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Conheça tudo sobre a árvore de Pinus e sua utilização.

Conheça tudo sobre a árvore de Pinus e sua utilização.

A plantação de árvore de Pinus no Brasil, espécie que abrange aproximadamente 100 espécies, vem sendo cultivada comercialmente desde a década de 60, sendo uma das melhores fontes para a indústria da madeira, dentre outros. Se quer saber mais sobre esse assunto continue a leitura.
Venha Comigo!

 

árvore de pinus

 

A árvore de pinus é muito importante para a economia de diversas regiões do Brasil e gera milhares de empregos diretos e indiretos em todo o país.

Estas árvores se tornaram importantes fontes de reflorestamento, fornecimento de madeira e celulose para diversas indústrias. Além disso, é claro, destaca-se o fornecimento de resinas, setor do qual a Florpinus faz parte e é um dos principais expoentes no mercado nacional.  

O que muitas pessoas, inclusive aquelas que trabalham no meio, talvez não saibam, é como essa espécie foi introduzida no Brasil e ganhou tamanha importância.

Neste artigo buscamos resgatar a história do pinus no Brasil e mostrar como essa árvore ganhou espaço no cenário florestal do país. 

 

Pós-Graduação em Inventário Florestal

 

 

Pinus no Brasil

A partir das décadas de 60 e 70, a árvore de Pinus Elliottii se tornou uma das alternativas mais interessantes para os silvicultores brasileiros, com grande presença nas florestas de São Paulo e do sul do país. Sendo uma espécie originária do sudeste dos Estados Unidos, a Elliottii se adaptou muito bem ao clima ameno dessas regiões.

Além disso, ela se adapta bem a diversos tipos de solo, exigindo menos recursos naturais para crescer que outras árvores da mesma ordem.

O Pinus Elliottii, no Brasil  é muito popular por ser um ótimo produtor de resina natural fornecendo os mais variados insumos para as indústrias nacionais.

Atualmente, a Florpinus controla todo o processo de fabricação de seus produtos, da criação das mudas de Pinus Elliottii. Passando pelo cuidado com as florestas e a extração da goma bruta das árvores, até a transformação desta nas resinas utilizadas pela indústria

 

Qualidade e Uso da Madeira

 

Características do Pinus

São árvores altas e monóicas, com folhas de dois tipos: as escamiformes, logo decíduas, e as aciculiformes, longas e em geral surgindo em fascículos de 2 a 5 acículas, geralmente 3, presas em ramos laterais curtos, de entrenós estreitos, definindo a inserção das folhas em feixes. 

 

pinus

 

Os cones masculinos são alongados, pequenos, de até 4cm de comprimento, dispostos em cachos, e os femininos são cilíndricos a quase globosos, maiores, de até 15 cm de comprimento, com escamas lenhosas, persistentes, espessadas no ápice, cada uma com duas sementes aladas que amadurecem em 2 a 3 anos.

 

Usos da árvore 

A árvore de pinus produzem madeira de baixa densidade, sendo muito utilizada para caixotaria, indústria de sapatos e lápis, e sua fibra longa é usada como celulose para produção de alguns tipos de papéis (papelão, papel pardo, etc.).

 

Extração pinus

 

Além da madeira, várias espécies fornecem resinas utilizadas para diversos fins, como componente da indústria farmacêutica, da indústria de conglomerados e de tintas.

Possuem grande valor ornamental, sendo apropriado para áreas mais extensas, embora existam também espécies de menor porte e mais compactas, muitas vezes sendo comercializadas como árvores de Natal. 

 

Espécies mais plantadas no Brasil

Espécies de árvores de Pinus vem sendo cultivadas no Brasil há mais de um século para usos múltiplos. Veja abaixo as espécies de Pinus mais plantadas no Brasil:

 

Pinus taeda

No Brasil, P. taeda é a espécie mais plantada entre os pinus, abrangendo aproximadamente um milhão de hectares, no planalto da região Sul do Brasil, para a produção de celulose, papel, madeira serrada, chapas e madeira reconstituída.

Esta espécie é plantada também em outros países para a produção de madeira destinada ao processamento industrial. P. taeda coloniza facilmente áreas abertas, o que o caracteriza como uma espécie invasora.

Tal característica predomina somente em situações onde há grande produção de sementes, ausência de predadores naturais de sementes e, principalmente, quando há luminosidade suficiente para o estabelecimento das plântulas e contato das sementes com o solo

 

Pinus taeda

 

Pinus taeda pode ser plantado no planalto das regiões Sul e Sudeste, em solo bem drenado, onde não haja deficiência hídrica. Isto inclui as partes serranas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, bem como o sul dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

 

Pinus elliotti

No Brasil, a variedade elliottii dessa espécie é a mais plantada nas regiões Sul e Sudeste, porém, em menor escala do que P. taeda, visto que sua madeira não é usada pelas indústrias de celulose e papel, e sim na produção de madeira para processamento mecânico e na extração de resina. Em comparação com P. taeda, P. elliottii apresenta as seguintes características marcantes:

  • Exsudação de resina mais abundante pelos cortes e ferimentos na madeira, ramos e acículas;
  • Acículas mais densas, longas e de coloração mais escura;
  • Cones pedunculados com escama sem espinho.

A produção brasileira de resina de P. elliottii, em grande parte, teve início no final dos anos 1970, tornando-se o maior produtor na América do Sul. Atualmente, o Brasil é o segundo país exportador de goma-resina, com uma produção em torno de 106.366 toneladas por ano.

 

Pinus Eliotti

 

Ela é indicada para plantio em toda a região Sul e Sudeste do Brasil. No entanto, a atividade de extração de resina deverá ser restrita às regiões com períodos mais prolongados de temperaturas altas do que no planalto sul, para se obter maior rendimento. 

