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Guanxuma: Aprenda a combater essa planta daninha!

Guanxuma: Aprenda a combater essa planta daninha!

Plantas daninhas estão presentes em todas as áreas e em todas as culturas é necessário fazer o controle. Existem diversas espécies que afetam o desenvolvimento e produção das culturas de importância agronômica como a guanxuma. Com isso preparamos esse artigo para auxiliar os produtores no combate dessa daninha!

Acompanhe!

 

GUANXUMA

 

Certamente você já ouviu falar ou precisou combater a guanxuma em sua lavoura. Esta planta daninha representa um grande problema, não é verdade?

Também conhecida como vassourinha, tupixá e chá-da-índia, a guanxuma é uma planta daninha que, assim como as outras, se não controlada, diminui o potencial de produção do pasto, afetando a capacidade de suporte das pastagens e, consequentemente, o resultado econômico da propriedade.

Por essa razão ponderar medidas para o combate da Guanxuna é necessidade comum entre agricultores, caso contrário as perdas em produtividade podem ser consequências nada agradáveis. Com isso preparamos algumas dicas para ajudar no combate dessa planta daninha.

 

Fitossanidade

 

Afinal, o que é Ganxuma?

A guanxuma (Sida carpinifolia) é uma planta subarbustiva. A infestação da planta ocorre por meio da disseminação da semente, associada ao manejo inadequado da pastagem.

De cultura perene, com altura entre 0,3 e 0,7 metros, a guanxuma produz flores amarelas, normalmente, com cinco pétalas, o que facilita sua identificação na pastagem.

Além disso, a avaliação periódica dos animais também é outro fator que pode auxiliar o produtor, uma vez que a intoxicação resulta em sinais clínicos perceptíveis.

 

Principais Características

Nativa da América, a guanxuma é uma planta perene e subarbustiva da família Malvaceae. Ela é particularmente resistente às condições adversas de clima e solo.

Esta é uma planta daninha recorrentes em lavouras, apresentando ampla variabilidade genética devido a sua capacidade de disseminação por via seminífera, sendo este um mecanismo de sobrevivência importante desta espécie. Sua germinação é favorecida com alternância de temperatura em 20°C a 30°C.

 

Características Guanxuma

 

Essa variedade de planta daninha produz em média 510 sementes por planta, podendo a chegar até 28 mil sementes m2. Também são indiferentes à luz, sendo capazes de germinar tanto no claro quanto no escuro.

Por fim, a presença dessa planta daninha pode indicar uma possível compactação do solo, demonstrando que o cultivo é suscetível à seca e ao tombamento.

 

Interferência no desenvolvimento das culturas

A Guanxuma apresenta-se como uma planta que tem crescimento relativamente lento, fazendo com que ela seja pouco competitiva quando jovem.

Porém, quando não há o controle inicial, e a planta atinge estádios mais avançados, a competitividade com as culturas de maior interesse se torna maior, fazendo com que o controle seja mais difícil.

Quando adulta, suas folhas possuem excessivo acúmulo de tricomas (pelos) e ceras, dificultando a absorção do herbicida na planta. Além disso, vários são os fatores que influenciam a disseminação desta espécie, tais como:

  • Adaptabilidade ecológica;
  • Prolificidade de indivíduos;
  • Longevidade;
  • Alta capacidade de florescimento; e
  • Capacidade de emergir a partir de grandes profundidades no perfil do solo.

Vale citar que, mesmo podendo emergir a partir de grandes profundidades, a deposição de matéria orgânica na superfície do solo (palhada) dificulta a emergência das sementes dessa planta.

 

Principais tipos de guanxuma no Brasil

Em nosso país as principais espécies de guanxuma que infestam as lavouras são:

 

Guanxuma – Sida spinosa

Essa planta apresenta frequência média, infestando geralmente cultivos anuais ou perenes, além de pomares e pastagens essencialmente nas regiões centro e sul do País.

 

Sida spinosa

Figura 2: www.biodiversity4all.org

 

Plântulas: hipocótilo verde com finos pelos glandulares; folhas pecioladas de limbo ovalado; a partir da 3ª folha apresenta pequenos espinhos aos lados dos pecíolos.

Plantas adultas: caule lenhoso e ramificado; ramos novos são verdes e pilosos e os velhos são amarronzados; apresenta espinhos na base dos pecíolos; folhas verdes, porém apresentam coloração púrpura nas margens.

Culturas afetadas: cultivos anuais; pomares e pastagens. Tem maior frequência em solos arenosos (tolerando solos ácidos), nas Regiões Centro e Sul.

 

Checklist agrícola

 

Guanxuma – Sida glaziovii

Esse tipo de Guanxuma ocorre frequentemente em solos arenosos das regiões tropicais do Brasil. Tem por característica infestar áreas de pastagens, beiras de estrada, carreadores pomares, além de culturas perenes em geral.

 

Sida glaziovii

 

É uma das maiores infestantes em áreas de novos canaviais no cerrado, sendo também a mais frequente, dentre as suas espécies. Seu reconhecimento ocorre através da coloração prateada de suas folhas.

 

Guanxuma – Sida rhombifolia

Dentre as espécies de guanxuma, essa é a mais encontrada em áreas cultivadas do país. Ela infesta principalmente lavouras anuais e perenes, assim como pomares e pastagens. Também é frequente em cultivos de cereais que trabalham com sistema de plantio direto.

 

Sida rhombifolia

 

Plântulas: hipocótilo curto com pelos retorsos; folhas cotiledonares com pecíolos com pelos simples e pouco perceptíveis; limbo de base truncada de margens inteiras.

Plantas adultas: caule cilíndrico, fibroso, de coloração verde e recobertos por uma fina pilosidade; partes mais velhas têm coloração amarronzada e perdem os pelos. Encontradas em quase todas as regiões do país.

 

Manejo e Combate dessa planta daninha

O monitoramento dos pastos é importante, uma vez que a rápida identificação da planta daninha pode fazer com que o pecuarista faça o controle da infestação antes que haja a intoxicação do rebanho.

