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Milho para silagem: 7 Dicas para alcançar a alta produtividade!

Milho para silagem: 7 Dicas para alcançar a alta produtividade!

A silagem de milho é um componente muito importante na alimentação de bovinos. Além do grande volume de nutrientes, de fácil digestão e ricos em energia, garante reservas para as épocas mais secas do ano, principalmente no semiárido. Mas, afinal, como produzir milho para silagem de forma correta?

 

Silagem

 

É de extrema importância analisar, controlar e assegurar um alimento de boa qualidade para garantir maiores retornos positivos para a fazenda leiteira.

Uma excelente opção é a silagem de milho, um alimento nobre na alimentação de bovinos de leite por conter bons níveis de nutrientes solúveis.

Quando se fala em plantar a cultura do milho, o planejamento da lavoura deve iniciar de forma correta. Sempre deve-se seguir as orientações agronômicas levando em conta as características da região como altitude, solo, clima, etc e do período de cultivo.

 

 

Etapas importantes da produção de milho para silagem

Alguns cuidados podem influenciar na produção do milho para silagem, por isso é necessário que o produtor esteja atento em alguns pontos. Sendo eles:

 

1º Dica – Defina a área de cultivo

Antes de qualquer iniciativa, deve ser definida a área em que será cultivado o milho para a silagem na propriedade. Essa é uma importante medida para o planejamento, uma vez que é estratégica em razão de alguns fatores.

O tamanho da área a ser utilizado para o plantio do milho se dá em função da necessidade de silagem. Assim, é preciso saber a quantidade de material que deverá ser levada para o silo e, com base na produtividade esperada, define-se a extensão necessária.

 

Área para plantio de milho

(Fonte: Canal Rural, 2020)

 

Quanto mais próxima a área de cultivo estiver dos silos que receberão a produção, menores os custos com transporte e mais eficientes as operações. Assim, sempre que possível, as áreas nas proximidades dos silos, desde que atendam aos aspectos apontados, devem ser privilegiadas para a produção.

 

Solos no Brasil

 

2º – Época de plantio

Estudos demonstram que plantios tardios geram menor quantidade de espigas e de grãos, plantas estioladas, falhas de polinização, maior presença de mato, de pragas e de doenças pelas altas temperaturas com umidade, além de grande possibilidade de seca no florescimento ou no enchimento.

Tudo isso faz o rendimento de matéria seca cair significativamente. Portanto, a melhor época de plantio de milho para silagem é a mesma recomendada para o melhor desempenho da cultivar em uso para grãos.

O que você pode fazer é utilizar uma cultivar de ciclo longo de enchimento ou de maturação para ampliar a janela de colheita.

 

3º – Prepare bem o solo

Preparar o solo antes do plantio é fundamental para garantir bons resultados. É necessário avaliar sua fertilidade, características físicas e limpar o local, eliminando todos os restos de outras plantações ou seja, fazer uma análise.

preparação do solo

 

O objetivo da utilização da análise de solo é dar uma orientação do que já existe e determinar o que necessita ser corrigido, dando emprego à utilização de fertilizantes e calcário.

 

4º – Escolha a cultivar

A opção por um cultivo mais adequado dentre os disponíveis no mercado é essencial para a obtenção de alta produtividade.

Do mesmo modo, uma silagem de boa qualidade obtida no final do processo também pode ser afetada pela escolha do híbrido mais adaptado às condições locais Para esse fim, devem ser consideradas algumas características, como:

  • Adaptação às condições de solo e de clima local;
  •  Adaptação à época de cultivo;
  • Produtividade de matéria seca;
  • Resistência às principais pragas e doenças;
  • Resistência ao acamamento;
  • Pouco stay green (tendência a continuar verde, mesmo após o enchimento dos grãos);
  • Tamanho e profundidade dos grãos;
  • Alta digestibilidade das fibras.

A possível diferença de preço de uma cultivar que ofereça o máximo de qualidades desejadas para outras mais baratas é significativamente compensada com os resultados obtidos.

Assim, vale investir na semente adequada, pois a produtividade e o resultado nutricional obtidos serão vantajosos, como na escolha dos melhores insumos.

 

5º – Plantio do milho para silagem

Com o solo preparado e as sementes selecionadas, é hora de iniciar o plantio. E saiba que, na produção de milho para silagem, você pode usar uma densidade 10% maior, variando de 50.000 a 60.000 plantas por hectare. Então abra sulcos com espaçamento entre linhas de 70 cm a 90 cm.

 

Plantação de milho

(Fonte: Suino.com, 2020)

 

Mas, se o solo da sua propriedade for muito pesado (argiloso), adote um espaçamento maior, de cerca de 100 cm entre linhas. Dessa maneira, você vai diminuir o trânsito de máquinas durante o cultivo e a colheita, o que faz com que o solo fique menos compactado.

Neste caso, aumente o número de sementes no plantio. Regule a plantadeira de modo a usar cerca de 20% de sementes a mais na hora da semeadura

 

6º – Cuidados

Nos primeiros 50 dias após o plantio, mantenha a área de cultivo limpa e livre de plantas daninhas. Esse período é crucial para que essas plantas não afetem significativamente a produção.

Além disso, faça vistorias diárias para evitar a infestação de pragas e de doenças no milharal. Quando necessário, opte pelo controle biológico de pragas e pelo uso de produtos naturais.