 

Pinus caribaea var

Pinus caribaea compreende três variedades, de rápido crescimento e produtoras de madeira resinosa, de grande utilidade para o processamento mecânico.

Em condições favoráveis ao rápido crescimento, as variedades hondurensis e bahamensis apresentam alta frequência de árvores com crescimento anormal, denominado “fox-tail” (rabo-de-raposa).

 

Pinus Carebean

(Fonte: Tree-Nation, 2017)

 

Esta anomalia é caracterizada pelo crescimento somente do eixo principal da árvore, coberto de acículas, sem a formação de ramos. 

P. caribaea var. hondurensis está entre os pínus tropicais mais plantados no mundo. Ela é recomendada em toda a região tropical brasileira, devido às suas características morfológicas e silviculturais.

O plantio comercial com esta variedade tem expandido para as regiões Sudeste e Centro-Oeste e algumas áreas das regiões Norte e Nordeste, exceto no Semiárido. Sua madeira é de densidade moderada a baixa, mas de grande utilidade geral. Além disso, ela produz resina em quantidade viável para a exploração comercial.

 

As principais doenças bióticas da eucaliptocultura no Brasil

 

Pinus maximinoi

A árvore de Pinos P. maximinoi tem distribuição natural em uma série de populações disjuntas, estendendo-se desde a região central do México até a Nicarágua, em altitudes de 600 m a 2.400 m.

É uma espécie tropical de rápido crescimento que expressa melhor desenvolvimento em ambiente subtropical, em altitudes entre 800 m e 1.500 m, com precipitação pluviométrica média anual entre 1.000 mm e 2.000 mm.

No Brasil, P. maximinoi pode ser plantado em toda a região tropical e subtropical. No entanto, em locais de baixa altitude, ele tende a apresentar alta incidência de fox-tail. Esta espécie tem demonstrado alto incremento volumétrico e fuste de boa forma na região do cerrado, no sul do Estado de São Paulo, em solo arenoso.

 

Pinus oocarpa

Pinus oocarpa é uma espécie produtora de madeira com tonalidade amarelada e cerne marrom-pálido, de dureza média e alta resistência física. Em sua região de origem, ela é usada, também, para extração de resina.

Os cones de P. oocarpa são serôdios. Suas formas variam desde globosas a ovoides, com 6 cm a 10 cm de comprimento, de cor marrom-amarelada pálida a ocre e pedúnculos persistentes de 3 cm a 4 cm.

 

Pinus oocarpa
(Fonte: Flicrk, 2021)

 

As sementes têm 7 mm de comprimento, com asas de 10 mm a 15 mm. No Brasil, esta espécie é plantada para produção de madeira para processamento mecânico, na região dos planaltos tropicais.

Sua madeira é moderadamente dura e resistente, de alta qualidade para usos em estruturas, construções civis, confecção de chapas e madeira reconstituída. Além de madeira, P. oocarpa produz resina em quantidade viável para extração em escala comercial. 

 

Pinus tecunumanii

No Brasil, P. tecunumanii é uma das espécies tropicais mais valorizadas pela alta produtividade e qualidade de sua madeira.

Na região tropical brasileira, tem apresentado rápido crescimento, boa forma de fuste e baixa ocorrência de fox-tail. Porém, a sua disseminação não tem sido mais rápida devido à dificuldade de se produzir grande quantidade de sementes.

 

Pinus tecnumanii

(Fonte: Keeping It Green Nursery, 2021)

 

Na região central do Brasil, os materiais genéticos de maior crescimento são aqueles oriundos da parte meridional da sua área de distribuição natural, de altitudes em torno de 1.000 m.

Testes de procedências e progênies no Estado de São Paulo indicaram as procedências de Honduras como altamente produtivas, enquanto que as da Nicarágua têm apresentado a melhor forma de fuste.

A sua madeira apresenta características físicas mais homogêneas se comparadas com as demais espécies de pínus. Isto a torna de melhor qualidade para processamento mecânico. 

 

Conclusão

Como se vê, as plantações de árvore de Pinus têm uma grande importância para o setor florestal brasileiro. Principalmente por poderem agregar valor desde o pequeno produtor até os vários segmentos industriais como os de laminação, serraria, papel e celulose, chapas e geração de energia.

Neste artigo, citamos alguns espécies de pinos mais encontra no Brasil. Que de fato contribui de maneira direta para o setor comercial.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo sobre o tema!

 

Acácia Mangium: Entenda o que é e para que serve!

Acácia Mangium: Entenda o que é e para que serve!

De antemão, sabemos que a Acácia Mangium é usada para produção de celulose, madeira, combustível, quebra-vento, etc. Essa espécie florestal tem forte viés comercial devido a sua rusticidade, rapidez de crescimento, além de ser nitrificadora. Se quer saber mais sobre essa espécie, neste post vamos falar tudo que você precisa saber.

Venha Comigo!

 

Acácia Mangium ft1

 

Acácia Mangium

Primeiramente, a acácia mangium willd é integrante da família mimosaceae e é uma espécie natural da Austrália, Papua Nova Guiné e Indonésia. Sua madeira é utilizada na produção de celulose e móveis.

O poder calorífico da espécie (4.800 kcal/kg) torna-a adequada para a produção de energia, sendo quatro vezes mais eficiente que o uso de madeira de espécies nativas como o tradicionalmente empregado em olarias e fornos no Amazonas.

A Acácia é utilizada, além disso, como forrageira, árvore ornamental e como corta-fogo e também para a produção de mel e adesivos.