 

Métodos de controle da guanxuma

Como as sementes de guanxuma possuem dormência, o uso de herbicidas pré-emergentes é essencial, pois reduzem a necessidade de aplicações em pós-emergência.

Já quando o manejo é necessário em pós-emergência, deve-se aplicar herbicidas quando as daninhas ainda são pequenas (até 4 folhas).

Isso porque, quando adultas, suas folhas possuem maior acúmulo de pêlos e cera, o que dificulta a absorção e o transporte do herbicida na planta.

Nesse caso, como a guanxuma pode ter menor capacidade de absorção, é importante:

  • garantir uma boa cobertura do alvo;
  • utilizar bons adjuvantes, de acordo com as necessidades dos herbicidas;
  • aplicar em condições climáticas ideais.

 

 

Conclusão

Neste artigo podemos conhecer melhor sobre as guanxumas e seus os diferentes tipos. Além de abordar um pouco sobre seu manejo.

Apesar dos prejuízos que essa espécie pode causar à pecuária, quando se utiliza o controle químico adequado, a guanxuma é considerada uma planta de fácil controle.

Contudo, vale a ressalva de que o produto utilizado deve ser corretamente manejado, para que se tenha o resultado esperado.

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Fitossanidade

Conheça as Principais Espécies de braquiária!

Conheça as Principais Espécies de braquiária!

As plantas que popularmente conhecemos como braquiária, na verdade recebem esse nome por que pertencem ao gênero Brachiaria. Hoje em dia, está presente em quase 90% das pastagens brasileiras. Com isso preparamos um artigo que irá abordar os tipos de Braquiária onde os agricultores podem escolher a melhor opção para sua propriedade.

 

brachiaria

 

Brachiaria é um gênero de forrageiras de origem africana, bastante tolerante ao frio, seca e fogo. Foi introduzido no Brasil na década de 1960, na região da Amazônia, mas rapidamente expandiu-se às demais regiões tropicais e subtropicais do país. É representado por diversas espécies e cultivares.

Além da engorda do gado, a brachiaria é utilizada na alimentação de outros animais, a exemplo dos bubalinos, caprinos e ovinos. Também é usada na agricultura em áreas de plantio direto.

Graças às suas características únicas e enorme variedade de espécies, esse capim permitiu aos pecuaristas de corte e de leite uma expansão saudável da produtividade no Brasil. Abaixo vamos abordar tudo que você precisa saber.

 

Fitossanidade

 

Afinal, O que é a Braquiária?

braquiária é originária da África e foi introduzida no Brasil como uma espécie forrageira. Ela foi amplamente utilizada, a princípio, no Cerrado.

Trata-se, então, de uma espécie de capim que possui diversas versões híbridas, e todas possuem uma função majoritária: engorda a pasto dos bovinos.

 

Capim Braquiária

(Fonte: Semente Pasto Boa Forma)

 

A braquiária, além de ser alimento para a pecuária, também possui uma outra função que nem todo mundo conhece: ela é capaz de melhorar a saúde do solo e ajudar no desenvolvimento de algumas culturas, como a do milho e do café.

 

Características da Brachiaria

Esta grama perene rizomatosa pode atingir 1 a 2 metros de altura. O sistema radicular tem até 2 metros de profundidade. As lâminas de folhas verdes têm até 40 a 100 centímetros de comprimento e 2 de largura e são sem pelos ou com cabelos levemente ásperos.

A inflorescência é uma panícula de até 20 centímetros de comprimento e 3 de largura, dividida em vários ramos enrolados em forma de crescente.

 

Brachiaria

(Fonte: Magi Sementes)

 

As espiguetas são solitárias, não emparelhadas, e alinham os galhos em forma de crescente da panícula. Os galhos podem ter linhas roxas e as espiguetas podem ter tonalidades roxas.

 

Quais os benefícios?

Além de oferecer forragem aos animais, a brachiaria é um tipo de capim que contribui na estruturação do solo, em especial em produções de milho e café. Proporcionando ao solo mais sanidade e ganhos na produtividade nas produções.

Os benefícios em usar a braquiária é redução de plantas invasoras os sistemas e produção, controle de mofo branco, melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas no solo e ainda aumenta os materiais orgânicos. Hoje em dia essa planta serve para tudo na produção agrícola.

Os principais beneficiários diretos deste capim são os pecuaristas de corte e de leite, e de forma secundária toda a cadeias produtiva da carne e do leite, visto que o capim Brachiaria proporcionou a expansão e o incremento inicial de produtividade da pecuária no Brasil.

 

 

Quais os tipos?

Embora existam cerca de 80 espécies do gênero Brachiaria, em nosso país nem todas são plantadas. Dentre as mais utilizadas podemos citar, por exemplo, a B. decumbensB. brizanthaB. humidicola e B. ruziziensis, que possuem diferentes características e formas de manejo

 

Brachiaria decumbens

Conhecida também como braquiarinha ou capim-braquiária, a Brachiaria decumbens foi a primeira a ser introduzida no Brasil e logo teve grande aceitação dos produtores devido às suas características bastante favoráveis em solos de baixa fertilidade, encontrados em grande parte das regiões pecuárias do país.

Essa espécie de braquiária pode alcançar até 1 metro de altura. Ademais, não tolera solos encharcados e nem temperaturas abaixo de 15 ºC, podendo apresentar um crescimento menor e até interrompê-lo totalmente nas regiões frias.

Sob condições ambientais adequadas, esta braquiária produz de 9 a 11 t ha-1 de matéria seca.

 

Brachiaria decumbens

 

Principais características:

  • Devido a sua rusticidade, se adapta bem aos solos ácidos e de baixa fertilidade, com fácil manejo;
  • Elevada produção de sementes em períodos chuvosos;
  • Alta capacidade de competição com plantas invasoras;
  • Boa produção de forragem.

