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Besouros: entenda tudo sobre esses insetos!

Besouros: entenda tudo sobre esses insetos!

Os besouros é um dos insetos mais conhecidos do mundo, no entanto, existem milhões de tipos de besouros.  Neste artigo vamos falar tudo que precisa saber sobre esse inseto!

Acompanhe!

 

Besouros

 

Dentro da ordem dos coleópteros, existe uma enorme diversidade de insetos, dentre os quais os besouros e as joaninhas são os mais conhecidos. Porém, nessa ordem também estão inclusos os gorgulhos, os escaravelhos, e muito mais.

A palavra “Coleopetera” é de origem grega, que surgiu da união de koleos (que significa estojo), com pteron (que quer dizer asas). Em tradução livre, fica “estojo de asas”.

A origem desse nome vem da estrutura desses insetos, que possuem o par de asas externos bem rígidos, e que serve como uma espécie de proteção para o par de asas interno, usado para voar, e que é bem mais delicado.

 

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Besouros e o cenário agrícola brasileiro

A alimentação do besouro inclui um regime alimentar bastante diversificado. Tanto na forma adulta quanto na forma larval, esse inseto se alimenta de material vegetal e também animal.

Em sua maioria, as larvas, após eclodirem, passam por diversas transformações até sua fase adulta. Os adultos apresentam formas e tamanhos variados.

Em alguns países do mundo, esse inseto tem grande valor comercial para a alimentação humana, sendo uma prática comum entre povos americanos e orientais no passado. São fontes de proteínas, com a segunda maior quantidade entre todos os insetos.

Existem espécies predadoras (que são usadas para controle biológico), parasitas (inclusive do próprio ser humano) e aquelas que são consideradas pragas (que trazem prejuízos financeiros para as lavouras).

Na agricultura, grande parte dos besouros é vista como praga. Contudo, como veremos a seguir, existem espécies que são essenciais para o equilíbrio e controle de pragas de algumas culturas.

 

Principais características dos besouros

No mundo todo, existem em torno de 350.000 espécies de besouros diferentes.

 Esse número representa cerca de 30% de todos os animais, e em torno de 40% do total de insetos existentes. Abaixo, nós listamos as principais características apresentadas pelos besouros. Confira!

  • Os besouros adultos possuem olhos elípticos ou circulares, e ocelos nas larvas.
  • Possuem o abdome séssil. Nos besouros machos, eles têm 10 urômeros, enquanto nas fêmeas, são apenas 9, por onde acontece a respiração (onde estão os espiráculos).
  • Suas pernas servem tanto para andar, quanto nadar e cavar.
  • A maioria dos besouros possui a cabeça arredondada.
  • O seu aparelho bucal é bem desenvolvido.
  • Contam com dois pares de asas. Sendo um deles, o primeiro, modificado em élitros, ou seja, em endurecimento; e o segundo par é de asas membranosas, mais sensíveis, que eles usam para voar.
  • Possui a parte inferior do tórax desenvolvida. Ela é denominada protórax.

 

Reprodução dos besouros

Na maior parte das espécies, a reprodução é sexuada, ou dioica. Apesar de em algumas espécies a reprodução acontecer sem a necessidade do macho (partenogênese). E tem também aquelas espécies onde a reprodução pode acontecer das duas formas. No entanto, na ordem dos coleópteros, a reprodução partenogênese á algo muito raro de acontecer.

No caso da reprodução dioica, o besouro macho fecunda a fêmea. O esperma então é armazenado na espermateca (estrutura interna), até que aconteça a fertilização dos ovos. A quantidade de ovos produzidos de cada vez varia de uma espécie para outra.

Alguns machos podem apresentar as antenas mais longas, e possuírem também uma estrutura especial, que é usada na identificação do feromônio que a fêmea produz, e que serve para atraí-los.

No entanto, em se tratando de besouros, não são apenas as fêmeas que produzem o feromônio. Os machos também podem produzi-lo. É o que acontece com os pertencentes à família Scolytinae.

Há também outra forma de os besouros se encontrarem para a união entre o macho e a fêmea, que é por meio do estímulo visual, como acontece na família Lampyridae, que são besouros mais conhecidos como vaga-lumes. Após se encontrarem, ocorre o contato final por meio das vias olfatórias.

 

Tudo o que você precisa saber sobre a mosca branca (Bemisia tabaci)

 

A importância do besouro no controle de pragas

 

Caso da mosca-dos-chifres

Identificada pela primeira vez em 1983, a mosca-dos-chifres é um inseto considerado praga em diversos países ao redor do mundo. Trata-se de um sério problema econômico para a pecuária, com populações cada vez mais resistentes ao controle químico.

Ela ocorre em praticamente todo o território brasileiro, especialmente na região do cerrado. De origem europeia, ela se alimenta exclusivamente de sangue.

Dessa forma, ataca o gado, com picadas dolorosas, que posteriormente levam à diminuição da libido em touros e anemia e perda de peso no gado em geral.

Assim, há uma queda na produtividade rural e na lucratividade do pecuarista. Como se não bastasse, o inseto é ainda um vetor de doenças, como a anaplasmose e a tripanossomose.

 

Besouro-castanho: destruidor de plantações

O besouro-castanho, conhecido popularmente como caruncho, é um inseto de cor marrom-avermelhada que mede cerca de 2,3 a 4,4 centímetros e tem corpo totalmente achatado.

