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Hectare ou Alqueire: qual medida usar na sua propriedade?

Hectare ou Alqueire: qual medida usar na sua propriedade?

Tanto alqueire, quanto hectare são medidas de área utilizadas na medição de terra em sítios, chácaras e fazendas. Hectare é uma medida padrão, que não muda, 01 hectare sempre serão 10.000m².

Já a medida alqueire, dependendo da região, pode representar diferentes tipos de área. Os mais comuns são o alqueire mineiro e o alqueire paulista. Quer saber mais sobre essas medidas?

Então venha comigo na leitura deste post!

 

hectare

 

Quais são as principais medidas de terra?

As medidas agrárias são utilizadas para medir áreas rurais, no entanto, quando se trata do agronegócio, o hectare é a unidade mais utilizada, uma vez que auxilia os agricultores com a produção.

Outro motivo de ser mais comum se usar a medida de terra em hectare, é que essa medida é baseada no sistema internacional de medidas que é usada pela maioria dos países.

Como não é fácil saber de todos os modelos de medidas que são aplicados em diferentes regiões do país, caso precise especificar, transforme o hectare na unidade necessária.

Calcular a medida exata por meio da unidade hectare permite que o produtor realize a quantidade certa de plantação.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

Através dessas medidas é que se pode diferenciar uma propriedade quanto a sua extensão, são as principais:

Chácara – Uma área de terra pequena de aproximadamente 05 alqueires.
Sítio – Uma área de terras mais ou menos entre 05 e 40 alqueires.
Fazenda – Uma área de terras superior a 40 alqueires, no Brasil existem fazendas na casa dos milhares de alqueires.

Além das citadas acima, para cada região do Brasil há denominações diferentes, como, por exemplo, rancho, roça, colônia.

Isso varia bastante de acordo com as culturas de cada região e/ou estado, fazendo com que fique característico de cada local do Brasil.

No estado de São Paulo, por exemplo, um rancho é uma área localizada na beiro do rio, onde as pessoas normalmente constroem casas para passar os finais de semana. Já em Minas Gerais, áreas construídas ou não na zona rural, são chamadas simplesmente de roça.

 

divisão de terra em hectare

 

Diferença entre hectare mineiro e paulista

Um assunto que sempre gera dúvidas é o tal do alqueire, ao contrário de hectare que é unidade padrão, o alqueire pode variar de estado para estado. O alqueire é uma unidade de medida de capacidade para secos, equivalente a 4 quartas.

É uma medida variável com o número de litros ou pratos de plantio, geralmente de milho, segundo os costumes locais.

Sendo assim, valor do alqueire pode variar, mesmo se tratando de municípios vizinhos, o que dificulta significativamente o trabalho do agrimensor.

Sendo os mais conhecidos, o alqueire mineiro e o alqueire paulista, vejamos abaixo a diferença entre ambos:

  • Alqueire mineiro: se você possui 1 alqueire mineiro é a mesma coisa de você possuir 48.400 m² de terra.
  • Alqueire paulista: se você possui 1 alqueire paulista é a mesma coisa de você possuir 24.200 m² de terra.

Toda essa confusão porque em São Paulo sempre prevaleceu o entendimento de que a medida agrária deveria representar apenas um dos alqueires originais.

Já em Minas Gerais prevaleceu o entendimento de que deveria representar o indissociável par de alqueires.

Mas existem muitas outras medidas de terra, vamos conferir no próximo tópico!

 

Solos no brasil

 

Outras unidades de medida de terra

Vamos conferir algumas unidades de medidas agrárias que já foram utilizadas e que hoje já não se é tão comum mais, são algumas delas:

Quarta – Unidade agrária que corresponde sempre a 1 quarta parte (¼) do alqueire.

Litro – Unidade de medida de volume, igual ao volume de um quilograma de água.

Prato – Corresponde à área de um terreno com capacidade de plantio de um prato de milho, é adotado como subunidade nos municípios em que o valor do alqueire não é divisível por litro.

Quadra – Termo utilizado para designar qualquer área de terra definida por um quadrado.

Celamim – Unidade derivada de um padrão agrário português.

Data – Unidade que expressa a área de um terreno, ora por metro quadrado, ora por retângulo de dimensões muito variáveis.

Jeira – Unidade agrária portuguesa, introduzida no Brasil.

Lote Colonial – Designa a área de terreno, com dimensões definidas em lei, destinada ao estabelecimento de imigrantes.

Légua – Unidade linear utilizada em Minas Gerais, com o valor de 6.000m.

Tarefa – Compreende a 484m².

 

Checklist agrícola

 

Como medir minha área?

As áreas rurais geralmente são medidas com auxílio de um engenheiro agrimensor, o profissional responsável por medir e dividir determinada extensão. Sendo assim, é ele que auxilia os proprietários a saberem a medida exata de extensão do terreno.

Para isso, o especialista mede e realiza a representação do território a fim de obter informações de um espaço geográfico específico.

Todo o processo é feito por meio do manuseio de teodolitos, estações totais, receptores GNSS, prismas, scanners 3D, rádios, tablets, drones, softwares, entre outros equipamentos.

Na escritura do imóvel rural é apresentado o tamanho real e total da propriedade, que atualmente o mais utilizado é em hectare.

Ter esse mapeamento e precisão nos dados é de suma importância na hora da implantação de cultura, realização de uma construção rural, formar pastos para o gado ou até mesmo para venda do imóvel.

 

hectare - medição de terra com drone

 

Importância da medição da terra na agricultura

Vimos neste post sobre a importância de conhecer as principais unidades de medida de terra e de como são utilizadas.