 

Brachiaria brizantha

Esta espécie é altamente indicada para regiões com solos de média a alta fertilidade. Além disso, apresenta boa resistência à cigarrinha das pastagens, praga importantíssima para a pecuária brasileira.

A Brachiaria brizantha pode ser cultivada sob condições ambientais de baixas temperaturas e deficiência hídrico, entretanto, não tolera o encharcamento.

Esta braquiária tem capacidade para produzir anualmente de 8 a 20 t ha-1 de matéria seca. Variando conforme as condições climáticas e com a adubação nitrogenada empregada.

 

Brachiaria brizantha

 

Está presente em cerca de metade das áreas de pastagens de todo o Brasil, sendo muito utilizada também pelos agricultores no sistema de plantio direto.

Apresenta alta produtividade, com sistema radicular profundo e resistência à cigarrinha, principal praga das pastagens.

Principais características:

  • Alta produtividade;
  • Grande adaptação às condições climáticas;
  • Cresce em forma de touceiras eretas ou semieretas (depende da variedade);
  • Resistente à cigarrinha-das-pastagens;
  • Média tolerância a solos mal drenados;
  • Utilizada no sistema de plantio direto.

 

Solos no Brasil

 

Brachiaria ruziziensis

Esta espécie de braquiária é uma das menos eficiente no recobrimento do solo. Em virtude de não possuir boa capacidade de enraizamento dos nós inferiores.

Entretanto, é adaptada a diferentes condições climáticas, além de ser uma das espécies mais produtivas em áreas tropicais com índices elevados de precipitação.

Devido a estas características, a Brachiaria ruziziensis é uma das preferidas no Sistema Plantio Direto, pois além de não formar touceiras, pode ser controlada facilmente por herbicidas e possui menor produção de sementes que as outras espécies de braquiárias, fatores que facilitam o manejo das lavouras.

 

Brachiaria ruziziensis

(Fonte: Portal Embrapa)

 

Principais características:

  • Se adapta à integração lavoura-pecuária;
  • Excelente valor nutritivo;
  • Rápida cobertura da área de plantio;
  • Exige boa fertilidade do solo;
  • Plantio em regiões de solos com boa drenagem e precipitação anual mínima de 900 mm;
  • Pouca resistência ao ataque de cigarrinhas-das-pastagens

 

Conclusão

A braquiária, além de ser alimento para a pecuária, também possui uma outra função que pode ser ótimo para sua propriedade.

Como pudemos ver, essas gramíneas são capazes de trazer benefícios, não só para o gado, mas também para a saúde do solo.

Além disso, existe uma grande diversidade dessas plantas que podem ser implementadas, são de fácil cultivo, baixo investimento e que apresentam um bom retorno a longo prazo.

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Tiririca Planta: Conheça as culturas afetas e como controla-las!

Tiririca Planta: Conheça as culturas afetas e como controla-las!

As plantas daninhas do gênero Cyperus são conhecidas por muitos nomes e têm alta frequência nas lavouras. As plantas desta espécie aguentam qualquer tipo de clima e solo, portanto, elas nascem e multiplicam-se durante o ano todo. Neste artigo vamos falar um pouquinho sobre os tipos e as formas de controle da tiririca planta. Quer ficar por dentro de tudo?

Venha Comigo!

 

TIRIRICA PLANTA

(Fonte: WIKTROP)

 

A tiririca é uma planta herbácea, bulbosa, conhecida por ser uma infestante em gramados, canteiros e na agricultura de forma geral.

Ela é possivelmente originária da Índia, mas atualmente encontra-se espalhada por todas as regiões tropicais e subtropicais do planeta, incluindo áreas temperadas.

Se você já teve a infelicidade de se deparar com a planta, deve lembrar como funciona: no começo, parece um simples capim inofensivo, que você mesmo arranca com as próprias mãos.

O problema é que logo depois o que era só uma planta se multiplica e toma conta do jardim, com várias ramificações para todos os lados prontas para conquistar uma área ainda maior do seu terreno.

 

Fitossanidade

 

Afinal, o que é tiririca?

A tiririca é considerada a planta daninha mais importante na agricultura principalmente devido a sua forma eficiente de reprodução. Mesmo em regiões inóspitas, a planta Tiririca tem grande potencial de sobrevivência.

Pertence a outra família botânica, que é a família Cyperaceae, produzindo uma grande quantidade de tubérculos, bulbos basais e rizomas, além das sementes.

Portanto, é uma das plantas daninhas de maior eficiência reprodutiva que existe. Assim, ela é considerada pelos especialistas como a pior planta daninha que existe.

 

Característica

Mas você sabe quais são as suas características e como ela se desenvolve?

Apresenta folhas lineares, de cor verde intensa, brilhantes, que surgem de um bulbo subterrâneo e profundo. De cada bulbo despontam rizomas, que percorrem paralelamente o solo, e a cada pequenos intervalos, formam áreas hipertrofiadas que darão origem a novos bulbos.

 

Tiririca- Cyperus

(Fonte: Natureza bela)

 

Assim, muitas vezes, uma área extensa com a planta é na verdade um único espécime. Com o tempo, estes rizomas se rompem naturalmente, dividindo os indivíduos. Desta forma, a planta se alastra rapidamente.

Apesar do porte pequeno, que varia entre 15 e 50 centímetros, a tiririca pode atingir cerca de um metro de profundidade com seu sistema radicular.

As inflorescências surgem em qualquer época do ano, e são do tipo espigueta, de cor castanho-avermelhada.

 

Importância da tiririca planta

Essa planta pode ser encontrada em 92 países e, aqui no Brasil, está presente em todo o território nacional.

A sua infestação pode trazer grandes prejuízos para a lavoura. Isso acontece porque ela compete com a plantação por sol, espaço, água e nutrientes.

 

Tiririca- Importância

 

tiririca consegue formar até 40 toneladas de massa vegetal por hectare cada 30 toneladas extraem 815 kg de sulfato de amônio, 320 kg de cloreto de potássio e 200 kg de superfosfato por hectare números significativos de substâncias que farão falta à cultura original.