Atualmente, tem sido uma das espécies mais plantadas em países do sudeste asiático. A área de plantio, no Brasil, é estimada em cerca de 10 mil ha, para uso como celulose e energia. Se você ainda não está habituado ao nome de Acacia Mangium, saiba que ela também tem seus apelidos, mais conhecidos, como:

  • Acácia-Australiana;
  • Cássia;
  • Ou, simplesmente, Acácia.

 

 

Ocorrência da espécie

Nativa do norte do Estado de Queensland, na Austrália, Papua Nova Guiné e ilhas de Irian Java e Molucas, na Indonésia.
As latitudes da área de distribuição estão compreendidas entre 1° a 19° S, e as principais populações se encontram a uma altitude que vai desde a próxima ao nível do mar até os 100 m, com um limite superior conhecido de 720 m.

 

acácia-mangium

 

No Brasil, a espécie se desenvolve bem em solos secos, de baixo a média fertilidade e que possuam baixo nível de alumínio (ideal que o solo não possua alumínio).

 

Características

A Acácia é uma árvore de grande porte (até 30 metros de altura) e possui um tronco reto, que pode ter metade da altura total da árvore. O tronco tem cor cinza-pardo, com casca saliente.
Além disso, possui ramas  finas, horizontais, espaçadas, que formam uma copa ovalada com folhagem densa. As flores encontram-se em espigas soltas com 10 centímetros de comprimento, solitárias ou unidas.
Os frutos são do tipo vagem, espirados ou torcidos, marrons, curtos, com sementes pretas, pequenas, pendentes e lineares.

 

Qual o valor das mudas da Acácia?

As mudas da Acácia Mangium crescem 32 centímetros por mês e, quando o plantio é planejado, ela pode facilmente ser intercalada com outras espécies, como feijão, milho, arroz, soja, etc.
O preço são os mesmos praticados em toda região brasileira, ultrapassando os 500 reais por m³.

 

Características da madeira

A madeira da Acacia mangium apresenta densidade básica que varia de 420 a 500 kg/m³, considerada dura, de cerne marrom-claro e alburno creme-claro, podendo ser facilmente serrada, aplainada, polida, colada, pregada e receber tratamento preservativo como o CCA para aumentar sua durabilidade em contato com o solo.
O aproveitamento da madeira é direcionado, principalmente, para polpa de celulose. Porém, a espécie possui aptidão para produção de moirões, construção civil, além de possibilitar a produção de carvão e outros produtos como MDF, aglomerados e compensados.

 

madeira-acácia-mangium
(Fonte: Arbo Centrer,2021)

 

Na forma natural, é muito utilizada para produção de madeira serrada e lenha devido a densidade de sua madeira. Em plantios silviculturais, existem estudos que podem levar ao aproveitamento de movelaria de baixo custo.

Essa madeira é largamente utilizada nas indústrias de base florestal para a fabricação de papel e celulose; móveis de excelente qualidade, portas, carvão, madeira-cimento, aglomerados, laminados, tábua de fibra de madeira e muito mais.

Pode ser utilizada suas folhas para alimentação bovina, possui 41% de proteína em suas folhas. Sendo aproveitado também o mel extraído das folhas e flores, da própolis, da cera, da geleia real e da forragem. Sua madeira é utilizada na fabricação de móveis, papel, portas, carvão, MDF, aglomerados, laminados e moradias.

 

Qualidade e Uso da Madeira

Principais usos da Acácia Mangium

Acácia Mangium traz retorno garantido em diversas atividades, vamos conferir algumas: 

 

Proteção contra erosão

O plantio de Acacia mangium atende a reposição florestal exigida por lei, protege as terras contra a erosão e garante a manutenção das nascentes e fontes de água, além de constituir um patrimônio de fácil e rápida liquidez.
Sua rusticidade e rápido crescimento possibilitam o aproveitamento e a recuperação das terras impróprias para a agricultura, enquanto a sua floresta cresce até 63m 3 /ha.ano, em condições ideais, oferecendo a perspectiva de suprimento contínuo de madeira na fazenda e nas indústrias de base florestal, rendendo divisas e contribuindo para a preservação das florestas naturais.

 

Sequestro de carbono

O carbono sequestrado pela floresta de Acacia mangium está sendo vendido para empresas poluidoras da América do Norte e Europa, ao preço de US$ 20 a US$40.00/tonelada, a exemplo daquilo que é praticado atualmente na bolsa Climática de Chicago (EEUU).

Estudos realizados no Vietnam, onde a espécie é intensamente cultivada, mostraram que a espécie foi capaz de fixar 23.3 toneladas de CO2 por hectare/ano, contra 10 a 12 toneladas sequestradas pela maioria das espécies de eucalipto cultivados no Brasil.

 

floresta-de-acácia
(Fonte: Mercados, 2021)

 

Neste país, o processo de comercialização de sequestro de carbono nas bolsas de valores de São Paulo e Rio de Janeiro encontram-se parcialmente regulamentado para entrar em operação, brevemente.
Vale lembrar que o Brasil é um país tropical com elevado foto período anual, possui clima favorável ao cultivo de essências florestais, portanto com elevado potencial para a exploração comercial do sequestro de carbono.

 

Fonte inesgotável de produtos apícolas

A apicultura em áreas de florestas plantadas no Brasil tem mostrando ser uma atividade empresarial lucrativa e atraente.
Em povoamentos de Acacia mangium, a exploração melífera é muito lucrativa por ser uma espécie florestal de rápido crescimento e constituir uma excelente fonte de alimento para as abelhas, além disso, permite que os apicultores reduzam os custos de produção: por evitar a apicultura itinerante ou migratória e devido ao fato que que não há necessidade de alimentar as abelhas na época seca do ano.

