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Ter conhecimento sobre o que são plantas daninhas e como realizar o controle em sua lavoura é extremamente importante para uma boa produção. Neste post vamos abordar tudo que você precisa saber sobre esse assunto, não fique de fora.

Venha comigo!

 

controle de plantas daninhas

 

Estudos indicam que as plantas daninhas apareceram junto com a agricultura, há cerca de 12 mil anos. Quando o homem começou a cultivar a terra, existia maior equilíbrio entre as diversas espécies. Mas, com a maior ação humana nos cultivos, houve um processo gradual de seleção.

A presença de plantas daninhas prejudica toda a produção. Isso porque elas competem com as plantações por água, luz, nutrientes e espaço, além de fazerem o produtor gastar tempo e dinheiro no seu controle.

Conhecer as plantas daninhas é o primeiro passo para identificá-las precocemente e começar o controle o quanto antes, evitando que se disseminem.

Há várias técnicas que podem ser aplicadas para fazer o controle de plantas daninhas. Neste post vamos abordar tudo que você precisa saber, para evitar essas perdas de produtividade.

 

 

O que são as Plantas Daninhas?

Plantas daninhas são plantas indesejadas que atrapalham o crescimento das plantas já cultivadas. São, geralmente, plantas resistentes à pragas e doenças que podem diminuir a produção da lavoura em proporções consideráveis.

 

Plantas Daninhas na Agricultura

(Fonte: Grupo de Extensão de São Pedro, 2021)

 

Produtividade é uma das palavras mais importantes para o produtor rural. Pensando em aumentá-la, existem três pilares que podemos atacar:

  • Aumentar a produção
  • Diminuir o custo/desperdício
  • Diminuir os riscos

As plantas daninhas, porém, levam o produtor ao caminho contrário da tão desejada produtividade. Além de diminuir a produção por hectare por onde ela está, as plantas daninhas podem fazer com que o produtor pague caro para tratá-la no futuro.

A resistência das plantas daninhas também dificulta sua extinção com o uso de defensivos agrícolas, sendo sempre necessário o uso de diferentes táticas de manejo.

 

Prejuízos Causados pelas Plantas Daninhas

As plantas daninhas são motivo de dor de cabeça pra qualquer produtor. Podem causar prejuízos direto e indireto:

 

Prejuízos indiretos

Usando se desenvolvem junto com a cultura, principalmente nos estágios iniciais, competindo diretamente por luz, água, nutrientes e espaço.

As daninhas disputam por elementos que a cultura agrícola também precisa para o seu desenvolvimento. É um dano direto que no final acarreta em perda de produtividade.

 

Manejo Integrado de Plantas Daninhas

 

Dano indireto

Das plantas invasoras ocorre, por exemplo, durante a colheita. Especificamente em soja, a infestação dificulta a operação.

A máquina acaba colhendo muita planta daninha junto com a cultura, o que causa problema de umidade de grão, de perda de grão na colheita, grãos danificados.

Outro problema importante, mas que não é muito citado, é que as plantas daninhas podem ser hospedeiras ou servir de alimento para pragas, que posteriormente podem atacar a própria lavoura de soja.

Estas plantas invasoras podem abrigar na cultura do milho, por exemplo, pragas como percevejo, cigarrinha e Spodoptera. Já em soja são hospedeiras de lagartas, de modo geral, como a Spodoptera, além do próprio percevejo.

 

Principais plantas daninhas

Tendo em vista a importância do controle das plantas daninhas para o produtor que se preze, separamos as principais espécies encontradas no Brasil:

 

Buva (Conyza bonariensis)

A Buva é uma planta invasora encontrada com muita frequência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. É uma planta daninha bem comum nas lavouras de trigo, soja e milho.

 

Buva- (Conyza bonariensis)

(Fonte: Fonte: Ourofino, 2019)

 

É uma planta que produz sementes bem pequenas, mas em grande quantidade e de fácil dispersão, o que a faz ser considerada agressiva.

 

Capim-Amargoso (Digitaria insularis)

O Capim-amargoso (Digitaria insularis), é uma planta que afeta, principalmente, o cultivo de grãos no Brasil. Mas é na soja que traz maior preocupação aos produtores. De difícil controle, estima-se que cause perda significativa de cerca de 21% na produção do grão.

 

Capim-Amargoso- (Digitaria insularis)

(Fonte: fieldview, 2021)

 

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma planta daninha de ciclo perene, podendo durar mais de dois anos. Se reproduz através de sementes, além de produzir estruturas de reserva subterrâneas.

E isso, faz do capim-amargoso uma planta com grande capacidade de regenerar mesmo depois do corte mecânico ou ação de herbicidas.

 

Apaga Fogo (Alternanthera ficoidea)

Essa planta daninha tem esse apelido por dificultar a progressão do fogo quando são feitas queimadas para renovação de pastagens. Ela é uma planta que pode ser anual ou perene, a depender das condições.

