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Fertilizantes NPK: Conheça a Importância para sua Lavoura!

Fertilizantes NPK: Conheça a Importância para sua Lavoura!

Os fertilizantes NPK, são compostos pelos três nutrientes mais importantes, sendo denominados como os macronutrientes primários: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K).

A indústria agrícola é extremamente depende do uso do fertilizante NPK para atender à demanda por alimentos e garantir cultivos saudáveis.

Geralmente, os solos não possuem esses nutrientes em quantidades ideias para o desenvolvimento da planta, seja naturalmente ou como resultado do cultivo exaustivo no solo ou de outros fatores ambientais.

Vamos conferir?

 

Fertilizantes NPK

 

IMPORTÂNCIA DOS FERTILIZANTES NPK PARA AGRICULTURA

 

Segundo dados revelados pela ONU, afirma que a população mundial aumentará 37,3% até 2050, para 9,2 bilhões. Este aumento será absorvido, em sua maioria, pelos países em desenvolvimento, como o Brasil.

E isso significa maior demanda por alimento e maior uso dos nossos solos agrícolas, ocasionando o seu esgotamento nutricional.

 

Pós-graduacao Solos e Nutrição de Plantas

 

Os fertilizantes NPK, compõe os nutrientes primários e é essencial na nutrição das plantas, tendo um papel fundamental no crescimento, desenvolvimento e reprodução da planta.

Nos casos em que haja sua escassez, os nutrientes devem ser devolvidos ao solo para criar o ambiente ideal para o crescimento das plantas, isso se dá através da adubação.

Para saber melhor as necessidades nutricionais do solo da sua propriedade, faça sempre a análise de solos.

 

Adubação com fertilizantes NPK

 

CAMPO DE AÇÃO DO FERTILIZANTES NPK NA PLANTA 

 

Os fertilizantes NPK, são compostos por três nutrientes distintos, cada um deles atua de forma específica na planta.

Uma vez, que essas funções, torna-se evidente a importância de nutrir as plantas com esses macronutrientes.

 

Nutrição Mineral de Plantas Macronutrientes

 

Vamos conferir abaixo, o campo de ação desses nutrientes!

Nitrogênio: Grande colaborador no desenvolvimento planta, no surgimento de brotos e folhas. Com sua carência, as folhas velhas costumam ficar com tom amarelado, perdendo aquele tom verde, bem característico da clorofila.

Fósforo: Ele é responsável por estimular a frutificação e floração da planta. A planta quando apresenta deficiência de fósforo atinge o crescimento, causando também uma coloração verde-escura anormal.

Potássio: Esse nutriente, fortalece os tecidos dos vegetais, tornando-os mais resistentes à ação de pragas e outros agentes prejudiciais às plantas. A planta com deficiência em potássio tem um baixo rendimento, uma qualidade inferior dos frutos.

Entretanto, para que a adubação seja efetiva, é importante o cuidado para que seja feita de forma correta, pois o uso desordenado de adubos químicos, causa alguns efeitos negativos na qualidade do solo e também na saúde da planta e dos seus frutos e grãos, principalmente à longo prazo.

 

Adubação com fertilizantes NPK: Adubos químicos

 

DIFERENCIAÇÃO DA FORMULAÇÃO DE NPK 

 

Você sabia que existem várias formulações de fertilizantes NPK disponíveis no mercado?

Pois é, esse é um detalhe importante e que deve ter grande atenção sobre ele.

 

Tecnologias que agregam qualidade à pulverização

 

Essas formulações, tem que atender as necessidades específicas de cada etapa de desenvolvimento das diversas espécies de plantas.

Os números seguidos à sigla informam o percentual de concentração de cada nutriente, nesta ordem: nitrogênio, fósforo e potássio.

O NPK 8-8-8: É indicado para plantas mais delicadas, como orquídeas e bromélias, uma vez que apresenta uma formulação mais equilibrada.

O NPK 10-10-10: Esta é uma formulação padrão recomendada para gramas, folhagens e vegetações que não produzem frutos.

Já o NPK 04-14-08: É mais indicada para árvores frutíferas e floríferas, pois estimula a produção de flores e frutos.

O NPK 20-20-20: Pela sua alta concentração é indicada para plantas de grande porte.

O NPK 20-10-10 ou 20-05-20: Usada para adubar gramados.

E o NPK 25-25-25: Formulação essa voltada para espécies hidropônicas.

Atenção! Essa fórmula é sempre informada na embalagem e precisa ser respeitada para que as necessidades da planta sejam devidamente atendidas e que dê resultados positivos no seu plantio.

 

Adubação com fertilizantes NPK na agricultura

 

PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES NPK

 

Os fertilizantes NPK podem ser encontrados nas formas líquida, gasosa e granular, uma vez que, o mais comum é a sua disponibilização na forma granular.

Existem muitos métodos para produzir o fertilizante NPK granular. Os componentes individuais podem ser produzidos separadamente e misturados em formulações específicas para criar razões nutricionais alvo, como vimos no tópico anterior.

Alguns dos processos empregados na produção de fertilizantes NPK envolvem a acreção ou aglomeração.

A acreção é aplicação de maneira repetida de fertilizante em uma pequena partícula sólida central, com posterior ressecamento.

Já o processos de aglomeração, as matérias-primas principais são inseridas na forma de sólidos secos e depois interligadas e cimentadas.

No entanto, além dos processos de aglomeração baseados fundamentalmente na granulação por compactação física, também há processos em que os estágios líquidos são atingidos por meio de reações químicas entre amônia e ácido sulfúrico, nítrico ou fosfórico.

 

Solos no Brasil

 

ADUBOS QUÍMICOS X ADUBOS ORGÂNICOS

 

Mesmo os fertilizantes NPK contendo os três principais macronutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas, é necessário também uso dos micronutrientes na adubação.

Além do mais, é fundamental a utilização de outros tipos de insumos, como adubos orgânicos, que podem ser o esterco, húmus ou compostagem.

Uma vez que, os adubos orgânicos são essenciais, para permitir a ação de microorganismos no solo.

Esses microorganismos constroem uma estrutura saudável para o desenvolvimento da planta.

Vamos conferir os 7 principais adubos orgânicos que tanto contribuem para a conservação do solo mais saudável, são eles:

  1. Húmus de minhoca;
  2. Esterco de aves e bovinos;
  3. Torta de algodão;
  4. Cinzas de madeira;
  5. Cascas de ovos trituradas em forma de farinha;
  6. Farinha de osso bovino;
  7. Compostagem.

 

Esterco bovino

 

FERTILIZANTES NPK: QUANDO USAR?

 

Um modo simples de determinar o quanto de fertilizante NPK que será necessário utilizar em sua lavoura é através da análise de solo. Ela que determinará as disponibilidades dos nutrientes para a cultura de interesse.

Uma vez com os resultados em mãos, é possível determinar quais os nutrientes necessários para um determinado cultivo.

Uma forma comum de determinar a fertilidade é estabelecer a relação carbono/nitrogênio no solo, esse método determinará as disponibilidades de nitrato disponíveis para as culturas, bem como indica o estado de decomposição de matéria orgânica na terra.

