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Fungicidas da soja: o que você precisa saber antes de usá-los.

Fungicidas da soja: o que você precisa saber antes de usá-los.

A utilização de fungicidas na soja envolve altos custos e riscos ambientais onde qualquer erro será crítico. Então confira esse artigo para saber como utilizar os fungicidas de modo mais eficiente e criterioso.

    Fungicidas da soja

(Fonte: NorthStar Genetics, 2016)

 

Na safra 2020/21 o Brasil obteve uma produção de 135,861 mil toneladas de soja, 8,8% a mais do produzido na safra anterior.

Além de ser o maior produtor mundial de soja, o Brasil também é o maior exportador desse grão.

Tendo sua cadeia produtiva fortemente associada ao setor pecuário com a produção de ração. Mas também pode ser utilizada na alimentação humana de forma in natura ou derivados (óleos, farinhas, leite, queijo).

Dos diversos fatores que comprometem a produtividade da soja as doenças muitas vezes desempenham um papel de destaque.

Confira quais são principais doenças da soja e repare bem quantas dessas são causadas por fungos, em esse outro artigo do blog: Doenças da soja: Conheça as 7 principais!

Principalmente quando não tomado os cuidados necessários e básicos de seus manejos de forma integrada.

O que inclui também, um bom uso dos defensivos agrícolas da classe dos fungicidas, foco da discussão desse artigo.

Assim continue lendo esse artigo para entender a importância de manejar as doenças da soja com fungicidas de maneira técnica e criteriosa.

 

avanços no manejo de pragas

 

Quais são os fungicidas da soja?

Consultando o sistema de agrotóxicos fitossanitários (Agrofit) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Na seção de produtos formulados da classe de fungicidas registrados para a soja se encontra um total de 366 produtos comerciais.

Contudo muito desses fungicidas comerciais compartilham princípios ativos do mesmo grupo químico, a exemplos dos triazol, benzimidazol, estrobilurina e carboxamida.

Onde cada um desses grupos de fungicidas apresentam propriedades que vão interferir na forma em que são absorvidos (ou não), e assim, por sua vez em seu princípio de controle.

Havendo por exemplo, fungicidas que atuam por contato tendo assim um princípio de radicação e outros que agem de modo sistêmico tendo uma ação mais terapêutica.

Possuir esse conjunto de informações essências dos fungicidas em que se deseja utilizar na sua lavoura já contribui muito para responder à pergunta do tópico seguinte.

Mas não deixe de conferir quais outros fatores e ferramentas podem te dar uma resposta.

 

Fungos causadores de doenças em plantas.

 

Quando utilizar fungicidas na soja?

Os fungicidas da soja podem ser utilizados para prevenir e combater as doenças desde o tratamento de semente, durante o ciclo da soja até o armazenamento dos grãos.

Mas o ponto crítico que determina a utilização ou não de um fungicida na soja é quando se analisa o nível de dano econômico.

 

Fungicidas da soja

 Sementes de soja tratadas com fungicida (Fonte: AgPhd, 2015)

 

Isso junto a uma visão de se conviver com as doenças ao invés de tentar erradica-las, uma vez que isso já se mostrou ineficiente ao longo do tempo. Devido ao fenômeno de resistência a fungicidas que muitas doenças desenvolvem.

Assim uma importante ferramenta para uma utilização de fungicidas na soja de maneira consciente e eficiente é através do monitoramento periódico das doenças de sua lavoura de soja.

Trabalho que depende de um conhecimento mínimo de identificação das principais doenças que afetam a cultura de interesse. Somado ao conhecimento do histórico da área em que seja deseja cultivar soja.

Outra ferramenta essencial para o monitoramento de doenças são os chamados sistemas de previsão e aviso.

Esses sistemas relacionam os fatores ambientais como temperatura, pluviosidade junto a fatores de manejo ou da planta hospedeira. Como data de semeadura e os estádios fenológicos da planta.

Se você quiser relembrar estádios fenológicos da soja recomendo a leitura do seguinte artigo do blog da Agropós: Saiba os fatores que afetam o ciclo da soja.

Com a junção dessas informações podemos ter uma noção mais precisa dos momentos favoráveis para o desenvolvimento de uma doença importante.

Assim com o emprego de tais práticas e ferramentas são evitadas aplicações de fungicidas desnecessárias o que é também mais econômico e gera menos impactos ambientais.

 

Dano causado pela ferrugem da soja.

 

Manejo dos fungicidas da soja

Quando se realiza um bom manejo dos fungicidas da soja, integrando os diversos pontos discutidos até aqui, também será mais fácil respondera perguntas como:

“Quantas aplicações de fungicida devo fazer na soja?” ou “quando devo fazer a última aplicação de fungicida na soja?”

Além de entender que cada situação é única e dependente dos demais fatores produtivos que se tem em cada ano da soja, não havendo assim um melhor fungicida para soja.

Sendo necessário a consulta de um engenheiro agrônomo. O qual é responsável pela emissão do receituário agronômico, do mesmo modo de quando vamos ao médico e precisamos de receita para a medicação.

Mas além disso o agrônomo é responsável por informar e instruir quantos aos aspectos de segurança para aplicação do fungicida.

 

Representação esquemáticas dos equipamentos de proteção individual necessários para a aplicação de fungicidas (Fonte: Socicana)

 

Assim como a compatibilidade entre princípios utilizados em misturas e a rotação de princípios ativos dos fungicidas já aplicados no local. As práticas de manejo são importantes para se evitar a seleção doenças com isolados resistentes.

Elas são possíveis de ser complementadas quando entendidas como parte de tantas outras que formam o manejo integrado de doenças da soja.

Esse manejo visa trabalhar integrando e diversificando as estratégias de controle desde uma visão mais preventiva quanto de alternativa aos fungicidas.