 

Quais as Diferentes Espécies da Tiririca Planta?

Existem muitas espécies da planta tiririca. Cada uma delas tem as suas características físicas, lavouras em que é mais comum e manejo adequado.

 

Cyperus Difformis

Também chamada de junça, junquinho, tiririca-do-brejo e três-quinas, essa espécie de tiririca é uma planta anual, herbácea e ereta.

Ela é encontrada principalmente no sul do país e prefere ambientes úmidos ou alagados. A Cyperus difformis tem um ciclo de vida curto, o que facilita a sua propagação.

 

Cyperus Difformis

(Fonte: Wikimedia Commons)

 

Cyperus Distans

É uma espécie conhecida por junquinha, junça, tiririca, tiririca-de-três-quina, é uma herbácea, perene, e desenvolve por todo o país.

As folhas da base da planta saem da altura diferentes, possui caule rizomatoso curto. A inflorescência tem cor castanha.

 

Cyperus Distans

 

Cyperus esculentus

Também chamada de tiririca mansa ou tiriricão, essa planta herbácea e perene se desenvolve em todo o país. É uma das espécies mais indesejadas de tiririca por causa do seu difícil controle.

 

Cyperus Flavus

Essa espécie é mais conhecida como tiririca-de-três-quinas e também se desenvolve em todo o Brasil.

As folhas da base da planta crescem em número de até 10 e são mais curtas que o eixo da inflorescência que, por sua vez, é do tipo espiga cilíndrica e tem cor verde-amarela da ou castanha.

 

Cyperus Iria    

Esta espécie de tiririca é uma planta anual, ereta e herbácea, que se desenvolve em todo o território nacional. Ela não tem rizomas, mas tem estruturas capazes de originar perfilhos.

 

Cyperus Iria

(Fonte: Wikimedia Commons)

 

Em sua base, você encontra duas ou três folhas verdes e mais curtas do que o eixo da inflorescência que tem cor amarelo-ferrugem.

 

Cyperus odoratus

Essa espécie é conhecida por junça, tiririca, tiririca vermelha ou tiririca-de-três-quinas. De todas as tiriricas, essa espécie é a mais agressiva, apresenta caules do tipo bulbo e rizoma

É uma planta herbácea, perene, ereta, tuberosa, rizomatosa e que se desenvolve por todo o país. O caule é triangular liso sem ramificação, com 3 brácteas no ápice com uma delas de destacando pelo seu comprimento. A inflorescência é do tipo espiga de coloração vermelho ferrugínea.

 

Cyperus Rotundus

O capim-dandá, ou Cyperus rotundus, é uma espécie perene que se desenvolve em todo o Brasil. De todos os tipos de tiririca, este é o mais agressivo.

 

Cyperus Rotundus

(Fonte: Royal Botanic Gardens)

 

As folhas da base da planta são menores que o eixo da inflorescência e as flores têm coloração vermelho-ferrugem. Ela se propaga através de sementes, bulbos, tubérculos e rizomas.

 

Manejo Adequado da Tiririca Planta

 

Quanto a prevenção

Existem algumas formas de controlar a propagação da tiririca em uma propriedade e a primeira delas é a prevenção.

O processo deve ser iniciado ainda na etapa de preparação do solo, que deve ser adubado e verificado cuidadosamente para que não haja ali nenhum rizoma ou ramificação de tiririca.

Outras técnicas utilizadas são a cobertura do solo com palha ou capim seco, limpeza das ferramentas utilizadas e a garantia da qualidade das sementes.

 

Checklist agrícola

 

Como controlar a tiririca

Antes de mais nada é essencial diagnosticar corretamente o problema e a sua dimensão. Nesta etapa, é importante contar com um profissional especializado, que pode identificar a extensão da infestação e definir o melhor método de controle para cada caso.

 

Aplicação de Herbicida em tiririca

 

De forma geral, a maneira mais eficiente de resolver o problema é utilizando um herbicida seletivo, que elimina a tiririca, mas não causa mal ao gramado e outros tipos de planta.

Além do controle químico (herbicida), outra opção é o controle mecânico, que abrange ações como trazer os rizomas da tiririca para a superfície do solo, a fim de exterminá-los por meio da seca e do sol forte. Porém, esse método exige controle contínuo e pode demorar para trazer bons resultados.

 

Conclusão

Como você viu, a tiririca é mesmo uma espécie difícil de lidar, mas com algumas ações preventivas fica mais fácil evitar que ela se instale no seu jardim ou lavou. Além disso, existem boas estratégias de controle.

Para que esse controle seja realizado é ideal consultar um profissional especializado, para obter o sucesso na exterminar essa planta daninha.

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Nabo Forrageiro: Entenda o que é e suas utilidades!

Nabo Forrageiro: Entenda o que é e suas utilidades!

Manter o solo coberto no outono-inverno é uma alternativa benéfica para o sistema produtivo. O nabo forrageiro é uma opção que traz benefícios a mais. Além de poder descompactar o solo da sua propriedade, ele pode inibir a emergência e desenvolvimento de plantas daninhas. Neste artigo vamos abordar tudo que você agricultor precisa saber sobre esse assunto.

Acompanhe!

Nabo Forrageiro

(Fonte: Milton Brudna ‘s Blog)

 

O clima seco característico do inverno brasileiro diminui a oferta de pastagens e impossibilita a produção de algumas culturas nesta época do ano. Para contornar este problema, certas culturas são recomendadas para plantio no inverno, pois são menos exigentes em condições hídricas para seu desenvolvimento.

nabo forrageiro é uma cultura versátil que pode ser utilizada tanto para a alimentação animal, quanto para a cobertura e adubação verde do solo.

De hábito de crescimento ereto, herbáceo, é uma espécie muito vigorosa, que possui sistema radicular pivotante e auxilia para a descompactação de solos. Apesar de não fixar nitrogênio, possui elevada capacidade de reciclar nutrientes e fornece uma ótima cobertura vegetal.

