fbpx
(31) 9 8720 -3111 [email protected]
Engenheiro Ambiental: Conheça tudo sobre essa profissão!

Engenheiro Ambiental: Conheça tudo sobre essa profissão!

Se você se interessa pelos recursos que a natureza oferece e quer colaborar com o desenvolvimento sustentável, vale a pena entender o que faz um engenheiro ambiental.

Para saber mais sobre o trabalho desse importante profissional, leia esse post.

Acompanhe!

 

engenheiro ambiental

 

De acordo com o último Mapa do Trabalho Industrial, levantamento realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a Engenharia Ambiental está entre as três profissões mais promissoras atualmente, com uma taxa de crescimento estimada em 19,4% até 2023.

Então, se você procura uma carreira com ótima empregabilidade e alinhada às demandas atuais, a faculdade de Engenharia Ambiental é ideal para você. Mas afinal, o que faz um engenheiro ambiental? Qual é o perfil desse profissional? Como se destacar no mercado?

 

O que faz um engenheiro ambiental?

O engenheiro ambiental desenvolve e analisa projetos de engenharia relacionados ao uso de recursos naturais. Sistemas de tratamento de água, controle de poluição e distribuição de energia estão entre os objetos de trabalho dessa profissão, considerada promissora frente à necessidade de aliar o desenvolvimento humano com a preservação do meio ambiente.

Em outras palavras, ele é o profissional que garante a sustentabilidade aos projetos de Engenharia. Diante da relevância cada vez maior da preocupação ambiental, essa é uma das grandes apostas da Engenharia para o futuro.

Afinal, grande parte das atividades humanas para não dizer todas exigem o uso de recursos naturais ou têm impactos sobre eles, direta ou indiretamente.

 

https://agropos.com.br/

 

 

Curso de Engenharia Ambiental

Devido à vasta extensão de atividades que podem ser desempenhadas pelos engenheiros dentro do mercado de trabalho.

A Engenharia é a única área a disponibilizar cursos de nível superior que, embora sejam de formação generalista como todo bacharelado é, já contam com preparação técnica e teórica para um tipo específico de campo de atuação.

Tudo isso definido ainda na graduação. Essa graduação pode ser realizada de duas formas: na modalidade presencial e na modalidade a distância.

Nos centros universitários federais e estaduais apenas é disponibilizado o primeiro tipo. Já nas faculdades particulares, você encontra ambas as alternativas.

 

Guia de Carreira: Pós-Graduação na área de Gestão Ambiental

 

Como é a rotina de um engenheiro ambiental?

Diante dessa conceituação, você já viu que o papel do engenheiro ambiental é de grande responsabilidade, não é? 

Por esse motivo, esse profissional pode atuar junto a empresas privadas de todos os segmentos, órgãos públicos e organizações não governamentais: em todas essas esferas, a preocupação ambiental deve existir.

 

engenheiro ambiental

     

A rotina do engenheiro ambiental pode variar bastante. Alguns exemplos de atividades que podem acontecer na profissão são:

  • Consultoria em projetos de Engenharia;
  • Gerenciamento de práticas para recuperação de áreas degradadas;
  • Implantação de soluções de gestão ambiental;
  • Coordenação de grandes obras civis visando a diminuir os impactos ambientais;
  • Criação de novos sistemas de gestão de resíduo, tratamento de água ou distribuição energética;
  • Avaliação de pedidos de licenciamento ambiental;
  • Gerenciamento de áreas contaminadas;
  • Condução de pesquisas para o desenvolvimento sustentável;
  • Atuação em projetos de educação ambiental etc.

 

Algumas especializações no setor ambiental

Com um mercado de trabalho cada vez mais exigente, cresce a demanda por profissionais com alta qualificação. Atualmente, a experiência acadêmica da graduação não é mais suficiente na acirrada busca por empregos.

Se você está pensando em investir em um curso de pós-graduação, provavelmente já ouviu falar das enormes vantagens de ter esse diferencial no currículo.

Mais do que um bom curso superior, o mercado está exigindo profissionais cada vez mais competentes e especializados em uma área em particular. Veja algumas especializações oferecidas pela nossa instituição de ensino:

 

Licenciamento e Gestão Ambiental

A Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental, visa apresentar os procedimentos existentes para a regularização, licenciamento e gestão ambiental no país, desde o planejamento até a fase posterior a concessão de licenças e autorizações, contemplando os estudos necessários, a gestão dos recursos hídricos e florestais, a avaliação de impacto ambiental e ações para controle.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

 

Geoprocessamento e Gestão ambiental

A gestão ambiental sendo utilizada com o geoprocessamento processa dados geograficamente referenciados e pode ser bastante útil na abordagem integrada de grandes bancos de dados, de diferentes setores, permitindo entre outras, a análise matemática e estatística desses dados, essencial ao gerenciamento dos recursos naturais e para um melhor manejo do ambiente de forma sustentável.

 

engenheiro ambiental

 

 

Arborização Urbana e Paisagismo

O curso de Arborização Urbana e Paisagismo, permite ao aluno desenvolver atividades profissionais quanto à elaboração de projetos paisagísticos ecológicos, além da beleza estética, manutenção e renovação dos fluxos das águas, da biodiversidade e das pessoas.

 

arborização urbana e paisagismo

 

Áreas de Atuação

Agora, para entender melhor o que faz um engenheiro ambiental, confira algumas das principais áreas da Engenharia Ambiental:

 

Avaliação do impacto das obras na construção civil

A engenharia ambiental contribui com o trabalho de engenheiros civis, pois realiza a análise das consequências das obras para a natureza. Pela legislação, é necessário elaborar um estudo de impacto antes de começar a intervenção das construtoras.

 

engenheiro ambiental

     

O engenheiro ambiental é responsável por emitir laudos e pareceres técnicos, identificando os riscos e os impactos da obra para o meio ambiente do entorno. O objetivo é prevenir a degradação ambiental, impedindo intervenções que poluam a água, o solo ou o ar.

 

Planejamento e gestão ambiental

O engenheiro elabora estudos de impacto para mensurar em que medida uma atividade econômica está danificando o ambiente. A partir da análise feita, sugere mudanças na produção, com o objetivo de minimizar os efeitos negativos na natureza.