O processo de adubação é um processo muito importante e deve ser feito com responsabilidade para não haver perdas por lixiviação e consequentemente contaminação de rios e cursos d’água.

Uma vez bem conduzido, a fertilização dos solos garante uma planta bem nutrida e ganhos econômicos com sua lavoura.

Por fim, é importante aplicar fertilizantes NPK com o maquinário correto para garantir a eficiência da operação.

 

Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Conheça os Benefícios da Agricultura Vertical!

Conheça os Benefícios da Agricultura Vertical!

A agricultura vertical é uma vertente da agricultura, que mostra um tremendo potencial para revolucionar o campo. É um método para cultivar culturas dentro de casa em um ambiente altamente controlado e simulado. Neste artigo você irá conhecer melhor sobre esse tema.

Venha Comigo!

 

Agricultura Vertical

 

A agricultura vertical é a prática de cultivar culturas em camadas empilhadas verticalmente em um ambiente controlado, onde um ambiente natural é modificado para aumentar o rendimento da colheita.

Pode ser a solução para aumentar a produtividade, ao ponto em que ajuda a combater a questão da porcentagem decrescente de terras aráveis, que é um dos maiores desafios enfrentados pela agricultura em todo o mundo.

Em vez de solo, meios de cultivo aeropônico, hidropônico ou aquapônico são usados. Que torna a agricultura vertical muito mais benéfica é o fator de sustentabilidade que ela oferece. A agricultura vertical é sustentável, pois requer 95% menos água em comparação com outros métodos agrícolas.

 

CONCEITO DA AGRICULTURA VERTICAL

 

O conceito foi difundido em 1999 pelo biólogo Dickson Despommier, da Universidade de Columbia, em Nova York, mas foi idealizado pelo físico italiano Cesare Marchetti, em 1979, quando ele buscava uma forma eficiente de alimentar a crescente população do mundo.

Uma fazenda vertical é um conjunto espacial destinado para a produção de alimentos e remédios em camadas verticais.

A ideia por trás do conceito é utilizar instalações automatizadas que, com o auxílio de tecnologias, visam provocar o menor impacto ambiental possível e aumentar consideravelmente a produção de gêneros agrícolas.

 

Pós graduação em solos e nutrição de plantas

 

CONTROLE SOBRE O AMBIENTE

 

Nesse sistema fechado, todos os fatores ambientais, como luz, temperatura, gases, umidade e fertigação, podem ser ajustados de acordo com a necessidade de cada planta.

Esse controle permite o uso consciente de recursos, em especial dos naturais que estão se tornando escassos, como a água.

 

Fazenda Vertical - Controle de Ambiente

 

A fazenda indoor ainda protege a plantação de intempéries, como chuva e vento, e de ataques de pragas e insetos. Com isso, a agricultura vertical permite o cultivo de alimentos orgânicos sem o uso de agrotóxicos.

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO SISTEMA DA AGRICULTURA VERTICAL

 

Sistema de Agricultura Vertical

(Fonte: CITY RAMANG.FR, 2019)

 

 A ideia vem carregada de vantagens e benefícios ao meio ambiente e para a sociedade, tais como:

  • Melhoria da qualidade do ar no ambiente urbano;
  • Redução dos impactos negativos às florestas;
  • Redução dos custos com logística e transporte da colheita;
  • Utilização de espaços abandonados ou sem uso;
  • Redução da contaminação do solo causada pelo uso de fertilizantes e agrotóxicos
  • Independência das condições climáticas, utilização de menor quantidade de água.

 

Nutrição Mineral de Plantas Macronutrientes

 

Desvantagens

Com a implantação das fazendas verticais temos algumas desvantagens, confira algumas;

 

Poluição atmosférica

Dependendo do método de geração de eletricidade usado, a estufa da fazenda vertical pode gerar mais gases de efeito estufa do que os produtos do campo, em grande parte devido ao maior uso de energia por quilograma de produção.

Como as fazendas verticais requerem uma energia muito maior por quilograma de produção do que as estufas comuns, principalmente por conta do aumento da iluminação, a quantidade de poluição criada será muito maior que a produzida no campo.

 

Poluição luminosa

Os produtores de estufa normalmente exploram o fotoperiodismo nas plantas para controlar se elas estão em estágio vegetativo ou reprodutivo. Como parte deste controle, os produtores acendem as luzes periodicamente durante a noite.

 

Poluição química

As estufas de hidroponia trocam regularmente a água, o que significa que há uma grande quantidade de águas que contém fertilizantes e pesticidas que precisam ser descartadas.

 

CRESCIMENTO URBANO

 

A agricultura urbana responde a uma preocupação mundial, que é o distanciamento entre os centros de produção e de consumo.

O transporte de alimentos por grandes distâncias é hoje uma das principais causas das perdas pós-colheita, e contribui para a pegada de carbono da agricultura, devido à utilização de combustíveis fósseis.

 

Florestas e fazendas verticais

(Fonte: SustentArqui, 2018).

 

Com isso a agricultura vertical seria um conjunto com outras tecnologias e práticas socioeconômicas, poderia permitir que as cidades se expandissem, mantendo-se ainda assim como um sistema autônomo.

Isso permitiria que grandes centros urbanos pudessem crescer sem destruir áreas de floresta. Além disso, a indústria da agricultura vertical proporcionaria emprego a esses centros urbanos em expansão.

Seria também uma forma de ajudar a reduzir o eventual desemprego criado pelo desmantelamento das fazendas tradicionais.

 

                       Transgenia de plantas na agricultura - Atualidades e perspectivas.

 

AEROFARMS – MAIOR FAZENDA VERTICAL DO MUNDO

 

Em Newark, no estado norte-americano de Nova Jersey, fica a maior fazenda vertical do mundo em sistema fechado. As plantações da AeroFarms ocupam uma área de 6.410 m² e representam hoje um exemplo mais visível de uma tendência para o futuro da agricultura.

A enorme fazenda vertical promete usar 95% menos água, em uma produção 75 vezes maior do que o método tradicional.

 

MAIOR FAZENDA VERTICAL DO MUNDO

(Fonte: AeroFarms, 2019).

 

As plantações funcionam dentro de galpões, em prateleiras, e são alimentadas por iluminação em LED, não precisando de solo  para serem cultivadas.

Os nutrientes são inseridos por meio de uma nuvem de pequenas gostas em suas raízes, garantindo a saúde dos alimentos.

As atividades da AeroFarms foram iniciadas em setembro de 2016, e até então o posto de maior fazenda vertical do mundo era ocupado por uma cultura em Tagajo, no Japão, com 2.300 m² e capacidade para colher 10 mil pés de alface por dia.

Já a instalação em Newark quase duplicou a extensão de área para plantio, e com isso dissemina o conceito de agricultura indoor como solução para a população no futuro.