A medição de áreas para dimensionar os espaços a serem explorados ou preservados é uma atividade fundamental na execução dos empreendimentos rurais e para que se alcance bons resultados na propriedade.

Especificamente para a execução do planejamento das atividades a serem exploradas na agropecuária, torna-se necessário a medição de áreas, superfícies, perímetro e demais distâncias requeridas.

Medir a terra se faz necessário na determinação das amostras de solos, aplicações de corretivos e fertilizantes, semeadura, aplicação de defensivos, construção de cercas, estimativa de produção de culturas.

Além para cálculo e mapeamento da vegetação de preservação e diversas outras medições necessárias para dar suporte ao planejamento das ações programadas.

Desse modo, medir áreas rurais é um dos fatores fundamentais para obter bons resultados na lavoura.

 

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Como Funciona os Sensores de Umidade na Agricultura?

Como Funciona os Sensores de Umidade na Agricultura?

Os sensores de umidade, seja do ar ou solo, são importantes ferramentas de otimização para os diversos manejos empregados hoje na agricultura.

Você tem conhece dos princípios básicos de funcionamento de um sensor de umidade?

Sabe como as informações obtidas por esses dispositivos podem ser aplicadas na agricultura?

 

Sensores de Umidade

(Fonte: Sensoterra, 2021)

 

Para isso é importante manter se atualizado sobre esse enorme setor da agricultura de precisão.

Assim abordaremos nesse artigo sobre as funções gerais dos sensores de umidade, as diferenças em medir a umidade atmosférica e do solo. Além de exemplos de como os sensores podem e são aplicados na agricultura.

Mas antes disso tudo gostaria de recordar brevemente alguns conceitos fundamentais relacionados a meteorologia.

Afinal você lembra a definição de umidade? Em um primeiro momento pode parecer algo trivial.

Talvez por ser algo muito presente em nosso cotidiano atual. Mas isso não a faz menos importante de ser pontuada.

Assim, a umidade pode ser entendida como sendo um dos elementos que formam o clima de uma dada região.

Essas grandezas meteorológicas são responsáveis por comunicar ao meio atmosférico suas propriedades físicas.

Além da umidade, são elementos de clima a:

  • Temperatura;
  • Pressão;
  • Precipitação;
  • Velocidade e direção do vento;
  • Radiação Solar;
  • Quantidade, tipo e altura de nuvens.

Sendo que a umidade apresenta influência direta, junto aos fatores listados, em processo como o do ciclo hídrico e de evapotranspiração das plantas.

Com isso você já pode ter tido noção da importância de se mensurar e monitorar uma grandeza como a umidade.

E é nisso também que os sensores de umidade podem contribuir imensamente, assim vamos entender quais são as funções possíveis de serem aplicados.

 

pós-graduação em Irrigação

 

Qual é a função de um sensor de umidade?

Sensores de umidade podem ter como função medir, mensurar e acompanhar as condições de umidade seja do ar ou solo.

Se partimos de uma definição de umidade considerando seus aspectos físicos e na forma de uma unidade mensurável.

Podemos pensar a umidade, do ar por exemplo, como a quantidade de vapor de água disperso em dado volume de atmosfera.

Já a umidade do solo vai apresentar uma dinâmica diferente, pois medi a proporção de água em relação as outras fases do solo.

Assim apenas o fato de serem estados diferentes da água, já faz com que os princípios de medição e aplicação de sensores de umidade do ar e do solo sejam completamente diferentes.

 

Como funciona os sensores de umidade do ar?

Em estações meteorológicas podem ser utilizados como sensores de umidade do ar, aparelhos também conhecidos como:

  • Conjunto psicrométrico ou psicrômetro, trata se de dois termômetros um de bulbo seco e outro úmido, e com suas medições aplicadas em cálculos pode se chegar ao valor de umidade;
  • Higrômetro de fio de cabelo, o nome desse aparelho pode soar engraçado em um primeiro momento. Mas faz todo o sentido, pois se utiliza da dilatação de um fio de cabelo para realizar medidas em um papel milimetrado;
  • Sensores capacitivos de umidade relativa, já são um tipo de sensor são mais modernos que é constituído de um filme de polímero que ao absorver vapor d´água do ar altera a capacitância de um circuito ativo;

Determinar o período de molhamento trata se de quantificar do tempo em que dada superfície vegetal (folhas, frutos, flores e colmo) permanecem molhada.

 

Solos no Brasil

 

Condições que em dado ponto induzes a condensação de orvalho. Sendo essa variável é de extrema importância no contexto da fitossanidade vegetal, já que ela é fundamental para o processo infeccioso de doenças fúngicas e bacterianas.

 

Como funciona os sensores de umidade do ar?

 

Sendo esse tipo de informação muito importante para montar sistemas de previsão e aviso para pragas e doenças.

Assim como criar banco de informações como o de Zoneamento Agroclimático, ao indicar as condições de temperatura e umidade, por exemplo, de menor risco para o cultivo de alguma cultura na melhor época.

 

Como funciona os sensores de umidade do solo?

Antes de falar propriamente dos sensores de umidade do solo é preciso recordar os conceitos e a dinâmica de cada um dos estágios de umedecimento do solo, sendo eles:

  • Capacidade máxima de retenção de água, vai ser a situação em que o solo vai estar com todos seus poros preenchidos com água da chuva ou irrigação. Denominado também como um solo saturado.;
  • Capacidade de campo é quando se tem a umidade retida no solo depois que o excesso de água foi drenado, é um importante parâmetro para a realização de operações com maquinário;
  • Ponto de murcha permanente, como o próprio nome pode sugerir não é uma condição boa de água no solo para as plantas;
  • Umidade higroscópica pode ser definida como a quantidade máxima de água que o solo é capaz de absorver da atmosfera, na forma de vapor, e manter o equilíbrio com o ambiente;
  • Capacidade de água disponível é a água do solo que pode ser retida pelas plantas entre o ponto de capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.