 

mudas-de-acácia
(Fonte: Viveiro Ambiental, 2021)

 

A produção de néctar inicia-se quatro a cinco meses após o plantio das mudas no campo, podendo variar com o clima onde for plantada.

 

Proteína e forragens para animais

Da casca da árvore pode-se explorar o tanino para indústrias de couro, fabricação de colas e adesivos, branqueamento de açúcar e purificação de água (floculante), cujo tanino poderá ser comercializado junto aos curtumes, empresas fabricantes de colas; usinas açucareiras e empresas de tratamento de água e esgoto, resultando em rendas adicionais e benefícios ambientais.
Suas folhas possuem 41% de proteína são muito apreciadas por bovinos, ovinos e caprinos, constituindo excelente fonte forrageira, razão porque são utilizadas na produção de forragem para alimentação dos animais no período seco do ano. Estas somente poderão ser usadas por ocasião das podas dos galhos; dos desbastes das árvores ou durante o corte final da floresta.

 

Casa e móveis de madeira

O uso de casas de madeira pelos brasileiros data da época imperial, por serem resistentes, duráveis, confortáveis e principalmente, por serem de baixo custo.

 


(Fonte: Vimade, 2021)

 

A densidade básica da madeira é considerada elevada, permitindo o perfeito uso na fabricação de móveis, bem como suas fibras são curtas, o que a qualifica como ótima para produção de celulose e papel.
Atualmente, o plantio de Acacia Mangium devidamente planejado, permite a perfeita intercalação de culturas agrícolas como o feijão, milho, arroz, soja, amendoim etc., nos dois primeiros anos.

 

As principais doenças bióticas da eucaliptocultura no Brasil

 

Conclusão

Em síntese, essa espécie florestal  tem um forte viés comercial devido a sua rusticidade, rapidez de crescimento e por ser nitrificadora.

Isso significa que o cultivo da Acácia Mangium tem grande importância econômica, social e ambiental para a modernidade. Conforme visto acima, ela pode ser utilizada de diversas formas.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo sobre o tema!

 

Conheça as 5 maiores Fábricas de Papel do Brasil!

Conheça as 5 maiores Fábricas de Papel do Brasil!

Nesse texto vamos te mostrar as maiores fábricas de papel do Brasil!

A cadeia produtiva de celulose e papel é de grande importância na economia brasileira, devido ao impacto significativo que a mesma exerce sobre inúmeras outras cadeias produtivas.

Esta cadeia se destaca por suas fábricas modernizadas, pela qualificação de profissionais, florestas altamente produtivas e a um trabalho que respeita os critérios de sustentabilidade.

Ela é composta, basicamente, pela produção e extração da madeira, fabricação da celulose e fabricação do papel.

 

 Fábricas de Papel

 

O setor de Papel e Celulose no Brasil

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de produtores de celulose. Só perde para os Estados Unidos. Dois fatores ajudam o país no setor: condições climáticas favoráveis e baixo custo da produção.

O Brasil possui 7,84 milhões de hectares plantados de eucalipto, pinus e outras espécies. A celulose de fibra curta vem das florestas de eucalipto.

Já a celulose de fibra longa vem das de pinus. No Brasil, 85% da produção de celulose é de fibra curta. A indústria brasileira de celulose e papel caracteriza-se por sua robustez e eficiência gerencial e tecnológica.

Ela é encarada como um setor organizado, forte e com alto viés competitivo em função de sua atuação exportadora para exigentes mercados globais, como América do Norte, Europa, Ásia e América Latina.

 

 Fábricas de Papel

 

4 Maiores empresas do setor de papel no Brasil

Veja abaixo as maiores empresas de papel e celulose do Brasil, vamos lá?

 

Klabin Monte Alegre

Fábrica da Klabin Monte Alegre, localizada na cidade de Telêmaco Borba, PR, foi inaugurada em 1946, é a maior produtora de papéis de fibra virgem para embalagens da América Latina e uma das dez maiores produtoras de papel cartão de fibra virgem do mundo.

 

 Fábricas de Papel      

A quarta maior do mundo em produção de papel cartão para líquidos (LPB) e a única no Brasil a oferecer esse produto. Toda a gestão da empresa está orientada para o Desenvolvimento Sustentável, buscando crescimento integrado e responsável, que une rentabilidade, desenvolvimento social e compromisso ambiental.

Produz kraftliner e papel cartão para embalagens e comercializa toras de eucalipto e pinus. Capacidade de produção de mais de 1 milhão de toneladas de papéis por ano.

 

As principais doenças bióticas da eucaliptocultura no Brasil

 

Suzano

A Suzano é a primeira empresa no mundo a produzir celulose e papéis com 100% de fibra de eucalipto em escala industrial.

A Suzano, unidade em Suzano, fábrica adquirida em 1956 por Leon Feffer da Indústria de Papel Euclides Damiani. Nesta unidade foi instalada uma planta piloto para a produção de celulose de eucalipto.

 

 Fábricas de Papel      

Hoje, o trabalho da Suzano Papel e Celulose é voltado para o desenvolvimento de aplicações, visando a escalabilidade da produção e a comercialização futura dos seguintes materiais:

  • Celulose microfibrilada: usados em papéis, tintas, cosméticos e tecidos.
  • Celulose solúvel e açúcares derivados: usados em tecidos e na indústria química em geral.
  • Biocompósitos: aplicação em diversas indústrias, como automotiva, de embalagens e bens de consumo.
  • Bio-óleo: óleo de aquecimento e biopetróleo.
  • Lignina: utilizada nos segmentos de resinas fenólicas, elastômeros e termoplásticos

A unidade localizada em Limeira, SP tem capacidade de produção de celulose de 400.000 ton./ano, e também produz papéis de imprimir e escrever, com capacidade de 390.000 ton./ano.