Em uma indústria, por exemplo, o engenheiro ambiental atua planejando e direcionando práticas que tornem a produção mais eficiente e menos poluente. O desafio é manter e aumentar os lucros, preservando a natureza.

 

Controle de poluição

  Os que trabalham em órgãos de fiscalização orientam a prática das indústrias e empresas no que se refere à emissão de gases, ao descarte de resíduos e à qualidade da água, do solo e do ar.

Os engenheiros que atuam diretamente na iniciativa privada têm a função de adequar a produção à legislação ambiental. Conhecimentos de química e biologia são fundamentais nessa função. Além disso, o profissional precisa desenvolver a habilidade da liderança e ter uma ética inabalável.

 

Gestão de recursos hídricos 

O engenheiro projeta e coordena a implantação de sistemas de coleta e de abastecimento de água para a população e de redes de captação de água da chuva em grandes empreendimentos;

 

Geoprocessamento

Junto a geógrafos, o engenheiro ambiental pode atuar com mapeamento de solos e regiões para agricultura de precisão, planejamento de vias de transporte etc.

 

Recuperação de áreas

Profissional também é responsável por buscar soluções para reverter a poluição de áreas. Por exemplo, em vazamentos de barragens e rios poluídos;

 

Técnicas e Ações Propostas para Recuperação de Áreas Degradadas

 

Saneamento básico

Esta é uma das principais áreas de atuação do engenheiro ambiental. Ele realiza estudos sobre o controle da qualidade do meio ambiente, por meio de redes de monitoramento e de vigilância.

Além disso, também desenvolve sistemas para a gestão e o tratamento de resíduos líquidos, sólidos e gasosos.

 

Habilidades desenvolvidas na profissão

Importantes competências são desenvolvidas na rotina de práticas profissionais da carreira em engenharia ambiental.

Esses elementos, que resultam do agir os saberes apreendidos no curso, tanto são valiosos ao dia a dia do engenheiro, quanto elevam suas chances de sucesso nos demais campos do cotidiano. Veja quais são essas habilidades:

 

Organização e comprometimento

Essas qualidades se entrelaçam ao perfil do engenheiro ambiental, já que as suas práticas estão fortemente ligadas ao cumprimento de cronogramas e prazos.

Assim, o rigor ligado a organizar etapas dos processos faz parte da rotina laboral desse profissional e tende a se incorporar ao seu estilo de vida.

 

Lógica e criatividade

Grande parte do trabalho do engenheiro ambiental depende da capacidade de resolver problemas. Isso porque ele vai ter de lidar com situações até mesmo críticas, e, diante desses cenários, propor soluções viáveis.

Para isso, deverá estar pronto a aliar sua formação objetiva à criatividade, de modo a elaborar respostas “fora da caixa”.

 

Liderança

O engenheiro ambiental é um líder por excelência, já que comandar equipes na execução de projetos está entre suas atividades.

Então, exercerá constantemente sua proatividade na delegação das tarefas, mediação de conflitos, condução dos trabalhos e monitoramento dos resultados.

 

Facilidade de trabalhar em equipe

A capacidade de se relacionar bem com outras pessoas é cada vez mais valorizada no âmbito profissional. Essa habilidade é crucial à rotina do engenheiro ambiental, pois ele vai trabalhar com equipes multidisciplinares, além de interagir com especialistas de outras áreas.

 

Mercado de trabalho

O engenheiro ambiental pode atuar em diversos setores do mercado. Um bom exemplo disso é a presença dele tanto em companhias de tratamento e distribuição de água e esgoto das cidades quanto em indústrias que produzem qualquer tipo de resíduo ou efluente capaz de contaminar o solo ou a fauna e a flora local.

Além disso, é possível que esse profissional atue como funcionário público em pastas da prefeitura ligadas à gestão ambiental no município, tenha cargo em órgãos de vigilância sanitária e ambiental, integre companhias privadas de coleta seletiva e descarte ecológico ou, ainda, faça parte de empresas de construção e revitalização urbana.

 

Salário

De acordo com o site Vagas.com o no cargo de Engenheiro Ambiental se inicia ganhando R$ 3.036,00 de salário e pode vir a ganhar até R$ 7.908,00. A média salarial para Engenheiro Ambiental no Brasil é de R$ 5.060,00. A formação mais comum é de Graduação em Engenharia Ambiental.

Conclusão

Com isso entendemos que Engenheiro ambiental tem um papel de extrema importância para o equilíbrio do meio ambiente. Além de permitir diferentes formações para o mercado de trabalho que garantem não só uma carreira bem remunerada, mas com atividades grandiosas e capazes de impactar toda a sociedade.

Com a leitura desse artigo você estar mais preparado para decidir se esse é o campo de trabalho indicado para o seu futuro. Por ser uma carreira importantíssima e muito valorizada atualmente, as chances de realização profissional nessa área são muitas e excelentes.

 

https://agropos.com.br/

Receituário Agronômico: Entenda sua Importância!

Receituário Agronômico: Entenda sua Importância!

O receituário agronômico é uma importante ferramenta tanto para o agricultor quanto para o engenheiro agrônomo para garantir uma produção mais sustentável da lavoura. Com isso, preparamos esse artigo que abordara tudo que precisa saber sobre esse assunto.

Venha Comigo!

 

receituário agronômico

 

Para gerir o agronegócio com responsabilidade e eficiência, as empresas tiveram que adotar as inovações tecnológicas com o fim de auxiliar o serviço, aprimorar os resultados e fiscalizar os processos.

Administrar as plantações e a venda de agrotóxicos de acordo com as leis e regulamentações dos órgãos responsáveis é uma obrigação da revenda. Uma destas obrigações é o preenchimento do receituário agronômico.

Esta documentação indica sobre o uso de agrotóxicos, que deve ser feito seguindo exatamente as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

 

O que é receituário agronômico?

O receituário agronômico é um documento obrigatório que acompanha a compra e venda de defensivos agrícolas e contém recomendações técnicas de como o produto deve ser aplicado.