 

Guia completo do aluno de Pós-Graduação nos setores ambiental, agrícola e florestal

 

CONCLUSÃO

 

Com aumento populacional mundial as fazendas verticais surgem como oportunidade de produzir mais alimentos ao mesmo tempo em que economiza recursos naturais, já que gasta-se uma quantidade infinitamente menor de água para regar as plantações e há uma redução considerável no uso de defensivos agrícolas, além de não ocupar grandes extensões de terra.

E com a agricultura vertical mostra, sobretudo, o espirito inovador na busca por soluções viáveis para problemas que a humanidade enfrentará no futuro, principalmente quanto à alimentação.

 

Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Pragas Agrícolas que mais Afetam a Agricultura!

Pragas Agrícolas que mais Afetam a Agricultura!

As Pragas agrícolas são organismos que reduzem a produção das culturas, seja por atacá-las, por serem transmissores de doenças ou por reduzirem a qualidade dos produtos agrícolas. Neste post você irá conhecer as principais pragas agrícolas e diferentes métodos para seu controle.

Acompanhe, e não fique de fora!

 

Pragas Agrícolas

 

Em meio a todo o esforço para manter a plantação saudável e produtiva, as pragas agrícolas surgem como um pesadelo na rotina dos agricultores. Silenciosas no começo, chegam sem despertar suspeita, e quando o produtor nota a presença, muitas vezes, já se espalharam pela plantação.

Conceitualmente, podemos dizer que um inseto se torna uma praga quando ele aumenta em população, ao ponto de ocasionar perturbações no desenvolvimento da lavoura, além de, prejuízos econômicos.

Impulsionados pelo cultivo de monoculturas em grandes extensões, os surtos de ataque de pragas estão cada vez mais frequentes, o que, consequentemente, exige a adoção de estratégias para o controle.

 

FATORES QUE FAVORECEM O ATAQUE DE PRAGAS

 

Veja os principais fatores que influencia no aparecimento de pragas nas diferentes culturas agrícolas

  • Descaso pelas medidas de controle.
  • Plantio de variedades suscetíveis ao ataque das pragas;
  • Falta de rotação de culturas nos agro ecossistemas;
  • Plantio em regiões ou estações favoráveis ao ataque de pragas;
  • Adoção de plantio direto (geralmente há um aumento de insetos que atacam o sistema radicular das plantas);
  • Adubação desequilibrada (as plantas mal nutridas são mais susceptíveis ao ataque de pragas);
  • Uso inadequado de praguicidas (uso de dosagem, produto, época de aplicação e metodologia inadequados).

 

Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas e doenças

 

MÉTODOS DE CONTROLE DE PRAGAS

 

Os métodos devem ser selecionados com base em parâmetros técnicos (eficácia), econômicos, que preservam o ambiente. Os principais métodos usados no controle de pragas são:

  • Métodos culturais: Emprego de práticas agrícolas normalmente utilizadas no cultivo das plantas objetivando o controle de pragas.
  • O Controle biológico: Ação de inimigos naturais na manutenção da densidade das pragas em nível inferior àquele que ocorreria na ausência desses inimigos naturais.
  • O Controle químico: Aplicação de substâncias químicas que causam mortalidade no controle de pragas.
  • Além do Controle mecânico: Uso de técnicas que possibilitem a eliminação direta das pragas.
  • E o Controle físico: Consiste no uso de métodos como fogo, drenagem, inundação, temperatura e radiação eletromagnética no controle de pragas.

 

PRINCIPAIS PRAGAS AGRÍCOLAS

 

O primeiro passo para proteger sua lavoura do ataque de pragas é conhecer esses agentes. Listamos a seguir os principais inimigos dos agricultores.

 

Lagarta – Helicoverpa (Helicoverpa armigera)

A lagarta Helicoverpa é uma praga emergente, gerando um problema iminente no Brasil desde 2013, quando foram relatados ataques expressivos em soja e algodão.

Atualmente, está presente em todas regiões de cultivos e com potencial de danos em diversas culturas, como soja, algodão, feijão e até mesmo milho.

 

Pragas Agrícolas: Lagarta- Helicoverpa

 

A identificação da lagarta no campo é dificultada devido à similaridade com outras espécies como Helicoverpa Zea e Heliothis Virescens.

 

Danos na cultura

As vias de ingresso da Helicoverpa armigera nas plantas são a parte aérea (flor, folha, gemas, fruto/vagem, estruturas reprodutivas e pontos de crescimento).

Os estágios imaturos alimentam-se em todos os estágios de desenvolvimento da planta, danificando todas as estruturas. As larvas atacam ramos, flores e cápsulas da semente.

 

Controle da Praga

Realizar Manejo Integrado de Pragas, utilizar cultivares geneticamente modificadas expressando a toxina Bt, utilizar inseticidas biológicos e químicos, seletivos aos inimigos naturais.

 

Melhoramento Genético de Plantas

 

Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

É considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil, ocorrendo em todas as regiões produtoras, tanto nos cultivos de verão como nos de segunda safra (“safrinha”). O inseto está sempre presente a cada ano de cultivo e ataca a planta desde sua emergência até a formação de espigas.

 

Pragas Agrícolas: Lagarta-do-cartucho

 

Danos na cultura

Folhas raspadas e perfuradas, cartucho destruído e espigas danificadas. Observam-se excreções das lagartas nas plantas, reduzindo a área foliar das plantas. Favorece o ataque de patógenos.

As lagartas perfuram a base da planta, causando o sintoma de “coração morto”. A lagarta ataca preferencialmente o cartucho, destruindo-o, principalmente na fase próxima do florescimento podem causar danos expressivos que se acentuam em períodos de seca.

Os danos são maiores quando o ataque ocorre em plantas com 8 a 10 folhas. As plantas são cortadas rente ao solo, causando falhas.

 

Controle da Praga

O controle da lagarta-do-cartucho, quando o ataque é verificado na região da espiga, é difícil pela falta de equipamentos adequados.

Muitas vezes o agricultor é obrigado a utilizar a aplicação aérea ou a aplicação via água de irrigação. Mesmo através dessas modalidades a eficiência é baixa, com a praga instalada na espiga.

 

Pulgões ou afídeos (Hemiptera, Aphididae)

Os pulgões são insetos pequenos (1,5 a 3,0 mm), de corpo mole e piriforme, com antenas longas. O aparelho bucal é do tipo picador-sugador e o desenvolvimento paurometabólico. São altamente prolíficos e reproduzem-se por viviparidade e partenogênese telítoca.

            Pragas Agrícolas: Pulgão ou afídeos

 

Vivem sobre a planta em colônias formadas por adultos (fêmeas) alados e ápteros e por ninfas de diferentes tamanhos. As formas de disseminação podem voar centenas de quilômetros com auxílio do vento.

 

Danos na cultura                                                                         

Os pulgões causam declínio rápido da planta, seca dos galhos a partir das extremidades e folhas amareladas. As radicelas apodrecem, folhas e frutos ficam menores e surgem sintomas de deficiência nutricional.

A extensão dos prejuízos causados pelo pulgão às plantas depende da densidade populacional e do estágio de desenvolvimento, vigor e suprimento de água das plantas.