De reprodução rápida e veloz, as fêmeas desse inseto colocam em média 500 ovos, geralmente em fendas de paredes ou sacolas sobre grãos armazenados. O ciclo de vida do animal gira em torno de 20 dias. Umidade alta e dias quentes favorecem a reprodução e proliferação desses insetos.

Ele ataca ambientes de armazenamento de grãos, causando sérios prejuízos em estoques inteiros. Diante disso, são consideradas pragas secundárias, por não atacarem diretamente a plantação.

É preciso que o produtor rural se atente ao controle desse inseto. Caso contrário, há grande risco de perda da safra, devido à facilidade de sua proliferação.

 

Corós: a larva do besouro

Um coró é a forma larval de um besouro. Trata-se de uma praga que causa grandes prejuízos às raízes das plantas, resultando na morte destas. Há registros de mais de mil espécies no país, das quais dez são consideradas pragas.

Entre os fatores que contribuem para a proliferação das larvas estão o sistema de plantio direto e o não revolvimento do solo. Os gêneros de maior ocorrência são Phyllophaga, Diloboderus e Liogenys.

  • O Diloboderus ocorre em grande número na região Sul do país. Ataca, principalmente, as safras de inverno.
  • O Phyllophaga é mais comum na região Centro-Oeste do país, atacando principalmente a cultura da soja e do milho safrinha.
  • A ocorrência de Liogenys também é comum na região Centro-Oeste, em estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Ataca as culturas da soja e do milho.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Os besouros são conhecidos por possuírem um importante papel no cenário agrícola. Muitos desses insetos são predadores naturais de pulgões e cochonilhas, considerados como principais pragas de roseiras e citrus, por exemplo.

Assim, eles ajudam involuntariamente os produtores agrícolas. Entretanto, existem casos em que eles podem prejudicar as plantações e produções.

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Fungo branco nas plantas: técnicas e manejo!

Fungo branco nas plantas: técnicas e manejo!

O fungo branco é muito comum em várias plantações, inclusive nos vegetais. Neste artigo você aprende mais sobre a presença de fungo branco nas plantas. Apresentamos informações sobre como surgem, as principais características e as formas de prevenção e controle.

Venha comigo!

 

Fungo branco nas plantas: técnicas e manejo!

 

Você já notou uma cobertura branca nas suas plantas? O que as pessoas costumam chamar de mofo popularmente, na verdade é um conjunto de microrganismos que pertence ao reino fungi.

Essa camada que pode revestir as folhas e os caules dos vegetais é o oídio, um fungo muito comum em plantações. Mas todo cuidado é pouco, pois, quando a infestação é grande, ele pode se espalhar para as flores e frutos, além de danificar os órgãos das plantas.

Os danos causados por essas pragas levam a planta à morte e podem até chegar às raízes. Por exemplo, danificando até mesmo o solo para prejudicar o cultivo futuro de outras culturas.

 

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Fungo branco nas plantas

O mofo branco é causado por um fungo ascomiceto chamado Sclerotinia sclerotiorum, nome científico do agente causador da doença.

É uma das doenças que mais provocam prejuízo na lavoura de grandes culturas, tais como algodão, soja, feijão, girassol, entre outras.

Estima-se que essa doença atinja pelo menos 400 espécies diferentes de plantas. Ou seja, trata-se de uma doença que possui uma ampla gama de hospedeiras, o que dificulta seu controle.

Um dos fatores que contribuem para esse comportamento é que o fungo causador da doença possui alta resistência e desenvolve estruturas que podem permanecer viáveis durante anos.

Além disso, o fungo se dispersa com facilidade, contribuindo para a contaminação de diferentes lavouras. Após serem contaminadas, as plantas desenvolvem sintomas como hastes e vagens com lesões encharcadas e tecido com coloração parda/marrom.

 

Infecção do fungo branco nas plantas

As flores das plantas são porta de entrada para que ocorra a infecção do patógeno, que será capaz de penetrar e colonizar tecidos sadios do hospedeiro, sendo o processo de florescimento do hospedeiro o momento crítico da doença, onde o processo de infecção será intensificado.

O primeiro sintoma da doença são lesões encharcadas nas folhas. A colonização para outros órgãos da planta progride de forma rápida, tornando o caule escuro e, posteriormente, necrótico devido a toxinas liberadas pelo patógeno.

O processo de apodrecimento também pode ser observado em hastes laterais, folhas, vagens e, geralmente, resultam em morte da planta. Nesta fase pode ser visto um micélio branco, que lembra o aspecto de algodão e constitui a origem do nome da doença.

 

Quais são as condições ideias?

Regiões chuvosas, alta umidade no solo e temperatura amena são condições ideais para a germinação do escleródio.

A germinação pode ser carpogência, que dá origem ao apotécio, estrutura com formato parecido com um pequeno cogumelo que libera esporos, chamados de ascósporos que irão infectar os tecidos das plantas, produzindo micélio e posteriormente os escleródios.

Através da germinação carpogênica, o patógeno irá colonizar partes internas e externas das plantas e esta será a principal forma de infecção a campo.

 

Fungos causadores de doenças em plantas.

 

Quais são os danos provocados pelo fungo branco nas plantas?

Na prática, os prejuízos provocados pelo desenvolvimento desses sintomas variam de acordo com a cultura. Por isso, te apresentamos abaixo como esse fungo afeta as culturas mais suscetíveis à infecção por mofo branco.

 

Cultura de soja

O mofo branco é uma das principais doenças que atingem a cultura da soja. Caso a doença não seja controlada, pode reduzir em até 70% a produção do grão.

O período crítico de contágio coincide com a época do florescimento e de formação das vagens, já que o patógeno ataca as estruturas reprodutivas.