Já a unidade de Mucuri, BA, a fábrica tem capacidade de produção de 1.800.000 ton./ano de celulose e 250.000 ton./ano de papel de imprimir e escrever. Recentemente inaugurou uma máquina de produção de papel tissue, com capacidade de 60.000 ton./ano.

 

fábricas de papel

 

Westrock 3 Barras

Fábrica localizada na cidade de 3 Barras, SC. Fabrica papel kraft para embalagens. Capacidade de produção de 350.000 ton/ano de celulose e 500.000 ton/ano de papel.

 

 Fábricas de Papel      

No Brasil a empresa conta com 2.200 funcionários e possuímos uma estrutura integrada com 54 mil hectares de florestas para produção de nossas fibras, uma unidade de produção de papel e 4 plantas de conversão de papelão ondulado.

 

International Paper, unidade Mogi Guaçu

International Paper é uma fábrica de papel estadunidense do ramo de papel e celulose constituída em 1898 através da aquisição de diversas empresas do setor.

A sede global da empresa está em Memphis, no Tennessee mas está presente em diversos países do mundo. No Brasil, sua principal planta industrial está em Mogi Guaçu – SP, na região de Campinas.

 

 

A International Paper tem como princípios buscar a sustentabilidade, protegendo os:

  • Ecossistemas naturais e a biodiversidade;
  • Assegurar o manejo sustentável das florestas por ela plantadas;
  • Buscar a otimização do uso de recursos para promover uma melhoria contínua de seus processos;
  • Despertar o interesse das futuras gerações no que diz respeito à necessidade e à importância da conservação do meio ambiente.

 

Trombini Fraiburgo

Localizada na cidade catarinense de Fraiburgo, é uma fábrica de papel que produz papéis para sacos industriais e kraftliner. Tem capacidade de produção de celulose de 100.000 ton./ano e 180.000 ton./ano de papel.

Aos 21 anos de suas atividades, a Trombini tomou um passo ousado e definitivo para o rumo dos seus negócios. Em 1962, ingressou no segmento industrial, transformando chapas de papelão em caixas.

 

     

Essa decisão acompanhou o ritmo econômico do Brasil e a alta demanda no consumo de sacos multifoliados pacotes com mais de uma camada de papel e embalagens de papelão ondulado.

A transição de comercializadora para indústria foi motivada ainda pela vontade de atender às necessidades dos clientes em qualidade de serviço e produto

A Trombini adota como estratégia ambiental o monitoramento contínuo de suas atividades industriais, através de diagnósticos permanentes das áreas nas quais atua.

As responsabilidades social e ambiental integram as políticas de gestão da empresa e a ajudam a construir e a manter sua trajetória de êxitos.

 

Conclusão

Nos últimos anos o Brasil se consolidou como o segundo maior produtor mundial de celulose.

Novos e importantes projetos foram inaugurados, acrescentando uma quantia expressiva de celulose no mercado internacional.

Com tudo neste artigo podemos conhecer as principais fábricas de papel do Brasil. Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário

 

 Fábricas de Papel

Acácia Negra: Entenda o que é e para que serve!

Acácia Negra: Entenda o que é e para que serve!

Essa é uma árvore ornamental e tem o fruto em forma de vagem torcida. Ela pode crescer até 6 metros de altura e possui 4 metros de diâmetro. As folhas são pequenas e lineares. Mas, você sabe para que serve a Acácia Negra?

Descubra!

 

ACÁCIA NEGRA

 

Acácia-negra

Uma das espécies vegetais exóticas que se destacam economicamente no Rio Grande do Sul é a Acacia mearnsii, conhecida popularmente como acácia-negra.

Essa planta apresenta uma grande importância socioeconômica, principalmente, na região do Vale dos Sinos, onde é estimado que de 40 mil famílias vivam dessa cultura.

No Brasil, a plantação de acácia-negra tem característica multifuncional, ou seja, tem ação recuperadora dos solos de baixa fertilidade, através da fixação de nitrogênio, permite o plantio consorciado de culturas agrícolas e presta-se à criação de gado em seu interior. De suas árvores, utiliza-se a casca e a madeira, para fins industriais.

 

ACÁCIA NEGRA

 

Benefícios de Cultivo

O cultivo de florestas de acácia-negra se tornou uma atividade econômica atrativa, por gerar benefícios para diversos produtores, destacando-se:

  • Geração de renda;
  • Redução da jornada de trabalho;
  • Aproveitamento de áreas com uso restrito para agricultura;
  • Integração com outros cultivos agrícolas e com a pecuária.

 

Características da Acácia Negra

As 1.200 a 1.300 espécies do gênero Acacia (Família Mimosácea) estão distribuídas naturalmente pelo mundo, exceto na Europa e Antártida. O gênero é característico de regiões.

Acacia mearnsii De Wild, ou acácia-negra, ocorre naturalmente no sudeste da Austrália, especialmente na região costeira, em declives adjacentes aos planaltos da região de Sydney, no Estado de Nova Gales do Sul, até o extremo sudeste do Estado da Austrália do Sul e em áreas de baixa e média altitude do Estado da Tasmânia.

 

ACÁCIA NEGRA

     

A folhagem adulta é de cor verde-escura, daí o nome acácia-negra, com brotos suavemente amarelos. As folhas são bipinadas, com 8 a 21 pares de pinas, cada um com 15 a 70 pares de folíolos. Estes medem 1,5 a 4,0 mm de comprimento por 0,5 a 0,7 mm de largura.

