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Agrícola

Capim colonião: aprenda como realizar o controle!

O capim colonião teve seu ápice de cultivo no Brasil e, durante alguns anos, pesquisadores trabalharam no seu desenvolvimento. Quer saber mais? Acesse!

AgroPósConteúdo próprio Atualizado em 19 de março de 2025 6 min de leitura
Capim colonião: aprenda como realizar o controle!

O capim colonião teve seu ápice de cultivo no Brasil e, durante alguns anos, pesquisadores trabalharam no seu desenvolvimento. Ele ainda é utilizado na alimentação do gado, assim como dos cavalos e ovelhas. O capim colonião, contudo, pode se tornar uma planta invasora bastante competitiva. Cresce muito rápido e se espalha velozmente pelas culturas em produção. Neste artigo vamos abordar tudo que você precisa saber.

Acompanhe!

Capim colonião: aprenda como realizar o controle!

Afinal, o que é capim colonião?

O capim-colonião é uma planta invasora perene, robusta, entouceirada, de colmos com cerosidade branca nos entrenós e raízes fibrosas. Os colmos são simples ou ramificados, cilíndricos na parte superior e achatados na inferior. Já as folhas são bastante longas, em forma de lança e de cor verde-clara.

O capim-colonião pode ser encontrado em quase todas as regiões do país e sua germinação é favorecida em temperaturas entre 20ºC e 30ºC.

Ocorre frequentemente em solos secos e férteis, infestando principalmente superfícies cultivadas que já foram pastagens anteriormente.

Compete com as culturas e tem ampla dispersão, fator que está relacionado à sua capacidade de produzir uma grande quantidade de sementes por planta, que são facilmente disseminadas pelo vento durante todo o ano.

Características do capim colonião

O capim colonião é robusto, nasce em forma de touceiras e chega até dois metros de altura. Assim, é uma planta perene que se reproduz de diferentes formas, através de sementes ou de maneira vegetativa.

Devido a sua grande capacidade de adaptação, a espécie está presente em praticamente todo o território nacional. Contudo, não apresenta bons resultados em regiões frias e, consequentemente, não se desenvolve. Ele consegue sobreviver, preferencialmente em climas tropicais e subtropicais.

Características do capim colonião

A sua folha tem o formato de lança e coloração verde clara. Já o caule é simples e reto, e fica ereto quando a planta está sadia. Sua cor, então, geralmente é mais escura do que as folhas.

É importante lembrar que, apesar de o capim colonião ser utilizado na alimentação dos animais, ele pode ser bastante agressivo em outras culturas.

O capim colonião pode ser um problema?

Sim, quando o capim nasce em uma área onde não é desejado, ele pode se transformar em uma planta invasora. Em uma cultura agrícola, por exemplo, ele pode competir por luz, nutrientes e espaço com as plantas cultivadas.

Como possui uma produção de sementes bastante elevada, ele pode se propagar rapidamente. Assim, algumas culturas que podem ser afetadas pelo capim, são:

Checklist agrícola

Danos causados pelo capim-colonião

A daninha tem alta capacidade competitiva: forma uma grande quantidade de massa verde, podendo chegar a 3 metros de altura.

Por crescer e se desenvolver rapidamente, o capim-colonião é muito prejudicial quando infesta algum cultivo, pois acaba “cobrindo” a cultura e, consequentemente, diminuindo muito a sua produtividade.

Essa planta é um problema, principalmente, para as lavouras de cana-de-açúcar, pois no início de seu desenvolvimento, se assemelha à cultura, dificultando o controle. Além disso, pode ser hospedeira de nematoides.

Manejo de capim-colonião 

Se você trabalha com o sistema de plantio baseado em soja e milho, precisa manejar o capim coloninho durante os períodos de entressafra. Para isso, pode aplicar herbicidas em pós-emergência, como os seguintes:

Glifosato

O Glifosato controla eficazmente plantas com altura entre 20 e 40 centímetros. Dependendo das necessidades do manejo, os produtores utilizam esse herbicida nas primeiras aplicações dos manejos sequenciais vinculados aos pré-emergentes. Para obter bons resultados, a dose recomendada é de 6 litros por hectare (L/ha).

