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Agrícola

Sementes de milho: a importância de uma boa escolha

Para escolher as sementes de milho mais adequada, o agricultor deve estar atento às características de cada cultivar e analisar sua própria realidade e…

AgroPósConteúdo próprio Atualizado em 24 de março de 2025 6 min de leitura
Sementes de milho: a importância de uma boa escolha

Para escolher as sementes de milho mais adequada, o agricultor deve estar atento às características de cada cultivar e analisar sua própria realidade e objetivos da produção. Vamos conferir neste post, mais detalhes importantes, que devem ser considerados na hora da escolha das sementes de milho.

Acompanhe!

Sementes de milho: a importância de uma boa escolha!

A produção de milho tem crescido nos últimos anos e parte dos bons números está relacionada às novas tecnologias. Que permitem uma previsão climática mais segura e assertiva, ao maior controle da lavoura, aos equipamentos mais sofisticados e ao controle mais eficiente das pragas.

No entanto, de nada adianta tudo isso se a semente escolhida pelo produtor não for a ideal para a sua área e objetivo.

De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a semente é responsável por 50% do rendimento final da produção. Justamente por isso, a escolha correta desse insumo é de fundamental importância para a produtividade e a qualidade do produto.

Neste texto, mostramos os pontos fundamentais que devem estar no seu planejamento, antes mesmo de semear o milho.

Diferença entre sementes de milho e grãos de milho

Sementes e grãos de milho não são a mesma coisa. As sementes são armazenadas com umidade entre 10% e 12%. Porque o interesse principal é a germinação. O grão de milho é o fruto da planta e, por sua vez, podem apresentar umidade abaixo de 10%. Afinal, o interesse é o consumo.

Quando sementes são armazenadas, elas podem parecer mortas, mas não estão. Sua atividade metabólica é baixa, com baixa taxa de respiração. Isso acontece para manterem as propriedades fisiológicas, químicas e metabólicas adequadas para a germinação.

Além disso, produzir sementes e produzir grãos de milho exigem manejos diferentes.

Conheça as variedades de milho existentes na agricultura

Você sabe quais são as variedades de milho mais utilizadas no agronegócio brasileiro e como elas se caracterizam?

Esse é o primeiro passo para começar a planejar a implementação do cultivo do milho em sua propriedade rural com qualidade e eficiência.

Antes de tudo, você precisa ter em mente que é preciso escolher a variedade de milho que te traga um maior rendimento. E que se adapte às suas necessidades de plantio, bem como na região em que será feito o processo de plantação.

As variedades do milho que podemos encontrar atualmente e as suas respectivas características são:

  • Pipoca: As variedades que dão origem a pipoca têm como prioridade a força da extensão do milho para que a sua pipoca estoure mais rapidamente e com mais facilidade;
  • Silagem: Tem como objetivo maior palatabilidade;
  • Milho doce: prioriza o baixo nível de investimento no cultivo e também uma maior palatabilidade;
  • Milho verde: as variedades para se plantar milho verde têm como característica a rusticidade e o baixo valor de investimento;
  • Grãos: Esse tipo de milho tem como foco criação de espiga e excelente polinização.

Como fazer a escolha das sementes de milho?

Atualmente, existe uma grande diversidade de sementes de milho disponíveis no mercado, que podem ser divididas em dois tipos principais: híbridas e variedades.

As sementes híbridas são as produzidas a partir do cruzamento entre linhagens puras, o que permite que tenham um melhor desempenho e potencial produtivo. Neste grupo, há híbridos simples, duplos e triplos.

Os híbridos simples são as sementes geradas a partir do cruzamento de duas linhagens puras e, por terem um maior potencial produtivo, são o tipo mais caro. Já os híbridos duplos são resultado da mistura entre dois híbridos simples. Por último, os híbridos triplos são gerados a partir do cruzamento entre uma linhagem pura e um híbrido simples.