 

Métodos de determinação da umidade

Os métodos de determinação da umidade do solo podem ser divididos em diretos, sendo relativamente fácil de ser realizado quando se desponte de estufas e balanças.

 

Como funciona os sensores de umidade do solo

Exemplos de sensores de umidade do solo (Fonte: BrasEq, 2011).

 

Já os métodos indiretos podem ser através da medição e correlação de algumas propriedades do solo que é afetada pela umidade ou por sensores de umidade baseado em princípios de equilíbrio com a umidade do solo.

Sensores de umidade do solo são utilizados para medir o conteúdo volumétrico de água de maneira indireta através de constantes dielétricas, interação com nêutrons, resistência elétrica.

 

Checklist agrícola

 

O monitoramento da umidade do solo é um fator decisivo na atividade do produtor e importantíssimo para a otimização do uso dos recursos hídricos. Sem contar no aumento da eficiência da irrigação de cultivos.

Assim obter essas informações através do uso de sensores de umidade pode contribuir numa maior precisão dos manejos de irrigação, em relação a quantidade de água a ser aplicada e se essa quantidade foi adequada.

Pois de nada vale, um sistema de irrigação de alta eficiência se o manejo da irrigação estiver deficiente.

 

Conclusão

Espero que com a leitura desse artigo você tenha ampliado os seus conhecimentos quanto aos princípios básicos de funcionamento dos sensores de umidade e além de sua importância aplicada a agricultura.

Para ler mais artigos como esse e de outros assuntos de seu interesse continue navegando em nosso blog. Além de nos acompanhar no perfil do Instagram.

 

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Elabore um Plano de Manejo Florestal em 10 Passos!

Elabore um Plano de Manejo Florestal em 10 Passos!

Plano de Manejo florestal é um documento técnico mediante o qual se estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à sua gestão. Neste artigo vamos discutir sobre o que é e como elaborar o Plano de manejo florestal. Além de conhecer seus benefícios.

Acompanhe!

 

Plano de Manejo Florestal

 

O que é Plano de Manejo Florestal?

manejo florestal sustentável é um conjunto de técnicas usadas para capturar recursos naturais sem danificar o meio ambiente, garantindo a continuação e renovação destes recursos permitindo o seu uso constante.

Contribui para a manutenção e utilização de maneira adequada da cobertura florestal e favorece o desenvolvimento de técnicas de análises quantitativas nas decisões sobre composição, estrutura e localização de uma floresta.

De maneira que esta forneça benefícios ambientais, econômicos e sociais, na quantidade e na qualidade necessária, mantendo a diversidade e garantindo a sustentabilidade da floresta.

Além do mais, o manejo pode conciliar a colheita dos produtos florestais com a conservação da biodiversidade da floresta, garantindo, assim, uma fonte de recursos de igual tamanho para as próximas gerações.

 

Pós-Graduação em Inventário Florestal

 

Quais são os Benefícios do Manejo Florestal

O objetivo do Manejo Florestal é abastecer as Unidades de Produção de Carvão com madeira de eucalipto em regime sustentável, baixo custo e alta qualidade. As vantagens de se utilizar as técnicas de manejo florestal são:

  • Continuidade da produção: A adoção do manejo garante a produção de madeira na área indefinidamente e requer a metade do tempo necessário na colheita não-manejada.
  • Rentabilidade: Os benefícios econômicos do manejo superam os custos. Estes benefícios decorrem do aumento da produtividade do trabalho e da redução dos desperdícios de madeira.
  • Segurança de trabalho: As técnicas de manejo diminuem drasticamente os riscos de acidentes de trabalho.
  • Respeito à lei: O manejo florestal é obrigatório por lei. As empresas que não fazem manejo estão sujeitas a diversas penas. Embora a ação fiscalizadora tenha sido pouca efetiva até o momento, é certo que essa situação vai mudar. Recentemente, têm aumentado as pressões da sociedade para que as leis ambientais e florestais sejam cumpridas.
  • Conservação florestal: O manejo da floresta garante a cobertura florestal da área, retém a maior parte da diversidade vegetal original e pode ter pequeno impacto sobre a fauna, se comparado à colheita não-manejada.
  • Oportunidades de mercado: As empresas que usam as técnicas de manejo florestal são também beneficiadas, pois, sustentabilidade gera bons créditos como o selo verde, por exemplo, boa reputação no mercado e na sociedade.

 

O que é Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS)?

O Manejo Florestal Sustentável prioriza a permanência da floresta “em pé”, já que essa existência garante a sobrevivência econômica da atividade florestal.

A aplicação das técnicas de Manejo Florestal Sustentável tem a finalidade de reduzir os impactos da exploração e possibilitar a sustentabilidade da produção florestal através do controle e planejamento da colheita e do monitoramento do crescimento da floresta.

 

Equipe Técnica Capacitada

 

É fundamental ter o conhecimento da equipe de engenharia ambiental que faz o estudo de levantamento das espécies de madeireiras que possibilite harmonizar os conceitos de fitossociologia (estudo das características, distribuição, relações, classificação de comunidades vegetais naturais).

Tudo isso engloba as distribuições espacial e diamétricas das espécies. Os responsáveis pelo manejo devem respeitar o aspecto social da floresta e as práticas de regeneração, além de considerar a biodiversidade para que o manejo seja realizado com sucesso.

