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Alqueire: tudo que você precisa saber!

Alqueire: tudo que você precisa saber!

As medidas agrárias servem para estimar as dimensões de áreas rurais. É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre hectare e alqueire em algum momento. Ambos os termos são comuns e usados para medir especialmente propriedades rurais.

Neste artigo, vamos explicar mais sobre essas medidas de terra mais comuns, a importância de conhecer sobre elas, como convertê-las e outros pontos importantes. Continue a leitura para conferir mais sobre hectare e alqueire.

Acompanhe!

 

Alqueires: tudo que você precisa saber!

 

O que é alqueires?

O alqueire é uma unidade de medida de superfície utilizada principalmente em algumas regiões do Brasil, especialmente em áreas rurais, para expressar a extensão de terras agrícolas.

No entanto, é importante notar que a definição exata do alqueire pode variar em diferentes estados brasileiros. A medida mais comum é o “alqueire paulista”, que corresponde a 24.200 metros quadrados ou 2,42 hectares.

No entanto, em outros estados, como Minas Gerais e Goiás, por exemplo, o alqueire pode ter valores diferentes. Por exemplo, o “alqueire mineiro” equivale a 48.400 metros quadrados ou 4,84 hectares, sendo o dobro do alqueire paulista.

 

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Qual é a importância das medidas agrárias?

As medidas agrárias são essenciais na gestão da terra e na agricultura, desempenhando um papel crucial em várias atividades relacionadas ao setor agrícola.

Aqui estão algumas razões pelas quais essas medidas são importantes:

  • Planejamento e Gestão de Terras: As medidas agrárias são fundamentais para o planejamento e a gestão eficiente das terras agrícolas. Os agricultores, gestores de propriedades rurais e autoridades locais precisam entender as dimensões e a extensão das áreas de cultivo para otimizar o uso da terra.
  • Compra e Venda de Terras: Ao comprar ou vender terras, é crucial ter medidas precisas para determinar o valor e a área exata da propriedade. Isso facilita transações imobiliárias, contratos de arrendamento e acordos comerciais relacionados à terra.
  • Divisão de Propriedades: A divisão e a subdivisão de propriedades rurais requerem medidas agrárias precisas para garantir uma distribuição justa e adequada dos terrenos.
  • Cálculos de Produtividade: Ao calcular a produtividade agrícola, os agricultores e pesquisadores usam medidas agrárias para determinar as áreas de cultivo, a densidade de plantio e a produção por hectare, o que é essencial para avaliar o desempenho das safras.
  • Planejamento de Irrigação e Drenagem: Para otimizar a eficiência dos sistemas de irrigação e drenagem, é necessário conhecer as dimensões exatas dos campos agrícolas. Isso ajuda na aplicação precisa de recursos hídricos, evitando o desperdício.
  • Conformidade Legal: As medidas agrárias são frequentemente usadas para cumprir requisitos legais e normativos relacionados ao uso da terra. Autoridades governamentais podem basear regulamentações em medidas específicas para garantir práticas agrícolas sustentáveis e planejamento territorial adequado.
  • Padronização e Comunicação: O uso de medidas agrárias padronizadas facilita a comunicação entre diferentes partes interessadas, incluindo agricultores, autoridades governamentais, pesquisadores e profissionais do setor imobiliário.

 

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Quantos metros tem um alqueire?

A medida de um alqueire pode variar de acordo com a região e o país. No Brasil, por exemplo, o alqueire pode ter diferentes valores em metros, dependendo do estado.

Em alguns lugares, um alqueire corresponde a 24.200 metros quadrados, enquanto em outros estados pode ser equivalente a 48.400 metros quadrados.

Para ter uma resposta mais precisa, seria necessário especificar a região ou o país para o qual você está se referindo, pois as medidas podem variar. Se você souber a unidade utilizada em sua região, posso ajudar a converter para metros quadrados.

 

Quantos hectares tem um alqueire?

A relação entre alqueires e hectares no Brasil é mais consistente e geralmente aceita como 1 alqueire igual a 4,84 hectares. Isso significa que se você tiver uma medida em alqueires e quiser converter para hectares, você multiplica o número de alqueires por 4,84.

Por exemplo:

  • 1 alqueire = 4,84 hectares
  • 2 alqueires = 2 * 4,84 hectares = 9,68 hectares
  • 5 alqueires = 5 * 4,84 hectares = 24,2 hectares

Essa conversão é bastante usada em áreas rurais e na agricultura, onde diferentes unidades de medida são comuns.

Lembre-se de que esses valores são padrões comumente adotados, mas ainda é bom verificar se há alguma especificidade regional que possa afetar a conversão exata.

 

Como e feita a medição dos alqueires passo a passo:

A medição de hectares é uma unidade de medida de área comumente usada para terrenos agrícolas e rurais. Um hectare é equivalente a 10.000 metros quadrados ou 0,01 quilômetros quadrados.

 Aqui está um guia passo a passo para medir hectares:

 

 Passo 1: obtenha um mapa ou planta do terreno

Comece obtendo um mapa ou planta do terreno que você deseja medir. Isso pode ser feito através de mapas oficiais, imagens de satélite, ou até mesmo desenhando um esboço preciso.

 

Passo 2: identifique os pontos de referência

Identifique os pontos de referência no terreno, como esquinas ou marcos físicos, que podem ser usados para delimitar a área a ser medida.

 

Passo 3: divida o terreno em seções

Se o terreno tiver uma forma irregular, divida-o em seções mais simples, como retângulos, quadrados ou triângulos, para facilitar os cálculos.

 

Passo 4: meça as dimensões de cada seção

Use instrumentos de medição, como uma trena, para medir as dimensões de cada seção. Meça comprimento e largura, registrando as dimensões em metros.

 

Passo 5: calcule a área de cada seção

Utilize a fórmula da área correspondente à forma de cada seção. Por exemplo:

  • Para um retângulo: Área = comprimento x largura
  • Para um quadrado: Área = lado x lado
  • E para um triângulo: Área = (base x altura) / 2

 

Passo 6: some as áreas das seções

Some as áreas calculadas para cada seção para obter a área total do terreno.

 

Passo 7: converta a área para hectares

Converta a área total para hectares dividindo-a por 10.000 (pois 1 hectare = 10.000 metros quadrados).

Lembre-se de que a precisão das medições dependerá da precisão dos instrumentos de medição e da precisão ao identificar os pontos de referência no terreno. Se necessário, consulte um profissional ou um agrimensor para obter medições mais precisas.

 

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Conclusão

O conhecimento e aplicação adequada das medidas agrárias, como o alqueire e o hectare, são essenciais para a gestão eficiente de terras agrícolas.