Neste artigo vamos abordar tudo sobre o nabo forrageiro, afinal é fundamental que os agricultores tenha conhecimento do assunto. Vamos lá!

 

https://agropos.com.br/pos-graduacao-solos-e-nutricao-de-plantas/

 

Afinal, o que é nabo forrageiro?

O nabo forrageiro, cujo nome científico é Raphanus sativus L, é uma planta herbácea bastante vigorosa.  Ela se destaca por possuir folhas que apresentam pilosidade e, em suas extremidades, há a inflorescência de flores brancas ou roxas.

 

Nabo Forrageiro1

(Fonte: Galpão Centro oeste)

 

Essa espécie é também resistente a acidez do solo. Por isso, para que seja cultivada, não exige muito preparo do solo. Além disso, o nabo forrageiro é uma espécie que resiste bem às pragas e doenças.

 

Características agronômicas

O nabo forrageiro é uma planta muito vigorosa, em 60 dias cobre cerca de 70% do solo. O ciclo da planta é anual; o plantio ocorre entre abril e maio e o período de produção dura três meses.

O florescimento ocorre 80 dias após o plantio e a floração permanece por mais de 30 dias, mostrando-se útil à criação de abelhas, produzindo mel de boa qualidade. Aos 120 dias, já alcança a maturação e a altura da planta varia de 1 m a 1,80 m.

Usos do nabo forrageiro

O nabo forrageiro é utilizado como cobertura do solo, bem como para controle de plantas daninhas e descompactação do solo. Veja abaixo:

 

1. Descompactação do solo

Graças às vigorosas raízes pivotantes, o nabo forrageiro apresenta força para penetrar as camadas mais profundas do solo.

Independentemente de o solo estar compactado ou adensado, seu sistema radicular rompe o solo a mais de dois metros de profundidade, o que favorece a sua descompactação.

 

 

2. Produção de biocombustível

O óleo extraído do nabo forrageiro é uma opção de matéria-prima para a produção de biodiesel no Brasil, pois apresenta baixa viscosidade, o que melhora o desempenho do motor.

Além disso, possui melhor estabilidade química quando comparado ao óleo de soja e ao de girassol, diminuindo a possibilidade de eventuais degradações e formação de resíduos sólidos, se armazenado ou transportado inadequadamente.

A extração do óleo pode ser por solvente ou prensagem. Contudo, estima-se que a extração por prensagem eleva o custo do óleo em aproximadamente 10%.

O rendimento do biodiesel por hectare é de aproximadamente 280 litros, inferior a outras culturas, como soja e canola. No entanto, tem como vantagem sua utilização alternativa a óleos vegetais, considerados commodities da indústria alimentícia.

 

3. Cobertura do solo

Sua precocidade e agressividade de desenvolvimento o torna uma forrageira com grande potencial de cobertura do solo.

Ele é capaz de cobrir 70% do solo em cerca de dois meses após o plantio. Essa característica lhe permite recuperar nutrientes em profundidade, que são disponibilizados no solo.

 

4. Controle de plantas daninhas

Devido ao rápido e vigoroso crescimento, o nabo forrageiro impede o surgimento de plantas invasoras.

Com isso, os gastos com herbicidas e capinas são significativamente reduzidos, pois ele não dá chances para as plantas daninhas tomarem a área. Além de garantir solo com ótima qualidade estrutural.

 

Checklist agrícola

 

5. Concentrado para formulação de rações

O farelo e a torta originados do esmagamento dos grãos do nabo forrageiro servem como concentrado na formulação de rações para alimentação animal.

Na torta, são mais de 38% de proteína bruta, mais de 4,5% de matéria mineral, mais de 13,15% de gordura e mais de 5 mil calorias por grama de energia bruta.

 

Como plantar nabo forrageiro?

O plantio entre abril e maio, quando ainda há disponibilidade hídrica para o desenvolvimento inicial da planta, possibilita maior produção de massa.

Para o plantio, indica-se um espaçamento entre linhas de 20 cm a 40 cm, porém, quando o objetivo é a produção de grãos, o espaçamento deve ser maior.

 

Plantio de Nabo Forrageiro

Figura: galeria.ufsc.br

 

São usadas em média, 25 sementes por metro linear, com um gasto de 3 kg/ha a 15 kg/ha, dependendo do sistema de semeadura, que pode ser feito a lanço ou por plantadeiras.

As sementes de nabo forrageiro são muito pequenas e, para facilitar a semeadura, podem ser feitas algumas misturas com calcário ou superfostato simples na proporção de 1 kg de sementes para 50 kg de corretivo ou fertilizante, não necessitando, assim, de uma adubação suplementar. A mistura pode ser feita direto na plantadeira ou semeadeira.

 

Quanto a Produção

O nabo forrageiro produz 20 t/ha a 35 t/ha de massa verde, 3,5 t/ha a 8 t/ha de massa seca e 0,5t/ha a 1,5 t/ha de grãos. Os grãos possuem cor marrom-amarelada com 2 mm a 3 mm de diâmetro.

 

Produção de Nabo Forrageiro

(Fonte: Epagri, 2020)

 

O teor de óleo presente nos grãos varia de 27% a 42%, com uma média de 35%. A produtividade do óleo está em torno de 150 kg/ha a 550 kg/ha.

 

Conclusão

Como visto acima o nabo forrageiro é muito utilizado como cobertura do solo e adubação verde, na rotação e/ou sucessão de culturas e na alimentação animal.

Tendo uma grande importância na agricultura, afinal suas utilidades geram lucratividade para o produtor.

A partir dessas informações, você pode colocar em pratica o que aprendeu com esse artigo. Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo.

 

Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas

Norma Regulamentadora 31: Entenda o que é e sua importância!

Norma Regulamentadora 31: Entenda o que é e sua importância!

O trabalho na zona rural exige cuidados para proteger os trabalhadores nas diversas tarefas desempenhadas diariamente. São inúmeros riscos existentes nas atividades rurais, por isso, trabalhar com segurança é fundamental. Hoje iremos falar sobre a Norma regulamentadora. Quer saber tudo sobre?