Haloxyfop

Esse herbicida controla de forma extraordinária, sobretudo, plantas que atingem até 40 centímetros. Além disso, os produtores podem usar o Haloxyfop nas primeiras aplicações dos manejos sequenciais.

Geralmente, os agricultores associam esse herbicida ao Glifosato. Inicialmente, a dosagem indicada varia entre 0,5 e 1,2 L/ha. De fato, a adição de óleos minerais (de 0,5 a 1%) tem proporcionado bons resultados.

Mais adiante, você pode considerar outros tipos de graminicidas disponíveis no mercado. Muitos produtos apresentam um desempenho formidável, seguindo a mesma lógica dos manejos habituais.

Ao misturar 2,4 D (ácido diclorofenoxiacético) e graminicidas, lembre-se de aumentar a dosagem dos graminicidas em cerca de 20%. Embora seja essencial para o manejo, o Haloxyfop pode reduzir sua eficiência.

Cletodim

Assim como o Haloxyfop, o Cletodim possui características quase idênticas. No entanto, a dose aplicada não deve ultrapassar 0,45 L/ha. Caso opte por esse herbicida, utilize a mesma quantidade de óleos minerais recomendada para o Haloxyfop.

Herbicida pré-emergencial

Flumioxazin

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes. Utilizado na primeira aplicação do manejo outonal associado a herbicidas sistêmicos (ex: glifosato, graminicidas e imazetapir); ou no sistema de aplique plante da soja, na dose de 90 a 120 g ha-1.

S-metolachlor

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes. Utilizado no sistema de aplique plante da soja, na dose de 2,5 L ha-1. Não deve ser aplicado em solos arenosos.

Trifluralina

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes. Utilizado na primeira aplicação do manejo outonal associado a herbicidas sistêmicos (ex: glifosato, graminicidas).

Recomendada dose de 0,9 a 4,0 L ha-1, dependendo da planta daninha a ser controlada e nível de cobertura do solo.

Sulfentrazone

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes. Utilizado na primeira aplicação do manejo outonal associado a herbicidas sistêmicos (ex: glifosato).

Pós-emergência de soja e milho

Na soja, para plantas pequenas ou rebrota de plantas maiores ele aplicou graminicidas (clethodim, haloxyfop e outros).  Na soja RR, ele associou ao glifosato.

Em áreas com grande infestação ele utilizou herbicidas pré-emergentes (flumioxazin e s-metolachlor) no sistema de “aplique plante” para diminuir o banco de sementes e o número de aplicações em pós-emergência.

A inclusão de pré-emergentes em diferentes etapas do manejo foi fundamental, principalmente em áreas com grandes infestações. Assim, pode-se controlar os diferentes fluxos de emergência ocasionados pela dormência das sementes.

O controle de capim-colonião no milho foi complexo, pois o milho também é uma gramínea e existem poucas opções que são seletivas ao milho e controlem capim-colonião.

Para controle do banco de sementes, foi aplicado herbicidas pré-emergentes em sistema de “aplique plante” (ex:trifluralina, s-metolachlor e isoxaflutole).  Para controle de plântulas em estádio inicial (20 cm a 30 cm) ele utilizou as seguintes opções:

  • Nicosulfuron
  • Atrazina+mesotrione
  • Atrazina+mesotrione

Plataforma Agropós

Conclusão

Espero que com esse artigo, você tenha aprendido como lidar melhor com o capim-colonião na sua propriedade.

Assim como ele, você também pode adotar as técnicas que foram citadas para um manejo eficiente do capim-colonião. Com essas dicas, espero que você consiga realizar um manejo eficiente do capim-colonião.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo.

Conteúdo AgroPósEscrito pela equipe da AgroPós

Todos os artigos do blog são produzidos pela própria AgroPós, com base no material das nossas pós-graduações nas áreas agrícola, florestal e ambiental.

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