Essas medidas desempenham papéis cruciais em atividades como planejamento, transações imobiliárias e cálculos de produtividade.

A padronização facilita a comunicação, mas a precisão nas medições, utilizando instrumentos adequados e consultando profissionais quando necessário, é fundamental.

Em conjunto, esses elementos contribuem para práticas agrícolas sustentáveis e gestão responsável da terra.

Escrito por Michelly Moraes.

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Gorgulho: pequenos insetos, grandes mistérios!

Gorgulho: pequenos insetos, grandes mistérios!

O gorgulho é uma família de insetos coleópteros que, apesar de seu tamanho diminuto, desempenham um papel fundamental nos ecossistemas e na agricultura. Suas características únicas e seu comportamento intrigante os tornam objetos de fascínio para entomologistas e entusiastas da natureza em todo o mundo.

 Neste artigo, exploraremos o universo dos gorgulhos, revelando seus segredos, impacto na biodiversidade e na agricultura, além de destacar o papel que desempenham na natureza.

Prepare-se para uma jornada pelo incrível mundo dos gorgulhos, onde a minúscula vida revela grandes maravilhas.

 

Gorgulho: pequenos insetos, grandes mistérios!

 

O que é gorgulho?

Os gorgulhos são uma família de insetos pertencentes à ordem Coleoptera, que inclui besouros. Eles são caracterizados por seus corpos pequenos, geralmente com menos de 6 mm de comprimento, e por um focinho alongado, que é uma característica distintiva.

Esse focinho é usado para perfurar e se alimentar de plantas ou sementes, daí seu nome “gorgulho”, que deriva da palavra “gorge”, que significa engolir, devido à sua maneira de se alimentar.

Os gorgulhos são insetos filófagos, o que significa que se alimentam principalmente de plantas. Eles podem ser pragas agrícolas em algumas culturas, danificando sementes, grãos e outras partes das plantas.

No entanto, eles também desempenham um papel importante na dispersão de sementes, ajudando a espalhar plantas em ambientes naturais.

Esses insetos têm uma incrível diversidade, com milhares de espécies diferentes conhecidas em todo o mundo.

Eles são estudados por entomologistas devido à sua ecologia, comportamento e importância na agricultura e na natureza.

 

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Quais as culturas mais afetadas pelo gorgulho?

O impacto do gorgulho varia de acordo com a região geográfica e as espécies específicas de gorgulhos envolvidas.

Algumas das culturas mais comumente afetadas por diferentes espécies de gorgulhos incluem:

  • Grãos e leguminosas: gorgulhos, como o gorgulho do feijão (Acanthoscelides obtectus), podem afetar culturas de leguminosas, como feijão, lentilha e ervilha.
  • Milho: o gorgulho do milho (Sitophilus zeamais) é uma praga comum em grãos armazenados, como milho e outros cereais.
  • Arroz: o gorgulho do arroz (Sitophilus oryzae) é outra praga comum em grãos armazenados, especialmente arroz.
  • Amendoim: o gorgulho do amendoim (Caryedon serratus) é conhecido por prejudicar culturas de amendoim.
  • Trigo e outros cereais: diferentes espécies de gorgulhos podem afetar cereais, como trigo, cevada, aveia e centeio, quando armazenados inadequadamente.
  • Grãos armazenados: gorgulhos também podem infestar armazéns e silos que contêm grãos e sementes, causando perdas significativas na produção de alimentos.

É importante notar que existem muitas espécies diferentes de gorgulhos, e as culturas afetadas podem variar de acordo com a região e as condições locais.

 

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Como identificar o gorgulho?

A identificação do gorgulho pode variar ligeiramente de acordo com a espécie específica, mas existem algumas características gerais que ajudam a reconhecê-los.

Para uma identificação mais precisa da espécie de gorgulho, é necessário observar detalhes microscópicos e outras características específicas, o que geralmente requer conhecimento em entomologia.

Se você suspeita que tem um problema com gorgulhos em uma determinada cultura ou ambiente de armazenamento, pode ser útil entrar em contato com um entomologista ou especialista em controle de pragas para uma identificação precisa e aconselhamento sobre medidas de controle apropriadas.

 

Tipos de gorgulho

Existem milhares de espécies de gorgulhos em todo o mundo, e cada uma delas pode ter preferências alimentares específicas e habitats distintos. Aqui estão alguns exemplos de tipos de gorgulho comuns:

  • Gorgulho do Milho (Sitophilus zeamais): Este é um dos gorgulhos mais conhecidos e prejudiciais. Ele ataca grãos armazenados, como milho e outros cereais.
  • Gorgulho do Arroz (Sitophilus oryzae): Outro gorgulho que ataca grãos armazenados, principalmente o arroz.
  • Gorgulho do Feijão (Acanthoscelides obtectus): Como o nome sugere, esse gorgulho é uma praga comum em feijões, lentilhas e outras leguminosas.
  • Gorgulho do Amendoim (Caryedon serratus): Este gorgulho é conhecido por danificar culturas de amendoim.
  • Gorgulho do Trigo (Sitophilus granarius): Afeta grãos armazenados, especialmente trigo.
  • Gorgulho do Arroz Vermelho (Coleoptera: Curculionidae): Este gorgulho é uma praga que afeta o arroz em várias partes do mundo.
  • Gorgulho do Milho Maizico (Rhyssomatus subtilis): Encontrado em plantações de milho, especialmente nas Américas.
  • Gorgulho do Feijão Verde (Callosobruchus maculatus): Prejudica feijões verdes, bem como outras leguminosas.
  • Gorgulho do Grão-de-Bico (Callosobruchus chinensis): Afeta o grão-de-bico e outras leguminosas.
  • Gorgulho da Maçã (Anthonomus pomorum): Este gorgulho é conhecido por danificar pomares, perfurando as maçãs.

 

Como eliminar o gorgulho?

Eliminar o gorgulho pode ser desafiador, pois essas pragas podem estar presentes em ambientes de armazenamento e em cultivos agrícolas. O controle de gorgulhos geralmente envolve uma combinação de métodos preventivos e medidas de controle.