 

Fungos causadores de doenças em plantas.

 

7º – Colheita

Faça a colheita quando os grãos estiverem no estádio farináceo. Neste ponto, as plantas apresentam excelente teor de matéria seca nutritiva para os animais.

Para ter certeza que as espigas estão no ponto ideal, observe a linha do leite nos grãos. Aquela linha que separa a camada mais dura da camada mais macia dos grãos de milho, sabe?

 

Ponto de colheita

(Fonte: MilkPoint, 2019)

 

Então, faça o seguinte: colha algumas espigas aleatórias (em pontos diferentes da lavoura) e quebre-as ao meio.

 

Conclusão

A produção de milho para silagem depende de vários fatores para oferecer os melhores resultados. Assim, tanto a qualidade nutricional do material produzido quanto a quantidade de silagem necessária para o gado são objetivos que devem ser perseguidos.

Para isso, alguns cuidados precisam ser considerados para que a lavoura responda adequadamente atendendo às expectativas de produção. Nesse sentido, o preparo do solo e a definição do melhor cultivo fazem parte, entre outras, das escolhas que deverão ser feitas.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo sobre o tema!

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Plantio de Café: Aprenda Passo a Passo!

Plantio de Café: Aprenda Passo a Passo!

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo, por isso seu plantio é uma excelente fonte de rendimento. Quer saber mais como cultivar café de forma correta?
Confira!

 

café

 

A cultura do café foi introduzida no Brasil no início do século XVIII. Inicialmente cultivada no Pará, a planta logo se espalhou para as demais regiões do país e começou a ganhar grande destaque na economia brasileira a partir de 1825.

Hoje, a plantação de café representa uma enorme importância para o agronegócio brasileiro e está à frente das grandes exportações do país.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café, e o segundo maior consumidor, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Em Minas Gerais, o café é o principal produto da pauta de exportações do agronegócio, além de apresentar uma qualidade bastante elevada do produto final.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

 

Variedades do café

Primeiramente, vale citar que o café é uma planta exótica que engloba diversas espécies, das quais apenas duas são cultivadas e comercializadas:

⦁ Coffea arábica; e
⦁ Coffea canephora, conhecido como Robusta (no Brasil, Conilon).

Porém, dentro das espécies Arábica e Conilon, há diversos cultivares, que são, na sua maioria, desenvolvidas por meio de melhoramentos genéticos. Entre as variedades mais comuns no Brasil são:

 

Robusta

Aspecto rústico e de sabor acentuado, com grande resistência às doenças e tempo de maturação maior que a Arábica.

 

Arábica

Variedade mais produzida e consumida do mundo, possuindo sabor puro e suave. É naturalmente mais adocicado e um pouco ácido.

 

 

Importância do planejamento no plantio

Assim como outras culturas, a plantação de café exige planejamento prévio e conhecimento de suas técnicas de manejo para garantir produtividade elevada aliada à qualidade dos grãos.

O plantio de café envolve uma série de aspectos, no qual pequenos detalhes assumem importância decisiva.

 

Plantio de café: Planejamento

 

planejamento do plantio

(Fonte: Vera Caser, 2021)

 

Na maioria dos casos, as falhas cometidas refletirão por toda a vida útil da cultura, influenciando a sua longevidade, a qualidade do produto, a produtividade da lavoura, os custos de produção e, por consequência, a rentabilidade da atividade.

Acompanhe abaixo nosso passo a passo de como começar uma plantação de café e alcançar o sucesso na colheita.

 

1º Passo: Escolha da Área

O primeiro passo para começar a sua plantação de café é escolher um local adequado para a plantação de café. Levando isso em consideração, procure evitar terrenos que estejam voltados para faces propícias à ação de ventos fortes e frios, pois esta característica é altamente prejudicial às plantas.

 

escolha da área
(Fonte: Exame,2020)

 

O local não deve ter recebido o cultivo de cafezais dentro de um período de 5 anos, pois essa condição favorece o aparecimento de moléstias e pragas.

A plantação de café se desenvolve mais facilmente em lugares que apresentam uma topografia plana, pois, caso seja íngreme, pode tornar os processos de semeadura e colheita mais trabalhosos.

 

2º Passo: Faça a análise e correção do solo

É recomendado consertar a erosão do solo, para isso, passe um trator esteira, que é capaz de igualar o terreno, acabando com os buracos e tornando-o plano. Isso irá permitir que a semeadura seja realizada mais rapidamente, além da colheita, é claro.

Cada lavoura precisa de uma quantidade de nutrientes para ter o melhor rendimento. Para isso, é preciso uma boa análise de solo

E, com os resultados dessa análise, você consegue fazer a correção do solo, repondo o que falta de nutriente para o plantio de café.

 

Solos no Brasil

 

3º Passo: Defina a variedade que será plantada

O solo está impecável para receber o novo cultivo? Pois bem, agora é o momento de selecionar a diversidade de café que será plantado.

escolha da variedade

Na escolha do tipo de café, deve-se ter em mente o manejo, pois cultivares mais vigorosas e produtivas são mais exigentes em fertilidade e podas. E cultivares suscetíveis a doenças/pragas precisam de maiores cuidados fitossanitários.

 

4º Passo: Semeadura do café

Após escolher as sementes é preciso fazer a semeadura do café. Nesta fase, comece abrindo as covas com aproximadamente 30 cm de profundidade e 25 cm de largura.