A folhagem das mudas apresenta de 4 a 8 pares opostos de pinas, de coloração verde-escuro, e cada pina é formada por 20 a 25 pares de folíolos oblongos. As inflorescências são panículas terminais hermafroditas, de cor amarelo-creme.

 

Importância Econômica

O plantio da acácia negra é economicamente importante para as propriedades pequenas nas regiões de plantio, especialmente no Rio Grande do Sul, onde cerca de 60% da produção é realizada por pequenos produtores que plantam e colhem a acácia na entressafra e associada a outras produções.

Para muitos produtores é a principal fonte de renda rural, e para outros ainda, o plantio de acácia é a atividade principal.

 

ACÁCIA NEGRA

 

Mesmo considerando-se apenas o processo de produção primária do ciclo da acácia, que é o preparo do solo, o plantio, a trato da cultura, o descascamento, a derrubada, o corte e o baldeio da madeira e da casca, o cultivo da acácia é responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos e o sustento de muitas famílias que vivem da cultura da acácia.

 

Importância Ambiental

A produção de acácia-negra também é muito importante do ponto de vista ambiental sob o ponto de vista ambiental, pois o cultivo de acácia é responsável pela incorporação ao solo de matéria orgânica além de fixar nitrogênio atmosférico.

Estas duas capacidades da cultura da acácia são responsáveis pela manutenção e proteção produtiva do solo, no entanto é fundamental o estudo do ciclo de nutrientes em cada região, pois a alternância entre plantio e colheita podem comprometer o ciclo de nutrientes e a produtividade.

 

 

Utilizações comerciais desta espécie

Agora vamos ver a utilizações comerciais das partes descartadas desta espécie vegetal. Vamos lá?

 

Cascas de Acácia Negra

A casca dessa espécie vegetal é muito conhecida como uma importante fonte de taninos. Estes metabólitos secundários são compostos produzidos por certas espécies vegetais, com o intuito de proteger a planta contra o ataque de animais e insetos.

 

ACÁCIA NEGRA

 

Os taninos são notoriamente conhecidos pela capacidade em precipitar proteínas. Desta forma, são muito empregados na indústria coureira, no curtimento de couros e peles, permitindo maior resistência do couro frente às abrasões.

Os taninos obtidos das cascas da acácia-negra também são empregados nas mais diferentes finalidades, como na perfuração do solo para exploração petrolífera, na produção de agentes anticorrosivos, na indústria de cana de açúcar e álcool, na produção de sanitizantes, na clarificação de cervejas e vinhos.

 

Madeira de Acácia Negra

A madeira vem tendo destaque por ser mais rentável, já que é exportada em quase sua totalidade como cavacos para as indústrias de celulose Kraft no Japão.

     

A madeira de acácia-negra é matéria-prima de qualidade não apenas para a fabricação de celulose, mas também de rayon (seda artificial), papel, chapas de aglomerados e energia (carvão vegetal e carvão ativado).

 

Folhas e flores de acácia-negra

Quantidades importantes de nutrientes podem retornar ao solo pela deposição das folhas e das flores sobre ele, principalmente pela capacidade de fixar nitrogênio atmosférico, assim fertilizando e recuperando solos degradados e permitindo o cultivo consorciado da acácia negra com as culturas agrícolas e silviculturas.

 

     

As folhas são mais predominantes na serrapilheira devolvida ao solo do que as flores, mas isso se deve em parte à sazonalidade das flores, que não estão presentes o ano todo.

As folhas são ricas em nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio e magnésio, as flores apresentam esses mesmos nutrientes, porém em menores quantidades.

 

Conclusão

Portando, o cultivo da acácia negra tem grande importância econômica, social e ambiental para a sociedade moderna.

A facilidade com que a planta se adapta a locais com diferentes características de solo e seu rápido crescimento fazem com que ela seja muito utilizada. Sendo todas suas partes aproveitadas e reaproveitadas para as mais diversas finalidades.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigos!

 

ACÁCIA NEGRA

Dendrometria e inventário florestal: relação e importância!

Dendrometria e inventário florestal: relação e importância!

Dendrometria e inventário florestal são ferramentas e áreas do conhecimento indispensáveis para os que desejam trabalhar com recursos florestais, podendo ser aplicados para os mais variados objetivos.

 

Dendrometria e inventário florestal

 

A dendrometria e seus sinônimos (dasometria, silvimensuração, medição florestal, mensuração florestal e silvimetria) se tratam da mesma área do conhecimento que apresenta ferramentas para a obtenção dados de espécies florestais.

Com esses dados é possível realizar a estimação de recursos florestais de um único indivíduo ou população, seja para fins comerciais ou de pesquisa.

E com acrescente escassez de recursos florestais faz se ainda mais necessário o uso de técnicas e métodos de mensuração de maior precisão, sejam eles madeireiros ou não madeireiros.

 

Dendrometria e inventário florestal

 

Então, seja para um empreendimento florestal a ser implantando ou auxiliar nos processos de comercialização de recursos florestais a dendrometria e os inventários florestais são necessários.

Assim se você quer entender ou relembrar o que é a dendrometria e sua relação com inventários florestais, não deixe de conferir esse texto na íntegra.

 

O que é dendrometria?

Dendrometria é um ramo da ciência florestal que surge da necessidade humana de medir, estimar e determinar quantitativamente os recursos florestais de uma área.

Onde a própria etiologia do termo aponta para isso, onde dentro referente a árvore e metria é referente a medida.

Quando falamos de dendrometria é indispensável ou recomendo estar em dia com conceitos básicos de matemática e estática.

Assim como saber os aspectos básicos e importantes da biologia da espécie vegetal que se deseja estudar, pois isso contribui tanto para os trabalhos de campo quanto para a formulação das questões do que se deseja avaliar.