 

Monitoramento nas lavouras

 Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar a eliminar ou reduzir a população de gorgulhos:

  • Armazenamento adequado: Para proteger grãos, sementes e produtos alimentícios, armazene-os em recipientes herméticos e limpos. Isso impedirá que os gorgulhos acessem seu alimento.
  • Resfriamento ou congelamento: Se possível, resfrie ou congele os produtos armazenados a temperaturas baixas. O frio pode matar gorgulhos e suas larvas.
  • Exposição ao calor: Aquecer os produtos armazenados a temperaturas acima de 50°C pode matar gorgulhos. No entanto, essa técnica deve ser usada com cuidado para não danificar os produtos.
  • Fumigação: Em casos graves, é possível usar tratamentos químicos, como fumigação com fosfina ou outro inseticida adequado. Isso deve ser realizado por profissionais treinados.
  • Uso de inimigos naturais: Em alguns casos, a introdução de predadores naturais ou parasitoides específicos pode ajudar a controlar as populações de gorgulhos.
  • Monitoramento constante: Verifique regularmente os produtos armazenados para detectar sinais de infestação de gorgulhos. Quanto mais cedo você identificar a praga, mais fácil será controlá-la.
  • Rotação de culturas: Na agricultura, a rotação de culturas pode ser uma estratégia eficaz para reduzir a pressão de pragas, incluindo gorgulhos, em cultivos específicos.
  • Limpeza e higiene: Mantenha as áreas de armazenamento limpas e remova resíduos de produtos anteriores para evitar que os gorgulhos se reproduzam.
  • Barreiras físicas: Use telas, malhas ou barreiras físicas para impedir que os gorgulhos acessem seus alimentos.

Lembre-se de que as medidas de controle podem variar dependendo da espécie de gorgulho e do ambiente em que estão presentes.

Em casos graves de infestação, é aconselhável procurar a orientação de um especialista em controle de pragas ou entomologista, que poderá oferecer soluções específicas para o seu problema.

Além disso, o uso de inseticidas deve ser feito com responsabilidade, seguindo as regulamentações locais e de segurança.

 

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Conclusão

Os gorgulhos são pequenos insetos coleópteros com focinhos alongados. Embora desempenhem um papel importante na dispersão de sementes, também podem ser pragas em culturas como grãos, leguminosas, milho, arroz e outros cereais.

A identificação precisa e o controle eficaz são essenciais para mitigar danos. Estratégias de controle incluem armazenamento adequado, resfriamento, exposição ao calor, fumigação, uso de inimigos naturais, monitoramento constante, rotação de culturas e limpeza.

O estudo contínuo desses insetos é fundamental para desenvolver melhores estratégias de manejo e equilibrar a coexistência com esses importantes componentes dos ecossistemas.

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Picão-preto: tudo o que você precisa saber!

Picão-preto: tudo o que você precisa saber!

Picão-preto: entenda como controlar essa planta daninha e impedir que se torne um problema ainda maior na lavoura. Acompanhe!

O picão-preto, cientificamente conhecido como Bidens pilosa, é uma planta que desafia as fronteiras entre utilidade e incômodo. Originária das Américas, essa erva herbácea é dotada de sementes com ganchos adesivos, que lhe conferem o apelido peculiar de “picão-preto”.

Embora essa planta seja conhecida por suas possíveis propriedades medicinais em algumas culturas, ela também é reconhecida como uma praga na agricultura em diversas regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo.

Seu rápido crescimento e capacidade de competir com as culturas cultivadas por recursos essenciais fazem com que o controle do picão-preto seja uma tarefa desafiadora para os agricultores. Neste contexto, exploraremos a dualidade do picão-preto, discutindo tanto seu potencial valor medicinal como sua influência negativa nas práticas agrícolas.

 

Tudo que você precisa saber sobre o picão-preto!

 

O que é picão- preto?

Picão-preto é o nome popular de uma planta herbácea conhecida cientificamente como Bidens pilosa. Ela é originária das Américas e é encontrada em várias regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo.

O nome “picão-preto” refere-se às suas sementes, que têm pequenas estruturas semelhantes a ganchos que grudam facilmente em roupas e pelos de animais. Essa planta é utilizada na medicina tradicional em algumas culturas.

Acredita-se que o picão-preto tenha propriedades medicinais, como anti-inflamatórias e antimicrobianas, e pode ser usado para tratar uma variedade de condições de saúde, incluindo problemas gastrointestinais, feridas e inflamações.

No entanto, pode ser considerado uma praga na agricultura em algumas regiões. Essa planta daninha é conhecida por crescer rapidamente e competir por recursos, como água, nutrientes e luz solar, com as culturas cultivadas.

Sua capacidade de se espalhar facilmente e produzir sementes com estruturas adesivas que se prendem a roupas, equipamentos agrícolas e animais torna o controle do picão-preto desafiador.

 

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Contexto histórico

O picão-preto, também conhecido como Bidens pilosa, é uma planta daninha que tem uma história de resistência no contexto da agricultura brasileira.

Essa resistência refere-se à capacidade da planta de sobreviver e se adaptar a várias tentativas de controle por parte dos agricultores e dos métodos convencionais de manejo de plantas daninhas.

Historicamente, o picão-preto se estabeleceu em diferentes regiões do Brasil devido à sua alta capacidade de dispersão de sementes.

As sementes aderentes da planta são facilmente transportadas por animais, roupas e equipamentos agrícolas, o que contribuiu para a disseminação da planta em áreas de cultivo.

Uma das principais razões para a resistência do picão-preto é sua capacidade de desenvolver resistência a herbicidas comuns. O uso excessivo e inadequado de herbicidas levou ao desenvolvimento de populações de picão-preto resistentes a esses produtos químicos em algumas regiões do Brasil.

Isso representa um desafio significativo para os agricultores, pois as opções de controle químico se tornam limitadas quando as plantas desenvolvem resistência.

Além disso, o picão-preto compete com as culturas cultivadas por recursos essenciais, como água, nutrientes e luz solar, o que pode reduzir a produtividade das lavouras e aumentar os custos de produção.

 

Benefícios do picão-preto

O picão-preto (Bidens pilosa) tem sido tradicionalmente usado em algumas culturas para uma variedade de propósitos medicinais, e acredita-se que tenha vários benefícios potenciais para a saúde.

No entanto, é importante observar que a eficácia e segurança do picão-preto como planta medicinal não foram amplamente comprovadas por estudos científicos, e seu uso deve ser feito com cautela. Alguns dos benefícios tradicionalmente associados ao picão-preto incluem:

  • Propriedades anti-inflamatórias: acredita-se que o picão-preto contenha compostos que possuem propriedades anti-inflamatórias, o que pode ser útil no tratamento de condições inflamatórias, como artrite e doenças de pele.
  • Propriedades antimicrobianas: alguns estudos sugerem que o picão-preto pode ter propriedades antimicrobianas, o que significa que pode ajudar a combater bactérias e fungos. Isso levou ao seu uso tradicional no tratamento de infecções.
  • Auxílio digestivo: em algumas culturas, o picão-preto é usado para aliviar distúrbios gastrointestinais, como diarreia e cólicas, devido às suas propriedades antiespasmódicas e anti-inflamatórias.
  • Cicatrização de feridas: a planta é às vezes utilizada topicamente para promover a cicatrização de feridas e úlceras de pele.
  • Uso antiparasitário: em algumas regiões, o picão-preto é usado tradicionalmente para tratar infecções parasitárias, como vermes intestinais.
  • Potencial antioxidante: a planta contém compostos que têm propriedades antioxidantes, que podem ajudar a combater os danos causados pelos radicais livres no corpo.
  • Lembre-se de que, embora esses benefícios sejam mencionados na medicina tradicional, a falta de estudos clínicos rigorosos e evidências científicas sólidas torna importante ser cauteloso ao usar o picão-preto para tratar condições de saúde.