Nesse contexto podemos citar os produtos conhecidos como indutores de resistência, os quais são livres do ônus de gerar isolados resistentes.

Esses compostos, como o clássico acibenzolar-S-metil (ASM), irão atuar sobre a planta, potencializando seus mecanismos de defesa.

 

Conclusão

Espero que após a leitura desse artigo você tenha visto alguns dos fatores necessários para uma utilização mais eficiente e criteriosa dos fungicidas da soja.

Assim como também ter esse tipo de informação pode te ajudar a obter um manejo mais econômico e de menores impactos ambientais.

Se quiser ler mais artigos como esse e de outros assuntos de seu interesse continue navegando no blog da Agropós. Além de deixar seu comentário sobre esse conteúdo.

E acompanhar as novidades através do perfil da Agropós do Instagram e outras redes sociais.

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas

Engenheiro Agrônomo: Saiba tudo sobre essa profissão!

Engenheiro Agrônomo: Saiba tudo sobre essa profissão!

carreira como engenheiro agrônomo é uma opção que certamente desperta a curiosidade de quem se interessa pelo trabalho no campo. No entanto, ao contrário do que pode parecer para quem não conhece os detalhes das suas atribuições, essa profissão vai muito além do contato com o cultivo de alimentos e a criação de animais.

Neste post vamos mostrar um pouco sobre a atuação do engenheiro agrônomo. Confira!

 

engenheiro agrônomo

 

O que faz um engenheiro agrônomo?

A Agronomia é uma ciência agrária que visa a aumentar a compreensão da agropecuária e melhorar as práticas agrícolas e zootécnicas. A agronomia emprega técnicas e tecnologias para melhorar a qualidade e a produtividade de lavouras, rebanhos e produtos agroindustriais.     

O Engenheiro Agrônomo possui papel de destaque em vários elos da cadeia produtiva, tanto na parte anterior à produção rural como durante as atividades e ainda nos setores que recebem a produção agropecuária.

Isso acontece por que a produtividade e a lucratividade dos cultivos agrícolas e das criações estão diretamente relacionadas com o planejamento e gerenciamento com a adoção de boas práticas e com a utilização dos manejos e das tecnologias adequadas.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

Quais são as atribuições do Engenheiro Agrônomo?

O Engenheiro Agrônomo possui um amplo leque de oportunidades de trabalho, podendo atuar como consultor, representante comercial, pesquisador, gerente, professor, extensionista, laboratorialista, fiscal, entre muitas outros.

Segundo o artigo 5º da Resolução nº 1.010, de 2005, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), são atribuições do Engenheiro Agrônomo para o desempenho no âmbito das competências profissionais:

  • Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica
  • Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto, especificação
  • Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental
  • Assistência, assessoria, consultoria
  • Direção de obra ou serviço técnico
  • Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem
  • Desempenho de cargo ou função técnica
  • Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica, extensão
  • Elaboração de orçamento
  • Padronização, mensuração, controle de qualidade
  • Execução de obra ou serviço técnico
  • Fiscalização de obra ou serviço técnico
  • Produção técnica e especializada
  • Condução de serviço técnico
  • Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção
  • Execução de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção
  • Operação, manutenção de equipamento ou instalação
  • Execução de desenho técnico

 

Ser engenheiro agrônomo: características essenciais

Se tem como objetivo exercer esta profissão, é necessário que goste de trabalhar com números e fazer cálculos, ter a curiosidade “aguçada”, gostar de atividades ao ar livre bem como de tecnologia (a agricultura é cada vez mais tecnológica).

 

engenheiro agrônomo

 

Além disso, um engenheiro agrônomo deve ter disposição para enfrentar o trabalho de campo inclusive com condições meteorológicas adversas, uma vez que grande parte das suas funções se desenvolvem em quintas e cooperativas do setor agrícola.

Mesmo desenvolvendo funções em empresas, indústrias, instituições financeiras que tenham negócios ligados à atividade agrícola, o seu trabalho vai sempre exigir deste profissional, um contato diretamente ligado ao campo.

 

Como seguir essa carreira?

Com duração média de 5 anos, o curso de graduação em Engenharia Agronômica oferece disciplinas que cobrem tanto os conceitos básicos como matemática, física, química e biologia, como aqueles necessários para a área de atuação.

Nos primeiros semestres, os alunos têm matérias mais gerais, como Bioquímica, Matemática e Informática aplicada à Agronomia. Após isso, passam a estudar disciplinas mais específicas, como:

  • Genética Agrícola;
  • Construções Rurais;
  • Fertilização do Solo;
  • Morfologia Vegetal;
  • Controle de Pragas e Culturas;
  • Nutrição Animal;
  • Ecologia Agrícola;
  • Mecanização Agrícola e Logística;
  • Estatística e Experimentação Agrícola;
  • Anatomia e Fisiologia dos Animais Domésticos;
  • Zoologia;
  • Zootecnia de grandes animais.

Dessa forma, oferece uma preparação para atender à vasta gama de opções de trabalho que estarão disponíveis ao estudante. Como vimos, a Engenharia Agronômica é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento do agronegócio no país.

Por conta da alta da exportação desses insumos, esse profissional acabou ganhando um destaque ainda maior no mercado, com boa empregabilidade tanto no setor rural como em empresas e na área da educação.

 

engenheiro agrônomo

 

Em quais áreas um engenheiro agrônomo pode atuar?

Como falamos, essa área é muito ampla e oferece diversas possibilidades para um engenheiro agrônomo atuar.

Seja no setor privado, setor público, área acadêmica ou trabalhando como autônomo, o profissional encontra um mercado com muitas oportunidades e, na maioria das vezes, com um bom retorno financeiro.

 

Você sabe qual é o perfil de profissional mais procurado pelas empresas?

