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Agrícola

Pulgão branco: saiba tudo sobre essa praga

Controle o pulgão branco de forma eficaz! Proteja suas plantas, evite danos e garanta uma lavoura mais saudável e produtiva.

AgroPósConteúdo próprio Atualizado em 21 de março de 2025 6 min de leitura
Pulgão branco: saiba tudo sobre essa praga

Você já se deparou com algum pulgão branco em plantações? Se sim, deve saber o quanto esse inseto pode ser prejudicial às plantas. Com isso preparamos esse artigo para quer você conheça a fundo sobre essa praga e como lidar com ela em sua plantação!

Acompanhe!

Pulgão branco: saiba tudo sobre essa praga!

O pulgão ou afídeo é um pequeno inseto que mede até 3 mm. De tonalidade que varia entre amarelo-claro, verde, marrom e preto, ele é considerado uma praga agrícola. Atualmente, existem mais de 1,5 mil exemplares da espécie, que ataca diferentes tipos de cultura.

Pertencente à família Aphididae, o pulgão tem grande facilidade em se multiplicar quando expostos a altas temperaturas e baixa precipitação.

A praga prejudica as culturas por meio da sucção de seiva, mas também por causa da inoculação de toxinas e transmissão de viroses, fazendo assim com que as espécies não se desenvolvam.

Existem diferentes tipos de pulgão, sendo eles:

  • O Pulgão branco
  • O Pulgão verde
  • Também tem o Pulgão do algodoeiro
  • O Pulgão do milho
  • E o Pulgão da espiga

Hoje vamos falar um pouquinho sobre o pulgão branco, afinal é de extrema importância termos o conhecimento da praga que lidamos no campo. Vamos lá!

O que é pulgão branco?

Pulgão branco é uma espécie de inseto que ataca os ramos e galhos de plantas lenhosas, de frutos e ornamentais. Embora seja comumente chamado de pulgão branco, seu nome científico é Icerya purchasi e ele é um tipo de cochonilha, a cochonilha australiana.

Apesar do seu nome e seus sintomas serem parecidos com os da infestação de pulgão preto, esses insetos são de espécies diferentes.

Os pulgões brancos adultos têm forma oval, são de cor roxa-alaranjada e apresentam manchas escuras no dorso.

Esses insetos medem cerca de 1 mm na fase larval e 10 mm na fase adulta. De fato, quando a cochonilha australiana ainda é uma larva, ela é mais avermelhada, com patas e antenas compridas e negras.

Além disso, o pulgão branco infesta as plantas principalmente nos períodos de seca. As árvores que são mais atacadas por essa praga são as figueiras, as acácias, os crisântemos, a amoreira silvestre, as videiras, os gerânios, o alecrim, as roseiras, os loureiros, as palmeiras, as sálvias e muitas outras plantas ornamentais.

Reprodução e desenvolvimento

Os pulgões brancos são insetos hermafroditas e ovíparos. Quando atingem a fase adulta, eles ficam cobertos por uma secreção cerosa e geram uma bolsa com nervuras para depositar os ovos. O saco formado é branco e tem cerca de 16 sulcos longitudinais. Ele serve para proteger e abrigar os quase mil ovos gerados pelo inseto.

Depois de os ovos eclodirem, as larvas ficam por dois dias no saco ovígero. Em seguida, elas se deslocam sobre a planta e ficam por 30 dias se alimentando nas nervuras medianas ou nos seus ramos. Logo após esse período de crescimento, a larva do pulgão branco se desloca para o pecíolo e folhas jovens, ficando ali para se alimentar por mais 20 dias.

Por fim, ao chegar na fase adulta, a cochonilha australiana se fixa na parte lenhosa do tronco para continuar se alimentando e iniciar um novo ciclo de postura. Depois que as larvas nascem, o pulgão branco morre agarrado ao órgão parasitado.

Tudo o que você precisa saber sobre a mosca branca (Bemisia tabaci)

Infestação de pulgão branco em plantas

A infestação de pulgão branco em plantas é que eles se alimentam da sua seiva, o que causa enfraquecimento e envenenamento. Assim, as árvores atacadas podem ficar deformadas, crescer menos, parar de dar fruto e ficar com as folhas amareladas.