 

Malefício

O picão-preto, também conhecido como Bidens pilosa, é considerado uma planta daninha em muitas regiões agrícolas e, como tal, pode causar malefícios significativos para a agricultura.

Alguns dos principais malefícios do picão-preto para a agricultura incluem:

  • Competição por recursos: o picão-preto é altamente competitivo e pode competir com as culturas cultivadas por recursos essenciais, como água, nutrientes e luz solar. Isso pode resultar em uma redução significativa do rendimento das culturas, levando a perdas econômicas para os agricultores.
  • Interferência na colheita: as sementes adesivas do picão-preto podem se prender às colheitadeiras, tratores e outros equipamentos agrícolas, tornando o processo de colheita mais difícil e demorado. Isso pode aumentar os custos de produção e reduzir a eficiência da colheita.
  • Resistência a herbicidas: em algumas regiões, o picão-preto desenvolveu resistência a herbicidas comuns, o que torna o seu controle químico mais desafiador. Isso exige o uso de herbicidas mais caros e a aplicação de estratégias de manejo mais complexas.
  • Aumento nos custos de produção: o controle do picão-preto e de outras plantas daninhas pode representar um custo adicional para os agricultores, seja por meio da compra de herbicidas mais caros ou da implementação de práticas de manejo mais intensivas.
  • Redução da qualidade do produto: quando o picão-preto cresce em meio às culturas, pode contaminar os produtos colhidos, reduzindo a qualidade e o valor de mercado desses produtos.

Portanto, o picão-preto é amplamente considerado prejudicial para a agricultura devido à sua capacidade de competir com as culturas cultivadas e ao seu impacto negativo sobre a produção agrícola.

 

Manejo de picão- preto

O manejo eficaz do picão-preto (Bidens pilosa) em áreas agrícolas é fundamental para controlar o impacto negativo que essa planta daninha pode ter sobre as culturas cultivadas.

Aqui estão algumas estratégias e técnicas de manejo que os agricultores podem adotar para controlar o picão-preto:

 

Controle mecânico

O controle mecânico envolve a remoção física das plantas de picão-preto. Isso pode ser feito por meio de capina manual, uso de enxadas ou implementos de jardinagem para arrancar as plantas.

É importante realizar essa prática quando as plantas ainda estão jovens, antes de produzirem sementes.

 

Rotação de culturas

A rotação de culturas é uma estratégia eficaz para controlar o picão-preto. Ao alternar as culturas plantadas em uma área, você pode interromper o ciclo de vida da planta daninha e reduzir sua presença.

O cultivo de culturas diferentes a cada estação pode quebrar a continuidade do picão-preto.

 

Plantio direto

O plantio direto envolve a semeadura de culturas sem o preparo do solo. Essa prática pode reduzir a germinação do picão-preto, pois as sementes das plantas daninhas não são expostas à superfície do solo.

 

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Uso de cobertura morta

A cobertura morta, como palha, restos de culturas anteriores ou materiais orgânicos, pode ser espalhada sobre o solo após o plantio das culturas.

Isso ajuda a inibir o crescimento do picão-preto, bloqueando a luz solar e dificultando a germinação das sementes.

 

Uso de herbicidas

Herbicidas específicos podem ser usados para controlar o picão-preto. No entanto, é importante escolher herbicidas apropriados e seguir as instruções de aplicação para garantir a eficácia e minimizar o desenvolvimento de resistência.

 

Manejo integrado de plantas daninhas (MIPD)

O MIPD envolve a combinação de várias práticas de manejo, como o uso de herbicidas, rotação de culturas, controle mecânico e outras estratégias.

A abordagem varia de acordo com as condições específicas do local e a cultura cultivada.

 

Monitoramento constante

É importante monitorar regularmente as áreas de cultivo em busca de infestações de picão-preto e tomar medidas de controle assim que as plantas daninhas forem detectadas.

 

Prevenção da disseminação de semente

Reduza a disseminação do picão-preto retirando as plantas antes que elas produzam sementes. Além disso, limpe equipamentos agrícolas e roupas que possam estar contaminados com sementes aderentes.

 

 

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Conclusão

O picão-preto (Bidens pilosa) é uma planta que possui benefícios potenciais na medicina tradicional, mas é considerada uma praga na agricultura devido à sua capacidade de competir com as culturas cultivadas.

O manejo eficaz envolve estratégias como controle mecânico, rotação de culturas e uso de herbicidas. É essencial equilibrar seus possíveis benefícios medicinais com os impactos negativos na agricultura, adotando práticas de controle apropriadas.

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Escrito por Michelly Moraes.

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Secagem: entenda tudo sobre o assunto!

Secagem: entenda tudo sobre o assunto!

A secagem é um processo fundamental em várias indústrias e aplicações domésticas para a remoção de umidade de materiais sólidos, líquidos ou gases.

A água é um componente onipresente, e sua remoção é essencial para melhorar a qualidade, a durabilidade e a estabilidade de muitos produtos.

Os secadores desempenham um papel crucial nesse contexto, sendo dispositivos projetados para acelerar o processo de secagem.

 

Secagem: entenda tudo sobre!

 

O que é secagem e sua importância?

A secagem de grãos é um processo essencial na produção agrícola que envolve a remoção de umidade dos grãos colhidos, como milho, trigo, arroz, soja e muitos outros. Para preservar sua qualidade, reduzir o risco de deterioração e armazená-los de forma adequada.

Este processo desempenha um papel crítico na cadeia de suprimentos de alimentos e na agricultura por várias razões:

  • Prevenção de deterioração: os grãos colhidos geralmente contêm um teor de umidade elevado, o que os torna suscetíveis à deterioração por fungos, bactérias e insetos. A secagem reduz o teor de umidade para níveis seguros, minimizando o risco de deterioração.
  • Preservação da qualidade: a secagem adequada ajuda a preservar a qualidade dos grãos, mantendo seu valor nutricional, textura e sabor. Isso é importante para a produção de alimentos de alta qualidade.
  • Aumento do prazo de armazenamento: a remoção da umidade prolonga a vida útil dos grãos. Permitindo que sejam armazenados por períodos mais longos. Isso é crucial para a estabilidade do suprimento de alimentos e para evitar perdas após a colheita.
  • Melhor eficiência no processamento: grãos secos são mais fáceis de manusear e processar. O que pode melhorar a eficiência nas etapas subsequentes da cadeia de produção de alimentos.
  • Redução de perdas: quando a secagem é feita corretamente, as perdas de grãos devido à deterioração são minimizadas. O que é fundamental para a segurança alimentar e a economia.
  • Padronização da qualidade: a secagem permite a padronização da umidade dos grãos. O que é importante para atender a requisitos de qualidade e regulamentos de mercado.