Seu principal objetivo é garantir a prescrição correta dos defensivos agrícolas, minimizando o uso inadequado desses produtos e os riscos de sua aplicação e deve ser emitido considerando as informações constantes nas bulas dos produtos, seguindo as recomendações dos fabricantes e das legislações dos órgãos competentes.

 

receituário agronômico

 

Deve ser prescrito por profissionais legalmente habilitados, como: engenheiros agrônomos ou florestais e técnicos agrícolas.

 

Por que o receituário agronômico é importante

Defensivos agrícolas são produtos químicos, que representam risco à saúde das pessoas e do meio ambiente caso não sejam utilizados da maneira correta.

Por isso, do registro até a comercialização do agrotóxico, várias análises devem ser feitas, de forma a comprovarem a eficiência do produto em relação ao seu alvo e quais são os riscos que seu uso podem oferecer.

Dentre as vantagens da adoção do Receituário Agronômico, podem-se destacar:

I. Contribuição para uma maior conscientização do uso de produtos fitossanitários;
II. Valorização do meio ambiente, com medidas efetivas para protegê-los;
III. Facilitar a adoção do manejo integrado de pragas (MIP), processo que envolve a condução de cultura supervisionada;
IV. Indução ao emprego de produtos fitossanitários mais seguros e mais eficientes;
V. Criação de um corpo de assistência técnica de alto nível, valorizando a classe;
VI. Criação de novas condições para uma comunicação mais efetiva entre técnicos e agricultores;
VII. Permissão para maior rigor nas fiscalizações dos problemas de ordem toxicológica.

 

Checklist agrícola

 

Quem pode emitir e assinar o receituário agronômico?

Apenas um responsável técnico legalmente habilitado pode fazer a emissão do receituário agronômico. É este profissional que será responsável pela prescrição do defensivo agrícola e, consequentemente, irá assinar o documento.

De acordo com a legislação brasileira, os profissionais que podem emitir e assinar o receituário agronômico são os engenheiros agrônomos, engenheiros florestais e técnicos agrícolas do setor agroindustrial.

 

receituário agronômico

 

Segundo o Art. 2º da Resolução nº 344/90, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), os engenheiros agrônomos e florestais são “igualmente habilitados a assumir a responsabilidade técnica pela pesquisa, experimentação, classificação, produção, embalagem, transporte, armazenamento, comercialização, inspeção, fiscalização e aplicação dos agrotóxicos, seus componentes e afins”.

A assinatura na receita agronômica geralmente é feita de próprio punho, no documento físico. No entanto, alguns estados no país também permitem que o receituário seja assinado de forma eletrônica ou digital.

 

Procedimentos para a Elaboração do Receituário Agronômico

Preferencialmente, o primeiro contato entre o profissional e o produtor deve acontecer em um escritório de assistência técnica. Isso porque locais onde se comercializam produtos fitossanitários levam à obrigatoriedade de se adotar o controle químico.

Durante a consultoria, o engenheiro agrônomo avalia o grau de conhecimento do agricultor, para saber como melhor conduzi-lo em todo o processo.

O produtor explica minuciosamente o problema fitossanitário detectado em sua cultura, enquanto o profissional vai anotando todas as informações importantes, sem interromper o seu cliente.

 

receituário agronômico

 

Em seguida, em uma anamnese ativa, o engenheiro agrônomo ou florestal começa a perguntar sobre alguns aspectos mais relevantes coletados anteriormente durante o interrogatório.

Na próxima etapa, são coletadas informações sobre tipo de cultivar e época de plantio, mão de obra disponível na propriedade, além dos tipos de equipamentos de aplicação de defensivos e EPIs – Equipamentos de Proteção Individual.

Por fim, o consultor marca uma visita até a propriedade para avaliar pessoalmente as condições fitossanitárias da cultura.

 

Principais estudos ambientais.

 

O que deve conter uma receita agronômica?

De forma geral, uma receita agronômica deve conter:

Identificação
Dados da pessoa física ou jurídica que irá adquirir o produto (consulente), junto com número de identificação (CPF ou CNPJ), local onde será feita a aplicação do defensivo, inscrição estadual da propriedade e município. Alguns estados também podem exigir a latitude e longitude.

Responsável técnico
Dados do profissional que fez a prescrição de uso do defensivo e é responsável pela emissão da receita.

Nesta seção, devem constar informações como nome, CPF, endereço, número de registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou no Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA).

Recomendações técnicas
Deve conter dosagem, modalidade de aplicação, intervalo de segurança, quantidade do produto a ser adquirida e área na qual ele será aplicado.

Além disso, também deve se especificar a taxa de aplicação (volume de calda/hectare), equipamento, época e o modo de aplicação do produto.

EPI – Equipamentos de proteção individual
Aqui, deve ser especificado se o produto recomendado requer uso de EPI e onde pode ser encontrada sua indicação.

Restrições de uso e outras orientações
Mais recomendações em relação ao uso do produto, tanto para a segurança do profissional como para a própria aplicação do defensivo.

Manejo integrado de pragas (MIP)
Recomendações quanto ao uso do produto aliado a medidas de manejo integrado de pragas, de forma a mantê-las abaixo do Nível de Dano Econômico (NDE).

 

Conclusão

A utilização de agrotóxicos na agricultura revela um risco potencial à poluição de praticamente todo o meio ambiente natural, tendo em vista que os efeitos desses produtos se refletem na água, no solo e no ar atmosférico.

O receituário agronômico surgiu com objetivo de garantir a prescrição correta dos defensivos agrícolas, minimizando o uso inadequado desses produtos e os riscos de sua aplicação.

Onde deve ser emitido considerando as informações constantes nas bulas dos produtos, seguindo as recomendações dos fabricantes e das legislações dos órgãos competentes.

Lembrando que os receituários só pode ser prescrito por profissionais legalmente habilitados, como: engenheiros agrônomos ou florestais e técnicos agrícolas.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

Biólogo: Entenda tudo sobre essa profissão!

Biólogo: Entenda tudo sobre essa profissão!