 

Manejo Florestal Sustentável Comunitário

É o manejo florestal elaborado e realizado por uma comunidade, que acerta os interesses comuns e divide as tarefas e os ganhos entre todos. De maneira isolada, fica difícil e custoso para uma família elaborar e protocolar um PMFS.

 

Manejo Florestal Sustentável Comunitário

(Fonte: Eco Consumo, 2020)

 

Unidas, as famílias têm maior poder para negociar contratos, conseguir assistência técnica, etc. O manejo de uso múltiplo propõe que as comunidades possam usufruir dos benefícios florestais, durante todo o ano, respeitando os períodos de colheita e descanso da floresta.

Este manejo garante também a continuidade de remuneração às famílias, pois os períodos de safra dos diversos produtos se alternam.

 

Benefícios

Com o manejo florestal comunitário, o produtor também economiza tempo e dinheiro, pois, as despesas para elaboração do Plano de Manejo Florestal Sustentável são menores, já que se elabora somente um Plano para todo o grupo.

O crédito adquirido junto aos órgãos de financiamento também pode ser maior quando requisitado por uma comunidade.

Os benefícios ecológicos também são muito importantes, principalmente em comparação com roça e pasto: com o manejo, a floresta se mantém, abriga animais silvestres, protege o solo contra erosão, protege os rios e nascentes, ajuda a diminuir a incidência de fogo na região, etc.

 

Qualidade e Uso da Madeira

 

Elaboração de Plano de Manejo Sustentável?

Hoje trago a todos vocês uma Roteiro Básico para Elaboração de um Plano de Manejo Florestal esse roteiro segue a nossa Legislação. Seguir são descritos os passos para elaboração de um plano de manejo florestal:

 

1º Passo – Informações Gerais

  • Categoria do Plano de Manejo Florestal;
  • Titularidade da floresta: Floresta pública ou particular
    Tipo de vegetação predominante: Floresta Estacional Semi decidual, Floresta Estacional Decidual, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila aberta;
  • Estado da floresta manejada: Floresta primária ou secundária.

 

2º Passo – Responsáveis técnicos

 

3º Passo – Objetivos do plano de Manejo

Exemplos:

  • Maximizar a produção de toras para serraria, garantindo a perpetuidade da produção florestal ao longo dos ciclos de corte, com a máxima eficácia e eficiência;
  • Desenvolver o manejo de produtos florestais não-madeireiros em escala industrial e/ou junto às comunidades;
  • Buscar parcerias com as instituições de pesquisa nacionais e internacionais para desenvolvimento de pesquisas ligadas aos diferentes temas relacionados ao manejo florestal.

 

4º Passo – Justificativa Técnica e econômica

Sintetizar as técnicas de manejo utilizadas no plano e a análise econômica do produto ou dos produtos obtidos do manejo florestal.

 

5º Passo – Informações sobre a propriedade

  • Localização da área;
  • Região;
  • Estado;
  • Municípios abrangidos;
  • Marcos limites da área (Norte, Sul, Leste e Oeste);
  • Coordenadas geográficas;
  • Forma de acesso à área;
  • Área a ser manejada.

 

Produtos Madeireiros e não Madeireiros: Conheça quais são e sua Importância.

 

6º Passo – Descrição do ambiente

  • O Meio físico;
  • O Meio biológico;
  • E o Meio Socioeconômico.

 

7º Passo – Uso atual da terra

Macro zoneamento da área a ser manejada. Elaboração do mapa da área com:

  • Hidrografia;
  • Altitude;
  • Divisão das Unidades de Produção Anual (UPA).

 

8° Passo – Descrição dos recursos florestais (Inventário Florestal)

  • Metodologia utilizada;
  • Resultados;
  • Análise florística;
  • Estrutura e densidade;
  • Capacidade produtiva.

 

9º Passo – Informações sobre o manejo florestal

  • Fundamentos do manejo florestal sustentável;
  • Sistema Silvicultura;
  • Espécies florestais a serem manejadas;
  • Espécies florestais a serem protegidas;
  • Regulação da produção (Intensidade de corte, produção da floresta, Ciclo de corte inicial, Estimativa de produção anual);
  • Descrição das atividades da colheita florestal em cada UPA (Elaboração de mapas contendo o local das estradas, abertura e manutenção das estradas, corte e traçamento das árvores, planejamento do arraste, carregamento e transporte das toras, tratamentos silviculturais pós colheita.

 

10º Passo – Considerações

  • Investimentos e custos do Manejo florestal;
  • Identificação e elaboração dos impactos ambientais e sociológicos;
  • Medidas de proteção das florestas.

 

silvicultura de precisão

 

Certificação do Manejo Florestal

 A certificação de Manejo Florestal garante que a floresta é manejada de forma responsável, de acordo com os princípios e critérios da certificação FSC. 

 Todos os produtores podem obter o certificado, sejam pequenas, grandes operações ou associações comunitárias. Essas florestas podem ser naturais ou plantadas, públicas ou privadas.

 A certificação de manejo florestal pode ser caracterizada por tipo de produto: madeireiros, como toras ou pranchas; ou não madeireiros, como óleos, sementes e castanhas.

 

Certificação Ambiental Madeireiros

(Fonte: Pensamento Verde, 2013)

 

Desde 1996 a Sociedade Brasileira de Silvicultura SBS em parceria com algumas associações do setor, instituições de ensino e pesquisa, organizações não-governamentais e com apoio de alguns órgãos do governo, vem trabalhando com um programa voluntário denominado Cerflor  Programa Brasileiro de Certificação Florestal, que surgiu em agosto de 2002, para atender uma demanda do setor produtivo florestal do país.