 

Iniciativa privada

A administração de propriedades rurais é um dos principais contextos da carreira de agrônomo na iniciativa privada. Gerenciar todas as fases da produção vegetal e animal é uma das funções que esse profissional pode exercer em granjas, abatedouros, fazendas, entre outros.

No setor privado, o engenheiro agrônomo tem a opção de trabalhar nas indústrias agropecuárias. Nesse segmento, o profissional auxilia nos trabalhos ligados à fabricação, armazenamento e distribuição de produtos, sempre prezando pela qualidade e aumento da produtividade.

 

Setor público

Serviço público é um setor que oferece diversas opções para os profissionais dessa área. O agrônomo pode arrumar um trabalho em instituições do governo, como o Ministério da Agricultura, em diversas organizações não governamentais (ONGs), em cooperativas ou em secretarias municipais e estaduais. A área de fiscalização também é uma opção para esses profissionais.

 

Checklist agrícola

 

Setor acadêmico

Trabalhar em instituições de ensino superior também é uma opção para diversos engenheiros agrônomos. Obviamente, é preciso realizar novos cursos após a conclusão da graduação nessa área para se capacitar e ficar apto para transmitir seus conhecimentos.

O serviço de pesquisador ou professor em universidades públicas ou privadas requer determinadas especializações.

 

Trabalho autônomo

A carreira de agrônomo abre um leque de opções para quem quer trabalhar na iniciativa privada, no setor público, mas também para os profissionais que querem ter um negócio próprio. O trabalho de consultoria é uma das opções mais relevantes nesse segmento.

Devido ao baixo número de pessoas realmente especialistas nessa área no Brasil, o consultor se torna um grande ajudante das empresas.

 

Qual é a média salarial de um engenheiro agrônomo?

O salário de um engenheiro agrônomo pode variar conforme muitos fatores. Entre eles estão o porte da empresa na qual trabalha, a região onde atua e a experiência da pessoa. A média salarial do profissional é de R$ 7.074,84 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais.

A faixa salarial é de R$ 6.006,00 e o teto pode chegar a R$ 15.137,05. Com o mercado aquecido, existem várias possibilidades de atuação. O Brasil é um forte produtor agropecuário, o que aumenta as chances de trabalho para o profissional.

 

engenheiro agrônomo

 

Como se destacar na área de Agronomia?

Para se destacar, é importante continuar estudando e se aperfeiçoando. Veja mais dicas de como se sobressair na área.

 

Saiba trabalhar em equipe

A capacidade do agrônomo de saber atuar em equipe é uma qualidade muito desejada por qualquer empresa. O trabalho em conjunto permite que a instituição produza resultados mais promissores em um espaço de tempo menor.

 

Aprenda línguas estrangeiras

Saber uma segunda língua, principalmente o inglês, é essencial para se destacar. Com o mundo globalizado, dominar a língua inglesa possibilita a comunicação com pessoas de todo o mundo, expandindo o leque de oportunidades de qualquer profissional de sucesso.

Muitas empresas exigem, no mínimo, um nível de inglês intermediário. Isso fará toda a diferença no futuro, principalmente no mercado de trabalho.

 

Atualize-se sempre

A vida profissional é sempre um aprendizado constante. Todos os dias novas tecnologias são utilizadas, produtos são criados e técnicas são desenvolvidas. Estar por dentro e entender como usar os mais recentes recursos disponíveis é fundamental para se manter bem posicionado no mercado.

Para se manter atualizado, participe de palestras e congressos e faça cursos de atualização. Isso é ideal para quem quer ficar atento a todos os recursos disponíveis e estar à frente da concorrência.

 

Conclusão

Como vimos, a Engenharia Agronômica é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento do agronegócio no país.

Por conta da alta da exportação desses insumos, esse profissional acabou ganhando um destaque ainda maior no mercado, com boa empregabilidade tanto no setor rural como em empresas e na área da educação.

Neste post abordamos tudo sobre essa profissão e com esse material em mãos, estamos certos de que você fará uma escolha com muito mais segurança. Chegamos ao fim desse artigo espero que nossas dicas contribua nesta escolha. Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário!

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

Receituário Agronômico: Entenda sua Importância!

Receituário Agronômico: Entenda sua Importância!

O receituário agronômico é uma importante ferramenta tanto para o agricultor quanto para o engenheiro agrônomo para garantir uma produção mais sustentável da lavoura. Com isso, preparamos esse artigo que abordara tudo que precisa saber sobre esse assunto.

Venha Comigo!

 

receituário agronômico

 

Para gerir o agronegócio com responsabilidade e eficiência, as empresas tiveram que adotar as inovações tecnológicas com o fim de auxiliar o serviço, aprimorar os resultados e fiscalizar os processos.

Administrar as plantações e a venda de agrotóxicos de acordo com as leis e regulamentações dos órgãos responsáveis é uma obrigação da revenda. Uma destas obrigações é o preenchimento do receituário agronômico.

Esta documentação indica sobre o uso de agrotóxicos, que deve ser feito seguindo exatamente as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

 

O que é receituário agronômico?

O receituário agronômico é um documento obrigatório que acompanha a compra e venda de defensivos agrícolas e contém recomendações técnicas de como o produto deve ser aplicado.

Seu principal objetivo é garantir a prescrição correta dos defensivos agrícolas, minimizando o uso inadequado desses produtos e os riscos de sua aplicação e deve ser emitido considerando as informações constantes nas bulas dos produtos, seguindo as recomendações dos fabricantes e das legislações dos órgãos competentes.

 

receituário agronômico

 

Deve ser prescrito por profissionais legalmente habilitados, como: engenheiros agrônomos ou florestais e técnicos agrícolas.

 

Por que o receituário agronômico é importante

Defensivos agrícolas são produtos químicos, que representam risco à saúde das pessoas e do meio ambiente caso não sejam utilizados da maneira correta.

