente desse micronutriente sua aparência geral é de uma clorose malhada com folhas murcha e encurvadas nos bordos.

Em leguminosas os sintomas podem ser similares a da falta de nitrogênio, além de ser característico também a supressão da fase de floração da planta.

Mas esse são só alguns exemplos de micronutrientes que a soja irá necessitar, mas todos eles necessitam cuidados no momento da adubação.

Uma questão primordial da adubação de micronutrientes é a quantidade a ser suplementada para a planta. Que como o próprio nome pode indicar, são quantidades relativamente pequenas (micro).

Assim muito cuidado ao realizar uma adubação de soja com micronutrientes pois alguns erros de calcula em sua recomendação facilmente pode causar sintomas de toxidez na planta.

Se você quer saber mais sobre outros micronutrientes recomendo a leitura desse outro texto que aborda cada um deles: Micronutrientes para Plantas: quais são e suas funções!

 

Qual o melhor adubo para a soja?

Essa pergunta geralmente vem acompanhada de outras dúvidas relacionados a realização da adubação de soja, como por exemplo, quais formulações de NPK podem ser utilizadas na adubação de soja.

Ou como pode ser feito a adubação nitrogenada na soja? Em cobertura? Via foliar? Inoculante na semente?

A verdade é que a primeira resposta para todas essas dúvidas é de que vai depender da situação em que se deseja cultivar a soja.

Pois cada local apresenta suas condições particulares de nutrição do solo, microbiologia, além da grande influência dos diferente de sistema de cultivo e manejo da soja.

Porém, em qualquer situação em que você se encontre é recomendado que se faça a análise dos teores dos nutrientes no solo.

Caso você queria entender melhor essa etapa tão importante do manejo de adubação de soja confira esse nosso outro artigo: Amostragem de Solo: quais os procedimentos corretos?

Amostrado corretamente seu solo, enviado para o laboratório de análise e quanto estiver com os resultados em mão procure um engenheiro agrônomo para que possa realizar a recomendação.  E que também poça te auxiliar no planejamento da adubação da soja.

Mas se você já faz tudo isso que eu disse acima e ainda está tendo problemas com a nutrição da sua soja, veja o que pode ser feito no próximo tópico.

 

Tecnologias que agregam qualidade à pulverização

 

Como você pode melhorar seu manejo de adubação de soja?

Para aqueles que já tem o costume de realizar análises de solo periódicas, em suas áreas de produção, mas gostaria refinar os cuidados com seu manejo de adubação, pode se realizar também, uma análise dos teores de nutrientes da folha.

Onde a amostragem para realizar uma análise foliar da soja recomendasse ser realizada na época de pleno florescimento. Coletando-se de 30 à 40 folhas totalmente desenvolvidas jovens junto do pecíolo dentro de hectares ou talhões homogêneos.

Cuidados como não coletar folhas danificadas e depois de períodos intensos de chuva ou operações de adubação e aplicação agroquímicos.

Se possível envie as amostras para o laboratório no mesmo dia, caso contrário será necessário adquirir informações de como deve ser armazenado as mostras nesses casos, para não comprometer a análise.

As amostras de folhas de soja devem ser enviadas contendo o máximo de informações como o número do talhão, local de coleta, data e quais são os nutrientes a serem analisados.

Essas informações bem-organizadas vão te ajudar posteriormente em tomada de decisões mais precisas no momento de adubar a soja.

Se você quer saber mais sobre os diferentes modos de realizar uma adubação de soja e assim pensar qual forma pode ser mais adequada para a sua situação recomendo a leitura desse outro texto do nosso blog: Adubação: os diferentes tipos e como realizar essas técnicas!

 

Conclusão

Espero que após a leitura desse artigo não restem mais dúvidas em caprichar em um bom plano de manejo de adubação de soja.

Assim como ter relembrado alguns pontos fundamentais relacionados a adubação da soja.

Se quiser ler mais artigos como esse e de outros assuntos de seu interesse continue navegando em nosso blog. E deixe seu comentário abaixo sobre o que achou desse conteúdo.

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