O que fazem os biólogos? O que é uma pessoa bióloga? Qual é a função de um biólogo? O que é ser um biólogo? Essas e outras são algumas das perguntas inerentes a essa profissão. Neste post vamos abordar tudo isso e muito mais!

Venha Comigo!

 

Biólogo

 

Muito se discute sobre a manutenção dos recursos naturais e a continuidade da vida da espécie humana na Terra. O biólogo encontra neste setor um vasto campo de estudos tanto na pesquisa quanto na preservação ou educação ambiental, estudando a vida em suas várias formas e manifestações.

Um dos pontos positivos da área de atuação é que o campo de estudos é bastante amplo desde a pesquisa com células-tronco e genomas ao trabalho ambiental ou magistério, a carreira de biólogo é bastante promissora, com mercado em medicina, indústria ou fabricação de bebidas e alimentos.

 

https://agropos.com.br/

 

O que faz um Biólogo?

O biólogo é o profissional responsável pelo estudo das mais variadas formas de vida existentes. Ele observa origens, desenvolvimentos, funcionamentos, reproduções e relacionamentos dos seres vivos com o meio ambiente em que vivem.

Ele pode ser um profissional técnico e pesquisador em instituições ligadas ao meio ambiente e em laboratórios. Pode atuar também como professor, consultor na área biológica ou administrador de parques, reservas e museus.

 

Biólogo em Laboratório

 

Como biólogo, é possível realizar o trabalho de catalogação de espécies, educação ambiental, técnicas de sustentabilidade e perícias ambientais.

O profissional da área tem o conhecimento necessário para trabalhar e contribuir com políticas públicas no setor de meio ambiente.

 

Curso de Ciências Biológicas

O curso de Ciências Biológicas dura 4 anos, tanto na licenciatura (se prepara para dar aulas) quanto no bacharelado (se prepara para exercer as atividades de biólogo).

No começo do curso, os alunos têm as matérias de introdução aos conceitos básicos da biologia. Depois de passar por esta fase, os alunos têm as matérias mais sinistras.

Segundo o MEC (Ministério da Educação), os assuntos que os alunos vão encontrar na faculdade de Ciências Biológicas são:

  • Bacharelado – habilitação para trabalhar em indústrias e pesquisa.
  • Licenciatura – habilitação para dar aulas de ciências em escolas do ensino fundamental e de biologia no ensino médio.

 

Algumas especializações da área

Os profissionais que optarem por especialização em cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) têm mais chances de conseguir melhores colocações no mercado de trabalho, em instituições que exijam título de doutor ou mestre. Confira algumas das muitas especializações oferecida na Agropós:

 

Arborização Urbana e Paisagismo

O curso de Arborização Urbana e Paisagismo, permite ao aluno desenvolver atividades profissionais quanto à elaboração de projetos paisagísticos ecológicos, além da beleza estética, manutenção e renovação dos fluxos das águas, da biodiversidade e das pessoas.

Atualmente enfrentamos crises num sistema como um todo que demandam conhecimentos tanto nas áreas de revitalização da paisagem quanto nas áreas de arborização urbana e que interagem onde as pessoas vivem.

 

arborização urbana e paisagismo

 

Licenciamento e Gestão Ambiental

O licenciamento e gestão ambiental no país, desde o planejamento até a fase posterior a concessão de licenças e autorizações, contemplando os estudos necessários, a gestão dos recursos hídricos e florestais, a avaliação de impacto ambiental e ações para controle.

O curso habilita o profissional para realizar atividades relacionadas à gestão ambiental no âmbito urbano e rural, possibilitando a participação nos processos de licenciamento e gestão ambiental junto aos órgãos competentes.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

 

Inventário Florestal Avançado

A especialização em inventário florestal foca em ensinar procedimentos para obter informações sobre as características das florestas e de muitas outras áreas sobre as quais a floresta está desenvolvendo.

 

 

Geoprocessamento e Gestão Ambiental

A gestão ambiental sendo utilizada com o geoprocessamento processa dados geograficamente referenciados e pode ser bastante útil na abordagem integrada de grandes bancos de dados, permitindo entre outras, a análise matemática e estatística desses dados, essencial ao gerenciamento dos recursos naturais e para um melhor manejo do ambiente de forma sustentável.

 

Pós-Graduação em Geoprocessamento e Gestão Ambiental

 

Áreas de Atuação

O biólogo pode atuar em diversas áreas, conheça algumas delas e as atividades desempenhadas por este profissional. Veja a seguir:

 

Meio Ambiente

Governos, indústrias, empresas e cidadãos comuns possuem uma crescente preocupação com a preservação da natureza. Com isso, pode aumentar a oferta de emprego para o biólogo. Ele elabora e implementa programas de preservação da fauna e flora.

 

Biólogo no campo

(Fonte: WWF, 2011)

 

Realiza estudos sobre a população de animais e vegetais de determinada região e escreve pareceres e relatórios sobre o impacto que determinada ação de ocupação exerce na biodiversidade existente.

Também presta consultoria a empresas no que diz respeito a ações de recuperação de áreas degradadas ou como descartar corretamente resíduos provenientes da manufatura de produtos.

 

Técnicas e Ações Propostas para Recuperação de Áreas Degradadas

 

Saúde Pública

Em órgãos públicos, um biólogo pode assumir atribuições de Agente de Saúde e Sanitarista. Isso porque o biólogo está preparado para lidar com epidemias e doenças emergentes.

Em geral, o biólogo faz parte de uma equipe com outros profissionais da saúde como nutricionistas, médicos, enfermeiros, etc.

Ele ajuda na elaboração de políticas públicas de saúde com o objetivo de prevenir epidemias e conscientizar a população sobre parasitas e doenças.

Os conhecimentos sobre a natureza e organismos vivos capacitam o biólogo a atuar também em saúde coletiva. Este profissional é capaz de identificar quais espécies de vírus, bactérias ou parasitas infestam determinada região e propor e executar ações de controle e extermínio destas espécies.

 

Indústrias de Biotecnologia

Para realizar estudos e pesquisas na área de Ciências Biológicas, um biólogo necessita de diversos equipamentos como, por exemplo: centrífugas, disruptores de células, quantificadores, densitômetros, sistemas de foto documentação e muito mais.