 

Apaga Fogo (Alternanthera Ficoidea)

(Fonte: Agrolink, 2021)

 

A planta apaga fogo pode ter de 0,5 a 1,2m de comprimento, é mais frequente na região central do Brasil e se alastra por enraizamento dos nós em contato com o solo. As principais culturas afetadas são cana-de-açúcar, milho, soja, arroz e algodão.

 

Tiririca (Cyperus haspan)

A tiririca é uma planta daninha muito comum no Brasil, presente em quase todos os tipos de solos e culturas com exceção do arroz inundado. A sua origem é indiana e ela está presente em mais de 90 países.

 

Tiririca (Cyperus Haspan)

(Fonte: Jardineiro. Net, 2017)

 

Ela tem crescimento em baixas temperaturas e é bastante sensível à sombra. Além de competir com as culturas por nutrientes, espaço, luz e água, a tiririca tem efeito inibidor, principalmente em plantas de cana de açúcar.

 

Caruru (Amaranthus viridis)

É uma daninha de grande importância, principalmente quando está presente em lavouras perenes (cafezais, pomares e canaviais), devido à condição de sombreamento e maior teor de matéria orgânica destes locais.

 

Caruru- (Amaranthus viridis)

(Fonte: AgroLink, 2021)

 

Tem de 30 a 50 cms de comprimento, se desenvolve bem da primaveira ao outono. Suas sementes são lisas e brilhantes.

 

Manejo de Plantas Daninhas

O manejo integrado se mostra como a melhor solução, já que utiliza de diferentes técnicas para controlar a evolução dessas plantas indesejadas.

O manejo integrado de pragas não consiste na eliminação de pragas da lavoura, mas, sim, na manutenção em níveis abaixo daqueles que causam danos econômicos.

Mas como isso é feito?

 

Manejo de Plantas Daninhas

 

Avaliação prévia

Primeiramente, é importante conhecer o histórico da área e os locais de maior incidência de ataque de pragas e sua relação com a cultura plantada, as rotações de culturas utilizadas anteriormente e as cultivares escolhidas.

Assim, pode-se identificar as pragas-chave, ou seja, aquelas que estão presentes em maior quantidade durante o ciclo e causam injúrias que comprometem a produtividade e as pragas secundárias, que, em condições normais, não ocasionam danos preocupantes.

 

Fungos causadores de doenças em plantas.

 

Monitoramento

Durante o ciclo, o acompanhamento da lavoura deve ser semanal para identificação das pragas existentes e/ou sinais de ataque.

O principal assessório para o monitoramento das pragas é a utilização de um pano de batida que é colocado na entrelinha da cultura, quando então, são realizadas uma série de batidas para extração dos insetos que estão presentes na planta.

Dessa forma, torna-se imprescindível a realização de diversas amostragens para extração confiável e que caracteriza bem a população de insetos.

 

Métodos de Controle de Plantas Daninhas

Existem diversos métodos de manejo de plantas daninhas. A sua escolha vai depender do tipo de exploração agrícola, das espécies indesejadas, relevo e disponibilidade de mão de obra e equipamentos.

  • Preventivo: limpeza rigorosa de equipamentos para evitar que eles sejam vetores de sementes no campo de cultivo.
  • Físico: funciona com a exposição do solo à luz direta do sol, a inundação da área ou o uso do fogo.
  • Cultural: ligado aos métodos de plantio, atuando para que eles não sejam potencializa dores das ervas daninhas. Isso envolve a escolha de espécies adaptadas à região, rotação de culturas, espaçamento correto (para não dar espaço às daninhas) e plantio na época certa. O uso de adubo orgânico também merece atenção, pois ele pode trazer terra contaminada com sementes ou rizomas indesejados.
  • Mecânico: envolve o uso de enxadas e cultivadores (enxada fixa ou rotativa) e até mesmo o arranque manual das ervas daninhas.
  • Químico: o uso de herbicidas é bastante eficaz nesse controle, desde que se conheça exatamente como é a ação do químico nas plantas daninhas. A correta aplicação também conta muito para a efetividade do tratamento.

Você precisa considerar que não é necessário utilizar exatamente todos esses métodos de controle ao mesmo tempo.

Na verdade, é preciso selecionar os mais adequados para a cultura que você tem e aplicá-los da melhor maneira, conforme as características da sua área de plantio.

 

Conclusão

Portanto, As plantas daninhas são consideradas um dos maiores problemas da agricultura atual. Não somente por competirem com as plantas cultivadas, como também por serem hospedeiras de diversas pragas e doenças.

Além disso, por serem plantas consideradas pioneiras, as plantas daninhas possuem uma efetiva capacidade de propagação. Principalmente por meio de sementes. É preciso realizar uma identificação adequada e somente a partir daí, escolher o melhor de controle.

 

Michelly Moraes