Por isso, do registro até a comercialização do agrotóxico, várias análises devem ser feitas, de forma a comprovarem a eficiência do produto em relação ao seu alvo e quais são os riscos que seu uso podem oferecer.

Dentre as vantagens da adoção do Receituário Agronômico, podem-se destacar:

I. Contribuição para uma maior conscientização do uso de produtos fitossanitários;
II. Valorização do meio ambiente, com medidas efetivas para protegê-los;
III. Facilitar a adoção do manejo integrado de pragas (MIP), processo que envolve a condução de cultura supervisionada;
IV. Indução ao emprego de produtos fitossanitários mais seguros e mais eficientes;
V. Criação de um corpo de assistência técnica de alto nível, valorizando a classe;
VI. Criação de novas condições para uma comunicação mais efetiva entre técnicos e agricultores;
VII. Permissão para maior rigor nas fiscalizações dos problemas de ordem toxicológica.

 

Checklist agrícola

 

Quem pode emitir e assinar o receituário agronômico?

Apenas um responsável técnico legalmente habilitado pode fazer a emissão do receituário agronômico. É este profissional que será responsável pela prescrição do defensivo agrícola e, consequentemente, irá assinar o documento.

De acordo com a legislação brasileira, os profissionais que podem emitir e assinar o receituário agronômico são os engenheiros agrônomos, engenheiros florestais e técnicos agrícolas do setor agroindustrial.

 

receituário agronômico

 

Segundo o Art. 2º da Resolução nº 344/90, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), os engenheiros agrônomos e florestais são “igualmente habilitados a assumir a responsabilidade técnica pela pesquisa, experimentação, classificação, produção, embalagem, transporte, armazenamento, comercialização, inspeção, fiscalização e aplicação dos agrotóxicos, seus componentes e afins”.

A assinatura na receita agronômica geralmente é feita de próprio punho, no documento físico. No entanto, alguns estados no país também permitem que o receituário seja assinado de forma eletrônica ou digital.

 

Procedimentos para a Elaboração do Receituário Agronômico

Preferencialmente, o primeiro contato entre o profissional e o produtor deve acontecer em um escritório de assistência técnica. Isso porque locais onde se comercializam produtos fitossanitários levam à obrigatoriedade de se adotar o controle químico.

Durante a consultoria, o engenheiro agrônomo avalia o grau de conhecimento do agricultor, para saber como melhor conduzi-lo em todo o processo.

O produtor explica minuciosamente o problema fitossanitário detectado em sua cultura, enquanto o profissional vai anotando todas as informações importantes, sem interromper o seu cliente.

 

receituário agronômico

 

Em seguida, em uma anamnese ativa, o engenheiro agrônomo ou florestal começa a perguntar sobre alguns aspectos mais relevantes coletados anteriormente durante o interrogatório.

Na próxima etapa, são coletadas informações sobre tipo de cultivar e época de plantio, mão de obra disponível na propriedade, além dos tipos de equipamentos de aplicação de defensivos e EPIs – Equipamentos de Proteção Individual.

Por fim, o consultor marca uma visita até a propriedade para avaliar pessoalmente as condições fitossanitárias da cultura.

 

Principais estudos ambientais.

 

O que deve conter uma receita agronômica?

De forma geral, uma receita agronômica deve conter:

Identificação
Dados da pessoa física ou jurídica que irá adquirir o produto (consulente), junto com número de identificação (CPF ou CNPJ), local onde será feita a aplicação do defensivo, inscrição estadual da propriedade e município. Alguns estados também podem exigir a latitude e longitude.

Responsável técnico
Dados do profissional que fez a prescrição de uso do defensivo e é responsável pela emissão da receita.

Nesta seção, devem constar informações como nome, CPF, endereço, número de registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou no Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA).

Recomendações técnicas
Deve conter dosagem, modalidade de aplicação, intervalo de segurança, quantidade do produto a ser adquirida e área na qual ele será aplicado.

Além disso, também deve se especificar a taxa de aplicação (volume de calda/hectare), equipamento, época e o modo de aplicação do produto.

EPI – Equipamentos de proteção individual
Aqui, deve ser especificado se o produto recomendado requer uso de EPI e onde pode ser encontrada sua indicação.

Restrições de uso e outras orientações
Mais recomendações em relação ao uso do produto, tanto para a segurança do profissional como para a própria aplicação do defensivo.

Manejo integrado de pragas (MIP)
Recomendações quanto ao uso do produto aliado a medidas de manejo integrado de pragas, de forma a mantê-las abaixo do Nível de Dano Econômico (NDE).

 

Conclusão

A utilização de agrotóxicos na agricultura revela um risco potencial à poluição de praticamente todo o meio ambiente natural, tendo em vista que os efeitos desses produtos se refletem na água, no solo e no ar atmosférico.

O receituário agronômico surgiu com objetivo de garantir a prescrição correta dos defensivos agrícolas, minimizando o uso inadequado desses produtos e os riscos de sua aplicação.

Onde deve ser emitido considerando as informações constantes nas bulas dos produtos, seguindo as recomendações dos fabricantes e das legislações dos órgãos competentes.

Lembrando que os receituários só pode ser prescrito por profissionais legalmente habilitados, como: engenheiros agrônomos ou florestais e técnicos agrícolas.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

Saiba os fatores que afetam o ciclo da soja!

Saiba os fatores que afetam o ciclo da soja!

Saber quanto dura o ciclo da soja é algo indispensável para o planejamento da safra, assim como estar ciente dos principais fatores que podem atrasar seu ciclo.

 

ciclo da soja

(Fonte: Machinefinder, 2014).

 

A cultura da soja certamente está entre a produção de grãos mais promissora que temos atualmente no país.

Não é por menos que o Brasil tem sido o maior produtor mundial de soja há alguns anos.