Cada buraco deve ter um espaçamento de 80 cm, que é o suficiente para que um arbusto não interfira no crescimento do outro.

O ideal é colocar entre 2 e 3 sementes dentro de cada cova, posteriormente, cubra-as com 2 camadas de terra. Termine o processo de semeadura irrigando os canteiros para acelerar a germinação da planta.

 

5º Passo: Irrigação

O café não exige muitas regas e não suporta solos encharcados. Por isso, a irrigação deve ser realizada pelo menos uma vez por semana.

A inspeção frequente da plantação de café é essencial para garantir uma boa colheita. Além disso, o apoio de especialistas ajuda na boa manutenção da lavoura, sobretudo se a área plantada é extensa.

 

6º Passo: Oriente o plantio de acordo com a exposição ao sol

A exposição ao sol também influencia muito o plantio de café. A insolação excessiva, especialmente em altitude menor, pode ser danosa ao cafeeiro. Nesse caso, recomenda-se planejar a arborização como forma de amenizar tal efeito.

 

7º Passo: Pesquise o controle de pragas e doenças

Algumas pragas do cafeeiro já são históricas no Brasil, como o bicho-mineiro e a broca-do-café. Além de outros insetos, fungos e ácaros. Ou seja, o monitoramento de agressores é essencial.

 

8º Passo: Colheita do café

Os cafeeiros ficam prontos para a colheita quando apresentam grãos de tamanho médio, sendo que a plantação deve estar com 20% com coloração verde. Este processo pode ser feito totalmente manualmente ou de forma mecânica.

 

colheita do café

 

O café tem que ser desprendidos dos galhos, retirando todos os fiapos. Também, é necessário tomar cuidado ao manusear os grãos para evitar que eles fiquem machucados, perdendo o sabor e ficando inutilizáveis para o consumo.

 

Conclusão

Que tal começar a sua plantação de café agora mesmo? De fato, iniciar uma plantação de café demanda muitos cuidados e atenção dos produtores.

Então, esteja disposto a fazer um bom investimento para conseguir bons ganhos futuros. Em caso de dúvidas durante o processo, busque cursos e especializações que te ajudem durante esse processo.

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Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

Acácia Mangium: Entenda o que é e para que serve!

Acácia Mangium: Entenda o que é e para que serve!

De antemão, sabemos que a Acácia Mangium é usada para produção de celulose, madeira, combustível, quebra-vento, etc. Essa espécie florestal tem forte viés comercial devido a sua rusticidade, rapidez de crescimento, além de ser nitrificadora. Se quer saber mais sobre essa espécie, neste post vamos falar tudo que você precisa saber.

Venha Comigo!

 

Acácia Mangium ft1

 

Acácia Mangium

Primeiramente, a acácia mangium willd é integrante da família mimosaceae e é uma espécie natural da Austrália, Papua Nova Guiné e Indonésia. Sua madeira é utilizada na produção de celulose e móveis.

O poder calorífico da espécie (4.800 kcal/kg) torna-a adequada para a produção de energia, sendo quatro vezes mais eficiente que o uso de madeira de espécies nativas como o tradicionalmente empregado em olarias e fornos no Amazonas.

A Acácia é utilizada, além disso, como forrageira, árvore ornamental e como corta-fogo e também para a produção de mel e adesivos.

Atualmente, tem sido uma das espécies mais plantadas em países do sudeste asiático. A área de plantio, no Brasil, é estimada em cerca de 10 mil ha, para uso como celulose e energia. Se você ainda não está habituado ao nome de Acacia Mangium, saiba que ela também tem seus apelidos, mais conhecidos, como:

  • Acácia-Australiana;
  • Cássia;
  • Ou, simplesmente, Acácia.

 

 

Ocorrência da espécie

Nativa do norte do Estado de Queensland, na Austrália, Papua Nova Guiné e ilhas de Irian Java e Molucas, na Indonésia.
As latitudes da área de distribuição estão compreendidas entre 1° a 19° S, e as principais populações se encontram a uma altitude que vai desde a próxima ao nível do mar até os 100 m, com um limite superior conhecido de 720 m.

 

acácia-mangium

 

No Brasil, a espécie se desenvolve bem em solos secos, de baixo a média fertilidade e que possuam baixo nível de alumínio (ideal que o solo não possua alumínio).

 

Características

A Acácia é uma árvore de grande porte (até 30 metros de altura) e possui um tronco reto, que pode ter metade da altura total da árvore. O tronco tem cor cinza-pardo, com casca saliente.
Além disso, possui ramas  finas, horizontais, espaçadas, que formam uma copa ovalada com folhagem densa. As flores encontram-se em espigas soltas com 10 centímetros de comprimento, solitárias ou unidas.
Os frutos são do tipo vagem, espirados ou torcidos, marrons, curtos, com sementes pretas, pequenas, pendentes e lineares.

 

Qual o valor das mudas da Acácia?

As mudas da Acácia Mangium crescem 32 centímetros por mês e, quando o plantio é planejado, ela pode facilmente ser intercalada com outras espécies, como feijão, milho, arroz, soja, etc.
O preço são os mesmos praticados em toda região brasileira, ultrapassando os 500 reais por m³.