 

certificação florestal

O processo de certificação florestal pode ser resumido em etapas sendo elas;

  • Contato inicial: A operação florestal entra em contato com a certificadora;
  • Avaliação: Consiste em uma análise geral do manejo, da documentação e da avaliação de campo. O seu objetivo é preparar a operação para receber a certificação. Nesta fase são realizadas as consultas públicas, quando os grupos de interesse podem se manifestar;
  • Adequação: Após a avaliação, a operação florestal deve se adequar às não conformidades. (Quando houver);
  • Certificação da operação: A operação florestal recebe a certificação. Nesta etapa, a certificadora elabora e disponibiliza um resumo público;

 

Conclusão

Entende-se que o manejo é uma atividade econômica oposta ao desmatamento, pois não há remoção total da floresta e mesmo após o uso o local manterá sua estrutura florestal.

O manejo bem feito segue três princípios fundamentais: deve ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo. Com isso a elaboração do plano de manejo florestal é de extrema importância, uma vez que bem planejada e monitora.

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Evapotranspiração: Entenda o que é e quais os Tipos!

Evapotranspiração: Entenda o que é e quais os Tipos!

A evapotranspiração é a junção de dois fenômenos que, em algumas situações, são estudados em separado, sendo eles a evaporação e a transpiração. Neste Post iremos mostrar o que é como ocorre. Além de abordarmos os tipos de evapotranspiração.

Venha comigo!

 

Evapotranspiração

 

O que é evapotranspiração?

A evapotranspiração é a forma pela qual a água da superfície terrestre passa para a atmosfera no estado de vapor, tendo papel importantíssimo no Ciclo Hidrológico em termos globais.

Esse processo envolve a evaporação da água de superfícies de água livre (rios, lagos, represas, oceano etc.), dos solos e da vegetação úmida (que foi interceptada durante uma chuva) e a transpiração dos vegetais.

Ela depende de diversos fatores, como manejo e uso do solo, condições climáticas e características da vegetação em questão.

 

pós-graduação em irrigação

 

Importância da evapotranspiração

A evapotranspiração é fundamental no ciclo hidrológico da água. De acordo com estudos, cerca de 70% da quantidade de água precipitada sobre a superfície terrestre retorna à atmosfera por meio desse processo.

Além disso, a mensuração desse processo permite estimar a capacidade de reservatórios ou aquíferos, determinar o rendimento de bacias hidrográficas, elaborar projetos de irrigação voltados para a agricultura e controlar a disponibilidade de água para o abastecimento da população urbana, por exemplo.

 

O fenômeno na agricultura

Atualmente a irrigação no Brasil é uma prática pouca utilizada, comparando com o total de área destinada à agricultura no país. Do total, apenas 10% das áreas são irrigadas, o que corresponde, segundo o IBGE, a 6,7 milhões de hectare.

 

Evapotranspiração na Agricultura

 

Mesmo se tratando de uma pequena parcela da agricultura brasileira, o uso consciente da água para irrigação deve ser feito de modo planejado e correto, a fim de evitar desperdícios e prejuízos ao meio ambiente.

Para que isso ocorra, é fundamental que você realize constantemente monitoramento de sua lavoura. Principalmente das condições meteorológicas como: precipitação, radiação solar, vento, evapotranspiração e outros.

 

Evapotranspiração na Amazônia

A produção de umidade na Amazônia ocorre em larga escala, com centenas de milhões de litros d’água em forma gasosa ao longo do dia, formando uma massa de ar que se desloca para outras regiões.

 

Umidade na Floresta Amazônia

 

Geralmente, graças aos ventos alíseos, esse ar úmido desloca-se em direção ao oeste, onde encontra um “paredão” formado pelas montanhas da Cordilheira dos Andes.

Nesse local, além de ocorrerem algumas chuvas (chamadas de chuvas orográficas), o ar carregado de vapor d’água desloca-se para o interior do continente sul-americano e, portanto, do Brasil, alcançando as demais regiões brasileiras e distribuindo chuvas.

 

Guia de Carreira: Pós-Graduação na área de Gestão Ambiental

 

O que causa a evapotranspiração?

Pode ser explicada como o processo de transferência de vapor d’água para a atmosfera pela evaporação de solos úmidos e pela transpiração das plantas, no qual a água da superfície terrestre passa para a atmosfera no estado de vapor.

 

Processo de Evapotranspiração

Processo de Evapotranspiração(Fonte: Ambiental Brasil)

 

Ao contrário da precipitação a evapotranspiração ocorre todo dia, sua intensidade depende principalmente da demanda atmosférica e da disponibilidade de água no solo. A demanda atmosférica está diretamente relacionada com o aquecimento do ar.

O aumento da temperatura do ar aumenta a quantidade de vapor d’água necessária para saturar o ar, em outras palavras o aumento de temperatura permite que o ar armazene mais vapor d’água em um mesmo volume.

 

5 tipos de evapotranspiração

Existem cinco tipos conhecidos deste fenômeno:

  • Evapotranspiração de referência (ETo);
  • A Evapotranspiração Real (ETR);
  • A Evapotranspiração de oásis (ETO);
  • Evapotranspiração de Cultura (ETc).
  • E a Evapotranspiração da real da cultura (ETr)

 

1 – Evapotranspiração potencial (ETp) ou de referência (ETo)

É determinada como a quantidade de água transferida para a atmosfera, por evaporação e transpiração, em condições do solo sem restrição hídrica, e com uma cultura rasteira em pleno desenvolvimento.