Sendo que na safra 2020/21 o Brasil atingiu a produção de 135,861 mil toneladas de soja. O que representa um aumento de 8,8% do produzido na safra anterior.

Resultado diretamente relacionado com o aumento tanto da área total plantada de soja quanto dos índices de produtividade que cresceram entorno de 4%.

E tudo isso por sua vez, está diretamente associado as boas decisões e planejamento quanto aos fatores que podem afetar a produtividade da soja, a exemplo do clima, adubação, doenças, manejos.

Onde a soja, assim como outras culturas, pode ser entendida como um investimento realizado a céu aberto. E sem um bom planejamento os riscos desse investimento podem ser altos.

Para isso é fundamental conhecer ou relembrar como a soja se desenvolve durante seu ciclo e quais fatores podem afeta-lo.

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

 

Estádios fenológicos do ciclo da soja

O estudo dos estádios fenológicos de uma planta consiste em observar e descrever detalhadamente com a planta se encontra em cada momento do seu desenvolvimento.

A junção de todos esses momentos desde a germinação a maturação dos grãos da soja irá caracterizar o seu ciclo completo.

Sendo uma ferramenta muito importante para se padronizar a comunicação entre os mais diversos profissionais que atuam no mercado da soja.

Assim todos os manejos empregados durando o ciclo da soja podem ser realizados em seu momento mais adequado e eficiente.

Pois uma falha de comunicação pode resultar em uma aplicação de um fungicida errada o que gera impactos sanitários, ambientais e econômico.

O sistema de classificação mais utilizado e detalhado dos estádios fenológicos da soja foi proposto por Ferhr e Caviness (1977).

Onde foi sugerido que o ciclo da soja fosse dividido em duas partes, a vegetativa que é representada para letra V e a fase reprodutiva com a letra R.

 

ciclo da soja

Representação esquemática dos estádios fenológicos vegetativos e reprodutivos do ciclo da soja (Dekalb, 2021).

 

Sendo esses dois momentos subdivido numericamente em etapas com exceção das duas iniciais que falaremos a seguir:

 

Estádios vegetativos do ciclo da soja

Após a semeadura da soja o primeiro estádio vegetativo do ciclo da soja vai ser o VE, onde o (E) refere-se à emergência das folhas cotiledonares da soja, onde seu nó não é considerado na contagem.

Posteriormente temos estádio VC, onde o (C) é referente a cotilédones, sendo caracterizado quando os mesmos estão totalmente expandidos e os bordos das folhas unifoliadas emergentes já não se tocam mais.

A partir desse momento os estádios vegetativos do ciclo da soja são identificados por números, levando em consideração a quantidade de nós que soja apresenta.

Em resumo:

  • VE: Cotilédones acima da superfície do solo.
  • VC: Cotilédones completamente aberto.
  • V1: Folhas unifoliadas completamente desenvolvidas.
  • V2: Primeira folha trifoliada completamente desenvolvida.
  • V3: Segunda folha trifoliada completamente desenvolvida.
  • Vn: Enésima folha trifoliada completamente desenvolvida.

 

Onde uma folha é considerada completamente desenvolvida quando os bordos da folha seguinte não se tocam mais.

 

Estádios vegetativos do ciclo da soja

Plantas de soja do estádio VC de seu ciclo (Fonte: Agcrops, 2020).

 

Estádios reprodutivos do ciclo da soja

Após a planta de soja ter emitido suas folhas, aumentado sua área fotossintética e atingido o máximo do seu crescimento vegetativo ela passa para a sua fase reprodutiva de seu ciclo.

Sendo essa parte do ciclo da soja dividia em oito etapas e que podem ser entendidas em quatro fases: florescimento (R1 e R2), desenvolvimento da vagem (R3 e R4), desenvolvimento do grão (R5 e R6) e maturação da planta (R7 e R8).

Confira a denominação e descrição de cada um desses estádios do ciclo da soja a seguir:

  • R1: Início do florescimento – Presença de uma flor aberta em qualquer nó da haste principal.
  • R2: Florescimento pleno – Flor aberta em um dos dois últimos nó da haste principal.
  • R3: Início da formação da vagem – Vagens de 5 mm de comprimento em um dos últimos quatro nós.
  • R4: Vagem completamente desenvolvida – Vagens com 2 cm de comprimento em um dos últimos quatro nós.
  • R5: Início do enchimento dos grãos – Grãos com 3 mm de comprimento em vagens dos últimos quatro nós.
  • R6: Grãos cheios – Grãos verdes preenchendo todas as cavidades das vagens dos últimos quatro nós.
  • R7: Início da maturação – Presença de vagem de coloração madura, não esverdeada.
  • R8: Maturação plena – Quando 95% das vagens apresentarem coloração de madura.

 

Dano causado pela ferrugem da soja.

 

Fatores que afetam o ciclo

Note que até o momento falamos sobre o ciclo e desenvolvimento da soja abortando mais seu caráter qualitativo.

Para conseguir entender o ciclo da soja em questões de duração é importante ser pontuado que tal característica é resultante do balanço da interação genótipo-ambiente.

Mas de modo geral a soja se desenvolver bem em ambientes de temperaturas mais elevadas, na faixa de 20ºC a 30ºC, sendo o ideal mais próximo de 30ºC.

Apresenta uma exigência hídrica que pode variar de 450 a 800 mm/ciclo. Onde condições de falta de água compromete severamente a produção, principalmente se ocorrer no momento do enchimento dos grãos.

Ou fator ambiental importante para a cultura da soja se desenvolver bem são dias de períodos de luz mais curtos.

Onde cada material genético de soja vai apresentar um fotoperíodo crítico, que acima desse limite o florescimento da será planta atrasado.

Assim como temperaturas fora da faixa ideal, ≤ 10ºC ou > 40ºC, faz com que a planta atrase o florescimento e também comprometer a qualidade dos grãos.