O fungo se concentra principalmente nas inflorescências, pecíolos e ramos das plantas. Nas vagens infectadas, o fungo compromete o enchimento dos grãos, que se tornam menores, enrugados e com uma coloração anormal.

 

Cultura de feijão

A podridão-de-esclerotinia apresenta um potencial altamente destrutivo quando contamina a cultura do feijão. Em geral, o patógeno ataca em áreas irrigadas durante o período de outono-inverno, quando as temperaturas estão mais amenas.

Nessa cultura, os sintomas ocorrem em reboleiras, onde os caules apodrecem, provocando o murchamento da planta. O fungo também infecta as flores, folhas, ramos e vagens.

 

Cultura de algodão

O mofo branco é uma das principais doenças que atingem o algodoeiro no Brasil. Isso ocorre porque as áreas de plantio de algodão estão localizadas em regiões que oferecem condições favoráveis ao desenvolvimento do fungo.

Apesar de preferir ambientes úmidos, o patógeno pode ocorrer em áreas de Cerrado de forma esporádica, principalmente no período de chuva ou em áreas irrigadas.

No algodoeiro, os primeiros sintomas aparecem no pecíolo, haste, folhas e maçãs. No período de floração do algodão, a disseminação do fungo ocorre de forma mais rápida.

 

Conheça as principais técnicas de controle e manejo

A forma mais eficiente para proteger sua lavoura do fungo branco nas plantas envolve a adoção de várias estratégias e técnicas de controle e manejo. Conheça cada uma delas a seguir.

 

Utilize sementes certificadas

As sementes certificadas se diferenciam por conta da sua qualidade, garantindo um bom desenvolvimento das plântulas nas fases iniciais de plantio.

Porém, é importante investir em sementes provenientes de empresas confiáveis e com responsabilidade na produção desse tipo de grão.

 

 

Invista no tratamento das sementes

O tratamento das sementes também contribui para a proteção da plântula nos estádios iniciais de desenvolvimento.

Isso ocorre porque o produto utilizado impede que os propágulos do fungo consigam se fixar na superfície das sementes.

Para investir nesse processo, o produtor pode optar pelo Tratamento de Sementes Industrial (TSI) ou pela aplicação on farm, ou seja, com produtos específicos para a cultura.

 

Escolha cultivares eretas

Mesmo que a lavoura esteja localizada numa região de clima mais seco, é possível que a associação entre plantas e irrigação crie um microclima favorável ao desenvolvimento do fungo.

Para evitar esse problema, uma das soluções é cultivar variedades que se desenvolvam de forma mais ereta. Isso permite uma boa aeração, dificultando o estabelecimento do patógeno.

 

Respeite o espaçamento entre as linhas

Estabelecer um espaçamento maior entre as linhas também contribui para aeração entre as plantas. Isso dificulta a formação do microclima ideal para o desenvolvimento do fungo.

 

Cuidado com a época do plantio

Como o mofo branco tem preferência por climas mais amenos e com alta umidade, o ideal é evitar o plantio durante o período de chuvas.

 

Limpe os equipamentos e máquinas agrícolas

Os escleródios do fungo podem ser transportados por equipamentos e máquinas agrícolas que tiveram contato com plantas ou solo contaminados.

Por isso, é importante limpar o maquinário antes de realizar qualquer procedimento na lavoura. Assim, você pode evitar a contaminação da área de plantio.

 

Faça a rotação de culturas

Em áreas suscetíveis ao ataque do mofo branco, a rotação e/ou sucessão de cultura deve ser feita com plantas que não são hospedeiras desse fungo, como as gramíneas. Assim, você consegue interromper o ciclo de vida do patógeno.

 

Faça a cobertura do solo com palhada

A palhada atua como uma barreira física que impede a exposição dos escleródios à luz solar. Isso dificulta a formação de apotécios e, por consequência, prejudica o ciclo de vida do fungo.

Porém, é preciso tomar cuidado com a composição da palhada. O ideal é que a palhada seja formada por gramíneas, como as brachiarias, que não são hospedeiras desse patógeno.

 

Revolva o solo

Revolver o solo antes do plantio ajuda a empurrar os escleródios para camadas mais profundas do terreno.

Assim, você impede que essa estrutura de resistência tenha acesso a condições favoráveis ao seu desenvolvimento.

 

Invista no controle biológico do fungo

O controle biológico ainda é a melhor forma de fazer o controle do mofo branco nas plantas. Como ainda não existem estratégias de controle genético disponíveis para a eliminação dessa doença, esse método pode ser associado ao uso de fungicidas, que ainda são poucos no mercado.

Para fazer esse tipo de controle, você pode utilizar diversos microorganismos, como as bactérias Bacillus subtilis.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Neste artigo vimos tudo que precisamos saber sobre o fungo branco nas plantas e o quanto podem afetar sua produtividade.

Com isso é de extrema importância que o agricultor faça monitoramento pois quanto mais cedo identificar a doença melhor para realizar o diagnóstico correto e assim realizar medidas de manejo para o controle em sua lavoura.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo.

Escrito por Michelly Moraes.

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Conheça as 6 principais pragas do milho!

Conheça as 6 principais pragas do milho!

Combater as pragas do milho é uma tarefa importante com o propósito de garantir o sucesso dessa lavoura. Isso porque trata-se de um dos produtos agrícolas mais importantes à nossa economia. Com isso, preparamos este artigo para mostrar as principais pragas do milho. Quer conhecê-las?