As indústrias que produzem equipamentos de biotecnologia contratam biólogos para exercerem diversas funções. O biólogo participa, juntamente com uma equipe de engenheiros, do processo de desenvolvimento de um novo produto.

É o ele que vai informar à empresa quais as necessidades de um pesquisador e qual o resultado e desempenho que os pesquisadores esperam dos equipamentos.

 

Biologia Marinha

Estuda as espécies que vivem no mar. O biólogo realiza saídas de campo para coletar amostras e observar o comportamento das espécies marinhas.

 

Biólogos Marinhos

(Fonte: Projeto Tamar- ES, 2017)

 

Outra etapa do trabalho é dentro de um laboratório, onde o biólogo irá analisar as amostras coletadas, descrever suas observações e organizar as informações para fundamentar sua pesquisa.

 

Genética

A genética humana é um dos campos de pesquisa que estão em alta para um biólogo. Isso porque, apesar de já observarmos incríveis avanços nesta área, ainda existe muito a ser explorado. Além disso, os estudos em genética têm contribuído bastante em outras áreas da biologia e medicina.

 

Biólogo no Laboratório

 

O biólogo geneticista realiza pesquisas e experimentos sobre o mapeamento genético e o uso de células-tronco em áreas como a cardiologia, neurologia, endocrinologia, etc. Em laboratórios, o biólogo realiza exames para diagnóstico de doenças genéticas.

 

Ensino

Se escolher a licenciatura, você já poderá dar aulas para a Educação Básica. No caso do Ensino Superior o profissional deve fazer uma especialização específica para isso: um mestrado ou doutorado.

 

Métodos de Melhoramento Genético Florestal

 

Quanto ganha um biólogo?

A área da biologia é muito abrangente, sendo possível trabalhar com pesquisa, ensino, meio ambiente, entre outras opções. Por isso, definir quanto ganha um biólogo vai depender muito do seu campo de atuação.

De acordo com o Guia de Profissões e Salários da Catho, o salário varia muito com a área de atuação e grau de especialização, além de sofrer interferências pela necessidade momentânea da profissão.

O salário médio desse profissional é de R$ 2.600, mas o valor pode chegar a cerca de R$ 7.000,00 em uma empresa como a Petrobras para um cargo júnior.

Se o objetivo é ter fartura, existem áreas como neurociência e microbiologia onde é possível conseguir alta remuneração: cerca de R$ 30.000,00.

 

Conclusão

Com esse artigo pode compreender a importância de um biólogo pois ele ajuda a encontrar respostas para questões fundamentais sobre todos os seres vivos.

Seu trabalho colabora para investigações que melhoram a qualidade de vida de humanos e animais. O biólogo estuda e defende o maior patrimônio do planeta que é a vida.

Além disso possuem uma área bem ampla e seria impossível ficar escrevendo aqui para vocês tudo que realmente os biólogos podem fazer, então tentei falar um pouquinho de cada área. Caso vocês fiquem com alguma dúvida, é só escrever para a gente!

 

https://agropos.com.br/

Hectare ou Alqueire: qual medida usar na sua propriedade?

Hectare ou Alqueire: qual medida usar na sua propriedade?

Tanto alqueire, quanto hectare são medidas de área utilizadas na medição de terra em sítios, chácaras e fazendas. Hectare é uma medida padrão, que não muda, 01 hectare sempre serão 10.000m².

Já a medida alqueire, dependendo da região, pode representar diferentes tipos de área. Os mais comuns são o alqueire mineiro e o alqueire paulista. Quer saber mais sobre essas medidas?

Então venha comigo na leitura deste post!

 

hectare

 

Quais são as principais medidas de terra?

As medidas agrárias são utilizadas para medir áreas rurais, no entanto, quando se trata do agronegócio, o hectare é a unidade mais utilizada, uma vez que auxilia os agricultores com a produção.

Outro motivo de ser mais comum se usar a medida de terra em hectare, é que essa medida é baseada no sistema internacional de medidas que é usada pela maioria dos países.

Como não é fácil saber de todos os modelos de medidas que são aplicados em diferentes regiões do país, caso precise especificar, transforme o hectare na unidade necessária.

Calcular a medida exata por meio da unidade hectare permite que o produtor realize a quantidade certa de plantação.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

 

Através dessas medidas é que se pode diferenciar uma propriedade quanto a sua extensão, são as principais:

Chácara – Uma área de terra pequena de aproximadamente 05 alqueires.
Sítio – Uma área de terras mais ou menos entre 05 e 40 alqueires.
Fazenda – Uma área de terras superior a 40 alqueires, no Brasil existem fazendas na casa dos milhares de alqueires.

Além das citadas acima, para cada região do Brasil há denominações diferentes, como, por exemplo, rancho, roça, colônia.

Isso varia bastante de acordo com as culturas de cada região e/ou estado, fazendo com que fique característico de cada local do Brasil.

No estado de São Paulo, por exemplo, um rancho é uma área localizada na beiro do rio, onde as pessoas normalmente constroem casas para passar os finais de semana. Já em Minas Gerais, áreas construídas ou não na zona rural, são chamadas simplesmente de roça.

 

divisão de terra em hectare

 

Diferença entre hectare mineiro e paulista

Um assunto que sempre gera dúvidas é o tal do alqueire, ao contrário de hectare que é unidade padrão, o alqueire pode variar de estado para estado. O alqueire é uma unidade de medida de capacidade para secos, equivalente a 4 quartas.

É uma medida variável com o número de litros ou pratos de plantio, geralmente de milho, segundo os costumes locais.

Sendo assim, valor do alqueire pode variar, mesmo se tratando de municípios vizinhos, o que dificulta significativamente o trabalho do agrimensor.

Sendo os mais conhecidos, o alqueire mineiro e o alqueire paulista, vejamos abaixo a diferença entre ambos:

  • Alqueire mineiro: se você possui 1 alqueire mineiro é a mesma coisa de você possuir 48.400 m² de terra.
  • Alqueire paulista: se você possui 1 alqueire paulista é a mesma coisa de você possuir 24.200 m² de terra.