 

Como saber o ciclo da soja?

Certo, agora que você já sabe ou relembrou quais são as etapas de desenvolvimento presentes no ciclo da soja.

Assim como quais são os principais fatores do clima que faz com que as plantas de soja respondam de maneira diferente quanto a duração de cada uma dessas fases de seu ciclo.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Fica mais fácil de compreender que a resposta para perguntas como: quanto tempo dura a safra da soja? ou qual é a época da colheita da soja? será depende.

Pois o Brasil sendo um país de proporções continentais irá apresentar uma ampla variação de suas condições climáticas para o cultivo da soja.

Não é por menos também que se teve um grande desenvolvimento de cultivares de soja, pois só assim foi possível de se realizar o cultivo de soja em praticamente em todo o Brasil.

 

Como saber o ciclo da soja

Mapa da produção de soja no Brasil safra 2018/19 (Fonte: CONAB, 2019).

 

Condições do ambiente

Assim com a finalidade de se padronizar as variações do ciclo da soja em respostas as condições do ambiente, criou-se o conceito de grupos de maturidade relativa da soja.

Onde cada cultiva irá apresentar um valor de que pode ir de zero a 10, que quanto mais próxima de 10, indica ser uma cultivar de ciclo longo e mais adaptado as condições da linha do Equador.

Onde de maneira geral o aumento de cada décimo depois do ponto vai somar de 1,5 a 2 dias no ciclo total da soja.

 

Como saber o ciclo da soja

Representação dos valores de grupos de maturidade da soja em função das diferentes latitudes do Brasil (Fonte: Sementes Germinex, 2020).

 

Muitas cultivares de soja apresentam seu valor de grupo de maturação nos primeiros dois dígitos do nome do material, por exemplo a cultivar M-SOY 8080RR a qual pertence ao grupo 8.0.

Assim de cara, você já pode imaginar que essa é um cultivar irá se adaptar bem as condições das regiões próximas a latitude de 10º.

Mas de toda forma recomendo a verificação dessa característica tão importante para se ter noção do ciclo da soja, em catálogos dos matérias da empresa ou no momento da compra da semente.

Sendo que os diversos de matérias de soja que se encontra no mercado podem variar de 100 a 160 dias necessários para se completar o ciclo da planta.

Sendo mais comumente utilizado matérias classificados precoces ou de maturação média ficando com seu ciclo entre 115 a 125 dias.

 

Conclusão

Espero que após a leitura desse artigo ficou mais esclarecido que para saber e entender o ciclo da soja vai depender da soma de vários fatores.

E de como ter esse tipo de informação na hora de realizar o planejamento pode te ajudar a otimizar a sua produtividade.

Escolhendo bem as cultivares para que se encaixe melhor as suas condições climáticas e no escalonamento das operações desde a semeadura até a colheita da soja.

Se quiser ler mais artigos como esse e de outros assuntos de seu interesse continue navegando em nosso blog. E deixe seu comentário abaixo sobre o que achou desse conteúdo.

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Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Inseticida Natural: Conheça 7 Benefícios na sua Utilização!

Inseticida Natural: Conheça 7 Benefícios na sua Utilização!

Há diversas formas de se controlar a invasão indesejada de insetos que podem causar danos na sua lavoura, uma delas é através de inseticidas naturais.

Eles são bem-vistos por serem menos danosos ao meio ambiente e podendo gerar um controle de pragas com uma maior harmonia e sustentabilidade.

Pois estes inseticidas naturais trata-se de substâncias desenvolvidas a partir de elementos naturais para matar insetos em geral.

Quer saber como fazer esse controle na sua lavoura?

Então, venha comigo!

 

Inseticida natural

 

O que é como e qual a importância do inseticida natural?

O inseticida natural é um produto agrícola feito na propriedade rural, fácil de ser feito, atóxico, líquido, protetor da planta contra doenças.

Uma vez que serve para proteger a planta ao ataque de insetos que podem causar doenças, além de alguns casos, nutrir a planta por ter nutrientes essenciais disponíveis.

Um dos interesses nesse tipo de controle de doença, é a contribuição para evitar a contaminação do produtor e do consumidor. Manter o equilíbrio da natureza, preservando a fauna e os mananciais.

Além de diminuir os gastos com a condução das culturas e atender a crescente procura por produtos sadios.

O produtor antes de fazer qualquer intervenção utilizando produto alternativo para o controle de praga ou doença, deve certificar se realmente o ataque é intenso e se justifica tal intervenção.

Lembrar sempre que os princípios básicos agricultura orgânica estabelecem que toda praga tem inimigos naturais. E que todas as plantas podem suportar um ataque de determinada praga e/ou doença.

Como exemplo, para controle de pulgão, são caldas feitas à base de fumo, cinzas de madeira e calda de sabão, para demonstrar que sempre se deve prezar por produtos naturais.

Mas no geral, os inseticidas naturais são usados para proteger plantações e combater pragas que atacam lavouras ou até mesmo hortas caseiras.

Sendo assim, podem ser utilizados no controle de diversas pragas como, larvas e borboletas, formigas, pulgões (citado acima), cochonilhas, lagartas, moscas e mosquitos.

 

avanços no manejo de praga

 

Benefícios do uso de inseticidas naturais

Os inseticidas naturais representam uma alternativa para produtores rurais que não querem utilizar agentes químicos em suas lavouras. E que estão atrás de uma solução útil contra o ataque de pragas.

Além disso, hoje estão ganhando destaque como uma opção viável para proteger as culturas contra o ataque de insetos.

Os inseticidas naturais são importantes não apenas para produtores orgânicos, eles vêm da época em que ainda não se utilizavam produtos químicos para controle de pragas.