Existem várias técnicas de secagem disponíveis, incluindo a secagem ao sol, secagem ao ar, secagem por aquecimento artificial (usando secadores de grãos), entre outras. A escolha da técnica depende do tipo de grão, do ambiente e dos recursos disponíveis.

 

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Processo da secagem:

O processo de secagem envolve a remoção da umidade presente nos grãos colhidos e é importante  para preservar a qualidade e evitar a deterioração. Veja o processo:

  • Colheita: os grãos são colhidos no campo quando atingem o estágio de maturação adequado. Normalmente, eles contêm um teor de umidade relativamente alto, o que varia com o tipo de grão.
  • Pré-limpeza: antes da secagem, os grãos são submetidos a uma etapa de pré-limpeza para remover impurezas como pedras, detritos, galhos e grãos defeituosos. Isso ajuda a evitar danos ao equipamento de secagem.
  • Transferência para o secador: os grãos pré-limpos são então transferidos para o equipamento de secagem, que pode ser um secador de grãos, um secador solar ou outros tipos de sistemas de secagem. O objetivo é expor os grãos ao calor para evaporar a umidade.
  • Secagem: durante a secagem, o ar quente é introduzido no sistema de secagem e passa pelos grãos. À medida que o ar quente circula, ele absorve a umidade dos grãos, causando a evaporação da água presente nos grãos.
  • Monitoramento e controle: é fundamental monitorar constantemente fatores como a temperatura do ar, a umidade relativa do ar e o teor de umidade dos grãos durante o processo. Isso ajuda a evitar problemas como supersecagem ou subsecagem.
  • Tempo de secagem: o tempo necessário para secar os grãos depende de diversos fatores, incluindo o tipo de grão, a umidade inicial, a temperatura e a taxa de fluxo de ar.
  • Resfriamento: após atingir o teor de umidade desejado, os grãos geralmente passam por uma etapa de resfriamento. Isso ajuda a evitar o superaquecimento dos grãos e preserva sua qualidade.
  • Armazenamento: uma vez que os grãos tenham sido secos e resfriados, eles são armazenados em locais secos e adequados, protegidos contra a umidade para evitar a absorção de umidade novamente.

 

Tipos de secadores

Existem vários tipos de secadores de grãos disponíveis, cada um com suas próprias características e vantagens. Aqui estão alguns dos tipos mais comuns de secadores de grãos:

 

Tipos de secadores

 

Secadores de ar quente direto (leito fixo ou leito fluidizado)

Esses secadores usam ar aquecido diretamente em contato com os grãos. Os grãos são dispostos em uma camada fixa ou em um leito fluidizado e o ar quente passa por eles. Esses secadores são eficazes e adequados para grãos com alto teor de umidade.

 

Secadores de leito móvel

Nesses secadores, os grãos se movem em uma esteira ou em um sistema de leito móvel enquanto o ar quente é insuflado. Isso ajuda a garantir uma secagem mais uniforme dos grãos.

 

Secadores de forno rotativo

 São secadores em que os grãos são colocados em um tambor rotativo. O tambor gira, expondo os grãos ao ar quente, e a ação de mistura ajuda a secagem. São comuns em secagem de sementes oleaginosas.

 

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Secadores de cama móvel (Batch Dryers)

Nesses secadores, uma quantidade fixa de grãos é colocada em uma câmara de secagem e o ar quente é soprado através dos grãos.

Uma vez que os grãos atingem o teor de umidade desejado, eles são removidos e substituídos por uma nova carga. Esses secadores são adequados para operações menores.

 

Secadores de coluna vertical

Grãos úmidos são adicionados ao topo de uma coluna vertical, e o ar aquecido é introduzido na parte inferior.

À medida que os grãos descem pela coluna, são secos pelo ar aquecido. Este é um tipo de secador de leito fixo.

 

Secadores de convecção natural

 Esses secadores aproveitam a circulação natural do ar e não requerem energia externa para gerar o fluxo de ar. São comuns em regiões com muita exposição solar e baixa umidade.

 

Secadores de recirculação de lotes (Batch-Recirculating Dryers)

Nesse sistema, o ar quente é recirculado através do lote de grãos em um ciclo contínuo até que o teor de umidade desejado seja atingido. São eficientes em termos de energia, mas podem levar mais tempo.

 

Secadores de leito fluidizado

 Nesse tipo de secador, os grãos são suspensos em um fluxo de ar, criando um leito fluidizado. Isso permite uma secagem mais rápida e uniforme.

 

Secadores de micro-ondas

Alguns sistemas usam micro-ondas para aquecer e secar grãos de forma rápida e eficaz. Esse método é relativamente rápido, mas pode ser mais caro de implementar.

A escolha do tipo de secador depende do tipo de grão, das condições climáticas, da disponibilidade de recursos e da escala de produção.

Cada tipo de secador tem suas próprias vantagens e desvantagens, e é importante selecionar o mais apropriado para atender às necessidades específicas da operação de secagem de grãos.

 

Cuidados com a secagem e manejos em secadores

Em secadores verticais não é interessante colocar lotes de cafés úmidos, pois a água em excesso prejudica a secagem. Além disso, ele deve ser coberto com café até a rosca transportadora para obter maior eficiência no processo.

No secador rotativo a carga de café não deve preencher totalmente o cilindro, deixando uma folga de 15 cm na parte superior, após o carregamento para permitir a movimentação do café.

Também, neste secador, inicialmente recomenda-se que o mesmo opere com ar natural por cerca de 1 a 2 horas, visando homogeneizar o café e retirar parte da água. Após isso, o ar poderá ser aquecido.

Já no secador estático, deve-se ter atenção com a altura da massa de grãos. Uma vez que as temperaturas vão variar ao longo das camadas, pois o ar esfria e fica mais úmido até alcançar as partes superiores. Assim, pode haver uma diferença de 1° C a cada 40 cm de camada.

Dessa forma, para evitar problemas e perda de qualidade da faixa superior. É recomendado movimentar o café pelo menos 4 vezes ao dia, com auxílio de rosca sem fim, enxadas, pás ou outros.