O inseto infesta a face inferior das folhas, mas também podem ser observadas manchas necrosadas na face superior. Devido à intensa sucção de seiva, eles produzem um volume significativo de excrementos que cobrem as folhas inferiores, deixando-as pegajosas ou cobertas com fumagina.

 

Controle da Praga

Os pulgões são naturalmente controlados pela ação das chuvas e dos inimigos naturais. Na ausência desses agentes, a população pode aumentar em até 10 vezes a cada semana.

Preventivamente, a infestação pode ser evitada por meio da aplicação de inseticidas sistêmicos via tronco ou drench (deve-se dar preferência a esta modalidade de aplicação, que é mais seletiva aos inimigos naturais).

 A pulverização só é recomendada quando ocorrer ataque muito intenso e não houver a presença de inimigos naturais.

 

Pulverização

 

Mosca Branca (Aleyrodidae)

É um inseto encontrado nas principais regiões agrícolas do mundo, adaptado especialmente às regiões de clima quente e umidade elevada.

 

Mosca- Branca

 

É um inseto polífago, cujos hospedeiros preferenciais são: algodão, brócolis, couve-flor, repolho, abobrinha, melão, chuchu, melancia, pepino, berinjela, fumo, pimenta, tomate, pimentão, soja, uva e algumas plantas ornamentais como o bico-de-papagaio.

 

Danos na cultura

Os danos causados pela mosca branca podem ser diretos ou indiretos. O processo alimentar do inseto se inicia com a penetração intercelular dos estiletes através de tecidos foliares do mesofilo até atingir o floema, onde ocorre a sucção de seiva elaborada, consistindo em um dano direto no vegetal.

Além disto, o inseto pode provocar fitotoxemias pelo seu processo alimentar, com alterações fisiológicas na planta.

 

Controle da Praga

Tratamento de sementes com inseticidas carbamatos sistêmicos ou sistêmico granulado no sulco de plantio ou, ainda, pulverizar com fosforados sistêmicos. Uso de armadilhas de cor amarela ajudam a diminuir número de adultos na área.

 

Tudo o que você precisa saber sobre a mosca branca

 

Córos (Larvas de Besouro)

Corós são larvas de besouros de diversas espécies que atacam gramados e outras culturas em determinadas fases de desenvolvimento.

O padrão de elos na ponta do abdomem destas larvas ajudam na identificação, contudo, a análise dos adultos é necessária para uma identificação exata das espécies.

 

Corós- Lavras de Besouro

 

A irrigação noturna durante a época dos voos dos adultos pode atrair as fêmeas, especialmente se as áreas circunvizinhas estiverem secas. Os adultos também são atraídos para as luzes à noite, o que explica altos níveis de ataque próximos a postes de iluminações ou luminárias de jardins.

 

Danos na cultura

Quando os corós se alimentam das raízes de gramíneas, estas gradualmente ficam mais fracas, amareladas, podendo até morrer, pois a lesão na raiz reduz a capacidade da grama de absorver água, nutrientes e resistir ao stress hídrico.

Na sequência aparecem manchas mais escuras, espalhadas e irregulares no gramado, que aumentam de tamanho ao longo do tempo. Quando o gramado está sofrendo com uma alta infestação ele solta-se facilmente do solo.

A intensidade dos danos depende da espécie e da saúde do gramado, portanto, um bom programa de irrigação e de fertilidade do solo, entre outras operações de manutenção, ajudam a tolerar ou superar infestações moderadas.

 

Controle da Praga

Devido às restrições no uso de inseticidas em áreas urbanas, o controle biológico passa se torna uma ótima opção, com a utilização de nematoides, bactérias, fungos e parasitoides da ordem Díptera.

 

Percevejo marrom (Euschistus heros)

Os percevejos são uma praga‑chave da cultura de soja vem várias regiões do Brasil, principalmente nas de clima quente.

Predominante nas lavouras de soja no Estado de Mato Grosso, esse inseto pode ocasionar danos irreversíveis à cultura, pois, para se alimentar, suga diretamente os grãos de soja, o que acarreta redução na produção e na qualidade das sementes.

 

Percevejo-Marrom na cultura da soja.

 

Os prejuízos resultam da sucção de seiva dos ramos ou hastes e de vagens, podendo causar prejuízos de até 30% do potencial produtivo. Também injetam toxinas, provocando a “retenção foliar”.

 

Danos na Cultura

Atingem as sementes através da introdução do aparelho bucal nos legumes, tornando-os chochos e enrugados, afetando, consequentemente, a produção e a qualidade dos grãos.

Podem, ainda, abrir caminho para doenças fúngicas e causar distúrbios fisiológicos, como a retenção foliar da soja.

Os principais sintomas são produção limitada devido a sucção de seiva dos ramos, hastes e vagens, provavelmente, devido à toxinas que injetam. Vagens marrons e murchas. Queda e apodrecimento das estruturas florais e frutos.

 

Controle da Praga

O controle desses insetos deve ser feito utilizando-se produtos em pulverização, escolhendo-se aqueles mais seletivos aos inimigos naturais e menos tóxicos ao homem. Utilizar produtos de carência curta, principalmente se a produção for destinada ao consumo verde.

 

Tipos de pontas de pulverização e tamanhos de gotas.

 

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (MIP)

 

O desafio do agronegócio brasileiro está na difusão de métodos sustentáveis para o manejo de pragas, trazendo para o dia-a-dia do produtor as inovações tecnológicas e, assim, manter as cadeias produtivas competitivas no mercado.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é um conjunto de boas práticas agrícolas que implica no monitoramento da população de insetos e combina métodos e estratégias de controle como cultural, biológico, físico, legislativo, mecânico e químico, visando evitar o dano econômico.

Reconhecer cada tipo de inseto é muito importante para proteger aqueles que são úteis e controlar apenas os que são pragas, quando necessário.

A visita semanal à lavoura para reconhecer e monitorar a quantidade de pragas agrícolas, em cada parte da planta, permite decidir sobre o controle no momento correto, evitando danos, perdas e prejuízos na produção.

 

CONCLUSÃO

 

As pragas listadas aqui são altamente adaptadas ao sistema agrícola, de extrema importância econômica e quase sempre de difícil controle. Para isso é importante planejarmos e fazer o uso correto das ferramentas de MIP disponíveis.

Lembramos que é importante que você faça o MIP na sua lavoura para evitar problemas com relação ao abuso no uso de inseticidas. Para começar esse manejo é importante conhecer o histórico da área e fazer monitoramentos semanais.

 

Pós-graduação no manejo integrado de pragas

Qual é o Papel da Tecnologia na Agricultura Brasileira?

Qual é o Papel da Tecnologia na Agricultura Brasileira?

É fato que o uso de equipamentos desenvolvidos a partir da tecnologia facilitam a execução de tarefas no meio rural, sejam elas simples ou complexas.

A questão é que com o decorrer dos anos, muitas novidades chegaram no setor, e quem não acompanhou essas mudanças, muitas vezes, fica perdido sobre o que deve ou não utilizar.

E não é só isso, muitos não sabem, quais são os recursos tecnológicos disponíveis no mercado…

Se esse é o seu caso, fique tranquilo!