Toda essa confusão porque em São Paulo sempre prevaleceu o entendimento de que a medida agrária deveria representar apenas um dos alqueires originais.

Já em Minas Gerais prevaleceu o entendimento de que deveria representar o indissociável par de alqueires.

Mas existem muitas outras medidas de terra, vamos conferir no próximo tópico!

 

Solos no brasil

 

Outras unidades de medida de terra

Vamos conferir algumas unidades de medidas agrárias que já foram utilizadas e que hoje já não se é tão comum mais, são algumas delas:

Quarta – Unidade agrária que corresponde sempre a 1 quarta parte (¼) do alqueire.

Litro – Unidade de medida de volume, igual ao volume de um quilograma de água.

Prato – Corresponde à área de um terreno com capacidade de plantio de um prato de milho, é adotado como subunidade nos municípios em que o valor do alqueire não é divisível por litro.

Quadra – Termo utilizado para designar qualquer área de terra definida por um quadrado.

Celamim – Unidade derivada de um padrão agrário português.

Data – Unidade que expressa a área de um terreno, ora por metro quadrado, ora por retângulo de dimensões muito variáveis.

Jeira – Unidade agrária portuguesa, introduzida no Brasil.

Lote Colonial – Designa a área de terreno, com dimensões definidas em lei, destinada ao estabelecimento de imigrantes.

Légua – Unidade linear utilizada em Minas Gerais, com o valor de 6.000m.

Tarefa – Compreende a 484m².

 

Checklist agrícola

 

Como medir minha área?

As áreas rurais geralmente são medidas com auxílio de um engenheiro agrimensor, o profissional responsável por medir e dividir determinada extensão. Sendo assim, é ele que auxilia os proprietários a saberem a medida exata de extensão do terreno.

Para isso, o especialista mede e realiza a representação do território a fim de obter informações de um espaço geográfico específico.

Todo o processo é feito por meio do manuseio de teodolitos, estações totais, receptores GNSS, prismas, scanners 3D, rádios, tablets, drones, softwares, entre outros equipamentos.

Na escritura do imóvel rural é apresentado o tamanho real e total da propriedade, que atualmente o mais utilizado é em hectare.

Ter esse mapeamento e precisão nos dados é de suma importância na hora da implantação de cultura, realização de uma construção rural, formar pastos para o gado ou até mesmo para venda do imóvel.

 

hectare - medição de terra com drone

 

Importância da medição da terra na agricultura

Vimos neste post sobre a importância de conhecer as principais unidades de medida de terra e de como são utilizadas.

A medição de áreas para dimensionar os espaços a serem explorados ou preservados é uma atividade fundamental na execução dos empreendimentos rurais e para que se alcance bons resultados na propriedade.

Especificamente para a execução do planejamento das atividades a serem exploradas na agropecuária, torna-se necessário a medição de áreas, superfícies, perímetro e demais distâncias requeridas.

Medir a terra se faz necessário na determinação das amostras de solos, aplicações de corretivos e fertilizantes, semeadura, aplicação de defensivos, construção de cercas, estimativa de produção de culturas.

Além para cálculo e mapeamento da vegetação de preservação e diversas outras medições necessárias para dar suporte ao planejamento das ações programadas.

Desse modo, medir áreas rurais é um dos fatores fundamentais para obter bons resultados na lavoura.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

Cadastro Ambiental Rural: Entenda o que é e como fazer!

Cadastro Ambiental Rural: Entenda o que é e como fazer!

Um importante documento para proprietários de imóveis rurais é o Cadastro Ambiental Rural-CAR. O registro é fundamental para a regularização ambiental do imóvel. Neste post vamos abordar tudo que você precisa saber sobre o CAR.

Venha Comigo!

 

Cadastro Ambiental Rural

 

O que é o Cadastro Ambiental Rural?

Conhecido pela sigla CAR, o Cadastro Ambiental Rural é um registro público eletrônico. Ele abarca dados de todo o território nacional, integrando as informações em uma única base.

Segundo sua lei de criação, todos os imóveis rurais são obrigados a se cadastrar, contribuindo para integrar as informações ambientais das propriedades.

Tal instrumento foi criado pela Lei nº 12.651/2012 e se relaciona com o SINIMA (Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente). Regulamentado pela Instrução Normativa MMA nº 2 (2014), seu principal objetivo é criar uma base de dados de alcance nacional.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

 

Qual a importância do CAR?

O CAR tem por objetivo declarar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, a fim de constituir uma base de dados estratégica para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.

Estes dados irão proporcionar ao poder público mais assertividade em suas decisões por fornecerem informações mais precisas sobre os imóveis rurais brasileiros.

 

Quais as vantagens em fazer o cadastro?

CAR facilitará a vida do proprietário rural na obtenção de licenças ambientais, pois a comprovação da regularidade da propriedade acontecerá por meio da inscrição e aprovação do CAR e o cumprimento no disposto no Plano de Regularização Ambiental, que será em breve instituído pelo Estado.

 

Cadastro Ambiental Rural

Com isso, não haverá mais a necessidade de procedimentos anteriormente obrigatórios, como a averbação em matrícula de Reservas Legais no interior das propriedades. Todo o procedimento para essa regularização poderá ser feito online.

 

O pequeno produtor precisa fazer o CAR?

O pequeno produtor pode fazer o CAR gratuitamente. Nesse caso, a responsabilidade fica a cargo do governo, como prevê o Art. 8º do Decreto 7830/12.

Para isso, o produtor precisa se informar sobre qual órgão ambiental está fazendo o CAR no sindicato rural mais próximo de sua propriedade.

 

Principais estudos ambientais.

 

Quais são as informações necessárias para fazer o CAR?

Para realizar o cadastro, basta preencher os dados no site do CAR. Não é necessário contratar alguém para esse trabalho.

Porém, se houver alguma dificuldade, é possível buscar apoio junto a sindicatos rurais, ao Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) ou a um serviço profissional.

Os dados necessários incluem:

  • Dados do proprietário, possuidor ou responsável direto;
  • Dados sobre os documentos de comprovação de propriedade ou posse;
  • Informações georreferenciadas das áreas de interesse social e público e do perímetro do imóvel;
  • Informações sobre existência de vegetação nativa, Áreas de Preservação Permanente, áreas consolidadas, Reservas Legais e áreas de Uso Restrito.