As sementes híbridas requerem um investimento maior e são indicadas para produtores que dispõem de média a alta tecnologia. É importante ressaltar que os híbridos possuem alta produtividade apenas na primeira geração se os grãos colhidos forem semeados. É muito provável que haja redução da produtividade. Por isso, é necessário adquirir sementes híbridas todos os anos.

Já as sementes das variedades de milho têm a característica oposta: elas podem ser utilizadas por muitas gerações sem perda do potencial produtivo, desde que a multiplicação seja feita com os cuidados necessários.

Este tipo de semente é gerado a partir da polinização natural e, por isso, pode ser desigual em relação à altura da planta e outros atributos. Esse cultivo tem um custo menor e permite que o produtor produza a sua própria semente por um preço mais baixo.

Pontos a analisar para uma boa escolha das sementes de milho

Porém, além da diferença entre híbrido e variedade, as sementes de milho ainda possuem outras distinções.

Por isso, para acertar na escolha da semente de milho ideal para a sua propriedade, veja que pontos você deve analisar:

Objetivo da produção das sementes de milho

É fundamental analisar qual é o objetivo da produção antes de escolher a semente, já que esse fator pode impactar nessa decisão. No caso da silagem, por exemplo, é essencial entender qual é o valor médio das fibras da planta, pois isso interfere no consumo e na digestibilidade do alimento pelo animal.

Além disso, é importante verificar a altura e a resistência da planta ao acamamento e optar por sementes que produzem mais grãos, já que eles também são importantes para a alimentação animal.

Produtividade e estabilidade

A produtividade, como não poderia deixar de ser, é um dos principais fatores para ser analisado. Porém, mais do que o potencial produtivo, também é necessário analisar a estabilidade do cultivar.

É importante optar por cultivares estáveis ao longo dos anos, que mantêm a produção sem grande oscilação em condições desfavoráveis.

Checklist agrícola

Condições edafoclimáticas da região

Apesar do nome difícil, as condições edafoclimáticas envolvem as características do solo e do clima da sua região. Por isso, você deve analisá-las para escolher uma semente que se adapte bem à área de cultivo.

As empresas que comercializam sementes costumam direcionar as vendas já de acordo com cada região, o que oferece mais segurança ao produtor em relação à proteção sobre doenças, entre outros aspectos.

Resistência a doenças

 As doenças são grandes inimigas da lavoura de milho e podem afetar raízes, colmos e folhas, gerando grande prejuízo ao agricultor.

Assim, os produtores devem escolher sementes resistentes às principais doenças da região onde realizarão o cultivo. Uma opção é adquirir sementes já tratadas com fungicidas.

Ciclo de produção

O ciclo também influencia a escolha das cultivares de milho, que se dividem em normais, semiprecoces, precoces e superprecoces.

Geralmente, é necessário que as plantas completem o ciclo de forma rápida e com boa produtividade, principalmente por causa da disponibilidade de chuvas, que costuma ser menor durante a safrinha.

Aceitação do mercado

Outra análise importante é em relação ao tipo de milho aceito pelo mercado para o qual o produtor comercializa o produto.

Há variedade na textura do grão, que pode ser duro ou mole, ou na cor dele, que pode variar entre amarelo, laranja, amarelo-alaranjado ou, ainda, branco. Assim, é preciso compreender qual é a preferência e a necessidade do mercado consumidor.

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Conclusão

As sementes de milho analisadas, certificadas e com garantia de germinação determinam, sem dúvida, o êxito da sua plantação.

Existem diferentes tipos de sementes de milho e para diferentes finalidades. Acertar nessa escolha é importante.

Mostramos os principais fatores para analisar durante a escolha da semente de milho para a sua lavoura. Vale lembrar que consultar um profissional especializado é sempre uma boa opção para ter mais segurança nessa decisão!

Escrito por Michelly Moraes.

Conteúdo AgroPósEscrito pela equipe da AgroPós

Todos os artigos do blog são produzidos pela própria AgroPós, com base no material das nossas pós-graduações nas áreas agrícola, florestal e ambiental.

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