Elaboramos este artigo para tirar todas as dúvidas e te deixar por dentro de todas as novidades.

Então, confira a seguir!

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA NO AGRONEGÓCIO?

 

Em síntese, a tecnologia no agronegócio possibilita um maior controle sobre o campo, isto é, monitoramento sobre a produção, processamento, estoque e distribuição.

Para que você entenda melhor, vamos citar alguns benefícios que ela pode proporcionar:

Elevação da produtividade: com os avanços tecnológicos consegue-se detectar os gargalos na produção e aumentar o número de plantas por hectare, elevando assim a produtividade da plantação.

Redução de custos: alguns recursos ajudam a diminuir o consumo de água, fertilizantes e pesticidas, o que acaba gerando consequentemente o aumento do lucro e a redução de gastos.

Diminuição dos impactos ambientais: a tecnologia permite que haja um menor escoamento de produtos químicos nos rios e lençóis freáticos, tornando assim, o negócio rural mais sustentável.

Aumento da segurança: a partir do uso tecnologias altamente confiáveis, a probabilidade de falhas e erros são reduzidas, proporcionando assim, uma maior segurança para a execução de processos.

Aumento da eficiência: a utilização de ferramentas digitais permite que o produtor trabalhe com mais eficiência e agilidade, o que gera uma melhora significativa nos resultados e lucratividade do negócio.

Maior assertividade: ao detectar a escassez de nutrientes no solo, por exemplo, é possível saber qual é a quantidade de nutrientes e fertilizantes que precisam ser adicionados ao solo (a partir do uso de drones).

 

QUAIS FORAM OS EFEITOS DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS SOBRE A AGRICULTURA?

 

Sem dúvidas, o uso da tecnologia veio para causar impactos relevantes na quantidade e qualidade dos alimentos produzidos.

Logo, com o aumento da população global surgiu a necessidade de aumentar a produtividade na agricultura.

Diante disso, da pré à pós-produção, as ferramentas tecnológicas contribuem para elevação da produção, ainda que no mesmo espaço. Além disso, elas são ótimas alternativas para o combate de desperdícios de água, fertilizantes e defensivos.

No geral, existem tecnologias específicas para cada momento, desde o melhoramento genético para a produção de sementes até a comunicação com os consumidores finais.

A seguir, vamos mostrar como ela pode estar presente em várias etapas de cadeia de produção agrícola.

 

cadeia de produção agrícola.

Fonte: Boas Práticas Agronômicas

 

Pré-produção

A princípio, essa etapa está relacionada aos processos realizados antes do plantio no campo, como exemplo, podemos citar o desenvolvimento de sementes. Nesse caso, não há participação do agricultor, mas de pesquisadores.

Assim, caso o produtor queira utilizar uma semente transgênica, já entra o uso da tecnologia, uma vez que, esse tipo de semente demanda muita ciência para ser desenvolvida.

 

Produção

Em seguida, temos a produção, que está associada a atuação no campo. Sendo assim, a tecnologia pode ser empregada nas fases de plantio e colheita, inclusive, com a participação do agrônomo, agricultor e do responsável pela operação de tecnologias como o drone, por exemplo.

Nessa etapa, podem ser utilizadas as seguintes tecnologias:

  • Sensoriamento remoto;
  • SIG (Sistema de Informação Geográfica) para automação das etapas de plantação e colheita;
  • Drones para mapeamento da área e identificação de pragas;
  • Maquinários com piloto automático;
  • Colhedoras com dispositivos inteligentes;
  • Sistemas de navegação.

 

Pós-produção

Por fim, a pós-produção é onde são utilizados os dados coletados pelos drones e outros sensores, que por sua vez, são enviados a um computador equipado com um software de leitura dessas informações.

Assim, depois da colheita, a distribuição, processamento e consumo da safra podem ser analisados com ajuda das seguintes tecnologias:

  • Computação em nuvem, que armazena grandes volumes de dados;
  • Análises de dados para orientação de mercado e logística;
  • Dispositivos móveis e redes sociais para monitorar o mercado.

 

COMO SE DEU A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA NA AGRICULTURA?

 

Primeiramente, no início do século XX praticava-se a chamada Agricultura 1.0, destinada à subsistência dos produtores. Nessa época, utilizava-se a tração animal para diversas operações agrícolas e por muito tempo, essa foi a tecnologia que mais causou impacto nas atividades do campo, visto que permitiu a introdução de ferramentas como o arado e a carroça.

Alguns anos depois, a tração animal foi gradualmente sendo substituída pela força mecânica (motor à combustão). A partir disso, foram desenvolvidas as máquinas agrícolas que passaram a ser o símbolo da Agricultura 2.0.

Em seguida, surgiu a Agricultura 3.0, caracterizada pelo uso do sistema de posicionamento global (GPS) para detectar e manejar variações dentro de um mesmo espaço produtivo. Logo, de acordo com a necessidade de cada local, começou a ser possível fazer diferentes recomendações para adubação, irrigação entre outros.

Por fim, a Agricultura Digital 4.0 chegou para incorporar a automação e a conectividade. Sendo assim, ficou marcada pelo uso de máquinas, veículos autônomos, drones, robôs e animais com sensores.

Agora as informações recolhidas são enviadas para a nuvem, formando um banco de dados exclusivo que permite uma tomada de decisões mais seguras.

As mudanças são constantes e hoje já se fala em Agricultura 5.0. Nesta, além das tecnologias avançadas relacionadas à automação e conectividade, considera-se o uso da autonomia (robotização) de gestão do sistema, como o uso de piloto automático na operação das máquinas.

 

QUAIS SÃO AS TECNOLOGIAS USADAS NA AGRICULTURA?

 

Entre os tipos de tecnologia utilizadas na agricultura, podemos citar:

  1. Tratores, adubadoras, colhedoras de café ou pulverizadores: guiados por geolocalização e controlados remotamente por meio de software para agricultura de precisão.
  2. Drones: utilizados para captar imagens e fornecer informações fundamentais para o produtor.
  3. Sensores: realizam o diagnóstico de variabilidade do solo (identifica porções com manchas, compactação, fluxo de pragas, diferenças climáticas e até erro no manejo de insumos).
  4. Dispositivos posicionados no solo: podem ser usados para realizar o raio-x completo da topologia do terreno. Assim, fornece dados sobre resistência, temperatura e umidade.
  5. Telemetria: analisa a performance das máquinas ou se sua velocidade e marcha estão corretas (precisão que representa queda no consumo de combustível).

 

Softwares de gestão agrícola – Por que eles são essenciais na agricultura?

Em meio a uma ampla diversidade de recursos tecnológicos presentes na administração de propriedades rurais está o software de gestão agrícola. Que tem contribuído de forma significativa para obtenção de resultados positivos nos negócios.

Isso porque, por meio dele é possível realizar uma gestão completa da fazenda, o que garante uma vantagem competitiva no mercado bem como o aumento da rentabilidade do negócio.