Assim como na evapotranspiração real (ETR), a área para estudo da ETp ou ETo tem bordadura para evitar trocas de água e calor com área em volta.

 

solos no brasil

 

2 – Evapotranspiração real (ETR)

É determinada como a quantidade de água transferida para a atmosfera, por evaporação e transpiração, em condições reais de fatores atmosféricos e umidade do solo.

A área considerada para estudo da ETR apresenta ampla área de bordadura para evitar a troca de calor do solo. Mantendo as condições reais de transpiração e evaporação.

 

3 – Evapotranspiração de oásis (ETO)

É determinada pela evapotranspiração de uma área vegetada e irrigada, circundada por uma área seca, ou seja, sem a presença de área de bordadura.

Desse modo, a ETO tem a troca de calor pelas condições meteorológicas e pela transmissão de calor e perda de água para a área que a envolve.

 

4 – Evapotranspiração da cultura (ETc)

Esse tipo considera uma cultura sadia, a fase de desenvolvimento que se encontra e sem falta de água.

Assim, para determinar a ETc há presença de bordadura para evitar troca de calor e água com a área ao redor.

 

5 – Evapotranspiração da real da cultura (ETr)

Esse tipo difere da ETc apenas por não apresentar bordadura. Considera as condições reais da cultura, com ou sem a presença de água.

 

Conclusão

A Evapotranspiração é definida como sendo o processo simultâneo de transferência de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e da vegetação úmida e por transpiração das plantas.

Neste artigo abordamos a importância e os tipos de evapotranspiração e como como ela está relacionada em alguns assuntos como: o rendimento de bacias hidrográficas; projetos de irrigação voltados para a agricultura; e a disponibilidade de água para o abastecimento da população urbana.

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pós-graduação em Irrigação

 

CTC do Solo: 6 Perguntas para Ficar por Dentro do Assunto!

CTC do Solo: 6 Perguntas para Ficar por Dentro do Assunto!

O que é CTC do solo, quais fatores a influência e outras dúvidas frequentes sobre esse assunto você pode conferir com a leitura desse artigo.

 

CTC do solo

(Fonte: Conhecimento científico R7, 2019)

 

Você sabia que um solo apresenta cargas? E sabia que essa propriedade, a CTC do solo, pode influenciar o aspecto nutricional do seu solo?

Tal capacidade de retenção de partículas de um solo, pode ser visualizada, ao passar líquidos contaminados ou ricos em matéria orgânica por um solo.

Capitado o liquido passado pelo solo será notável sua diferença em cor e composição química, por exemplo. Sendo assim levantada a hipótese do solo apresentar cargas.

Mas afinal o que a CTC do solo quer dizer?

Essa e mais outras perguntas relevantes sobre esse importante conceito relacionado ao solo você pode conferir seguir…

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

 

O que é CTC do solo?

CTC é sigla para capacidade de troca catiônica de um solo. Em outras palavras, a CTC expressa a quantidade de cargas negativas presentes no solo.

Outra forma de entendimento do conceito de CTC é através da quantidade de cátions que um solo pode reter sob determinadas condições.

Sendo o magnésio, cálcio, potássio, sódio, amônia, e o alumínio exemplos de elementos catiônicos que podem ficar adsorvido no complexo coloidal.

Antes de entender quais são as condições que influencia a CTC, vamos visualizar melhor onde se encontra tais cargas e qual a sua importância na hora do manejo de um solo.

As cargas de um solo vão estar presente no chamado complexo coloidal. O qual trata se de um sistema característico por duas fases solido-liquido.

Sendo a fase sólida composta por fragmentos na escada de 1µm a 1nm (argila e matéria orgânica) os quais ficam disperso na suspensão do solo.

 

O que é CTC do solo

(Fonte: LSU AgCenter, 2020)

 

As cargas do complexo coloidal podem ser de dois tipos: permanente ou variável.

Cargas do tipo permanente ocorrem no momento da formação do mineral de argila, devido as substituições isomórficas que podem ocorrer. O que consiste na troca de um átomo de silício por um de alumínio na estrutura mineral, por exemplo.

Já a carga de tipo variável apresenta relação com fatores externo do complexo coloidal. Vejamos a seguir quais são eles.

 

Quais são os fatores que influenciam a CTC do solo?

 

Textura do solo

Dos tipos de partícula que compõem a textura de um solo, somente a argila exerce influência sobre a CTC.

Sendo assim, você já deve imaginar que solos de textura argilosa vão apresentar maior CTC do que solos de textura arenosa.

 

Reação do solo

Outro fator que apresenta influência sobre a CTC são as condições de pH que está solo. Onde se tem uma relação diretamente proporcional do pH com a CTC.

Uma vez que a variação do pH está relacionada com o nível de dissociação das hidroxilas presentes no coloide.

 

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Tipo de material coloidal

A CTC também vai ser influencia conforme o tipo de material coloidal mais presente no seu solo. Desse modo temos da maior para a menor CTC as argilas 2:1, 1:1 e os óxidos de ferro e alumino.

 

Matéria orgânica

Assim como se sabe que o aumento de matéria orgânica junto com o aumento no pH faz com que a CTC também aumente.

 

Qual a diferença de CTC e CTA do solo?

Sendo a CTC a sigla para capacidade de troca catiônica a CTA, por sua vez, refere-se à capacidade de troca aniônica.

É para entender melhor as diferenças entre as duas é necessário ter em mente também o conceito de PCZ, ou em outras palavras o ponto de carga zero.