Com os objetivos traçados e trabalhando de forma interdisciplinar com essas áreas do conhecimento podemos adequar os parâmetros a serem medidos e suas respectivas técnicas de amostragem.

Alguns desses métodos de amostragem que podem ser utilizados na dendrometria e nos inventários florestais serão abordos em textos futuros.

 

As principais doenças bióticas da eucaliptocultura no Brasil

 

Mas, mesmo assim vou apresentar aqui duas medidas bem conhecidas e importantes para muitos trabalhos que envolvem a dendrometria e os inventários florestais.

Essas medidas são conhecidas pelas siglas DAP e DAB, onde a primeira é referente ao diâmetro da altura do peito e para o caso da segunda sigla o (B) refere se a basal.

Nesses dois casos com o próprio nome da medida já dá para ter uma ideia de como e onde ela tem que ser tirada.

 

O que é inventário florestal?

Em uma visão mais simples podemos dizer que inventários florestais são uma ferramenta de “contagem de árvores” em uma dada área.

Mas, inventario florestal é um conceito e ferramenta muito além disso e está fortemente associado a dendrometria.

Assim os inventários florestais podem ser melhor entendidos pela junção das técnicas de coleta de dados quanto aos recursos florestais em uma determinada área. Sejam dados de caráter quantitativos e qualitativos.

Podendo assim facilmente responder perguntas relacionados ao o que tem e quanto tem de recurso floresta na área de interesse.

Para a realização um inventário florestal é necessário se aplicar os conhecimentos e técnicas da dendrometria.

Mas adicionalmente para isso também é importante se ter alguns conhecimentos previstos da área de estática.

 

Dendrometria e inventário florestal

 

Desde coisas mais simples como a definição de uma amostra, repetições mínimas, separação em bloco, até processo mais cuidados e refinados de processamento dos dados.

Pois, estimar qualquer parâmetro que seja é algo que está sujeito a uma série de erros cometidos logo no momento da amostragem.

Sendo o conceito de amostram muito importante para viabilidade de muitas metodologias. Já imaginou ter que literalmente contar todas as árvores de uma área muito extensas, certamente levaria muito tempo.

Mas nada vai adiantar também se sua amostra não for significativa do todo da população que se deseja analisar.

 

 

Importância e aplicações da dendrometria e de inventários florestais

Com os avanços de pesquisas e tecnologias nessas duas áreas, os inventários já não se limitam a estimativa de volume de madeira que pode ser aproveitado.

Podem cada vez mais ser aplicada junto a outras áreas do conhecimento, como estudo de conservação, fluxo gênico, biologia reprodutiva, manejo ecológico de recursos florestais, entre outras.

Um inventário florestal deve ser realizado periodicamente sendo essencial para o planejamento  das atividades a serem realizadas em uma floresta.

Seja ela para fins comerciais, preservação e/ou recuperação de áreas degradadas.

Assim como, a importância da dendrometria também está ligada pode estar relacionada a outras áreas do conhecimento. Como a fotogeometria, foto-interpretação, geoprocessamento, silvicultura e o próprio inventário florestal.

O Brasil possui papel de destaque com a crescente preocupação relacionada a questões das mudanças climáticas, como o desmatamento na Amazônia, destruição de ecossistemas e perda da biodiversidade.

O que faz das ferramentas presentes na dendrometria e nos inventários florestais fortes aliadas na mitigação de tais impactos ambientas.

Também em melhores tomadas de decisões eco-sustentáveis.

 

Conclusão

Espero que após a leitura desse artigo tenha ficado mais claro do que se trata a dendrometria e um inventário florestal, assim como a relação entre eles.

Além de ter conferido as outras áreas possíveis de se aplicar os conceitos e ferramentas da dendrometria e de inventário florestal.

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Dendrometria e inventário florestal

Código Florestal Brasileiro: Saiba o que é e sua importância!

Código Florestal Brasileiro: Saiba o que é e sua importância!

É do interesse de nossa sociedade que a administração pública, bem como os cidadãos, se empenhem com vigor no combate ao desmatamento ilegal e que, na medida do possível, estimulem os agricultores a não desmatar áreas legalmente passíveis de uso alternativo do solo. Com isso preparamos esse artigo para explicar o que é e a importância do Código Florestal Brasileiro.

Venha Comigo!

 

Código Florestal Brasileiro

 

A legislação ambiental brasileira, considerada por muitos como uma das melhores do mundo, na realidade é bastante complexa. Um país continental como o nosso não pode ter tratamentos iguais para situações regionais tão adversas.

É fato que uma República Federativa, deve possuir princípios básicos para nortear e estabelecer regras gerais, que jamais poderão ser descumpridas por qualquer de seus entes federados.

No entanto, é óbvio também que não se pode ter a pretensão de se esgotar todas as peculiaridades pontuais em um único instrumento normativo, que atenda dos pampas a Amazônia. Levando-se em conta ainda o histórico característico da ocupação antrópica de cada bioma brasileiro.

Neste post trouxemos o princípio do Código Florestal Brasileiro.

 

Pós-Graduação em Inventário Florestal

 

O que é o código Florestal Brasileiro?

Código Florestal é a lei que institui as regras gerais sobre onde e de que forma a vegetação nativa do território brasileiro pode ser explorada. Ele determina as áreas que devem ser preservadas e quais regiões são autorizadas a receber os diferentes tipos de produção rural.

 

Código Florestal Brasileiro

 

O primeiro Código data de 1934, e, desde então, sofreu modificações importantes como em 1965, que o tornaram mais exigente. Sua última encarnação foi aprovada em maio de 2012 e objeto de intensa batalha no Congresso, que reduziu a proteção ambiental das versões anteriores.