Acompanhe!

 

Norma Regulamentadora 31

 

A agricultura e o trabalho rural em geral possuem diversas especificidades e singularidades, que demandam uma atenção especial por parte das autoridades para criar ambientes seguros e condições de trabalho que não exponham os funcionários a perigos e situações de risco.

O uso da tecnologia no campo cresce a cada dia, com maquinários e equipamentos cada vez mais avançados, elevando também os acidentes e as doenças ocupacionais que os colaboradores estão sujeitos.

Para buscar reduzir os riscos e os casos de acidentes, existe a Norma Regulamentadora nº 31, que estabelece as obrigações por parte do empregador e dos empregados para manter o ambiente laboral rural mais seguro.

 

O que é NR 31?

As Normas Regulamentadoras, conhecidas pela sigla NR, são um conjunto de exigências ligadas à área de saúde e segurança do trabalho que empresas privadas ou públicas devem seguir quando possuem empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

 

Norma Regulamentadora

 

A Norma Regulamentadora número 31, conhecida como NR 31, regulamenta a organização do ambiente de trabalho nas áreas de agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores rurais, além de cuidados com o meio ambiente.

A NR31, que também se aplica a atividades industriais desenvolvidas em estabelecimentos agrários.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

Quais São os Principais Pontos da NR 31?

A NR 31 aborda diversos itens relativos ao trabalho no campo. A seguir, você confere os principais:

  • prevenção de acidentes de trabalho;
  • exames médicos para controle da saúde dos trabalhadores;
  • medidas de proteção pessoal;
  • defensivos agrícolas;
  • ergonomia;
  • máquinas, equipamentos e implementos;
  • silos;
  • vias de circulação;
  • transporte de trabalhadores, cargas e animais;
  • edificações rurais;
  • instalações elétricas;
  • entre outros.

De acordo com a Norma Reguladora 31, uma propriedade pode ser interditada caso um agente de inspeção constante situação de grave e iminente risco à saúde ou integridade física do trabalhador.

As principais causas de interdição de atividades são a ausência de EPIs adequados, tanto na frente de trabalho rural como na aplicação de defensivos agrícolas, além do transporte de trabalhadores em pé, ausência de sistema de sinalização e iluminação, falta de saída de emergência e falhas em itens de segurança de veículos, como freio e cintos de segurança, por exemplo.

 

Importância da Norma Regulamentadora 31

A NR 31 traz regras que todos os produtores devem seguir para garantir a saúde dos trabalhadores rurais e a sua segurança enquanto estão em serviço.

Ela trata de alojamento, equipamentos de proteção pessoal (EPIs), transporte, manipulação de produtos químicos, local para refeições, entre outros.

 

Equipamentos de Proteção (EPIs)

 

Tudo isso, além de garantir o bem-estar dos trabalhadores rurais, também diminui os riscos do empregador, tanto em relação a medidas trabalhistas como em prejuízos financeiros.

Outro ponto importante é que o trabalhador que se sente seguro e protegido é muito mais produtivo, o que também contribui para a rentabilidade da propriedade.

 

Mudanças com a Atualização da NR 31

Em outubro de 2020, a NR 31 foi atualizada com o objetivo de simplificação e desburocratização.

As novas normas eliminam algumas exigências que foram consideradas distantes da realidade prática e facilitam o entendimento de pessoas que não estão acostumadas com a linguagem jurídica.

 

Checklist agrícola

 

Máquinas e Implementos

Foram excluídas algumas exigências para fabricantes e será permitida a utilização de máquinas anteriores ao ano de 2011 desde que tenham sua segurança comprovada.

 

Áreas de Vivência

Passam a ser chamadas de áreas móveis e elas deixam de ser obrigatórias para atividades itinerantes.

 

Alojamento de Trabalhadores

As normas relativas a este ponto foram flexibilizadas e passa a ser possível alocar trabalhadores em casas e hotéis, por exemplo.

 

Armazenamento de Defensivos Agrícolas

A distância mínima do armazenamento para outras construções passa a ser de 15 metros, e não de 30 metros, como era anteriormente.

Além disso, produtores que usam os defensivos em pequenas quantidades podem usar armários para armazenar os produtos.

 

 

Treinamento e Capacitação

Passa a ser permitido o reaproveitamento de conteúdo. Assim, trabalhadores que prestavam serviços semelhantes em outras empresas podem aproveitar cursos realizados no prazo de 2 anos.

Também passa a valer a possibilidade de capacitação semipresencial. A nova estrutura da NR 31 também teve o seu tamanho reduzido. Em vez de 23 capítulos, a nova NR 31 tem apenas 17.

 

Quais são as obrigações do empregador rural com os seus funcionários?

As Normas Regulamentadores, além de apresentarem recomendações de segurança, apresentam obrigações que as empresas devem ter com a saúde e a segurança dos funcionários. Confira algumas delas a seguir.

 

Norma Regulamentadora 1

 

Garantir condições de trabalho adequadas

Cabe ao empregador garantir condições de trabalho, higiene e conforto para seus funcionários de acordo com as especificidades da atividade desenvolvida por cada um deles.

Para isso, ele deve cumprir e fazer com que os funcionários cumpram as indicações legais de segurança e saúde no trabalho.

 

Avaliar riscos

 A empresa também deve realizar avaliações dos riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores.

Para isso, pode contar com a participação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (CIPATR), tanto para verificar riscos quanto analisar causas de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.

 

Planejar medidas de prevenção e proteção

O principal objetivo de analisar os riscos e causas de acidentes é utilizar essas informações para planejar medidas de prevenção de acidentes e proteção dos trabalhadores.

O empregador precisa garantir que todas as máquinas e ferramentas, lugares de trabalho e processos produtivos sejam seguros, em conformidade com as normas.