 

Características da madeira

A madeira da Acacia mangium apresenta densidade básica que varia de 420 a 500 kg/m³, considerada dura, de cerne marrom-claro e alburno creme-claro, podendo ser facilmente serrada, aplainada, polida, colada, pregada e receber tratamento preservativo como o CCA para aumentar sua durabilidade em contato com o solo.
O aproveitamento da madeira é direcionado, principalmente, para polpa de celulose. Porém, a espécie possui aptidão para produção de moirões, construção civil, além de possibilitar a produção de carvão e outros produtos como MDF, aglomerados e compensados.

 

madeira-acácia-mangium
(Fonte: Arbo Centrer,2021)

 

Na forma natural, é muito utilizada para produção de madeira serrada e lenha devido a densidade de sua madeira. Em plantios silviculturais, existem estudos que podem levar ao aproveitamento de movelaria de baixo custo.

Essa madeira é largamente utilizada nas indústrias de base florestal para a fabricação de papel e celulose; móveis de excelente qualidade, portas, carvão, madeira-cimento, aglomerados, laminados, tábua de fibra de madeira e muito mais.

Pode ser utilizada suas folhas para alimentação bovina, possui 41% de proteína em suas folhas. Sendo aproveitado também o mel extraído das folhas e flores, da própolis, da cera, da geleia real e da forragem. Sua madeira é utilizada na fabricação de móveis, papel, portas, carvão, MDF, aglomerados, laminados e moradias.

 

Qualidade e Uso da Madeira

Principais usos da Acácia Mangium

Acácia Mangium traz retorno garantido em diversas atividades, vamos conferir algumas: 

 

Proteção contra erosão

O plantio de Acacia mangium atende a reposição florestal exigida por lei, protege as terras contra a erosão e garante a manutenção das nascentes e fontes de água, além de constituir um patrimônio de fácil e rápida liquidez.
Sua rusticidade e rápido crescimento possibilitam o aproveitamento e a recuperação das terras impróprias para a agricultura, enquanto a sua floresta cresce até 63m 3 /ha.ano, em condições ideais, oferecendo a perspectiva de suprimento contínuo de madeira na fazenda e nas indústrias de base florestal, rendendo divisas e contribuindo para a preservação das florestas naturais.

 

Sequestro de carbono

O carbono sequestrado pela floresta de Acacia mangium está sendo vendido para empresas poluidoras da América do Norte e Europa, ao preço de US$ 20 a US$40.00/tonelada, a exemplo daquilo que é praticado atualmente na bolsa Climática de Chicago (EEUU).

Estudos realizados no Vietnam, onde a espécie é intensamente cultivada, mostraram que a espécie foi capaz de fixar 23.3 toneladas de CO2 por hectare/ano, contra 10 a 12 toneladas sequestradas pela maioria das espécies de eucalipto cultivados no Brasil.

 

floresta-de-acácia
(Fonte: Mercados, 2021)

 

Neste país, o processo de comercialização de sequestro de carbono nas bolsas de valores de São Paulo e Rio de Janeiro encontram-se parcialmente regulamentado para entrar em operação, brevemente.
Vale lembrar que o Brasil é um país tropical com elevado foto período anual, possui clima favorável ao cultivo de essências florestais, portanto com elevado potencial para a exploração comercial do sequestro de carbono.

 

Fonte inesgotável de produtos apícolas

A apicultura em áreas de florestas plantadas no Brasil tem mostrando ser uma atividade empresarial lucrativa e atraente.
Em povoamentos de Acacia mangium, a exploração melífera é muito lucrativa por ser uma espécie florestal de rápido crescimento e constituir uma excelente fonte de alimento para as abelhas, além disso, permite que os apicultores reduzam os custos de produção: por evitar a apicultura itinerante ou migratória e devido ao fato que que não há necessidade de alimentar as abelhas na época seca do ano.

 

mudas-de-acácia
(Fonte: Viveiro Ambiental, 2021)

 

A produção de néctar inicia-se quatro a cinco meses após o plantio das mudas no campo, podendo variar com o clima onde for plantada.

 

Proteína e forragens para animais

Da casca da árvore pode-se explorar o tanino para indústrias de couro, fabricação de colas e adesivos, branqueamento de açúcar e purificação de água (floculante), cujo tanino poderá ser comercializado junto aos curtumes, empresas fabricantes de colas; usinas açucareiras e empresas de tratamento de água e esgoto, resultando em rendas adicionais e benefícios ambientais.
Suas folhas possuem 41% de proteína são muito apreciadas por bovinos, ovinos e caprinos, constituindo excelente fonte forrageira, razão porque são utilizadas na produção de forragem para alimentação dos animais no período seco do ano. Estas somente poderão ser usadas por ocasião das podas dos galhos; dos desbastes das árvores ou durante o corte final da floresta.

 

Casa e móveis de madeira

O uso de casas de madeira pelos brasileiros data da época imperial, por serem resistentes, duráveis, confortáveis e principalmente, por serem de baixo custo.

 


(Fonte: Vimade, 2021)

 

A densidade básica da madeira é considerada elevada, permitindo o perfeito uso na fabricação de móveis, bem como suas fibras são curtas, o que a qualifica como ótima para produção de celulose e papel.
Atualmente, o plantio de Acacia Mangium devidamente planejado, permite a perfeita intercalação de culturas agrícolas como o feijão, milho, arroz, soja, amendoim etc., nos dois primeiros anos.