O PCZ como o próprio nome pode indicar é o momento em que o solo não apresentara cargas residuais.

Sendo esse momento, o valor de pH da solução do solo em que a somatória das cargas é igual a zero.

Assim, manejos que venham a alterar o pH do solo, como exemplo, o uso de matéria orgânica, adubação fosfatada e a aplicação de calcário também alteram o ponto de PCZ desse solo.

Dessa maneira as condições de CTA são atingidas quando o pH estiver abaixo do ponto de PCZ, ocorrendo comumente nas camadas mais profundas do solo onde se tem baixo teor de matéria orgânica e pH.

 

Nutrição Mineral de Plantas: Macronutrientes.

 

O que é CTC efetiva do solo?

O termo CTC efetiva ou t é comumente utilizado em um contexto mais técnico relacionado a interpretação e análise do solo.

Sendo a CTC efetiva definida pela concertação da soma de bases mais a de Al3+. Onda a soma de bases leva em conta a concentração do K+, Ca2+, Mg2+ e do Na2+.

Já a CTC total diferente da efetiva também é somado a concertação de H+ do solo. Tais indicadores apresentam relação direta com os valores de saturação por base (V%) e pH.

 

Como faz para aumentar a CTC do seu solo?

Se você captou bem os pontos apresentados até aqui já deve imaginar algumas maneiras para fazer com que a CTC do seu solo aumente.

De toda forma é recomendável que consulte um engenheiro antes de qualquer manejo do seu solo. Onde todo o processo vai ter início com a realização adequada da análise de solo.

 

Como faz para aumentar a CTC do solo

(Fonte: Science of Agriculture, 2016)

 

Com análise em mãos vai ser possível identificar as condições gerais de CTC do solo, de pH e o teor de matéria orgânica, por exemplo.

Após a interpretação desses aspectos vai ser possível decidir a melhor maneira de se manejar o aumento da CTC desse solo em questão.

Onde muitas das vezes será visado o ajuste para um pH adequado através de manejos de calagem, assim como a adição de matéria orgânica no solo.

 

Qual a CTC ideal do solo?

A resposta dessa pergunta não é algo exato, pois cada situação vai apresentar condições e necessidades diferentes.

Mesmo é natural desejar uma CTC do solo alta devido a série de interações que esse fator vai influenciar na dinâmica dos nutrientes do solo.

Pois quanto maior for a CTC de um solo maior será sua capacidade de reter elementos de carga positiva como o K+, Ca2+ e o Mg2+.

Por outro lado, um solo com alta CTC, mas com descuidos de outros parâmetros como pH e teor de matéria orgânica terá maior potencial para reter elementos tóxicos como o Al3+.

De modo geral ao interpretar a CTC em uma análise de solo tense os seguintes referenciais:

  • A CTC baixa: < 50 mmolc dm-3
  • A CTC média: 50 – 100 mmolc dm-3
  • E a CTC alta: > 100 mmolc dm-3

 

Conclusão

Nesse artigo pudemos abordar os principais pontos de duvidas, assim como quais os outros aspectos do solo que estão intimamente ligados nesse parâmetro.

E espero que assim ficou mais fácil de se visualizar como esse conceito fundamental pode traduzir muito sobre as condições nutricionais de um solo.

Para mais conteúdos como esse continue navegando em nosso blog.

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Conheça 4 Exigências para Instalar uma Estação Meteorológica!

Conheça 4 Exigências para Instalar uma Estação Meteorológica!

A estação meteorológica é uma ferramenta fundamental para monitorar as condições meteorológicas na lavoura e assim ajudar agricultores a tomarem decisões.

O clima e o tempo são um dos assuntos mais abordados em uma conversa, mas também alguns dos temas que mais preocupam os produtores.

Neste artigo, esclarecemos os principais aspectos relacionados à estes equipamentos para auxiliar quem está buscando entender melhor sobre o funcionamento e seu uso na agricultura.

Boa leitura!

 

Estação meteorológica

Fonte: Mundo clima

 

A importância da estação meteorológica para agricultura

Saber se vai chover, ventar, ter seca ou gear influencia em muitas decisões do produtor.

Por esse motivo, muitos têm buscado cada vez mais informações, muitas vezes devido a estações climáticas cada vez mais irregulares.

A observação meteorológica, consiste da coleta diária de dados referentes as diversas variáveis atmosféricas, que caracterizam as mudanças no tempo.

Dessa forma, monitorar essas variáveis é de suma importância para uma melhor tomada de decisão no campo e o registro a longo prazo dessas variáveis fornece suporte para um planejamento agrícola mais eficaz.

 

pós-graduação em irrigação

 

Além disso, com a estação meteorológica é possível fazer o manejo de irrigação, pois através dos dados registrados na estação é possível quantificar as principais formas de entrada e saída de água para a planta.

A precipitação atua como suprimento de água para as plantações e a evapotranspiração atua como perda de água pela plantação.

Por esses motivos as informações geradas pelas estações meteorológicas tornam-se fundamentais para o sucesso agrícola.

Mas, para uma coleta de dados de precisão é necessário seguir algumas normas com relação à localização, tipo e instalação dos equipamentos.

 Como também, a padronização dos horários de observação e dos procedimentos operacionais, como calibração e aferição dos instrumentos de medição se faz necessária.

Mas afinal, o que é a estação meteorológica propriamente dita?

 

Caracterização de uma estação meteorológica

Atualmente, é possível encontrar uma estação meteorológica em um único dispositivo integrado, com vários sensores e dispositivos que trabalham juntos.

Dessa forma, uma estação meteorológica é um conjunto de instrumentos ou sensores que geram dados para análise do tempo meteorológico.