Além disso, a secreção que o pulgão branco deposita na planta favorece o aparecimento de fungos, como a fumagina. Esse fungo cobre as folhas de negro e dificulta a respiração da planta por meio da fotossíntese. Em resultado, a planta fica extremamente debilitada e pode morrer.

Danos causados

O pulgão branco pode reduzir significativamente a produção quando se encontra nas áreas de produção ainda no início do desenvolvimento reprodutivo das plantas.

Por exemplo, na soja, essa redução pode chegar a 40%. Em plantas que estão se reproduzindo, a fumagina pode diminuir a fecundação, reduzir a liberação do pólen e provocar falhas na granação.

No caso do milho, as espigas podem ficar estéreis; isso acontece porque o pulgão se reproduz muito rápido e, consequentemente, atinge grandes populações.

Além disso, esses insetos injetam toxinas nos tecidos vegetais, que provocam a queda precoce das folhas. Essas toxinas favorecem a entrada de fungos que causam fumagina nas plantas e reduzem o processo de fotossíntese, respiração e transpiração.

A fumagina pode se desenvolver em substâncias de secreção de outros insetos, como a cochonilha e a mosca-branca. Os danos causados pelo pulgão branco nas culturas agrícolas costumam ser:

  • amarelecimento (devido à redução dos nutrientes, retirados pelos pulgões na sucção da seiva);
  • encarquilhamento (que deixam os tecidos retorcidos e reduzem o seu tamanho);
  • distorção das folhas;
  • nanismo dos brotos;
  • fumagina;
  • toxinas;
  • dificuldade de crescimento das plantas;
  • transmissão de vírus.

Prevenção e combate do pulgão branco

Para manter o pulgão branco longe das plantações, é importante considerar alguns pontos importantes para obter sucesso na eliminação do inseto:

  • as condições ideais do solo;
  • as necessidades da cultura para eliminar o inseto;
  • a tecnologia de aplicação dos inseticidas;
  • a qualidade dos produtos aplicados nas plantações.

Combate

Caso a praga já tenha invadido sua plantação não se desespere, iremos abordar algumas opções para o controle do mesmo.

Controle biológico

Melhor forma de eliminar o pulgão branco em plantas é através do controle biológico. Nesse caso, são utilizados inimigos naturais da praga restabelecer o controle ecológico na plantação e diminuir a população da cochinilha australiana.

O inimigo natural do pulgão branco é a joaninha, pois tanto na fase larval como na adulta, ela se alimenta de pulgões. Contudo, para que o controle biológico seja eficaz, é preciso primeiro combater a infestação de formigas. Já que elas ajudam a espécie e a se espalhar e lhe confere proteção.

De fato, são necessárias somente 50 larvas de joaninha para combater a praga em até 30 árvores. Todavia, em condições normais, o inimigo natural do pulgão branco já existe na natureza e não é preciso introduzi-lo.

 

Inseticida

Os inseticidas devem ser aplicados apenas em casos extremos, quando a praga já se encontra amplamente distribuída e o número de predadores naturais diminuiu. Entretanto, os profissionais só podem realizar a pulverização quando os insetos atingem a fase adulta e estão instalados na brotação.

Nesses casos, recomenda-se utilizar o mesmo produto químico indicado para minadores de folhas e outros tipos de cochonilhas.  Além disso, é importante mencionar que aplicar um inseticida de largo espectro pode eliminar também a população de insetos auxiliares importantes para o equilibro biológico.

 

Óleos Naturais

Outra opção para controlar e eliminar a infestação de pulgão branco é através da pulverização de óleos naturais no inverno, pois eles criam um ambiente desfavorável para a postura de ovos. Além disso, pode ser aplicado Neem ou Piretrina como repelentes.

Plataforma Agropós

Conclusão

Como vimos Existem diversas formas para combater o pulgão branco. No qual ajudam na interferência do crescimento populacional dos pulgões. Além disso, saiba que o combate é variado, porém, esse processo depende bastante do monitoramento da plantação, para descobrir a gravidade do problema.

Gostou do conteúdo? Esperamos que sim! Procuramos trazer as melhores informações para ajudar a manter sua lavoura livre de problemas.

Escrito por Michelly Moraes. 

Conteúdo AgroPósEscrito pela equipe da AgroPós

Todos os artigos do blog são produzidos pela própria AgroPós, com base no material das nossas pós-graduações nas áreas agrícola, florestal e ambiental.

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