Venha comigo!

 

Conheça as 6 principais pragas do milho!

 

O milho é uma das culturas mais importantes da agricultura no Brasil superando recordes de produção a cada ano.

Sua versatilidade é uma das qualidades dessa cultura que pode ser utilizada na indústria e na alimentação humana e animal.

Os primeiros indícios da produção do milho foram encontrados no México que logo se espalhou pela América e Europa, e hoje está presente em diversos países.

Sendo uma cultura de extrema importância, é preciso ter alguns cuidados com os inimigos naturais, conhecer bem o comportamento desses inimigos é a única forma de se proteger contra perdas e garantir a lucratividade da lavoura.

Foi pensando nisso que escrevemos este artigo com informações essenciais que você precisa conhecer para se proteger desse mal.

 

Pós-graduação Fitossanidade

 

Como o milho chegou no Brasil

No Brasil, o milho já era cultivo pelas tribos indígenas antes da chegada dos portugueses. Com a colonização, há mais de 500 anos, o consumo teve grande aumento, tonando-se um hábito alimentar.

Os índios tinham em sua alimentação o milho como um dos principais alimentos, principalmente as tribos guaranis.

Com a chegada dos novos povos, o grão se tornou fonte de outras atividades sendo incorporado como formas diversas de cozimento e como farinha, por exemplo.

 

Brasil como potência agrícola

A produção de milho no Brasil está na terceira posição do ranking de produtividade como uma das maiores potências produtivas do mundo, com aumento aproximado crescimento em torno de 5,7% ao ano.

No mundo, o milho é responsável por uma produção de aproximadamente 960 milhões de toneladas, tendo Brasil, China, Estados Unidos e Argentina como os maiores produtores.

Sabe-se que o Brasil é um dos países com grande destaque no agronegócio, com investimento em tecnologia e agricultura de precisão, superando índices de produção a cada ano.

 

Checklist agrícola

 

As 6 principais pragas do milho

Você já deve ter entrado numa lavoura de milho e notado que algo não ia bem. É possível identificar pela folhagem ou, até mesmo, por causa do aspecto dos arbustos. Isso sem falar nas próprias espigas de milho, atacadas principalmente por lagartas.

Dessa maneira, reconhecer as pragas e os seus causadores é essencial para não correr o risco de perder a sua safra. Confira as 6 principais pragas do milho:

  1. Cigarrinha do milho  (Dalbulusmaidis)
  2. Pulgão (Rhopalosiphum maidis)
  3. Lagarta-rosca (Agrotis ípsilon)
  4. Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
  5. Corós (Liogenys sp)
  6. Larva-alfinete (Diabrotica speciosa)

 

1. Cigarrinha do milho (Dalbulus maidis)

A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é outra praga conhecida pela transmissão de doenças às lavouras, sendo o enfezamento pálido (espiroplasma) e o enfezamento vermelho (fitoplasma) as mais comuns.

Seus sintomas típicos são folhas com listras esbranquiçadas, amareladas ou avermelhadas, chegando a adquirir uma tonalidade púrpura.

 

Danos

A cigarrinha adquire o espiroplasma ou o fitoplasma ao se alimentar da seiva de plantas infectadas. A propagação das doenças se estende a todo o ciclo de vida da praga, sempre que se alimenta de cultivares saudáveis.

 

Controle

O Manejo Integrado de Pragas é um grande aliado no controle das principais pragas do milho, pois ajuda a monitorar sua população e aplicar medidas corretivas antes que atinjam um ponto crítico.

Uma prática muito eficiente nesse sentido é o uso de filmes plásticos para a proteção do solo, que substituem as coberturas de palhada e restos culturais que facilitam a sobrevivência das pragas.

 

2. Pulgão (Rhopalosiphum maidis)

pulgão é um tipo de inseto que pode ser facilmente reconhecido por causa de sua grande quantidade na planta e também em decorrência de sua coloração verde azulada ou preta.

Eles vivem em colônias nos pendões, nas folhas, nas espigas ou no interior do cartucho. Aliás, o seu desenvolvimento é facilitado em locais e períodos de baixa umidade, ventos com baixa velocidade e temperatura em torno de 20 graus.

 

Danos

A sua alimentação é à base de seiva das plantas e esses insetos são capazes de esgotar as reservas hídricas e nutricionais, causando deformações nas folhas.

 

Controle

O seu controle pode ser feito de maneira natural, tendo em vista que essa é uma espécie bastante sensível a desequilíbrios biológicos e conta com um grande número de inimigos naturais, como a tesourinha e as joaninhas.

Se a infestação estiver muito alta, o controle químico é recomendado. Mas, sempre levando em consideração o intervalo de carência e a dosimetria correta do veneno.

 

3. Lagarta-rosca (Agrotis ípsilon)

Lagarta-rosca é como são conhecidas as lagartas dos gêneros Agrotis, Anicla e Peridroma, que recebem esse nome pela forma como se escolhem quando são tocadas. São pragas de hábitos noturnos, que se abrigam no solo durante o dia e atacam as plantas recém-transplantadas ou recém-germinadas à noite.

 

Danos

Elas se alimentam do colo, a região do caule que fica próxima do solo. Fazendo com que as plantas murchem e tombem. São poucos os estudos sobre a ocorrência dessa praga no Brasil, o que dificulta o seu reconhecimento nas lavouras e, consequentemente, seu manejo.

 

Controle

O método de controle mais usado tem sido iscas com substâncias que atraem a lagarta, misturadas a algum defensivo químico. Outras formas de prevenir incluem a eliminação de plantas hospedeiras e restos culturais, que costumam servir de abrigo para a praga.