Esses instrumentos são capazes de registrar a temperatura do ar, velocidade e direção do vento, umidade do ar, radiação solar, chuva, pressão atmosférica entre outras variáveis.

Existem dois tipos de estação meteorológica, as automáticas e as convencionais.

  • Estações automáticas: Nesse tipo de estação os sensores emitem sinais elétricos, que são captados por um sistema de aquisição de dados (Datalogger). Esse tipo de estação realiza o armazenamento e o processamento dos dados de forma informatizada e totalmente automática.

 

Estação meteorológica automática

Fonte: Agrosmart

 

  • Estações convencionais: Nesse tipo de estação exige a presença diária de uma pessoa para coletar os dados medidos. Os instrumentos que compõe esse tipo de estação são normalmente de leitura direta, como os termômetros, ou com sistema mecânico de registro, como o termohigrógrafo, o pluviógrafo, o anemógrafo. Elas se dividem em classes de acordo com a finalidade e o número de variáveis observadas.

Primeira classe: São aquelas que medem todos os elementos meteorológicos.

Segunda classe: Não realizam as medidas de pressão atmosférica, radiação solar e vento.

Terceira classe: Medem apenas a temperatura máxima, mínima e a chuva.

 

Estação meteorológica convencional

Fonte: Agrosmart

 

A seguir vamos abordar quais são os sensores que compõem uma estação meteorológica automática, uma vez, que é a mis utilizada nos dias de hoje.

 

Sensores das estações meteorológicas automáticas

Como já citado anteriormente, atualmente a estação meteorológica automática é a mais utilizada, devido a sua maior praticidade.

 Além disso, com esse tipo de estação também é possível verificar pela internet os dados em tempo real.

 

Tecnologias de Geoprocessamento Aplicadas no Monitoramento e Manejo de Plantas.

 

As estações automáticas possuem 4 sensores essenciais: o anemômetro, piranômetro, o sensor de temperatura e umidade e o pluviômetro, vejamos cada um separadamente:

Anemômetro: É um instrumento que mede a velocidade e a direção do vento. Esse instrumento deve ser instalado a 2 metros de altura em relação ao solo.

Piranômetro: Registra a radiação solar global e deve ser instalado entre 1,5 e 2 metros de altura.

Sensor de temperatura e umidade: Geralmente são termistores que medem a temperatura e a umidade do ar. Esse sensor deve ficar no abrigo meteorológico para não ser danificado e a altura de sua instalação é aproximadamente 1,5 metros.

Pluviômetro: mede a precipitação e o tipo de pluviômetro mais utilizado é o de báscula. A área de captação de água do pluviômetro deve ficar a 1,5 metros do solo.

 

Mas o que é necessário para a instalação de uma estação meteorológica?

Graças às estações meteorológicas é possível mensurar diversos fatores que influenciam no gerenciamento das atividades do produtor, como, a direção dos ventos, a precipitação acumulada na safra, a temperatura média em um período, entre outros.

Porém, para instalação de uma estação meteorológica, o produtor terá que dispor de um valor de investimento, tendo em vista equipamentos e toda a construção   da estação.

Esses valores podem variar muito, por causa da escolha dos equipamentos e até mesmo o tipo de estação que for adquirir.

Além disso, ter disponibilidade de um local adequado, afim de evitar interferências no registro de dados precisos, é necessário atender algumas exigências, são elas:

  1. Local plano para evitar o acúmulo de água e longe de instalações elétricas.
  2. Horizontes amplos, sem barreiras que impeçam a radiação solar ou mudem as características do vento. Para isso a distância recomendada entre a estação e o obstáculo é de pelo menos 10 vezes a sua altura.
  3. Distantes de cursos d’água, lagos e banhados, evitando distúrbios na medição da umidade relativa do ar.
  4. Solo gramado ou com vegetação rasteira para minimizar a influência dos diferentes tipos de textura de solo.

Agora que sabemos a importância, equipamentos e principias cuidados ao instalar uma estação meteorológica, vamos saber mais sobre o assunto quanto às principais estações meteorológicas do Brasil.

 

solos no brasil

 

Estações meteorológicas no Brasil

O Brasil conta com diversas redes de estações meteorológica, onde, a mais importante a coordenada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Outra rede de estações, é a sistematizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que possui várias estações meteorológicas pelo país.

Também há redes coordenadas por instituições estaduais como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) juntamente com o Sistema Meteorológico do Paraná (SIMEPAR).

O Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos de Santa Catarina (CLIMERH), entre outras.

Algumas empresas também coordenam rede de estações meteorológicas como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e também universidades federais e empresas privadas.

 

Distribuição das estações meteorológicas no Brasil

Distribuição das estações meteorológicas no Brasil

Fonte: INMET

 

Investimento x economia

Vimos nesse artigo, que uma estação meteorológica é um local onde são recolhidos dados para análise do tempo meteorológico.

Encontram-se equipadas com instrumentos de medição e registro das variáveis meteorológicas/climáticas, como pressão atmosférica, temperatura, umidade, precipitação e radiação.

Essas informações são de suma importância na tomada de decisão por parte dos produtores, que buscam cada vez mais precisão e economia na sua produção agrícola.

Há o investimento inicial, mas esse investimento é diluído ao longo dos anos, com o amortecimento dos benefícios que a estação meteorológica traz.

Entretanto, vimos aqui neste artigo, que algumas exigências quanto ao local de instalação devem ser observadas para que realmente sejam alcançados benefícios de se ter uma estação meteorológica na propriedade.

 

pós-graduação em Irrigação