As fornalhas devem ser de fogo indireto para não passar fumaça para o café, o aquecimento das mesmas, geralmente, é feito com lenha ou palha de café.

A palha possibilita maior controle da temperatura. Caso seja utilizada lenha no processo, ela deve estar seca para evitar gosto de fumaça ou cinzas na bebida.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Em resumo, o processo de secagem de grãos é crucial para preservar a qualidade e evitar a deterioração dos produtos colhidos.

Cuidados essenciais incluem monitoramento constante, manutenção regular dos equipamentos, controle da umidade relativa do ar, registro detalhado do processo e práticas de segurança.

Ao seguir essas diretrizes, é possível garantir um processo eficiente e seguro que preserva a qualidade dos grãos. Isso contribui para a segurança alimentar e a redução de perdas na agricultura.

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Escrito por Michelly Moraes.

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Agricultura extensiva: o que é e sua importância!

Agricultura extensiva: o que é e sua importância!

Este artigo explora a evolução da agricultura extensiva, sua relevância atual na produção de alimentos e sua importância crescente no contexto da sustentabilidade.

Vamos abordar como a agricultura extensiva, longe de ser uma prática ultrapassada, está se transformando em um pilar essencial na coexistência entre a produção de alimentos e a preservação ambiental. Quer saber mais?

Acompanhe!

 

Agricultura extensiva: o que é e sua importância!

 

A agricultura extensiva está diretamente ligada às condições de subsistência e às atividades de comercialização interna. Famílias do meio rural utilizam destas técnicas principalmente quando não possuem os requisitos necessárias para aprimorar os recursos.

O modo de produção da agricultura extensiva tem auxiliado os pequenos produtores mesmo que os resultados não sejam relativamente altos. Solo fértil e com os nutrientes adequadas são duas das principais vantagens deste sistema agrícola.

 

Pós-graduação Gestão e Economia do Agronegócio

 

O que é, a agricultura extensiva

A agricultura extensiva é um sistema de produção agrícola que envolve o cultivo de grandes áreas de terra com baixa intensidade de insumos, mão de obra e capital em comparação com sistemas agrícolas mais intensivos. Este método tende a utilizar uma quantidade significativa de terra em relação à quantidade de trabalho e insumos utilizados.

Caracteriza-se pelo baixo uso de fertilizantes, pesticidas e maquinaria, bem como pelo plantio de culturas em grandes extensões de terra.

 

Principais características da agricultura extensiva:

  • Grandes áreas de terra: a agricultura extensiva envolve o cultivo de vastas extensões de terra, muitas vezes com pouca infraestrutura, como irrigação ou sistemas de manejo avançados.
  • Baixa intensidade de insumos: ela requer menos fertilizantes, pesticidas e outros produtos químicos em comparação com a agricultura intensiva. Os agricultores geralmente dependem da fertilidade natural do solo e de práticas de rotação de culturas para manter a produtividade.
  • Mão de obra limitada: a agricultura extensiva geralmente requer menos mão de obra por unidade de terra, devido ao uso limitado de insumos e à extensão das áreas cultivadas.
  • Culturas variadas: essa abordagem tende a envolver uma ampla variedade de culturas, incluindo cereais, pastagens, criação de gado, entre outras.
  • Impacto ambiental menor: como há menos uso de insumos químicos e maquinaria pesada, a agricultura extensiva tende a ter um impacto ambiental menor em termos de poluição e degradação do solo.

A agricultura extensiva é frequentemente associada a áreas rurais e regiões onde a população é escassa em comparação com a quantidade de terra disponível.

Ela é mais comum em países com grandes extensões de terra, como partes da América do Norte, Austrália e partes da África.

No entanto, também pode ser uma abordagem importante em regiões onde a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade ambiental são prioridades.

 

Vantagens e desvantagens da agricultura extensiva

A agricultura extensiva é um método de cultivo que envolve o uso de grandes áreas de terra com baixa intensidade de mão de obra e tecnologia.

Ela tem suas próprias vantagens e desvantagens, que podem variar dependendo do contexto e da forma como é praticada. Aqui estão algumas das vantagens e desvantagens da agricultura extensiva:

Vantagens:

  • Baixo custo inicial: a agricultura extensiva geralmente requer menos investimento em infraestrutura e equipamentos sofisticados. O que pode reduzir os custos iniciais para os agricultores.
  • Menos mão de obra: como a intensidade de mão de obra é baixa, a agricultura extensiva é menos dependente de trabalhadores. O que pode ser benéfico em áreas com escassez de mão de obra.
  • Baixo uso de insumos: em comparação com a agricultura intensiva, a agricultura extensiva geralmente usa menos fertilizantes, pesticidas e água.
  • Maior sustentabilidade ambiental: devido à menor utilização de insumos químicos, a agricultura extensiva pode ser menos prejudicial ao meio ambiente e ao solo.
  • Preservação da biodiversidade: grandes áreas de terra usadas na agricultura extensiva podem fornecer habitats para a vida selvagem e contribuir para a preservação da biodiversidade.

 

Como dar início à agricultura extensiva?

O início da agricultura extensiva envolve vários passos essenciais para estabelecer uma operação agrícola em grande escala com baixa intensidade de mão de obra e tecnologia.

Aqui estão as etapas gerais para iniciar a agricultura extensiva:

 

Pesquisa e planejamento

Pesquise o mercado e identifique as culturas que têm demanda na região onde você planeja iniciar a agricultura extensiva.

Avalie a disponibilidade de terras adequadas e apropriadas para o cultivo extensivo. Considere fatores como solo, clima e acesso à água.

 

Aquisição de terra

Adquira ou arrende as terras necessárias para a agricultura extensiva. Certifique-se de que a propriedade seja legalmente registrada e que você tenha os direitos necessários para utilizá-la.

 

Preparação do solo

Realize a preparação do solo, incluindo aração, gradagem e correção do solo, se necessário. Isso é essencial para criar condições ideais de cultivo.

 

Escolha das culturas

Selecione as culturas que se adaptam ao solo e clima da sua região, bem como às demandas do mercado. Pode ser uma única cultura extensiva ou uma combinação de culturas.

 

Plantio e manejo

Plante as culturas de acordo com as recomendações específicas de cada espécie. Implemente práticas de manejo, como controle de pragas e doenças, irrigação, fertilização e controle de ervas daninhas conforme necessário.

 

Monitoramento e manutenção

Monitore regularmente o crescimento das culturas, as condições do solo e as necessidades de manejo. Faça ajustes conforme necessário.

 

Colheita e armazenamento

Realize a colheita quando as culturas estiverem maduras. Garanta que você tenha os equipamentos necessários para a colheita em grande escala. Armazene as colheitas de forma adequada para evitar perdas.