 

Qual o valor Cobrado para fazer o CAR?

O registro do Cadastro Ambiental Rural (CAR) é gratuito e pode ser feito pela internet por qualquer proprietário de imóvel rural. Mas muitas consultorias oferecem o serviço de preenchimento do documento.

A vantagem é que as empresas oferecem dados mais completos e mapas precisos sobre a área cadastrada, mas a conta pode sair salgada para o agricultor.

 

O passo a passo para obtenção do Cadastro Ambiental Rural

1º Passo:

Entre na página do CAR na internet.

 

2º Passo:

Módulo Cadastro: Baixe o programa Módulo de Cadastro e instale no seu computador. Selecione o estado em que o imóvel está localizado, e caso esteja de acordo com os termos de uso, baixe o programa. Lembre-se de verificar os requisitos mínimos para operar o sistema.

 

3º Passo:

Baixe imagens: As imagens de satélite disponíveis para cadastramento do imóvel devem ser instaladas no programa Módulo Cadastro. Você pode utilizar imagens armazenadas em disco ou obtê-las da internet.

Nos dois casos, selecione o estado, a cidade e então aperte a opção baixar. Repita o procedimento selecionando municípios conforme a localização do imóvel.

 

4º Passo:

Cadastro do imóvel: Na opção Cadastro de Imóveis acesse o botão cadastrar novo imóvel e selecione o tipo de imóvel que irá cadastrar.

Depois de identificar o responsável pelo cadastramento, forneça dados e informações de identificação do proprietário ou possuidor. No final responda ao questionário, fornecendo informações complementares sobre a situação do imóvel. Selecione Finalizar e armazene o protocolo que será emitido.

 

5º Passo:

Enviar cadastro: Após finalizar o cadastro ou retificação do Imóvel Rural, é necessário enviá-lo ao SiCAR pela internet para emissão do Recibo de Inscrição CAR. Selecione a opção Gravar para envio.

Após salvar o arquivo, acesse a opção enviar. Localize e selecione o arquivo e então envie apertando o botão correspondente. Em caso de sucesso você receberá uma mensagem de confirmação.

 

6º Passo:

Retificação do cadastro: Esse passo só pode ser realizado informando o número de inscrição do CAR. Caso perceba que cometeu algum erro ou precise complementar informações para que possa retificar o cadastro, o número deverá ser enviado ao SiCAR, com emissão do recibo de inscrição.

 

7º Passo:

Análise do imóvel: As inscrições recebidas pelo SiCAR serão submetidas às regras de validação e análise automática e passarão por análise e validação por parte de órgão competente, dos documentos e informações apresentados.

Pendências e inconsistências serão comunicadas ao responsável pela inscrição, para que seja feita a adequação, se necessário, das informações declaradas.

Fonte: brasil.gov.br

 

Você sabe qual é o perfil de profissional mais procurado pelas empresas?

 

O que acontece após o cadastro no Sistema de Cadastro Ambiental Rural?

Após a realização exitosa do cadastro, as informações do imóvel serão analisadas pelos órgãos competentes. Todos os dados, tanto documentos quanto informações, serão submetidos a regras de validação e análise.

 

Cadastro Ambiental Rural

 

Caso existam pendências ou inconsistências, as mesmas serão comunicadas à pessoa responsável pela inscrição. Caso você precise corrigir as informações logo após o cadastro ou algum tempo depois, é possível realizar uma retificação de cadastro.

Para isso, é necessário informar o número de inscrição do CAR. Corrija as informações, baixe o arquivo para seu computador, suba-o ao SiCAR e envie-o ao sistema. Será emitido um recibo, o qual você deve manter arquivado para futuras necessidades.

O que acontece com quem não fizer o CAR?

Os proprietários ou posseiros que não realizarem o cadastro perderão benefícios previstos na lei 12.651/2012 (Novo Código Florestal Brasileiro), como créditos e financiamentos agrícolas.

A Lei n° 12.651/2012 define que, após cinco anos de sua publicação, ou seja, a partir de 28 de maio de 2017, as instituições financeiras não poderão conceder crédito agrícola para os agricultores que não possuírem o CAR.

 

Conclusão

Não se pode deixar de reconhecer que a ferramenta do CAR apresenta-se como mecanismo inovador de controle e regularização ambiental, antes inexistente, principalmente em regiões de grande vazio fundiário, como é o caso da Amazônia Legal.

É fundamental que procuramos nos atualizar e realizar o procedimento sendo ele simples. Então, não perca seus benefícios. Faça o cadastro ambiental rural e acesse todas as vantagens que essa inscrição pode oferecer.

Então, o que você achou do nosso artigo? Se você gostou, não deixe de compartilhá-lo nas suas redes sociais e ajude mais pessoas a se informar sobre esse assunto.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

Cota de Reserva Ambiental (CRA): O que é e como funciona?

Cota de Reserva Ambiental (CRA): O que é e como funciona?

A Cota de Reserva Ambiental (CRA) foi instituída pelo novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) para a regularização ambiental de Reserva Legal de imóveis rurais. Para compreender melhor sobre o conceito e a importância do CRA, preparamos esse artigo. Não fique de fora desse assunto.

Acompanhe!

 

Cota de Reserva Ambiental

 

O que é Cota de Reserva Ambiental (CRA)?

O Novo Código Florestal (NFC), versão revisada do Código Florestal por meio da lei 12.651 de 25 de maio de 2012, trouxe algumas inovações.

Dentre elas estão a criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o programa de apoio e incentivo a preservação e recuperação do meio ambiente e a instituição da Cota de Reserva Ambiental (CRA).

A CRA é estabelecida como uma das formas previstas pelo NCF (artigo 44) para incentivar a preservação e conservação dos ecossistemas. Trata-se de um título nominativo representativo de área com vegetação nativa, existente ou em processo de recuperação e que é o sucessor da Cota de Reserva Florestal (CRF) emitida nos termos da Lei 4.771/1965.