Para promover melhorias nos ambientes de trabalho, primeiro deve-se buscar a eliminação dos riscos. Caso isso não seja possível, é preciso controlá-los e reduzi-los ao mínimo, além de adotar medidas de proteção do trabalhador.

 

Informar os trabalhadores

Como é dever do empregador fazer com que os funcionários cumpram as normas, também é papel dele informar os funcionários. Para isso, deve divulgar direitos, deveres e obrigações dos trabalhadores em relação à segurança e saúde no trabalho.

Além disso, a empresa deve capacitar os trabalhadores sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e Coletivos (EPCs) e informar sobre os riscos decorrentes do trabalho, resultados de exames médicos e de avaliações do ambiente.

 

Quanto as obrigações do funcionário rural

 

Quanto as obrigações do funcionário rural

Cumprir as determinações

O trabalhador deve cumprir as normas de segurança determinadas pela NR 31 e outras normas, além da legislação, para desenvolver suas atividades de forma segura.

 

Adotar as medidas de proteção

Os funcionários devem adotar as medidas de proteção indicadas pela empresa de acordo com as normas de segurança. Recusar-se a seguir as medidas de proteção pode resultar em demissão por justa causa.

 

Submeter-se aos exames médicos

Os exames médicos admissional, periódico, de mudança de função e demissional estão previstos na Norma Regulamentadora 31. Os funcionários devem, portanto, colocar-se à disposição da empresa para realizá-los.

 

Colaborar com a empresa

Colaborar com a empresa na aplicação das recomendações da NR 31 nos ambientes rurais é uma das obrigações dos trabalhadores que atuam nessas áreas.

 A NR 31 é muito importante para a segurança e para a saúde de funcionários em ambientes de trabalho rural. Adotando as medidas indicadas nesta norma, sua empresa poderá evitar acidentes de trabalho, passivos trabalhistas e perda de dinheiro.

 

Conclusão

A NR 31 é uma das Normas Regulamentadoras que tem como objetivo promover saúde e segurança do trabalho em empresas privadas ou públicas.

Neste texto entendemos a importância da Norma Regulamentadora n° 31 para o setor agrícola. Além de abordamos os principais deveres dos empregadores e trabalhadores.

Foi possível visualizar a atualização dessas normas, espero que este artigo tenha contribuído para seu conhecimento.

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Trigo Mourisco: Entenda o que é e sua importância!

Trigo Mourisco: Entenda o que é e sua importância!

Você agricultor, já ouviu falar do trigo mourisco ou mais conhecido como trigo sarraceno?  Se quer saber tudo sobre esse assunto leia esse artigo e entenda a grande importância que essa cultura possui.

Vamos lá!

 

Trigo Mourisco

 

A exploração pecuária tem como principal fonte de nutrientes a utilização de pastagem para produção animal, porém o período de seca acaba por afetar a obtenção de volumosos de qualidade para alimentação de ruminantes, um importante componente dentro da economia produtiva.

O trigo mourisco surge como uma oportunidade de se desenvolver sob condições de seca oferecendo forragem, grãos, feno ou silagem durante esses períodos.

A introdução do trigo mourisco no Brasil ocorreu na região sul do país, por volta do início do século XX e em 1970 houve grande incentivo da produção da cultura no Paraná, que chegou a plantar aproximadamente 1200 toneladas em 30 mil hectares/ano.

 

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Afinal, o que é trigo mourisco?

O trigo mourisco (Fagopytum esclentum Moench L.) que também é conhecido como trigo preto, trigo mouro ou ainda como sarraceno é uma planta dicotiledônea que pertence à família Polygonaceae, de origem asiática, e não apresenta parentesco com o trigo comum (Triticum spp.).

Os grãos possuem grande dureza. Os quais podem produzir uma farinha branca, que não possui glúten sendo recomendada para pessoas com intolerância ou alergia ao glúten.

Dentre os produtos sem glúten consumidos pelo homem, apresenta grande concentração de vitaminas, proteínas e sais minerais, inclusive em destaque pela qualidade de sua proteína com alto teor de lisina, um aminoácido deficiente na maioria dos cereais.

Podem ser utilizados na alimentação animal, tanto os grãos quanto a forragem, como feno ou silagem, pois alcançam o mesmo valor nutritivo que as gramíneas. Também proporcionam uma boa cobertura de solo e podem ser utilizados para rotação de cultura.

 

Característica importante

Uma de suas características mais importantes que é levada em consideração na rotação de culturas é sua rusticidade a pragas e doenças.

O trigo mourisco é uma planta de uma família diferente da maioria das plantas cultivadas no Brasil, então sendo uma ótima alternativa para se utilizar como ferramenta na quebra do ciclo biológico das principais pragas e doenças, pois não é uma planta hospedeira.

 

Trigo

 

Além do mais, o trigo mourisco é conhecido como uma planta supressora, devido a produção de exsudatos radiculares, que inibem o desenvolvimento de nematoides, como o nematoide das galhas (Meloidogyne incognita). Além da sua capacidade de inibir mais de 90% de indivíduos em fase juvenis do segundo estádio.

O trigo mourisco também atrai abelhas que são muito importantes para a polinização de várias outras plantas, devido ao seu período de floração longo.

 

Benefícios do trigo mourisco a saúde humana e animal

Benefícios do trigo mourisco a saúde humana e animal. Em virtude de não conter glúten, o trigo mourisco é uma excelente alternativa para portadores da doença celíaca.

Além disso, ele possui um maior teor de proteína do que o trigo comum, o arroz, ou o milho. É fonte de ferro (Fe), manganês (Mn) e magnésio (Mg).

Estima-se que, 200 mL de mingau feito com o trigo sarraceno contenha, aproximadamente, cerca de 86 mg de magnésio, sendo este mingau, rico em proteínas, de grande valor biológico, por possuir em sua composição aminoácidos essenciais, como a lisina.

Os seus efeitos benéficos ainda podem ser associados à presença de flavonoides, especialmente, rutina (anteriormente chamada de vitamina P) e quercetina. Os flavonoides tem ação na prevenção de doenças, além de atuarem como antioxidantes.