 

As principais doenças bióticas da eucaliptocultura no Brasil

 

Conclusão

Em síntese, essa espécie florestal  tem um forte viés comercial devido a sua rusticidade, rapidez de crescimento e por ser nitrificadora.

Isso significa que o cultivo da Acácia Mangium tem grande importância econômica, social e ambiental para a modernidade. Conforme visto acima, ela pode ser utilizada de diversas formas.

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Canavial: Conheça as etapas de plantio para o sucesso!

Canavial: Conheça as etapas de plantio para o sucesso!

O custo da implantação do canavial é alto, por isso, começar certo é de extrema importância. E o que é começar certo quando falamos em plantio de cana-de-açúcar? Se quer saber tudo sobre o plantio está no lugar certo. Neste artigo vamos te ajudar a alcançar o sucesso.

Venha Comigo!

 

CANAVIAL

 

A cana-de-açúcar é uma fonte de alimento fresco para os animais com altas produtividades de matéria seca por área. É uma cultura que, se bem conduzida, exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção.

No entanto, o canavial será produtivo comercialmente durante todo esse tempo com alta produtividade de energia e matéria seca se seguidas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e plantas daninhas, colheita no período correto.

 

 

Afinal, o que é canavial?

significado de canavial é simples: ele corresponde a grandes áreas rurais onde há uma extensa plantação de cana.

Como dito anteriormente, a cana-de-açúcar possui um grande potencial econômico, sendo utilizada na extração de muitos derivados, como, por exemplo o álcool empregado na produção de combustível para automóveis e na produção do açúcar que utilizamos em casa.

Já o termo canaviais corresponde ao grande número de plantações de cana-de-açúcar. Alguns fatores podem gerar a queda da produção.

Ou seja, quando se observa uma baixa produtividade nos canaviais, algumas das práticas listadas abaixo podem ser o motivo dessa situação:

 

Solos no Brasil

 

Condução do canavial

Com canaviais bem conduzidos é possível obter uma produtividade de 120 a 150 t/ha embora existam variedades com potencial de produção acima de 200 t/ha em um só corte.

 

Canavial- Cana- de- Açúcar

 

Muitas vezes, as piores áreas da propriedade são destinadas ao plantio da cana-de-açúcar e não são seguidas as práticas recomendadas.

Com isso, o canavial terá baixa produtividade, com pouca longevidade e a cultura será percebida como fonte de alimento com baixo teor nutritivo.

Para a implantação de um canavial com alta produtividade e longevidade é necessário seguir várias práticas.

 

Cana-de-açúcar no Brasil

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e o segundo na produção global de etanol. A estimativa para 2020/2021 é que sejam colhidos aproximadamente 642 milhões de toneladas.

 

Plantio de Cana- de- Açúcar

 

A produção da cultura se concentra no estado de São Paulo, mas diversas regiões do país produzem e têm condições de expandir ainda mais o potencial.

Existem muitos fatores que contribuem para o sucesso de um canavial e algumas etapas são essenciais para que isso aconteça.

Vamos conhecer cada uma dessas etapas agora!

 

Etapas de plantio de Cana-de-açúcar

Uma boa qualidade do plantio, é associada a várias etapas para alcançar o sucesso, vamos lá:

 

Sistematização do Terreno

Para que o plantio de cana-de-açúcar atinja os resultados desejados é necessário que exista um bom planejamento todas as etapas desse processo, tendo no plantio apenas uma dessas etapas.

Em um primeiro momento é muito importante que o produtor conheça o ambiente edafoclimático ou ambiente de produção de sua propriedade. Afinal este é um fator que influencia muito no potencial produtivo de cada variedade.

Nos locais de plantio é feito um trabalho de engenharia, conhecido como sistematização do terreno, no qual subdivide-se a área em talhões e aloca-se os carreadores principais e secundários.

 

Amostra de Solo para fins de Fertilidade

Assim que terminar a sistematização do terreno, o produtor deve coletar amostra de solo em cada talhão para análise com vistas às operações de correção do solo e adubação.

É de fundamental importância realizar a análise do solo a ser reformado para identificar sua fertilidade. Nessa análise será possível identificar quais nutrientes estão em nível adequado e quais estão em falta para a plantação de cana-de-açúcar.

 

Nutrição Mineral de Plantas: Macronutrientes.

 

Preparação do Solo

Percebe-se que o preparo do solo deve ser muito bem estabelecido pois é uma atividade que apresenta efeitos a longa data, isto é, de pelo menos 5 anos.

 

Preparação do Solo- Canavial

 

Em cana-de-açúcar os preparos de solo podem ser convencionais, cultivo mínimo e plantio direto. A escolha do modo de preparo deve ser feita baseada nas condições globais existentes em sua propriedade como por exemplo:

  • O Sistema Convencional: O Sistema Convencional de preparo do solo envolve operações de subsolagem e aração, combinadas por gradagens para a eliminação das soqueiras e incorporação de corretivos de solo.
  • O Sistema de Cultivo Mínimo: Esta técnica destaca-se por substituir as operações convencionais de preparo do solo em área total por um preparo concentrado na linha de plantio, que consiste mais frequentemente em uma subsolagem, que pode ser complementada por uma desagregação mais intensa do solo por meio de enxada rotativa em uma faixa estreita vizinha à linha de subsolagem.
  • E o Sistema de Plantio Direto: O Sistema de Plantio Direto é uma técnica de manejo do solo em que palhiço e restos vegetais (folhas, colmos, raízes) são deixados na superfície do solo. O solo é revolvido apenas no sulco onde são depositadas as mudas e fertilizantes e as plantas infestantes são controladas por herbicidas, evitando assim cultivos mecânicos que provocam a compactação.