 

4. Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)

A lagarta-elasmo vem tornando-se, juntamente com a lagarta-do-cartucho, uma das principais pragas da cultura do milho em condições de campo.

Tem sido observado que esta praga ocorre com maior frequência em solos arenosos e em períodos secos após as primeiras chuvas. Também tem sido problemática para as culturas em solos sob vegetação de cerrado, sobretudo no primeiro ano de cultivo.

 

Danos

Devido ao ataque, ocorre primeiramente a morte das folhas centrais, cujo sintoma é denominado “coração morto”. Sendo puxadas com a mão, as folhas secas do centro destacam-se com facilidade. Posteriormente ocorre o perfilhamento ou a morte da planta.

Uma folha enrolada, atacada por elasmo, quando chega a abrir-se, apresenta orifícios bem redondos dispostos em linha reta.

 

Controle

Os melhores resultados para o controle da lagarta-elasmo são obtidos com a utilização de inseticidas sistêmicos aplicados preventivamente no solo, por ocasião do plantio.

Este tipo de controle é recomendado, porém, somente em regiões onde tradicionalmente ocorre a praga.

Em locais onde a ocorrência é esporádica, recomenda-se uma pulverização, dirigindo-se o jato da calda inseticida para a região do colo da planta

 

 5. Corós (Liogenys sp)

Os corós referem-se a várias espécies de larvas da família Melolonthidae, e são conhecidos por atacar as partes subterrâneas das lavouras.

Essa é a principal característica que dificulta o seu controle e mapeamento, o que exige um conhecimento profundo dos seus aspectos comportamentais para a contenção de danos.

 

Danos

No início do seu desenvolvimento, as larvas podem ser encontradas ainda na palhada de restos culturais. Posteriormente, elas migram para as raízes das plantas, que lhe servirão de alimento.

O plantio convencional é uma forma de conter o seu crescimento. Já que o revolvimento do solo causa danos mecânicos à praga e a deixa exposta a predadores.

 

Controle

O controle químico é a forma de controle mais usada até o momento, principalmente com a aplicação de defensivos agrícolas nas sementes ou nas linhas de semeadura.

Técnicas de controle biológico ainda estão sendo estudadas, usando moscas e vespas que parasitam as larvas e fungos hospedeiros.

 

 

6. Larva-alfinete (Diabrotica speciosa)

As fases imaturas das pragas são encontradas no solo. Os ovos são colocados na base da planta, próximo às raízes.

São esbranquiçadas com a cabeça e o ápice de abdome de coloração preta. O adulto é de coloração verde-amarela, por isso denominado “vaquinha verde-amarela ou patriota”.

 

Danos

O sintoma mais característico das plantas afetadas, devido ao formato curvado que passam a apresentar.

Nesse caso, elas ficam mais suscetíveis aos ventos fortes, uma vez que a sua estabilidade fica comprometida pela deterioração das raízes. Danos às folhas também são visíveis quando a praga atinge a fase adulta.

 

Controle

O método de controle mais usado no Brasil é o uso de inseticidas químicos aplicados via tratamento de sementes, granulados e pulverização no sulco de plantio.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

É inegável que chegar na lavoura e ver muitos insetos sempre vai nos deixar preocupados. É muito importante que você conheça as principais pragas do milho e saiba quando é preciso controlá-las.

Neste artigo citamos as principais pragas da cultura do milho. Agora que você conhece essas práticas, ao reconhecer em sua lavora escolha o melhor método de controle, lembrando que em caso de dúvidas, chame um especialista da área.

Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário e acompanhe nosso blog e fique por dentro dos próximos artigo. 

Escrito por Michelly Moraes.

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Cigarrinha das pastagens: conheça tudo sobre essa praga!

Cigarrinha das pastagens: conheça tudo sobre essa praga!

Quando um produtor identifica em seu pasto uma espuma de origem estranha, a certeza é uma só, a forrageira está sofrendo ataque de cigarrinha das pastagens. A praga que mais ataca os pastos, principalmente as braquiárias, é um inseto conhecido como sugador. Quer saber mais sobre esse assunto?

Acompanhe!

 

Cigarrinha das pastagens: conheça tudo sobre essa praga!

 

Cigarrinha das pastagens, é uma das principais pragas que ameaçam as pastagens, capazes de reduzir a produção de pasto em 10 dias.

Pode ser encontrada em fazendas, ao longo de estradas e em prados. Saiba como controlar a presença desses animais, que são considerados pragas.

Esses insetos preferem áreas úmidas e podem causar muitos danos econômicos às suas plantações, principalmente de alfafa, milho, trigo e aveia. No entanto, eles foram apontados como consumidores de mais de 400 espécies de plantas.

A Deois flavopicta ocorre em toda a América Tropical. No Brasil, é encontrada especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

 

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Afinal, o que é a cigarrinha das pastagens?

A cigarrinha das pastagens, Deois flavopicta, é um inseto sugador que causa grandes prejuízos às pastagens cultivadas no Brasil, reduzindo de forma acentuada sua capacidade produtiva, comprometendo a alimentação bovina e gerando queda no peso do animal, com prejuízos para os pecuaristas.

 

Característica da praga

O adulto da cigarrinha mede 8,7 a 11,1 mm de comprimento por 3,7 a 4,9 mm de largura. Apresenta coloração geral castanho-escuro a negra, com manchas creme. A cabeça, o pronoto e o escutelo são pretos.