 

Comercialização

Desenvolva estratégias para comercializar seus produtos, como encontrar compradores, estabelecer parcerias comerciais ou vender em mercados locais, regionais ou internacionais.

 

Gestão financeira

Mantenha registros financeiros precisos e monitore os custos e receitas de sua operação agrícola.

 

Conformidade legal

Certifique-se de estar em conformidade com todas as regulamentações e leis agrícolas locais e nacionais.

 

Sustentabilidade ambiental

Considere a adoção de práticas agrícolas sustentáveis para minimizar o impacto ambiental e manter a saúde do solo a longo prazo.

 

Quais são os principais sistemas agrícolas?

 

Agricultura familiar

A agricultura familiar é um sistema agrícola baseado em propriedades de pequeno a médio porte operadas por famílias.

Esses agricultores produzem alimentos principalmente para o consumo de suas próprias famílias, mas também podem vender parte de sua produção.

 

Agricultura familiar: saiba sobre esse assunto!

 

A agricultura familiar é frequentemente caracterizada pela diversificação de culturas, práticas tradicionais e uma abordagem de subsistência.

 

Sistema de agricultura comercial

No sistema de agricultura comercial, os agricultores produzem culturas ou criam animais com o objetivo principal de venda no mercado.

É um sistema orientado para o lucro, e os agricultores muitas vezes adotam tecnologia avançada, gestão eficiente e aprimoramento da produtividade para maximizar seus rendimentos.

 

Agricultura orgânica

A agricultura orgânica é um sistema que se concentra na produção de alimentos sem o uso de produtos químicos sintéticos, como pesticidas e fertilizantes.

 

Agricultura para os consumidores e varejistas

 

Em vez disso, utiliza métodos naturais para melhorar a saúde do solo e reduzir os impactos ambientais. A agricultura orgânica enfatiza a biodiversidade, a saúde do solo e a qualidade dos alimentos.

 

Permacultura

A permacultura é um sistema de design agrícola que visa criar sistemas agrícolas sustentáveis. Que imitem os padrões e os processos encontrados na natureza.

Envolve a integração de plantas, animais e estruturas humanas em um sistema ecológico e sustentável. A permacultura enfatiza a utilização eficiente dos recursos naturais e a minimização do desperdício.

Cada um desses sistemas agrícolas tem suas próprias características e objetivos, e a escolha entre eles depende de fatores como o tamanho da propriedade, os recursos disponíveis, as preferências do agricultor e as metas de produção.

Todos eles desempenham papéis importantes na produção de alimentos e na promoção da agricultura sustentável em diferentes contextos.

 

Plataforma Agropós

 

Perspectiva: agricultura extensiva

A agricultura extensiva enfrenta um futuro desafiador e promissor. A sustentabilidade será a chave, com práticas responsáveis e tecnologia avançada ajudando a equilibrar a produção de alimentos em larga escala com a conservação dos recursos naturais.

A adaptação às mudanças climáticas e a expansão da agricultura em países em desenvolvimento também serão determinantes para o seu sucesso contínuo.

Além disso, a agricultura extensiva pode desempenhar um papel importante na segurança alimentar global, atendendo à crescente demanda por alimentos.

Através de estratégias inovadoras, como a diversificação de culturas, a integração de tecnologia sustentável e a promoção de práticas agrícolas responsáveis. A agricultura extensiva pode contribuir para a produção de alimentos em escala, sem comprometer o meio ambiente e os recursos naturais.

A colaboração global e a educação contínua dos agricultores são fundamentais para enfrentar os desafios e garantir um futuro produtivo e sustentável para a agricultura extensiva.

 

Conclusão

A agricultura extensiva enfrenta desafios e oportunidades significativas em direção a um futuro sustentável, que exige práticas responsáveis, inovação tecnológica e adaptação às mudanças ambientais e climáticas.

A busca por equilibrar a produção de alimentos em grande escala com a conservação dos recursos naturais é fundamental para o sucesso contínuo desse sistema agrícola.

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Escrito por Michelly Moraes.

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Lagarta verde: saiba tudo sobre!

Lagarta verde: saiba tudo sobre!

Neste artigo vamos abordar a questão da lagarta verde, destacando sua diversidade e impacto nas culturas agrícolas. Explora a importância da identificação precisa, os danos que causam, e os métodos de controle. Incluindo o manejo integrado de pragas. Quer saber mais?

Acompanhe!

 

Lagarta verde: saiba tudo sobre!

 

A presença de lagartas verdes nas plantações é uma preocupação constante para agricultores e jardineiros, pois essas pragas podem causar danos significativos a diversas culturas.

O termo “lagarta-verde” abrange várias espécies de lagartas com coloração predominantemente verde, e embora algumas desempenhem papéis naturais nos ecossistemas, outras podem se tornar pragas que afetam negativamente a produção de alimentos e a qualidade das plantas.

Neste texto, exploraremos as características, os danos causados por essas lagartas e os métodos de controle disponíveis para mitigar seus impactos, oferecendo uma visão abrangente sobre essa questão crítica na agricultura e no manejo de áreas verdes.

 

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O que é lagarta verde?

A “lagarta verde” é um termo genérico usado para descrever várias espécies de lagartas que têm coloração predominantemente verde. Essas lagartas podem pertencer a diferentes famílias de insetos, incluindo borboletas e mariposas. Sua coloração verde geralmente serve como camuflagem em folhagens verdes, ajudando-as a se protegerem de predadores.

É importante notar que “lagarta verde” não se refere a uma espécie específica, mas sim a uma categoria geral de lagartas com coloração verde.

Algumas espécies de lagartas verdes são pragas de culturas agrícolas, enquanto outras desempenham papéis importantes nos ecossistemas como fontes de alimento para aves e outros predadores.

A identificação precisa de uma lagarta verde requer conhecimento em entomologia, a ciência que estuda os insetos, e, em muitos casos, pode ser necessário examinar características específicas, como a forma e as marcas do corpo, para determinar a espécie exata.

 

Quais são as culturas mais afetadas pela lagarta verde?