 

Defina muito bem qual será o espaçamento e profundidade

O espaçamento do plantio deve variar de acordo com a fertilidade do terreno e as características da variedade recomendada.

  • Para solos arenosos, espaçamentos mais estreitos como 1 metro ou 1,20 metro são mais indicados.

Com esses espaçamentos, o fechamento da entrelinha tende a ocorrer mais rápida, facilitando o controle do mato.

Se a colheita for mecanizada representando a grande maioria das lavouras – o espaçamento deve ser de ao menos 1,5 metro. Com isso é evitado o pisoteamento e a compactação das linhas de cana pelas rodas das máquinas.

  • Em solos férteis, o espaçamento mais comum é de 1,5 metro;
  • Espaçamento uniforme: quando a distância entre os sulcos de plantio é constante em toda a área plantada;
  • Espaçamento combinado: quando num mesmo talhão combinam-se faixas de espaçamento uniforme com faixas de espaçamento alternado, a fim de propiciar condições para o controle do tráfego.

 

Plantio da cana-de-açúcar

Existem três períodos em que a cana pode ser cultivada e seu plantio varia de acordo com o objetivo da produção. Eles devem ser feitos de acordo com o planejamento anual do agricultor, podendo ser: cana de ano, cana de ano e meio e cana de inverno.

 

Cana de ano

É muito comum ser utilizado na pecuária com a finalidade de produzir alimentos para os animais. Seu plantio acontece em outubro, paralisa seu desenvolvimento de março a abril e depois inicia a maturação.

Nesses casos, é importante se atentar a solos sujeitos à erosão, já que ele ficará exposto a períodos de chuva.

 

Cana de ano e meio

Comumente utilizado por usinas e destilarias, esse método prevê que o plantio demore de 15 a 18 meses para se desenvolver. Ela é plantada no começo do ano, entre janeiro e março. Neste período, a planta tem condições de umidade e temperatura ideais para se desenvolver.

Durante o inverno, o desenvolvimento continua a acontecer e, então, de outubro a abril se paralisa. Para, então, iniciar seu processo de maturação. Assim, completa o tempo de 15 a 18 meses.

 

Cana de Inverno

Geralmente utilizado em plantações em que há a possibilidade de irrigação. Esse sistema é realizado durante o período mais seco do ano. Nele, já no primeiro ano a plantação apresenta uma grande produtividade.

 

Realizar o correto manejo e a conservação do solo

Nesta etapa é preciso realizar a sistematização do local, tais como: nivelamento do terreno, acabamento dos terraços, definição de carreadores, comprimento e largura dos talhões, tiro de colheita, planejamento da sulcação etc.,

Também é importante adotar medidas estratégicas que minimizam o número de manobras do maquinário sobre as soqueiras durante a colheita mecanizada.

 

Conclusão

O sucesso do canavial inicia-se no planejamento e plantio correto da cultura. Não é novidade que se o plantio for realizado de maneira inadequada, você terá que conviver com o canavial por aproximadamente cinco anos ou mais.

E será pouco eficiente, uma vez que o plantio e a condução do canavial são fatores essenciais para o sucesso e aumento dos lucros no campo. A formação do canavial envolve atividades desde o preparo de solo, plantio e tratos culturais.

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Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Silagem de milho: Saiba mais sobre o manejo e produção!

Silagem de milho: Saiba mais sobre o manejo e produção!

A silagem de milho tem se mostrado uma excelente fonte nutricional para a produção de bovinos, seja por seus aspectos de qualidade, produção e de custo benéfico.

 

Silagem de milho

(Fonte: Kygrains, 2017)

 

O milho é o grão mais produzido no mundo sendo boa parte de sua produção já destinada à fabricação de rações fornecida a outras cadeias de produção animal.

Mas, além só do uso dos grãos de milho, quando falamos de espécies bovinas tanto para corte quanto para a produção de leite. Pode se aproveitar por completo a planta de milho com o emprego de técnicas de produção de silagem.

Técnicas e manejos que se bem utilizadas podem não só fornecer uma excelente fonte nutricional ao gado, por apresentar as fibras e energias necessárias para a ruminação.

Como também podem ajudar muito o produtor a contornar e lidar com épocas onde a disponibilidade de pastagem é menor.

Assim se você quiser saber e entender um pouco mais sobre o que é o milho silagem. Quais são suas etapas gerais de produção e o que é preciso para produzir uma silagem de qualidade não deixe de conferir esse artigo na íntegra.

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

 

O que é milho silagem?

Silagem pode ser definida como a forragem fresca, fornecida ao gado, a qual foi conservada sob fermentação em ambiente anaeróbico (sem oxigênio).

Dessa forma o milho silagem será o milho o qual é destinado para a produção de silagem. Da mesma forma que temos milho destinado a produção de grão, milho pipoca ou milho doce.

Sendo o processo de produção de silagem (ensilagem) passível de ser aplicado a outras espécies de gramíneas forrageiras que não o milho.