As asas são pretas, com duas faixas transversais amarelas e uma faixa longitudinal também amarelada em cada asa anterior, havendo casos onde essas manchas são praticamente ausentes.

O abdome e as pernas são avermelhados. Ao longo da margem externa da tíbia da perna posterior apresenta dois espinhos proeminentes, e no seu ápice, uma ou duas coroas de espinhos menores.

O aparelho bucal inclui dois pares de estiletes: o par externo (mandíbulas modificadas), com pontas serrilhadas, que perfura o tecido vegetal, e o par interno (maxilas modificadas).

Os estiletes que compõem o par interno acoplam-se um ao outro de tal forma a originarem dois canais: um para a sucção da seiva e outro para a introdução de secreções salivares.

 

Ciclo reprodutivo

Durante seu desenvolvimento, ela passa por três fases: ovo; ninfa e adulta. Vamos explicar um pouco delas.

 

1ª fase: ovo

As fêmeas fazem a postura ao nível do solo ou sobre restos vegetais, bem próximas da base da planta hospedeira. O ovo tem uma forma alongada e o número de ovos por fêmea depende de cada espécie.

O período de incubação também muda de acordo com a espécie, mas pode chegar até 200 dias, que seria o caso dos ovos em diapausa, devido à baixa umidade para as ninfas desenvolverem.

 

2ª fase: ninfa

Essa fase é considerada muito característica do inseto. É quando, ao longo do desenvolvimento, a ninfa produz uma espuma ao se alimentar em raízes superficiais ou na base da planta, e passa a viver nela.

Segundo especialistas no assunto, a espuma se torna uma fonte de umidade e de proteção a alguns inimigos.

A duração dessa fase é relativa à espécie da cigarrinha e às condições climáticas do local. O que se sabe é que altas temperaturas e níveis de umidade aceleram esse desenvolvimento.

Durante esse período, o inseto passa por várias trocas de pele e permanece envolto pela espuma até alcançar a fase adulta.

 

3ª fase: adulta

A cigarrinha adulta explora a parte aérea da planta, ao contrário da ninfa que permanece na base. Sua movimentação é feita em voos baixos e curtos e pequenos saltos. Ao se alimentar, acaba por introduzir substâncias tóxicas.

Entre os prejuízos estão a grave redução do crescimento do pasto, afetando a produção e qualidade (aumento dos teores de fibras, menor digestibilidade) e as folhas atacadas ficam queimadas (amarelecimento, secamento e morte).

Esses danos afetam diretamente na capacidade de produção de carne e leite da propriedade, logo, o controle da cigarrinha é essencial.

 

Checklist agrícola

 

Prejuízos da cigarrinha das pastagens

Considerada o maior pesadelo para as pastagens, o inseto atinge todo território nacional. Devido aos seus hábitos alimentares, a cigarrinha se alimenta da planta sugando a seiva e injetando toxinas.

O ataque causa grandes prejuízos a planta, os sintomas iniciam com estrias cloróticas que evoluem para o total secamento das folhas, o que é facilmente reconhecido e chamado de “queima das pastagens”.

Com as folhas secando e morrendo, há uma menor disponibilidade e qualidade na forragem. Como consequência, as perdas na produtividade animal são enormes, e muitas vezes levam o produtor a reduzir a taxa de lotação.

 

Identificação dos principais gêneros de cigarrinha das pastagens

Os gêneros Deois, Zulia e Mahanarva são as cigarrinhas que causam mais danos em pastagens. Veja as principais espécies que você pode encontrar no seu pasto:

  • Deois flavopicta: O inseto apresenta coloração preta com duas faixas transversais amarelas nas asas. O abdômen e as pernas são vermelhos.
  • Deois schach: O inseto apresenta coloração preto-esverdeado com uma faixa transversal de cor alaranjada no terço da asa. O abdômen e pernas são vermelhos.
  • Zulia entreriana: O inseto apresenta coloração preta brilhante com uma faixa transversal no terço apical da asa e coloração branco-amarelada.
  • Mahanarva fimbriolata: O inseto apresenta coloração avermelhada nos machos e marrom avermelhado nas fêmeas. Esta espécie se tornou uma importante praga em canaviais e atualmente é uma ameaça às pastagens.

 

Monitoramento da área

O primeiro passo antes de se pensar no manejo integrado de pragas (MIP) é realizar o monitoramento. Este consiste em métodos de amostragens com o pano-de-batida, exame de plantas (danos) e exame de amostras de solos.

Em pastagens, a amostragem deve ser realizada semanalmente ou quinzenalmente. Para levantamento dos adultos a amostragem deve ser realizada por uma rede-entomológica através de dez “redadas” em forma de zig-zag.

O monitoramento de ninfas pode ser realizado demarcando 5 pontos de 1m² no pasto e fazer a contagem do número de espumas, ambas coletas devem ser realizadas a cada 1ha.

Agora que ficou claro como monitorar o seu pasto, ao longo dos anos pode-se criar um histórico da área e obtendo uma visão anual de quais serão os possíveis meses problemáticos da praga de acordo com o ciclo de vida da cigarrinha.

 

Medidas de controle da cigarrinha das pastagens

As medidas de controle da cigarrinha devem ser adotadas de maneira integrada e ecológica, visando a redução do nível populacional da praga, a preservação dos inimigos naturais e a proteção das gramíneas forrageiras na sua fase de maior suscetibilidade ao ataque, com o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Como alternativas, são utilizados os controles cultural, biológico e químico:

 

Controle cultural

Diversificar as pastagens na propriedade com a inclusão de gramíneas resistentes às cigarrinhas-das-pastagens; manter o pasto bem nutrido, bem manejado e o solo fértil e descompactado; evitar a formação de um ambiente favorável à sobrevivência das cigarrinhas, ajustando a carga animal para evitar sobras e, consequentemente, o acúmulo de palha no nível do solo.