Na prática, o sistema é capaz de beneficiar o negócio rural em vários aspectos como: Gestão Financeira, Acompanhamento das Atividades Agrícolas, Livro Caixa Digital, Nota Fiscal Eletrônica, Gestão de Máquinas, Estoque e Compras, entre outros.

Enfim, suas funcionalidades são diversas, e com ele, o produtor tem dimensão do que entra e sai da propriedade, prevê a produtividade de um talhão, controla a gestão de insumos, dentre outros recursos.

O MyFarm é um exemplo claro de software de gestão agrícola, que tem ajudado muitos produtores rurais a conquistarem melhores resultados nas lavouras. Para conhecer suas funcionalidades ou até mesmo experimentar o sistema gratuitamente, acesse o nosso site.

 

CONCLUSÃO

 

Podemos dizer que a tecnologia assume um papel primordial para a evolução da agricultura brasileira. Com ela, o trabalho do agricultor se torna mais simples, eficiente e seguro.

Logo, não há como negar que ela representa um dos caminhos mais confiáveis no enfrentamento de desafios futuros e na conquista de novas oportunidades dentro do setor.

Comece hoje mesmo a repensar o seu modelo de gestão, inserindo novos recursos tecnológicos para agilizar os seus processos e ganhar mais eficiência na execução de atividades rurais.

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Sorgo: Aprenda um pouco as Características dessa Cultura!

Sorgo: Aprenda um pouco as Características dessa Cultura!

O sorgo é o quinto cereal mais produzido no mundo, depois do trigo, arroz, milho e cevada.

E nos últimos anos, a cultura tem tomado lugar de destaque no Brasil, principalmente no período da safrinha.

Sendo assim, para ampliar seu conhecimento acerca desse cereal, neste texto vamos focar em práticas para a implantação do sorgo, apresentando um pouco das características da cultura.

Confira!

 

Sorgo

 

O QUE É SORGO?

 

O sorgo (Sorghum bicolor L.) é um cereal originário da África, que foi domesticado entre 3 mil e 5 mil anos atrás.

A cultura é conhecida por sua utilização na alimentação animal, principalmente nos EUA, América do Sul e Austrália.

Ele também pode ser uma rica matéria-prima para alimento humano, como a farinha de sorgo. Principalmente por ser rico em fibras, ácidos fenólicos e taninos.

A cultura, nos últimos anos, tem apresentado uma expressiva expansão no Brasil, principalmente na sucessão às culturas de verão.

Atualmente o país é o 9º maior produtor mundial, sendo 65% para consumo interno e a maior parte destinada para alimentação animal.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de sorgo esperada nesta safra é de 2,174 milhões de toneladas, sendo os estados de Goiás e Minas Gerais os maiores produtores.

Agronomicamente, o cultivo pode ser classificado em quatro tipos, sorgo granífero, sorgo sacarino, sorgo vassoura e sorgo forrageiro.

 

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TIPOS DE SORGO CULTIVADOS

 

Sorgo Granífero

Esse tipo é constituído por plantas de porte baixo, de até 170cm, com uma panícula na sua extremidade superior, onde ficam os grãos, seu principal produto.

No entanto, após a colheita dos grãos o restante da planta pode ser usada como feno, pastejo ou incorporada ao solo.

 

Sorgo Sacarino

São plantas de porte alto, fracas em produção de sementes e com caules muito rico em açúcares, sendo apropriado para silagem e/ou para produção de açúcar e álcool.

Toda cultivar de sorgo sacarino pode também ser utilizada como forrageira.

 

Sorgo Sacarino

Foto: Lúcia Brito/Governo do Tocantins

 

Sorgo Forrageiro

O sorgo forrageiro é um tipo de porte alto, com plantas superiores a dois metros, elevada produção de forragem e adaptado principalmente ao Agreste e Sertão de Alagoas e regiões similares.

Este tipo é utilizado principalmente para pastejo, complemento alimentar para gado, fenação e cobertura morta.

 

Sorgo Vassour

Como o nome sugere, esse sorgo é usado na fabricação de vassouras, principalmente na região do Rio Grande do Sul.

A sua principal característica é a panícula em forma de vassoura, mas as outras partes da planta podem ser utilizadas na alimentação animal.

 

Sorgo Vassour

Foto: O agronômico.

 

CARACTERÍSTICAS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SORGO

 

Clima

O sorgo possui um sistema radicular profundo e ramificado, o que aumenta a eficiência na extração de água da solução de solo, tornando a cultura bastantes tolerante à seca.

A quantidade de água exigida durante o ciclo da cultura varia de 450 a 500 mm e ocorrendo déficit hídrico a taxa de crescimento da cultura diminui.

A cultura também é resistente a altas temperaturas, possibilitando que se desenvolva em condições consideradas desaforáveis para o cultivo de outros cereais

Na fase de florescimento, o cultivo necessita de temperaturas médias diárias superiores a 18ºC, sendo as melhores condições térmicas entre 26 e 30ºC.

Devido as estas características a cultura se adapta facilmente a locais áridos e com escassez de chuva.

 

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Cultivares

A escolha da cultivar é essencial para alcançar elevadas produtividades. Portanto, o produtor deve ser bem criterioso antes de tomar esta decisão.

Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração a finalidade à qual o plantio se destina, se à produção de grãos, à produção de silagem ou ao pastejo dos animais.

Além disso, devem-se considerar também se as cultivares são adaptadas à região onde será realizado o plantio.

 

Cultivares

Foto: Embrapa Milho e Sorgo

Plantio

A época de plantio do sorgo depende se o cultivo será de verão ou de safrinha.

No cultivo de verão, a semeadura é realizada no início do período chuvoso. Já no cultivo de safrinha, o mesmo é realizado logo em seguida à colheita da safra normal.

Ele pode ser plantado através de plantio convencional, quando o solo é arado, gradeado e nivelado. Ou através do plantio direto na palhada, com o mínimo de revolvimento do solo.

A semeadura da cultura pode ser feita com o mesmo maquinário usado para soja, arroz, trigo, ou outros grãos.

 

Adubação e nutrição

A adubação de plantio deve ser realizada conforme os resultados da análise do solo, que deve ser realiza antes da implementação da cultura.

A maior exigência nutricional do sorgo é o nitrogênio e potássio, seguindo-se cálcio, magnésio e fósforo.

O fósforo e o nitrogênio são quase todos translocados para os grãos. Portanto, a incorporação dos restos culturais da plantação pode devolver ao solo parte dos nutrientes contidos na palhada, como potássio, cálcio e magnésio.

Contudo, mesmo com a manutenção da palhada na lavoura, faz-se necessária a reposição desses nutrientes em cultivos seguinte.

 

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PRINCIPAIS DOENÇAS DO SORGO

 

O sorgo está sujeito à incidência de várias doenças, das quais podem ser limitantes à produção da cultura.

Dentre as principais doenças que afetam a cultura no Brasil, estão:

  • Antracnose (Colletotrichum graminicola),
  • Míldio (Peronosclerospora sorghi),
  • Helmintosporiose (Exserohilum turcicum),
  • Ferrugem (Puccinia purpurea),
  • Doença açucarada do Sorgo ou ergot (Claviceps africana),
  • Podridão seca (Macrophomina phaseolina).