A lei prevê alguns instrumentos do Programa de Regularização Ambiental (PRA), são exemplos:

 

A importância do Código Florestal Brasileiro

A nossa agricultura se modernizou e tem obtido importantes ganhos de produtividade, devido a pesquisa e ciência.

É do interesse de nossa sociedade que a administração pública, bem como os cidadãos, se empenhem com vigor no combate ao desmatamento ilegal e que, na medida do possível, estimulem os agricultores a não desmatar áreas legalmente passíveis de uso alternativo do solo.

Isto somente se faz com o estabelecimento de confiança entre todas as partes envolvidas e com o firme comprometimento com a manutenção do NCF. Tal como se encontra, pois fruto de um amplo acordo nacional que ainda pode dar excelentes frutos, se for tratado com a seriedade que merece.

 

Diagnose de doenças florestais causadas por fungos

 

Principais alterações do novo Código Florestal

O novo Código Florestal traz inúmeras mudanças em relação ao Código antigo. Veja a seguir:

 

Áreas de Preservação Permanente (APPs)

São locais vulneráveis, como beira de rios, topo de morros e encostas, que não podem ser desmatados. Atualmente, produtores devem recompor 30 metros de mata ciliar para rios com até 10 metros de largura.

O texto prevê redução para 15 metros de recuperação de mata para rios com largura de até 10 metros – a mudança foi feita na Câmara.

 

Código Florestal Brasileiro

 

A novidade no Senado foi a obrigação, aos proprietários com até quatro módulos fiscais o módulo varia entre estados de 20 a 440 hectares, de não exceder a recuperação em 20% da área da propriedade.

Para propriedades maiores que quatro módulos fiscais em margem de rios, os conselhos estaduais de meio ambiente estabelecerão as áreas mínimas de matas ciliares. Respeitando o limite correspondente à metade da largura do rio, observando o mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros.

 

Conversão de Multas

Produtores rurais com propriedade de até 4 módulos fiscais, autuados até julho de 2008, poderiam converter multas com reflorestamento, de acordo com o texto aprovado pela Câmara. Com a nova redação, estes benefícios passam a valer também para os grandes proprietários rurais que desmataram até julho de 2008.

 

Pequenos Produtores

De acordo com a Agência Senado, a pequena propriedade ou posse rural familiar poderá manter cultivos e outras atividades de baixo impacto ambiental em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de reserva legal, desde que o imóvel esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que as atividades sejam declaradas ao órgão ambiental.

O registro da reserva legal no CAR será gratuito para as unidades rurais familiares. O CAR estabelece prazo de um ano, prorrogável uma única vez por igual período, para que os donos de terras registrem suas propriedades nesse cadastro.

O cadastro servirá para armazenar informações ambientais de todas as propriedades rurais. Essa base de dados servirá para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.

 

Principais estudos ambientais.

 

Incentivos Econômicos

Houve também ampliação dos mecanismos de incentivos econômicos ao produtor rural para garantir a preservação do meio ambiente: pagamento ao agricultor que preserva matas nativas, conservar a beleza cênica natural, conservar a biodiversidade, preservar a regulação do clima, manter a Área de Preservação Permanente (APP) e de reserva legal.

 

A favor ou contra o novo código florestal?

Como é de se esperar em toda discussão de mudança, muitas entidades são contra, muitas são a favor e muitas são neutras em relação as mudanças no Código Florestal. Veja abaixo:

 

Código Florestal Brasileiro

 

Os principais opositores do Novo Código Florestal são os Ambientalistas e também uma boa parte dos profissionais de Engenharia Ambiental.

Estes profissionais afirmam que a nova proposta vai abrir caminho para que muita área verde seja destruída e que a flexibilização das Leis Ambientais vai favorecer grandes fazendeiros interessados somente em lucro.

A questão dos pequenos produtores não precisarem mais de manter uma reserva legal, por exemplo, vai fazer que muitos deles, movidos pela ganância, acabem destruindo toda a área verde de suas propriedades, causando um forte desequilíbrio.

Os ambientalistas afirmam que o Código Florestal Brasileiro, apesar de ser rígido, é adequado à nossa realidade, já que o Brasil tem amplas reservas naturais e uma grande biodiversidade.

 

A favor ao novo código

Os principais defensores do Novo Código Florestal Brasileiro são os ruralistas e fazendeiros de um modo geral.

Os ruralistas, que por sinal em grande parte são também fazendeiros, são aqueles que estão na Câmara dos Deputados e Senado para defender os interesses dos produtores rurais.

Representando um dos principais setores da Economia do Brasil, a Agricultura, os ruralistas são a favor do novo Código Florestal, pois ele vai liberar novas áreas para plantar.

Se apoiam no fato de que o Código Florestal Brasileiro é um dos mais rígidos do mundo (e realmente é) e que uma flexibilização traria muitos benefícios econômicos e sociais, tais como maiores lucros e produção de mais comida.

 

Conclusão

O Novo Código Florestal abrange pontos considerados extremamente polêmicos, especialmente por conta da diferença entre os interesses dos ruralistas e ambientalistas.

Entretanto, vários problemas podem surgir com o tempo, uma vez que houve uma prevalência dos benefícios singulares em detrimento dos benefícios coletivos. Com isso, é inegável que se tem mais vantagens para explorar do que para conservar o meio ambiente.

 No momento em que se tem determinados benefícios individuais, há uma sensação que o código favorece a população. Pois é mais fácil perceber essa benesse. Entretanto, com o tempo, os prejuízos tendem a aparecer, de modo difuso e bem mais difícil de serem identificados.