São menos agressivos ao meio ambiente e ao ser humano, sendo inúmeros os benefícios de se usar os inseticidas naturais, podemos citar:

  • Em certos cultivos e em certas épocas do ano, necessitam de ajuda para manter sua sanidade ou sua saúde, para isso usamos esses inseticidas.
  • O inseticida natural é atóxico aos animais e não agressiva para a maioria das plantas cultivadas.
  • Possui concentração de produtos naturais.
  • Em sua grande maioria nutre a planta e ativa seu sistema de defesa.
  • Não é tóxico ao ser humano.
  • Produção de alimentos livres de agrotóxicos.
  • Possui baixo custo e pode ser feito em casa.

 

Dano causado pela ferrugem da soja.

 

Como manipular corretamente o inseticida natural?

Embora seja produzido com elementos naturais, estes inseticidas também devem ser utilizados com precauções, por isso tenha cuidado no preparo e aplicação.

Dentre os cuidados que o produtor rural deve tomar estão, evitar o contato com a pele, utilizando medidas de prevenção e vestimenta adequada, evitar a ingestão e inalação dos vapores.

Quanto aos recipientes utilizados na preparação devem ser utilizados unicamente para este fim.

Após a manipulação ou em caso de contato com a pele, lavar com água corrente em abundância e por fim, evitar o consumo de produtos colhidos antes de cinco dias após a última aplicação.

 

Uso de EPI na aplicação de inseticida natural

 

Outras formas de controle naturais de pragas

Além do uso de caldas, há outras formas naturais de se combater a infestação de insetos na sua lavoura de maneira natural, são as principais maneiras:

controle biológico: É um fenômeno natural entre organismos vivos que formam cadeias de relações complexas entre vegetais (produtores) e as diversas castas de animais (consumidores).

Este controle resulta em equilíbrio de populações e em comunidades estáveis, sendo realizado principalmente pela joaninha.

Controle manual: Para matar alguns insetos, pode ser feita a eliminação manualmente com ajuda de um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e álcool ou vinagre, em partes iguais.

Esse controle pode ser realizado semanalmente, sempre que monitorado e tenha necessidade.

 

Tudo o que você precisa saber sobre a mosca branca (Bemisia tabaci)

 

Uso de armadilhas: As armadilhas com feromônio podem ser usadas para detecção, monitoramento, confusão e coleta massal das pragas agrícolas.

Na detecção o objetivo é atrair os insetos para um ponto, no qual ele será identificado e até mesmo podendo ser controlado.

As armadilhas podem ser por feromônio, luz ou adesiva.

Monitoramento: A detecção é um método bastante utilizado para identificar e quantificar as pragas.

Com o monitoramento conseguimos verificar o melhor momento para entrar com o controle.

Uso da homeopatia: Sendo executados com preparados homeopáticos na forma de nosódios, que nada mais é que o bioterápico preparado com o próprio causador do dano.

Manejo Integrado de Pragas (MIP): É o conjunto de boas práticas agrícolas que implica no monitoramento da população de insetos e combina métodos e estratégias de controle, visando evitar o dano econômico.

 

Armadilha luminosa

Fonte: ISCA

 

Prevenção é ainda a melhor solução

Mesmo que se conheçam maneiras de se prevenir ataques de pragas, ainda é fácil ser surpreendido por elas.

Para os produtores que sofrem com esse problema e precisa saber como realizar o combate é necessária muita atenção.

A primeira maneira de se livrar de organismos indesejáveis na sua lavoura é com a prevenção.

Eliminando plantas fracas, cuidando do solo com cobertura morta e compostos orgânicos.

Faça rotação de culturas para quebra de ciclos do inseto, tenha diversidade de cultivos e desinfete suas ferramentas.

Esta é uma maneira de atrair inimigos naturais para sua lavoura e assim fazer o controle, como os louva-deus e as joaninhas.

Por fim, o monitoramento dos insetos e seu controle são essenciais para garantia de produtividade, o diagnóstico precoce é importante para a escolha do melhor método de manejo.

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas

Colheitadeira: Conheça os tipos e saiba como manejar sua colheita!

Colheitadeira: Conheça os tipos e saiba como manejar sua colheita!

As colheitadeiras, também conhecidas como colhedeiras, colhedoras ou ceifadeiras é um equipamento agrícola destinado à colheita de lavouras, tais como de cana-de-açúcar, café, algodão ou grãos (trigo, arroz, café, soja, milho e dentre outros).

Saiba mais sobre essa importante máquina agrícola e sobre os cuidados na hora colheita da sua lavoura neste post. Boa leitura!

 

colheitadeiras

 

A evolução das colheitadeiras

A colheitadeira surgiu devido à modernização das lavouras, com grandes plantios comerciais em grandes áreas, que contribuíram para que a colheita feita manualmente fosse substituída por máquinas.

Primeiramente era por tração animal, que logo passaram a ser motorizadas através de motores a vapor e posteriormente por motores de combustão interna.

Além disso, com o uso de colheitadeiras houve melhorias na qualidade do produto colhido: a colheita é feita com maior rapidez, eficácia e menor teor de impurezas.

Foi utilizado nos primeiros tratores do ano de 1885 um shaker para separar o trigo do joio. Consistia em grelhas com pequenos dentes em um eixo excêntrico para ejetar a palha, mantendo o grão.

O trator elaborado, evoluiu para motores à diesel para alimentar a separação de grãos.

Até que a tela de autolimpeza rotativa foi inventada em meados dos anos 1960, porém os motores sofriam de superaquecimento devido à palhada expelida na colheita de grãos pequenos. Um avanço significativo no projeto de colheitadeiras foi o design rotativo.

Os grãos são inicialmente retirados do caule, passando ao longo de um rotor helicoidal, em vez de passar entre as barras de aço com ranhuras do lado de fora de um cilindro e um côncavo. A cerca de 1980 on-board, eletrônicos foram introduzidos para medir a eficiência da debulha.