 

Controle biológico

Utilizar o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae, que age parasitando a ninfa do inseto. Aplicado no momento certo e em condições ambientais adequadas, a eficiência do controle chega a 95%.

O melhor momento é quando a infestação atinge nível mediano que, embora varie conforme o capim adotado, em geral, fica em torno de 15 ninfas por m².

Quanto ao momento da aplicação, é indicado que se pulverize o produto no final do dia ou em dias nublados e com umidade relativa do ar superior a 65%.

 

 

Controle químico

Esse controle é voltado ao combate das cigarrinhas adultas, por estarem mais expostas nas folhas. A aplicação do inseticida deve ser feita no momento adequado, ou seja, por ocasião da emergência da cigarrinha adulta, para não desperdiçar o insumo.

Utilizar somente produtos inseticidas registrados para uso em pastagens. Ressalta-se que os animais deverão ser retirados das áreas a serem tratadas pelo período recomendado pelos respectivos fabricantes.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor mundial de leite e segundo maior produtor mundial de carne bovina.

A ocorrência cada vez mais generalizada e intensa de ataque das cigarrinhas nas pastagens brasileiras, nativas ou cultivadas, vem refletindo de maneira relevante na produtividade do rebanho bovino.

A cigarrinha-da-pastagem é um dos fatores mais limitantes na produção de carne e leite no Brasil, causando prejuízos que variam de dezenas a centenas de milhões de dólares anualmente. Com isso neste artigo abordamos tudo sobre essa praga, e mostramos a importância do monitoramento da praga e as diferentes formas de controle.

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Controle de plantas daninhas: conheça os métodos!

Controle de plantas daninhas: conheça os métodos!

Ter conhecimento sobre o que são plantas daninhas e como realizar o controle em sua lavoura é extremamente importante para uma boa produção. Neste post vamos abordar tudo que você precisa saber sobre esse assunto, não fique de fora.

Venha comigo!

 

Controle de Plantas Daninhas: Conheça os métodos!

 

Estudos indicam que as plantas daninhas apareceram junto com a agricultura, há cerca de 12 mil anos. Quando o homem começou a cultivar a terra, existia maior equilíbrio entre as diversas espécies. Mas, com a maior ação humana nos cultivos, houve um processo gradual de seleção.

A presença de plantas daninhas prejudica toda a produção. Isso porque elas competem com as plantações por água, luz, nutrientes e espaço, além de fazerem o produtor gastar tempo e dinheiro no seu controle.

Conhecer as plantas daninhas é o primeiro passo para identificá-las precocemente e começar o controle o quanto antes, evitando que se disseminem.

Há várias técnicas que podem ser aplicadas para fazer o controle de plantas daninhas. Neste post vamos abordar tudo que você precisa saber, para evitar essas perdas de produtividade.

 

Pós-graduação Fitossanidade

 

O que são as plantas daninhas?

Plantas daninhas são plantas indesejadas que atrapalham o crescimento das plantas já cultivadas. São, geralmente, plantas resistentes à pragas e doenças que podem diminuir a produção da lavoura em proporções consideráveis.

 

Plantas Daninhas: Aprenda tudo de uma vez!

 

Produtividade é uma das palavras mais importantes para o produtor rural. Pensando em aumentá-la, existem três pilares que podemos atacar:

  • Aumentar a produção
  • Diminuir o custo/desperdício
  • Diminuir os riscos

As plantas daninhas, porém, levam o produtor ao caminho contrário da tão desejada produtividade. Além de diminuir a produção por hectare por onde ela está, as plantas daninhas podem fazer com que o produtor pague caro para tratá-la no futuro.

A resistência das plantas daninhas também dificulta sua extinção com o uso de defensivos agrícolas, sendo sempre necessário o uso de diferentes táticas de manejo.

 

Prejuízos causados pelas plantas daninhas

As plantas daninhas são motivo de dor de cabeça pra qualquer produtor. Podem causar prejuízos direto e indireto:

 

Prejuízos indiretos

Usando se desenvolvem junto com a cultura, principalmente nos estágios iniciais, competindo diretamente por luz, água, nutrientes e espaço.

As daninhas disputam por elementos que a cultura agrícola também precisa para o seu desenvolvimento. É um dano direto que no final acarreta em perda de produtividade.

 

Manejo Integrado de Plantas Daninhas

 

Dano indireto

Das plantas invasoras ocorre, por exemplo, durante a colheita. Especificamente em soja, a infestação dificulta a operação.

A máquina acaba colhendo muita planta daninha junto com a cultura, o que causa problema de umidade de grão, de perda de grão na colheita, grãos danificados.

Outro problema importante, mas que não é muito citado, é que as plantas daninhas podem ser hospedeiras ou servir de alimento para pragas, que posteriormente podem atacar a própria lavoura de soja.

Estas plantas invasoras podem abrigar na cultura do milho, por exemplo, pragas como percevejo, cigarrinha e Spodoptera. Já em soja são hospedeiras de lagartas, de modo geral, como a Spodoptera, além do próprio percevejo.