Diversas culturas agrícolas podem ser afetadas pela lagarta verde, e as espécies exatas de lagartas verdes podem variar de região para região. Algumas das culturas mais afetadas incluem:

  • Milho: lagartas verdes, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus), são pragas comuns do milho. Elas se alimentam das folhas e podem causar danos significativos às lavouras de milho.
  • Soja: lagartas verdes, como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e a lagarta-elasmo, também podem atacar plantações de soja, danificando as folhas e reduzindo o rendimento.
  • Algodão: O algodão é vulnerável a várias espécies de lagartas, incluindo a lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella) e a lagarta-das-maçãs (Heliothis armigera), que podem prejudicar a qualidade das fibras de algodão.
  • Tomate: lagartas, como a lagarta-das-frutas (Helicoverpa armigera), podem atacar plantações de tomate, danificando os frutos e as folhas.
  • Repolho e outros vegetais crucíferos: a lagarta verde do repolho (Plutella xylostella) é uma praga comum em culturas crucíferas, como repolho, couve-flor e brócolis. Ela se alimenta das folhas dessas plantas.
  • Cana-de-açúcar: a lagarta-falsa-medideira (Diatraea saccharalis) é uma praga que pode causar danos nas plantações de cana-de-açúcar.
  • Outras culturas: além das culturas mencionadas, lagartas verdes podem afetar uma variedade de outras plantações, incluindo feijão, sorgo, batata, tabaco e muitas outras.

 

Como identificar a lagarta verde?

Para identificar uma lagarta verde, siga estas etapas:

  • Observe a coloração: lagartas verdes geralmente têm uma cor predominantemente verde, mas esta cor pode variar de tom. Preste atenção a qualquer detalhe de cor, como listras, manchas ou marcas únicas.
  • Examine o corpo: observe a forma, tamanho e características do corpo da lagarta. Algumas têm espinhos ou pelos, enquanto outras são mais lisas.
  • Cabeça e segmentos corporais: verifique a cabeça da lagarta em busca de marcas faciais ou padrões de cores distintos. Conte os segmentos do corpo e observe características especiais.
  • Patas: note o número de pares de patas. As lagartas têm três pares de verdadeiras patas segmentadas e vários pares de falsas patas (ventosas abdominais).
  • Hábitos alimentares: conheça a planta hospedeira da lagarta, pois diferentes espécies se alimentam de plantas diferentes.
  • Consulte guias de campo ou especialistas: se a identificação for difícil, guias de campo de entomologia ou ajuda de um especialista podem ser úteis.

Lembre-se de que a identificação precisa muitas vezes requer conhecimento especializado, pois há muitas espécies de lagartas verdes e algumas podem ser muito semelhantes.

Se as lagartas estão causando problemas recorrentes em suas plantas, considerar a consulta a um especialista em insetos ou controle de pragas pode ser a melhor abordagem.

 

Danos causados pela lagarta verde

As lagartas verdes podem causar uma série de danos às culturas agrícolas e às plantas em geral. Os danos variam dependendo da espécie da lagarta e da planta hospedeira. Mas aqui estão alguns dos problemas mais comuns causados por essas pragas:

 

Danos nas folhas

As lagartas verdes geralmente se alimentam das folhas das plantas, e seus hábitos alimentares podem resultar em folhas danificadas ou até mesmo completamente desfolhadas.

Isso reduz a capacidade da planta de realizar a fotossíntese e, consequentemente, prejudica seu crescimento e produção.

 

Danos nos frutos

Em plantas frutíferas e vegetais, as lagartas podem se alimentar dos frutos, causando danos estéticos e comprometendo a qualidade e a comercialização dos produtos.

 

Perda de rendimento

Quando as lagartas causam danos significativos às folhas e aos frutos, as plantas podem ter um rendimento reduzido. Isso é especialmente prejudicial em culturas comerciais, onde os agricultores dependem de altos rendimentos para obter lucro.

 

Transmissão de doenças

Algumas lagartas podem atuar como vetores de doenças, transmitindo patógenos de uma planta para outra. Isso pode aumentar o risco de infecção em culturas.

 

Dano estético

Em paisagismo e jardins ornamentais, lagartas verdes podem prejudicar a aparência das plantas, o que é especialmente indesejável em áreas de beleza paisagística.

 

Redução da qualidade da colheita

Mesmo quando as plantas sobrevivem aos danos das lagartas, a qualidade dos produtos colhidos pode ser reduzida. Frutos e vegetais danificados podem não atender aos padrões de qualidade desejados.

 

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Métodos de controle e manejo da lagarta verde

Existem vários métodos de controle de lagartas, incluindo lagartas verdes, que podem ser implementados com base na extensão da infestação e no tipo de cultura.

Aqui estão alguns métodos de controle comuns:

 

Controle biológico

Utilização de inimigos naturais das lagartas no controle biológico para controlar sua população. Isso pode envolver a introdução de predadores, como joaninhas e vespas parasitoides. Que se alimentam de lagartas, ou o uso de organismos entomopatogênicos, como nematóides ou bactérias, que infectam e matam as lagartas.

 

Uso de pesticidas

Pesticidas químicos são frequentemente usados para controlar lagartas. Inseticidas específicos podem ser aplicados de acordo com as instruções do fabricante.

No entanto, é importante utilizar esses produtos com cautela para evitar impactos negativos no meio ambiente e na saúde humana.

 

Manejo integrado de pragas (MIP)

O Manejo integrado de pragas (MIP) envolve a combinação de várias estratégias de controle. Como o uso de pesticidas seletivos, rotação de culturas, plantio de culturas resistentes a pragas, monitoramento regular das plantações e o uso de armadilhas para capturar lagartas. O MIP visa minimizar o impacto ambiental e econômico dos métodos de controle.

 

Cultural

Práticas agrícolas, como a rotação de culturas e o plantio de variedades resistentes a pragas, podem ajudar a reduzir a exposição das plantas às lagartas.

 

Práticas de manejo

Medidas como a eliminação de plantas hospedeiras em áreas próximas às culturas, remoção manual de lagartas ou a poda de partes da planta afetadas podem ser eficazes em pequenas áreas.

 

Iscas e armadilhas

Iscas e armadilhas podem ser usadas para atrair e capturar lagartas. Isso pode ajudar a reduzir a população de pragas de forma seletiva.

 

Aplicação de produtos naturais

Algumas substâncias naturais, como extratos de plantas ou óleos essenciais, podem ser usadas para repelir ou matar lagartas de forma mais ecológica.

 

Barreiras físicas

O uso de barreiras físicas, como redes ou tecidos de proteção, pode ajudar a manter as lagartas afastadas das plantas.

 

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Conclusão

A “lagarta-verde” é um termo genérico para lagartas com coloração predominantemente verde. Elas podem afetar várias culturas, causando danos às folhas e frutos, redução de rendimento e transmissão de doenças. A identificação precisa é fundamental para o controle.

Métodos incluem controle biológico, pesticidas, manejo integrado de pragas e práticas culturais. O manejo integrado visa equilibrar o controle com a preservação do meio ambiente.

O controle eficaz das lagartas verdes é crucial para proteger as plantações e a qualidade dos produtos.

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Escrito por Michelly Moraes.

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