 Assim, a CRA é um instrumento para que o proprietário de imóvel rural possa fazer compensação de área de Reserva Legal (RL).

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental

 

Importância da Cota de Reserva Ambiental

Por meio da Cota de Reserva Ambiental – CRA é possível que um proprietário que tenha uma área com florestas acima das exigências legais possa receber recursos de outros proprietários que não estejam cumprindo as exigências da lei. É, portanto, uma forma de equalizar o cumprimento da lei, e reduzir o desmatamento.

Com a implementação da Cota de Reserva Ambiental – CRA, torna-se muito mais barata a redução do desmatamento. Pois, permite-se que uma área já florestada possa substituir outra que está degradada, em propriedades diferentes, desde que respeitados alguns requisitos.

Assim, ao invés de investir altos recursos na recuperação de uma determinada área já degradada, basta obter uma Cota de Reserva Ambiental – CRA na quantidade correspondente à área degradada.

 

Quem pode se beneficiar da CRA?

Todos os proprietários de imóveis rurais que possuem reserva legal e que tenham excedente de remanescente de vegetação nativa ou de área em processo de recuperação na propriedade podem se beneficiar com a Cota de Reserva Ambiental – CRA.

Desde que a reserva legal esteja registrada e aprovada no Cadastro Ambiental Rural – CAR, pode-se utilizar a área excedente à reserva legal para emissão da Cota de Reserva Ambiental – CRA.

Portanto, pode ser emitida Cota de Reserva Ambiental – CRA para garantir que a propriedade receba uma compensação pela preservação que é realizada nessas áreas. Trata-se não só de um instrumento que garante a regularidade das propriedades, mas também financia a preservação por meio do pagamento de serviços ambientais.

 

Base legal da CRA

Instrumento da Cota de Reserva Ambiental – CRA foi instituído pela Lei nº 12.651 / 2012, conhecida como Lei Florestal. No âmbito no Estado de Minas Gerais, a Cota de Reserva Ambiental – CRA foi aceita pela Lei Florestal Estadual (Lei nº 20.922/2013).

A Lei define a Cota de Reserva Ambiental – CRA como um título nominativo, ou seja, são emitidos em nome de uma pessoa determinada.

É preciso entender que todas as transações envolvendo esse título devem ser feitas com clareza na indicação das partes. Isso significa que não é possível negociar uma Cota de Reserva Ambiental – CRA como se fosse um cheque em branco.

 

Principais estudos ambientais.

 

Como comprar ou vender o CRA?

Após a emissão ou mesmo antes das CRA serem emitidas, os proprietários rurais podem ofertá-las na BVRio. Na Plataforma BVT rade (www.bvtrade.org), o Vendedor pode informar as características do imóvel e em que ponto está no processo de criação das CRA.

Por exemplo:

  • Bioma e Estado;
  • Situação fundiária;
  • Se a RL está em UC, RPPN ou área prioritária;
  • Declaração de confrontantes, afirmando não haver disputas territoriais;
  • Memorial descritivo da propriedade;
  • Inclusão no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou no sistema Sig-CAR da BVRio (uma ferramenta para desenvolvimento de CAR para inclusão nos sistemas governamentais);
  • Existência de Reserva Legal averbada.

Estas informações permitem ao Comprador avaliar o tempo necessário para a emissão das CRA, assim como calcular o risco do contrato. Quanto mais elementos concluídos, menor o risco e o tempo entre a contratação e a entrega das CRA.

Os Vendedores podem informar o valor esperado pelas cotas (R$/hectare) e a duração que querem dar a elas (5, 10, 20, 30 anos ou perpétua). Ou podem apenas esperar por ofertas de compra.

 

A compra

Os Compradores podem se cadastrar na Plataforma BVTrade como operadores, selecionar as ofertas de venda que lhes interessam e submeter ofertas para as CRA, indicando:

  • A quantidade de CRA desejada;
  • A duração;
  • O valor que estão dispostos a pagar. Quanto vale um hectare de floresta em pé?

 

Guia de Carreira: Pós-Graduação na área de Gestão Ambiental

 

Procedimentos de emissão de CRA

O proprietário do imóvel que pretende solicitar a emissão de CRA deve se dirigir ao órgão estadual de meio ambiente e apresentar uma proposta acompanhada de:

  • Certidão atualizada da matrícula do imóvel;
  • Identidade do proprietário;
  • Certidão negativa de débitos do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e memorial descritivo do imóvel, indicando em mapa georreferenciado a área que será vinculada à CRA.

Antes de solicitar a emissão de CRA, a propriedade precisa estar inscrita no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além disso, é necessário que a área de vegetação nativa existente ou em processo de recuperação esteja protegida por uma destas cinco opções:

  • Servidão ambiental;
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN);
  • Reserva Legal instituída voluntariamente sobre a vegetação que exceder o percentual mínimo instituído pelo Código Florestal;
  • Unidade de Conservação de domínio público que ainda não tenha sido desapropriada; ou Reserva Legal de imóveis rurais menores que quatro módulos fiscais. Esta condição pode representar um obstáculo, como será analisado adiante.

O órgão estadual de meio ambiente, antes de aprovar a proposta de emissão de CRA, verificará a existência da vegetação nativa, existente ou em processo de recuperação, e emitirá um laudo comprobatório. Esta comprovação poderá ser feita por meio de seu corpo técnico ou entidade credenciada.

 

Conclusão

Portanto considerando que a Cota de Reserva Ambiental – CRA é um instrumento que garante o pagamento por serviços ambientais, bem como a regularização ambiental dos imóveis, tem grande aplicação para o mercado. Por isso, há um mar de oportunidades relacionadas a esse assunto.

De um lado, um potencial de geração de receitas para proprietários que têm o interesse de preservar suas áreas para além das exigências legais. Até porque as especificidades ambientais da região tornariam muito custosa a sua exploração.

E por outro lado, possibilidades de regularização a um custo baixo, já que a aquisição da Cota de Reserva Ambiental – CRA muito provavelmente assumirá um custo menor do que o da aquisição de nova área.

 

Pós-Graduação em Licenciamento e Gestão Ambiental