 

Principais plantas daninhas

Tendo em vista a importância do controle das plantas daninhas para o produtor que se preze, separamos as principais espécies encontradas no Brasil:

 

Buva (Conyza bonariensis)

A Buva é uma planta invasora encontrada com muita frequência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. É uma planta daninha bem comum nas lavouras de trigo, soja e milho.

É uma planta que produz sementes bem pequenas, mas em grande quantidade e de fácil dispersão, o que a faz ser considerada agressiva.

 

Capim-amargoso (Digitaria insularis)

O Capim-amargoso (Digitaria insularis), é uma planta que afeta, principalmente, o cultivo de grãos no Brasil. Mas é na soja que traz maior preocupação aos produtores. De difícil controle, estima-se que cause perda significativa de cerca de 21% na produção do grão.

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma planta daninha de ciclo perene, podendo durar mais de dois anos. Se reproduz através de sementes, além de produzir estruturas de reserva subterrâneas.

E isso, faz do capim-amargoso uma planta com grande capacidade de regenerar mesmo depois do corte mecânico ou ação de herbicidas.

 

Apaga fogo (Alternanthera ficoidea)

Essa planta daninha tem esse apelido por dificultar a progressão do fogo quando são feitas queimadas para renovação de pastagens. Ela é uma planta que pode ser anual ou perene, a depender das condições.

A planta apaga fogo pode ter de 0,5 a 1,2m de comprimento, é mais frequente na região central do Brasil e se alastra por enraizamento dos nós em contato com o solo. As principais culturas afetadas são cana-de-açúcar, milho, soja, arroz e algodão.

 

Tiririca (Cyperus haspan)

A tiririca é uma planta daninha muito comum no Brasil, presente em quase todos os tipos de solos e culturas com exceção do arroz inundado. A sua origem é indiana e ela está presente em mais de 90 países.

Ela tem crescimento em baixas temperaturas e é bastante sensível à sombra. Além de competir com as culturas por nutrientes, espaço, luz e água, a tiririca tem efeito inibidor, principalmente em plantas de cana de açúcar.

 

Caruru (Amaranthus viridis)

É uma daninha de grande importância, principalmente quando está presente em lavouras perenes (cafezais, pomares e canaviais), devido à condição de sombreamento e maior teor de matéria orgânica destes locais.

Tem de 30 a 50 cms de comprimento, se desenvolve bem da primaveira ao outono. Suas sementes são lisas e brilhantes.

 

Manejo de plantas daninhas

O manejo integrado se mostra como a melhor solução, já que utiliza de diferentes técnicas para controlar a evolução dessas plantas indesejadas.

O manejo integrado de pragas não consiste na eliminação de pragas da lavoura, mas, sim, na manutenção em níveis abaixo daqueles que causam danos econômicos.

Mas como isso é feito?

 

Avaliação prévia

Primeiramente, é importante conhecer o histórico da área e os locais de maior incidência de ataque de pragas e sua relação com a cultura plantada, as rotações de culturas utilizadas anteriormente e as cultivares escolhidas.

Assim, pode-se identificar as pragas-chave, ou seja, aquelas que estão presentes em maior quantidade durante o ciclo e causam injúrias que comprometem a produtividade e as pragas secundárias, que, em condições normais, não ocasionam danos preocupantes.

 

Monitoramento

Durante o ciclo, o acompanhamento da lavoura deve ser semanal para identificação das pragas existentes e/ou sinais de ataque.

O principal assessório para o monitoramento das pragas é a utilização de um pano de batida que é colocado na entrelinha da cultura, quando então, são realizadas uma série de batidas para extração dos insetos que estão presentes na planta.

Dessa forma, torna-se imprescindível a realização de diversas amostragens para extração confiável e que caracteriza bem a população de insetos.

 

Métodos de controle de plantas daninhas

Existem diversos métodos de manejo de plantas daninhas. A sua escolha vai depender do tipo de exploração agrícola, das espécies indesejadas, relevo e disponibilidade de mão de obra e equipamentos.

  • Preventivo: limpeza rigorosa de equipamentos para evitar que eles sejam vetores de sementes no campo de cultivo.
  • Físico: funciona com a exposição do solo à luz direta do sol, a inundação da área ou o uso do fogo.
  • Cultural: ligado aos métodos de plantio, atuando para que eles não sejam potencializa dores das ervas daninhas. Isso envolve a escolha de espécies adaptadas à região, rotação de culturas, espaçamento correto (para não dar espaço às daninhas) e plantio na época certa. O uso de adubo orgânico também merece atenção, pois ele pode trazer terra contaminada com sementes ou rizomas indesejados.
  • Mecânico: envolve o uso de enxadas e cultivadores (enxada fixa ou rotativa) e até mesmo o arranque manual das ervas daninhas.
  • Químico: o uso de herbicidas é bastante eficaz nesse controle, desde que se conheça exatamente como é a ação do químico nas plantas daninhas. A correta aplicação também conta muito para a efetividade do tratamento.

Você precisa considerar que não é necessário utilizar exatamente todos esses métodos de controle ao mesmo tempo.

Na verdade, é preciso selecionar os mais adequados para a cultura que você tem e aplicá-los da melhor maneira, conforme as características da sua área de plantio.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Portanto, As plantas daninhas são consideradas um dos maiores problemas da agricultura atual. Não somente por competirem com as plantas cultivadas, como também por serem hospedeiras de diversas pragas e doenças.

Além disso, por serem plantas consideradas pioneiras, as plantas daninhas possuem uma efetiva capacidade de propagação. Principalmente por meio de sementes. É preciso realizar uma identificação adequada e somente a partir daí, escolher o melhor de controle.

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