Contudo a silagem de milho pode ser uma alternativa viável e de excelente custo benéfico para regiões produtoras de gado no Brasil.

 

Cultura do Feijão: importância, tipos, fenologia e seus principais manejos.

 

Pois a silagem de milho vai apresentar vantagens desde seu aspecto nutricional, produtivo e de redução de riscos de sazonalidade no fornecimento de ração para os animais.

Para isso a silagem de milho de ser bem maneja e dimensionada minimizando assim possíveis falhas no fornecimento de comida ao gado.

E por sua vez, para a realização de um bom dimensionamento de uma produção de silagem faz se necessário. E a consideração de diferentes aspectos em cada uma das diferentes etapas da produção de milho silagem.

 

Como produzir e manejar o milho silagem?

O manejo de milho silagem pode ser dividido, de modo geral, em três etapas principais: produção, ensilagem e arraçoamento.

A primeira etapa consiste na produção do milho em si, contudo quando a finalidade é a ensilagem do milho vão existir questões específicas em seu manejo, além do geral da cultura.

Como é o caso do ponto de colheita do milho para ensilagem, que colhido no momento adequado proporcionara uma melhor digestibilidade e palatabilidade ao animal.

E quanto falamos de realizar uma colheita em seu momento adequado é importante lembrar que isso está diretamente ligado as escolhas feitas na época de plantio do milho.

Aos que desejam revisar tais questões relacionadas a cultura do milho recomento a leitura desse outro texto do blog da Agropós: Qual a Melhor Época para Plantar Milho?

Mas voltado a colheita que também é um ponto crucial para a próxima etapa do manejo. A ensilagem, que nesse momento de colheita deve ser monitorado o tamanho das partículas.

 

Silagem de milho

Foto demonstrando uma ensiladeira colhendo e despejando a silagem de milho (Fonte: Organicfeeds)

 

Pois além da digestibilidade animal, o tamanho das partículas interfere na expulsão do ar no momento do fechamento do silo o que influência diretamente o processo de fermentação da silagem.

Que ocorrendo de maneira adequada se observar no silo o aumento inicial da temperatura com posterior baixa e estabilização junto a redução do pH, entorno de 20 dias.

 

E o que fazer por último?

A terceira e última etapa de manejo da silagem envolve os cuidados relacionados a alimentação do animal sendo necessário analisar o balanceamento de rações (concentrado e volumoso). Como também os parâmetros de conversão animal.

Mas em relação ao manejo do silo nesse momento um ponto de destaque está na forma em que será retirada a silagem do silo.

A retirada da silagem feita de maneira arbitrária e desregulada pode resultar na perda total da silagem. Pois feito dessa forma além de perder facilmente a noção de quanto está sendo fornecido aos animais.

E aumenta muita sua área superficial de contato e assim as chances de contaminação por microrganismos decompositores.

 

Checklist agrícola

 

Como fazer uma silagem de milho de boa qualidade?

A resposta para essa pergunta e para outras como, quanto dar de milho silagem ao gado, podem ser respondidas da mesma forma.

Sendo que o a palavra-chave aqui, além das boas práticas de manejo, é dimensionamento.

Principalmente em relação a quantidade e dimensões do silo aspectos que apresentam relação direta com a quantidade que será retirada diariamente, em fatias verticais.

 

Silagem de milho

Foto demonstrativa de um silo aberto após seu processo de fermentação sem contaminação aparente (Fonte: Progressive Dairy Canada, 2018).

 

Mas para isso o profissional envolvido no projeto de dimensionamento da quantidade de silagem de milho necessária deve ter em mãos informações previas relacionadas ao rebanho que se deseja alimentar.

Assim para a produção de uma silagem de qualidade será necessário a integração de conhecimentos de diversos profissionais que podem atuar separadamente em cada parte da produção de silagem. Como zootecnistas, agrônomos e médicos veterinários.

 

Conclusão

Espero que após a leitura desse artigo você tenha entendido um pouco mais sobre o que é o milho silagem. Quais são suas etapas de produção gerais e a importância de dimensionar sua produção de silagem de milho.

Aos que desejam saber mais sobre os aspectos que estão relacionados a produção de milho recomendo o seguinte texto: Saiba tudo sobre a produção de milho por hectare!

E para continuar lendo mais artigos como esse e de outros assuntos de seu interesse continue navegando no blog da Agropós.

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Subsoladores: Entenda o que é e como utilizar!

Subsoladores: Entenda o que é e como utilizar!

Entre os tipos de implementos agrícolas mais conhecidos, destacam-se os subsoladores. Um método que prolonga a sobrevivência e o crescimento das mudas cultivadas. Além de propiciar menor exposição do solo e reduzir as perdas causadas pela erosão. Neste artigo vamos falar tudo sobre esse implemento.

Venha Comigo!

 

Subsoladores

 

Introdução

O solo é o principal suporte da produção agrícola, portanto, todas as práticas realizadas antes da implantação de determinada cultura têm significado especial. Assim, tudo que venha a melhorar as condições químicas, físicas e biológicas do solo, favorece o desenvolvimento das culturas, resultando em maiores lucros aos produtores.

A utilização contínua de máquinas, o pisoteio de animais e as intempéries, tais como a ocorrência de chuvas seguidas de períodos secos, favorecem o adensamento do solo podendo reduzir o desempenho produtivo das atividades agrícolas.