 

Dano causado pela ferrugem da soja.

 

Nos últimos anos, a antracnose tem sido a principal doença da cultura no Brasil, gerando perdas na produção que podem ser superiores a 70%.

Já a helmintosporiose tem chegado a causar perdas superiores a 50% da produção, quando ocorre antes da emergência da panícula.

O míldio e a ferrugem do sorgo são doenças que podem ser encontradas em todas as regiões de plantio da cultura no Brasil.

Medidas como rotação de culturas, eliminação de plantas doentes, eliminação de hospedeiros alternativos/invasoras e resistência genética, podem diminuir significativamente a população do patógeno na área de cultivo.

 

Doenças na cultura do sorgo

Doenças na cultura do sorgo: A – helmintosporiose; B – ferrugem; C – ergot; D – míldio. Fotos: Embrapa Milho e Sorgo.

 

PRINCIPAIS PRAGAS DO SORGO

 

O produtor deve estar sempre atento a ocorrência de pragas na cultura do sorgo, pois elas podem ocorrer do plantio até a colheita.

Dentre as pragas que requerem maior atenção do produtor estão:

  • cupins subterrâneos (Heterotermes, Syntermes e Proconitermes),
  • lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus),
  • lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda),
  • broca-da-cana (Diatraea saccharalis),
  • pulgão-verde (Schizaphis graminum)
  • lagarta da panícula (Helicoverpa armigera)

Deste modo, é importante visitar com frequência a lavoura para identificar as espécies que estão causando danos e adotar medidas de controle

 

PLANTAS DANINHAS DO SORGO

 

O crescimento lento do sorgo nos estádios iniciais torna-o susceptível às plantas daninhas e um dos principais problemas na cultura tem sido o seu controle.

O período crítico para o controle das plantas daninhas na cultura está entre 20 e 42 dias após emergência da plântula.

Se não controladas no momento correto, as plantas daninhas podem ocasionar perdas na produtividade de 30 a 75%.

Portanto, o manejo integrado de plantas daninhas deve ser empregado para permitir a obtenção de produção máxima.

 

webinar plantas daninhas

 

CONCLUSÃO

 

A cultura do sorgo vem ganhando importância em todo mundo nos últimos anos. Sua boa adaptação a ambientes secos, alta produção e sua versatilidade, são fatores que tem contribuído para o aumento da área plantada desta cultura.

No entanto, o planejamento e manejo adequado da cultura, são de grande importância para a obtenção de rendimentos elevados.

 

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Agricultura sustentável: aprenda a fazer!

Agricultura sustentável: aprenda a fazer!

Neste artigo você irá entender a importância da agricultura sustentável para o meio social e ambiental, além de aprender estratégias para trazer mais sustentabilidade para a produção do seu negócio.

Venha Comigo!

 

Agricultura sustentável.

A agricultura sustentável envolve o manejo adequado dos recursos naturais, evitando a degradação do ambiental de forma a permitir a satisfação das necessidades humanas das gerações futuras.

Esse enfoque altera as prioridades dos sistemas convencionais de agricultura em relação ao uso de fontes não renováveis, principalmente de energia, e muda a visão sobre os níveis adequados do balanço entre a produção de alimentos e os impactos no ambiente.

Com o aumento da população cresce a necessidade de consumo alimentício, por isso a nova agricultura precisa de técnicas de produção sustentáveis que gerem lucros aos produtores, alimentos de qualidade para os consumidores e visando o respeito à natureza, garantindo a curto e a longo prazo a continuidade de produção sem a degradação do solo, do ar ou dos recursos hídricos.

 

CARACTERÍSTICA DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

 

Plantação de alface orgânico.

 A agricultura sustentável é um tipo de agricultura ecologicamente equilibrada e justa do ponto de vista social. Algumas ações importantes são características desse tipo de agricultura, como:

  • A diminuição do uso de produtos químicos e de técnicas que poluam o ar, o solo ou a água;
  • O aumento da prática da agricultura orgânica e da criação e uso de sistemas que recolham as águas das chuvas para a irrigação;
  • Espaço não desmate das florestas e matas para ampliar as áreas agrícolas;
  • E ainda, o respeito às leis trabalhistas dos trabalhadores do campo.

 

AGRICULTURA PARA OS CONSUMIDORES E VAREJISTAS

Esses dois setores representam uma grande importância na agricultura sustentável, uma vez que, se eles tiverem preocupados com a sustentabilidade, eles tendem a procurar alimentos “baseados em valores” que são cultivados usando métodos que promovem o bem estar dos trabalhadores rurais, que são ecologicamente corretos, ou que fortaleçam a economia local.

 

Comercialização de produtos orgânicos..

No entanto, a agricultura sustentável é mais do que uma coleção de práticas. É também um processo de negociação: um empurrão e puxão entre os interesses às vezes concorrentes de um agricultor individual ou de pessoas de uma comunidade, enquanto eles trabalham para resolver problemas complexos sobre como cultivamos nossos alimentos e fibras.

 

AGRICULTURA SUSTENTÁVEL NO BRASIL

Diferentemente das últimas décadas atualmente o Brasil é o quarto maior produtor orgânico do mundo. Ele destaca um crescimento de 20% ao ano em sua produção, de acordo com a EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Por isso, a agricultura sustentável no Brasil faz uso de alternativas de produção sustentáveis como:

  • Agricultura orgânica: visa o uso de compostos de recursos naturais, como adubos;
  • Produção integrada agropecuária: objetiva práticas agrícolas que substituem o uso de elementos poluentes;
  • Produção agroflorestal: agrega a preservação do meio ambiente de forma que não ocorra uma degradação ambiental;
  • Integração de Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): integra benefícios de sustentação para todas as atividades produtivas, agrícolas e pecuárias.

Contudo, a boa perspectiva do Brasil em relação ao desenvolvimento sustentável de seus terrenos se dá pelas boas iniciativas no campo, as propostas de desenvolvimento de técnicas agrícolas sustentáveis e orientação aos agricultores para seguir o caminho da sustentabilidade.

 

PRINCIPAIS PROBLEMAS PARA A AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

  • O Brasil é, atualmente, um dos países que mais utilizam pesticidas no mundo;
  • Ainda é comum o desmatamento de florestas e matas para abrir espaço para a prática da agricultura. Temos vários exemplos na floresta Amazônia;
  • Muitos agricultores pagam salários baixos aos camponeses, além de não respeitarem direitos trabalhistas. Infelizmente, ainda ocorrem casos escondidos de trabalho escravo e emprego de mão de obra infantil no campo.

 

ebook áreas degradadas

 

 

TÉCNICAS DE PLANTIO NA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Segundo os Dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) indicam que um terço dos solos do mundo está degradado. Isso significa que perderam, em algum grau de intensidade, sua capacidade de gerar serviços ecossistêmicos, como regulação hidrológica, sequestro de carbono ou retenção de nutrientes para a produção de alimentos.