 

Estudos recentes têm associado a rutina com:

  • Melhoria no sistema circulatório.
  • Prevenção de formação de coágulos.
  • Redução nos níveis de colesterol, etc.

Devido a tantos benefícios, uma dieta rica em grãos, como os do trigo mourisco, por exemplo, tem potencial na prevenção doenças cardiovasculares, aterosclerose, obesidade, diabetes, entre outros.

Isto se dá em função do seu elevado teor de fibras e diversos compostos, como as gorduras poli-insaturadas.

 

Trigo Mourisco2

 

Dietas em que são consumidos pelo menos 100 g de trigo sarraceno diariamente apresentam potencial para diminuir os níveis do “mau colesterol” ou LDL e para aumentar os níveis do “bom colesterol” ou HDL.

Quando destinado a nutrição animal, o trigo mourisco apresenta excelente qualidades nutricionais, como pode ser observado abaixo:

  • Matéria seca (MS), em torno de 87%, ou de 2200 a 4400 kg MS/ha.
  • Energia bruta (EB), em torno de 3.863 kcal/kg.
  • Proteína bruta (PB), variando de 9 a 24%.
  • Extrato etéreo (EE), de aproximadamente 2%.
  • Fibra bruta (FB), de quase 10%.
  • Fibra em detergente neutro (FDN), de 40% a 58%.
  • Matéria mineral (MM), de aproximadamente 2%.
  • Cálcio (Ca), em torno de 0,10%
  • Fósforo total (P), em torno de 0,34%.

Apesar de excelentes teores de EB, MM e P, as informações nutricionais do trigo mourisco ainda são inferiores aos do farelo de trigo. Entretanto, exibem teores semelhantes de FB e Ca.

No inverno, a oferta de alimento para os animais é mais escassa, principalmente nas regiões mais frias do Brasil. Por isso, ensaios comparativos avaliaram a produção e qualidade da forragem de trigo mourisco cultivado no inverno.

Estes estudos permitiram a observação de que a partir dos 50 dias de crescimento, a forragem do trigo sarraceno foi maior do que a do milheto e da aveia. Sugerindo que o trigo mourisco é indicado para plantio no início da estação fria, para posterior alimentação de ruminantes neste período.

 

 

Ciclo do Trigo Mourisco

O ciclo total da planta é de aproximadamente 80 dias, podendo variar com a região, possibilitando a realização de até três safras por ano; apresenta rápido crescimento produzindo boa quantidade de massa verde 15 a 25 (t/ha) e seca 3 a 6 (t/ha).

 

Ciclo do Trigo Mourisco

 

A recomendação para a semeadura é que seja realizada longe do período de geadas, já que se trata de uma cultura suscetível.

Existem duas janelas de plantio do trigo mourisco:

  1. Na rotação de culturas com milho ou soja é indicada semeadura na primavera ou no fim do inverno, quando a temperatura do solo é mais elevada. Também pode ser introduzido antes do plantio da soja, sendo semeado no final de agosto ou início de setembro.
  2. Em rotação com soja ou milho hiperprecoces, colhidos em janeiro, fevereiro ou março, o trigo mourisco é semeado com o intuito de ser colhido antes das primeiras geadas do ano.

A população recomendada pode variar de 300 a 800 plantas por metro quadrado. Como o objetivo de plantio para supressão de plantas daninhas ou cobertura do solo, deve-se utilizar maiores populações, caso seja colheita de grãos, pode-se reduzir o número de plantas.

 

Checklist agrícola

 

Produção de trigo mourisco no Brasil

O trigo mourisco é utilizado como fonte de alimento há centenas de anos, entretanto, somente foi introduzido no Brasil início do século 20.

A sua introdução se deu através de imigrantes poloneses, russos e alemães, na região Sul. Atualmente, são bastante escassos os dados e informações a respeito da produção de trigo mourisco no Brasil, em função do seu cultivo para a produção de grãos, ainda ser pouco expressivo.

Além disso, estima-se que a produtividade brasileira não passe de uma tonelada por hectare, mesmo sabendo que a cultura tem potencial para alcançar, cerca de 3,6 toneladas por hectare.

A sua maior utilização se dá como planta de cobertura e adubo verde, em função do seu bom desenvolvimento em solos pobres. O trigo mourisco também se destaca no controle de plantas daninhas, tanto de espécies monocotiledôneas, quanto dicotiledôneas, decorrente da sua utilização como cultura de cobertura.

 

Cultura de Trigo Mourisco no Brasil

 

Agricultores do Centro-Oeste optam pela utilizaçãodo trigo mourisco na sucessão de culturas de grãos como soja, milho e sorgo.

Esta escolha ocorre devido a capacidade que esta planta tem para se desenvolver em regiões com baixa umidade, tornando-a ideal para a semeadura na safrinha e a rotação de culturas em áreas de cultivos extensivos.

Muitos agricultores mato-grossenses estão utilizando o trigo mourisco no mix (também conhecido como (coquetel) de plantas de cobertura. Sendo semeado inclusive em consórcio com a cultura do milho safrinha, às vezes consorciado também com crotalária e com o capim-braquiária.

Já os agricultores da região Sul, preferem utilizar o trigo mourisco após a colheita da cultura de verão, que geralmente é milho ou soja, por ser uma excelente opção para anteceder a implantação de culturas de inverno como trigo, cevada ou aveia.

 

Conclusão

Portanto, em consideração a todas essas características benéficas, com ciclo curto, alta produção de biomassa, bom desenvolvimento em solos pobres, auxílio no controle de plantas daninhas, rusticidade a pragas e doenças e alguns outros pontos positivos, essa cultura tem despertado o interesse por parte dos produtores.

Se torna uma excelente opção para a rotação de culturas, cobertura de solo ou para comercialização como semente, ração animal e na alimentação humana (produção de farinha sem glúten), além de trazer lucratividade ao produtor.

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Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas