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O que é o pulgão? Existe cerca de 1,5 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas espécies de plantas cultivadas. O problema é que, se não for tratada precocemente, pode colocar seriamente em risco a sua produção agrícola. Neste post vamos abordar o que é os pulgões e como combatê-los.

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Pulgões

 

O que é pulgão?

Pertencentes à família Aphidoidea, popularmente conhecidos como pulgões ou afídeos são pequenos insetos, possuem no máximo 5 mm de comprimento e multiplicam-se com facilidade em condições de temperaturas alta, baixa precipitação.

São principalmente afetados pelas condições nutricionais da planta infestada. Os pulgões em geral acabam prejudicando o desenvolvimento da planta. Isso ocorre devido à sucção de grande quantidade de seiva.

Além do retardamento do crescimento da planta, ao sugar a seiva ocasionam danos como o engruvinhamento das folhas.

Grande parte das espécies de pulgões excretam substância ‘melada’ (açucarada e pegajosa) que favorece o desenvolvimento de fumagina. Entretanto, não podemos esquecer que os pulgões também são vetores de vírus para as culturas.

 

avanços no manejo de praga

 

Pulgões na colheita

Durante a primavera e o verão, os pulgões são geralmente as maiores preocupações dos produtores agrícolasDos danos que esses insetos podem gerar nas plantações, podemos destacar os seguintes:

  • Eles sugam os nutrientes das plantas, então afetam o desenvolvimento delas, o que pode gerar deformações e fazê-las murchar.
  • Eliminam uma secreção grudenta como um subproduto de sua digestão, deixando as folhas e os frutos pegajosos. Como resultado, a sujeira se acumula nas plantas, além de diminuir seu valor comercial.
  • Eles podem eliminar substâncias tóxicas em sua saliva, o que leva à deformações nas folhas.
  • Alguns afídeos são vetores do chamado vírus do mosaico do pepino (CMV).

 

Características morfológicas

Uma característica muito particular desta família é que seus indivíduos podem ser muito diferentes em termos estéticos.  Ou seja, as várias espécies de afídeos apresentam características morfológicas muito variadas.

Em geral, os pulgões são caracterizados por seu tamanho diminuto, uma vez que atingem apenas alguns milímetros de comprimento na fase adulta.

 

Morfologia do Pulgão

 

Seu corpo é macio e geralmente tem um formato ovoide, sem distinção visível entre a cabeça, o abdômen e o tórax. Dependendo da espécie, quatro a seis antenas segmentadas e três ocelos podem ser identificados. 

Nos indivíduos alados, observamos dois pares de asas membranosas e transparentes. As asas dianteiras são muito maiores que as asas traseiras, apresentam uma borda espessa e, geralmente, alguma mancha ou estigma.

 

Ciclo biológico desses insetos

Os pulgões e produzem-se por partenogênese telítoca, em que cada fêmea dá origem a 2 – 4 ninfas/dia um total de 46 – 48 ninfas, que se desenvolvem mediante sucessivas mudas.

O ciclo biológico completo do pulgão é o seguinte: o período ninfa varia de 5 a 6 dias, durante o qual são verificados 4 instares. Os períodos reprodutivos e pós-reprodutivos variam respectivamente, de 15 – 23 dias e 3 a 4 dias.

 

Fungos causadores de doenças em plantas.

 

Ataque dos pulgões

Os pulgões iniciam seu ataque em reboleiras, a partir da colonização de alados migrantes e, posteriormente se dispersam por toda lavoura.

 

Ataque dos Pulgões

(Fonte: Farmbox)

 

As folhas atacadas ficam mais escuras e brilhantes, e adquirem formas arredondadas, com os bordos virados para baixo, em forma de campânulas (encarquilha mento de folhas).

Os ponteiros atrofiam e as plantas apresentam desenvolvimento reduzido e crescimento retardado (enfezamento da cultura).

 

Pulgões: diferentes tipos e forma de controle

Os diversos insetos que englobam a família dos pulgões são divididos de acordo com seu hábito alimentar: os que se alimentam de plantas da mesma família são chamados de monófagos e os que se alimentam de plantas de diferentes famílias são chamados de polífagos.

São classificados por subtipo, sendo que cada um tem certa predileção por determinadas culturas:

 

Pulgão algodoeiro

O pulgão do algodoeiroAphis gossypii, é um inseto de tamanho pequeno, medindo cerca de 1,3 mm de comprimento e de coloração variável do amarelo-claro ao verde escuro. Entre os adultos predomina a cor verde escura. Vivem sob as folhas e brotos novos das plantas sugando a seiva.

 

Pulgão do algodoeiro

(Fonte: IZ Agro)

 

A capacidade de reprodução desses insetos é enorme e processa-se por partenogênese, isto é, sem a participação do macho. Nas populações de pulgões ocorrem formas aladas e ápteras.

À medida que a população começa a crescer de maneira muito intensa, levando à falta de alimento, aparecem as formas aladas, que voam para outras plantas, para iniciarem novas colônias.

Os Danos ocasionados é o carquilha mento das folhas e deformação dos brotos, prejudicando seriamente o seu desenvolvimento, uma vez que a planta torna-se sensivelmente depauperada. A forma de controle é fazer uso de inseticidas sistêmicos específicos.

 

Pulgão do Milho

O pulgão do milho ataca as partes jovens da planta, como o cartucho e as gemas florais, mas pode atacar o pendão também.

O principal dano causado por esta praga estão relacionados à transmissão do vírus do mosaico, que pode ocorrer com qualquer densidade de população, principalmente quando as formas aladas estão presentes, já que transmissão do vírus se dá por via mecânica, através da picada de prova.

 

Pulgão do Milho

 

Quanto aos danos as populações do inseto ficam sobre as folhas, quando em altas densidades, provocando murchamento das mesmas em época de seca, em virtude da intensa atividade de sucção.

Quando ocorre a infecção da planta pela transmissão do vírus, estas apresentam sintomas no limbo foliar na forma de um mosaico de cor verde claro sobre um fundo verde escuro.

A forma de controle seria tratamentos de sementes, o uso de métodos culturas e a eliminação de hospedeiros nativos do pulgão que sejam compatíveis para o vírus (poáceas de forma geral) são medidas eficientes.

 

Tudo o que você precisa saber sobre a mosca branca (Bemisia tabaci)

 

Pulgão da espiga

Os pulgões são insetos pequenos (1,5 a 3,0 mm), de corpo mole e piriforme, com antenas longas. O aparelho bucal é do tipo picador-sugador e o desenvolvimento paurometabólico. São altamente prolíficos e reproduzem-se por viviparidade e partenogênese telítoca. Vivem sobre a planta em colônias formadas por adultos (fêmeas) alados e ápteros e por ninfas de diferentes tamanhos.

O pulgão-da-espiga, embora possa ocorrer em baixa densidade no afilamento, aparece em maior número nas folhas, junto com o pulgão-da-folha, preferindo se instalar nas espigas.

 

Pulgão as Espigas

 

Os danos dos pulgões podem ser ocasionados diretamente, através da sucção da seiva e de suas consequências no rendimento de grãos, como diminuição de tamanho, número e peso de grãos.

Um dos principais danos indiretos é a transmissão de um agente fito patogênico que reduz o potencial de produção do trigo, o Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC). O controle pode ser:

  • Biológico: Efetuado por patógenos, como Enthomophthora sp. É recomendada a utilização de técnica que favoreça a ação dos predadores Eriopis connexa Cycloneda sanguinea e também dos parasitóides Aphidius sp, Praon sp e Ephedrus sp;
  • Químico: Fazer uso de inseticidas registrado para as culturas, seletivos aos inimigos naturais.

 

Pulgão verde

Pulgão verde (Aphis spiraecola) ocorre, principalmente, no início da fase vegetativa e em plantas jovens. O inseto alimenta-se da seiva e injeta substâncias tóxicas que diminuem o crescimento das árvores.

 

Pulgão Verde

(Fonte: Meus Animais)

 

Danos diretos na cultura por se alimentar da seiva, prejudicam o crescimento da planta, deformação de tecidos, necroses principalmente ao longo das nervuras e folhas encarquilhadas.

Danos indiretos podem ocorrer devido à transmissão de viroses, como por exemplo o mosaico da cenoura (Carrot mosaic virus – CtMV), causando redução da produtividade das plantas infectadas.

Quanto ao controle existem vários inimigos naturais predominando o parasitóide Aphidius sp. e os predadores Cycloneda sanguineaPseudodoros sp. e Alegrapta sp., que proporcionam bom controle deste pulgão.

 

Manejo e controle de pulgões

O desafio do agronegócio brasileiro está na difusão de métodos sustentáveis para o manejo de pragas, trazendo para o dia-a-dia do produtor as inovações tecnológicas e, assim, manter as cadeias produtivas competitivas no mercado.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é um conjunto de boas práticas agrícolas que implica no monitoramento da população de insetos e combina métodos e estratégias de controle como cultural, biológico, físico, legislativo, mecânico e químico, visando evitar o dano econômico.

A visita semanal à lavoura para reconhecer e monitorar a quantidade de pragas, em cada parte da planta, permite decidir sobre o controle no momento correto, evitando danos, perdas e prejuízos na produção.

 

Conclusão

Neste artigo abordamos sobre o pulgão e os danos que ele pode ocasionar em sua cultura. Além disso, abordamos medidas de manejo que podem te auxiliar no combate ao pulgão na sua cultura.

Pronto para acabar com o pulgão na lavoura? Tente identificar quais são as áreas e os tipos de cultivo afetado, além de qual subtipo de pulgão está presente na sua plantação. Em caso de dúvidas chame um especialista da área.

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Pós-graduação em Manejo Integrado de Pragas

Michelly Moraes