Esta nova instrumentação permitiu que os operadores obtivessem melhor rendimento de grãos, otimizando a velocidade de solo e outros parâmetros de funcionamento.

Atualmente, o implemento está equipado com cabeças removíveis que são projetados para determinadas culturas.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

Cuidados na condução da colheita

O agricultor deve integrar a colheita ao sistema de produção e planejar todas as fases, para que o grão colhido apresente bom padrão de qualidade.

Nesse sentido, várias etapas como a implantação da cultura até o transporte, secagem e armazenamento dos grãos, têm de estar diretamente relacionadas.

Alguns aspectos devem ser considerados desde o planejamento de instalação.

Num sistema de produção em que, o grão, por exemplo, vai começar a ser colhido, há necessidade de tomar cuidado com alguns pontos decisivo:

  • Área total plantada;
  • Número de colheitadeiras;
  • Data de plantio;
  • Número de dias disponíveis para a colheita;
  • Distância entre os silos;
  •  Produtividade;
  •  Número de horas de colheita/dia;
  • Velocidade da colheita;
  • Número de carretas graneleiras;
  • Teor de umidade do grão;
  • Capacidade do secador;
  • Capacidade do silo de armazenamento.

 

Checklist agrícola

 

Regulagem da colheitadeira X Qualidade dos grãos

Para exemplificar, vamos abordar a colheita do sorgo, onde o conjunto formado pelo cilindro e o côncavo constitui-se no que pode ser chamado de “coração” do sistema de colheita.

Esta, exige muita atenção na hora da regulagem da colheitadeira, para se obter uma colheita de grãos de alta qualidade.

A distância entre o cilindro e o côncavo é regulada de acordo com a recomendação do fabricante. Ela também deve ser tal que o grão seja trilhado sem ser quebrado.

Outro ponto fundamental diz respeito à relação entre a rotação do cilindro e o teor de umidade.

A rotação do cilindro debulhador é regulada conforme o teor de umidade dos grãos, ou seja, quanto mais úmidos, maior será a dificuldade de trilha, exigindo maior rotação do cilindro batedor.

À medida que os grãos vão perdendo umidade, eles se tornam mais quebradiços e mais fáceis de serem destacados, sendo necessário reduzir a rotação de trilha.

A regulagem de rpm do cilindro e a abertura entre o cilindro e o côncavo é uma decisão entre a opção de perda e grãos quebrados, sem nunca ter os dois fatores 100% satisfatórios.

Por exemplo, em caso de sementes, pode-se optar por uma perda maior, com menos grãos quebrados.

colheitadeiras

Fonte: John Deere

 

Perdas na colheita

Além dos danos mecânicos, a colheita pode ser avaliada através de perdas no campo, que servem como indicador para regulagem da colhedora. Existem quatro tipos de perdas:

Pré-colheita – O primeiro tipo de perda ocorre no campo sem nenhuma intervenção da colheitadeira e deve ser avaliada antes de iniciar a colheita mecânica.

Essa avaliação tem também o objetivo de saber se uma cultivar apresenta ou não problemas de quebramento excessivo de colmo, se é adaptada ou não para colheita mecânica.

Plataforma – As perdas de panículas na plataforma são as que causam maior preocupação, uma vez que apresentam efeito significativo sobre a perda total.

Podem ter sua origem na regulagem da colheitadeira, mas de maneira geral, estão relacionadas com: a adaptabilidade da cultivar à colhedora e parâmetros inerentes à máquina de colheita (velocidade de deslocamento, altura da plataforma, e regulagem do espaçamento).

Grão soltos – As perdas de grãos soltos (separação) e de grãos na panícula estão relacionadas com a regulagem da máquina.

As perdas por separação são ocasionadas quando ocorre sobrecarga no saca-palha, peneiras superior ou inferior um pouco fechadas, ventilador com rotação excessiva ou sujeira nas peneiras.

Grãos na panícula – Esse tipo de perda ocorre em função da regulagem do cilindro e côncavo.

Como possíveis causas podemos citar a grande folga entre eles, velocidade elevada de avanço, baixa velocidade do cilindro trilha, barras do cilindro estão tortas ou avariadas, côncavo está torto e existência de muito espaço entre as barras do côncavo.

Nos teores de umidade mais altos, testes indicam que a perda de grãos na panícula é o que mais contribui para o aumento da perda total.

 

Você sabe a importância dos Sistemas de Informação Geográficas (SIG) no agronegócio?

 

Qual a melhor colheitadeira para sua lavoura?

Então agora, você deve estar se perguntando, qual a colheitadeira ideal para a minha lavoura?

Pois bem, isso vai depender do que é cultivado na sua fazenda. Dessa forma, conheça abaixo as principais máquinas colheitadeiras no mercado de acordo com sua necessidade:

  • Café: são duas colheitadeiras de café que são melhores ranqueadas nas vendas: K3 Millennium, da Jacto e a Coffee Express 200 Multi, da Case IH.
  • Grãos: aqui daremos destaque para três colheitadeiras, a colheitadeira híbrida 4690 da Massey Ferguson, a da New Holland TC 5090 e por fim a colheitadeira da John Deere S790.
  • Cana-de-açúcar: a líder de mercado em 2020 foi a colheitadeira Case IH 8810, tendo também em destaque os modelos CH950, CH570 e CH670 da John Deere.

 

colheitadeiras

Fonte: John Deere

 

Desse modo, um dos grandes diferenciais na hora da escolha da colheitadeira é a pesquisa de mercado.

Isto te ajudará a conhecer qual a performance e desempenho de cada colheitadeira para sua lavoura, levando sempre em consideração custos e benéficos de cada uma.

Gostou do assunto? Tempos outros posts sobre máquinas agrícolas, não perca nossos conteúdos e boa leitura!!

 

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