Para evitar que esse quadro se intensifique, a agricultura tem um papel fundamental. Por meio de técnicas sustentáveis de plantio é possível aumentar a qualidade do solo, permitindo que esse sistema agrícola continue sendo uma importante fonte de serviços naturais que beneficiam toda a sociedade.

Veja, agora, algumas das melhores estratégias para trazer mais sustentabilidade para a produção do seu negócio.

 

 

Agricultura Vertical

Uma fazenda vertical é um conjunto espacial destinado para a produção de alimentos e remédios em camadas verticais.

A ideia por trás do conceito é utilizar instalações automatizadas que, com o auxílio de tecnologias, visam provocar o menor impacto ambiental possível e aumentar consideravelmente a produção agrícola.

 

Agricultura Vertical Orgânica.

Nesse sistema fechado, todos os fatores ambientais, como luz, temperatura, gases, umidade e fertigação, podem ser ajustados de acordo com a necessidade de cada planta. Esse controle permite o uso consciente de recursos, em especial dos naturais que estão se tornando escassos, como a água.

A fazenda indoor ainda protege a plantação de intempéries, como fortes chuva, intensa luz do sol, vento e até mesmo ataques de pragas e insetos. Com isso, a agricultura vertical permite o cultivo de alimentos orgânicos sem o uso de agrotóxicos.

 

Agricultura de Precisão

 

Tecnologia na Agricultura de precisão.

Cada pedaço da fazenda necessita de quantidades e tipos de insumos diferentes. Entretanto, a solução de entender grandes áreas como homogêneas, utilizadas em larga escala pelos produtores, prevê a aplicação de quantidades de adubos, fertilizantes e insumos iguais em toda a propriedade, considerando uma média. O resultado? Discrepâncias e não uniformidade de produção.

É exatamente nesse ponto que entra a agricultura de precisão. Com a utilização de tecnologias de referenciamento e posicionamento dadas por sistemas de GPS avançados, é possível gerir o campo metro a metro.

Dessa maneira, aplica-se a quantidade de insumos, fertilizantes e defensivos exata para cada área, no momento mais adequado. A utilização da agricultura de precisão gera economia financeira, poupa o meio ambiente e pode aumentar a produtividade das áreas consideravelmente.

 

Rotação de culturas

É o revezamento de culturas em uma certa área agrícola. O objetivo dessa prática é aproveitar melhor a fertilidade do solo pela diferente escavação das raízes, a diversidade biológica, a melhoria da drenagem e o controle de doenças e pragas.

Ao definir as culturas que participarão do sistema de rotação, é necessário considerar diversos fatores: topografia, condições do solo, mão de obra, clima, implementos agrícolas disponíveis, mercado consumidor disponível e características das plantas.

 

Nutrição Mineral de Plantas Macronutrientes

 

 

Plantio Direto 

O plantio direto é muito eficiente no controle da erosão. A palha sobre a superfície protege o solo contra o impacto das gotas de chuva, reduzindo a desagregação e o selamento da superfície, garantindo maior infiltração de água e menor arraste de terra.

O plantio direto reduz até 90% as perdas de terra e até em 70% a enxurrada. No plantio direto, necessita-se de menor volume de chuvas para as operações de plantio e tratos culturais.

 

 

Reflorestamento

Solos com alta suscetibilidade à erosão e baixa fertilidade devem ser preenchidos com vegetação densa e permanente. As florestas, por exemplo, são indicadas para recuperar solos erodidos ou degradados, bem como para a proteção de cursos d’água e mananciais.

Além disso essa cobertura é um ótimo empreendimento econômico para solos com restrições para cultivo de culturas anuais, pois pode ser utilizada racionalmente para a produção de celulose, madeira, carvão etc.

Como regra, áreas sem capacidade agrícola ou pecuária devem ser reflorestadas para fins de conservação, de acordo com regras definidas no Código Florestal.

 

Compostagem

 

Compostagem orgânica

A compostagem é um processo que contribui para a conservação do meio ambiente, pode-se definir como uma forma sustentável de devolver a natureza o que foi retirado.

O processo de compostagem se dá através de um processo biológico em que os microorganismos transformam a matéria orgânica (folhas, estrume, restos de papel, restos de comida, cinzas, penas, aparas de gramas, rocha moída e conchas, feno ou palha, podas de arbustos e cerca viva, resíduos de cervejaria, resíduos de couro, serragens e ervas daninha), num material semelhante ao solo, o que chamamos de composto, podendo ser utilizado como adubo.

 

 

Adubação verde

 

A adubação verde está relacionada à semeadura de plantas que possuem grande potencial de produção de massa vegetal. Elas também podem possuir características morfológicas ou fisiológicas que trarão benefícios ao solo quando bem manejadas, como a fixação de nitrogênio.

Adubação verde é uma prática de cultivo milenar que visa o fornecimento de nutrientes ao solo. Assim, após o ciclo da cultura for completado, nós passamos a grade, revolvendo a massa verde com o solo, e acelerando a ciclagem e, consequentemente, o fornecimento de nutrientes.

Os animais e as leguminosas também podem aproveitar bastante desse tipo de tecnologia sustentável, uma vez que ela é responsável pela fixação de nitrogênio no solo.

 

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Captação de água da chuva

Criação e uso de sistemas de captação de águas das chuvas para ser utilizada na irrigação. A agricultura é a principal usuária dos recursos hídricos disponíveis, uma média de 70% do consumo mundial.

A escassez de água e energia em quantidade e qualidade em certas regiões brasileiras (para uso em irrigação sem gerar conflitos entre os demais usuários) é uma grande dificuldade, exige melhor gestão e planejamento do uso adequado e sustentável dos recursos.

 

Manejo de pastos

Quando bem manejados, os pastos proporcionam boa proteção ao solo contra a erosão. No entanto, o manuseio incorreto pode causar um grave problema do ponto de vista conservacionista. Para evitar que isso aconteça, é possível usar um sistema de pastoreio rotativo, com uso de piquetes, e fazer as adubações e ressemeaduras periódicas.

Isso assegura a manutenção do pasto com cobertura e densidade capazes de garantir suporte razoável ao gado, além de boa proteção contra a erosão do solo.

A integração lavoura-pecuária é uma alternativa muito usada atualmente e consiste em conciliar a produção de grãos com a pecuária em uma mesma área. Assim, a propriedade os custos de produção reduzem, aumentando o lucro.

 

CONCLUSÃO

Produzir mais, sem degradar o meio ambiente. Esse é o principal desafio da produção de alimentos no Brasil e no mundo. E nessa busca pela agricultura sustentável, o uso racional de agrotóxico, o investimento em novas tecnologias e a qualificação do produtor rural ganham, cada vez mais, o foco das atenções.

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Portanto a agricultura sustentável é uma alternativa que propõe uso de estratégias de produção sustentáveis que deem benefícios para os produtores, alimentação de alta qualidade aos compradores e, principalmente, a preservação e sustentabilidade da natureza e fornecendo uma qualidade de vida para gerações atuais e futuras.

Escrito por Michelly Moraes.

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