O preparo do solo, que tem por objetivo melhorar a distribuição física dos seus elementos constituintes, aumentando a capacidade de retenção de água e ar e favorecendo o melhor desenvolvimento radicular.

E por isso preparamos este artigo para abordar um pouco sobre o implemento agrícola chamado Subsolador, que vai auxiliar neste preparo.

 

 

O que é subsolagem?

subsolagem é um processo agrícola que mobiliza o solo para quebrar as camadas compactadas ou adensadas. Faz parte da preparação para que ele possa receber mudas e sementes.

Com o uso de um subsolador agrícola, implemento que pode ser acoplado ou arrastado ao sistema hidráulico de um trator de grande potência, é possível quebrar camadas do subsolo que podem restringir o crescimento de raízes.

 

Subsoladores

 

A necessidade da subsolagem e o tipo de implemento dependem do solo e do problema a corrigir. Solos argilosos são mais suscetíveis à compactação em comparação a solos de textura média ou arenosa.

Os solos profundos e de textura uniforme ao longo do perfil não necessitam de subsolagem, a menos que exista uma camada adensada induzida pelo elevado tráfego de máquinas, comum em plantios de cana-de-açúcar.

Mesmo nessa situação, a subsolagem não deverá ser muito profunda, pois a camada adensada, normalmente, é superficial, em torno de 50 cm de profundidade.

Vantagens

Como mobiliza o solo e rompe camadas compactadas, o subsolador agrícola melhora a aeração do solo e reduz os riscos de erosão.

 

Solos no Brasil

 

Escarificadores e Subsoladores

São equipamentos que trabalham a superfície e a sub-superfície do solo para promover desagregação de camadas compactadas. Mas qual a diferença entre eles?

 

Escarificadores

A escarificação é a prática pela qual se rompe camadas adensadas e/ou compactadas formadas no interior do solo causada pelo tráfego intenso de máquinas, pisoteio animal e operações de preparo do solo, com uso de arados e grades, atuando em menor profundidade (até 30 cm).

 

Subsoladores

 

A escarificação também é uma operação de preparo do solo, na qual não ocorre a inversão de leivas. Os escarificadores podem ser considerados implementos para o preparo do solo, substituindo o arado e a grade, enquanto que os subsoladores são utilizados para romper camadas compactadas a profundidades maiores.

 

Subsoladores

Os subsoladores são equipamentos que exigem alto consumo energético para sua utilização provavelmente o maior entre as operações agrícolas, tornando sua operação mais onerosa.

Por isso, é preciso ter certeza da necessidade de se fazer a subsolagem, o que pode ser feito observando o perfil do solo no local a ser trabalhado, com uso de penetrômetros ou penetrógraficos ou por meio de análises físicas do solo, tais como teor de água, densidade e granulometria.

 

Subsoladores

 

Dentre as vantagens dos subsoladores estão a facilidade de penetração enquanto que suas limitações são relacionadas à alta demanda de potência por haste (exigem tratores com maior disponibilidade de potência).

Não devendo ser utilizado em solos com alto teor de água, pois isso resultará em elevado consumo horário de combustível, além de não proporcionar a correta desagregação do solo.

 

Como usar corretamente um subsolador?

Basicamente o subsoladores são constituídos por: chassi (barra porta-ferramentas), hastes, ponteiras e acessórios. Para realizar a operação de maneira adequada, são necessárias algumas regulagens:

 

Profundidade de subsolagem:

Deve ser escolhida em função da localização da camada compactada ou adensada no perfil do solo.

Normalmente adota-se como profundidade de subsolagem, 5 a 10 cm abaixo da camada compactada, não devendo ultrapassar 5 a 7 vezes a largura da ponteira, o que é denominado profundidade crítica.

Para profundidades maiores que a crítica, não ocorre aumento significativo de área mobilizada, causando, compactação do solo e ainda um aumento significativo da demanda de potência por hastes.

 

Número de hastes

Dependerá da disponibilidade de potência do trator para executar a tração, porém, a eficiência energética e operacional cresce com o aumento do número de hastes.

Subsoladores

 

Espaçamento entre hastes

É um parâmetro operacional muito importante, pois influi diretamente na largura de corte total do equipamento (número de hastes multiplicado pelo espaçamento entre hastes) que, por sua vez, é diretamente proporcional a capacidade de campo.

 

Velocidade de trabalho

Os valores adotados na prática para a operação de subsolagem estão na faixa de 2,0 a 6,0 km h –1, porém, depende da unidade motora a ser utilizada. A capacidade de campo é influenciada pelo aumento e diminuição da velocidade.

As operações de subsolagem e escarificação exigem grande esforço na barra de tração, o que às vezes torna necessário a adição de peso (lastros) ao trator. Para uma adequada lastragem devem ser observados os limites de carga indicados pelo fabricante para cada medida de pneu, e, também as características do trator.

 

Conclusão

Em regiões onde o solo está muito compactado, são necessárias operações que favoreçam novamente o desenvolvimento do sistema radicular das plantas.

Geralmente, esta compactação é resultado do tráfego intenso de máquinas pesadas nas lavouras, bem como operações repetitivas de aração e gradagem.

O subsolador é o implemento agrícola mais indicado nestes casos. Porem para seu uso é preciso se atendar em alguns pontos como dito acima. E no caso de dúvidas o ideal é consultar o especialista da área.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigos sobre o tema!

 

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