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Moinho de grãos nada mais é, que um equipamento mecânico projetado para reduzir o tamanho do grão em vários fragmentos menores até virar farinha ou quebrá-los deixando-os num estado com maior digestibilidade.

Neste post vamos conhecer os moinhos de grãos mais utilizados hoje no brasil.

Boa leitura!

 

moinhos de grãos

 

Para que servem os moinhos de grãos?

O principal objetivo de um moinho de grãos é reduzir o tamanho dos grãos inteiros de alguma forma.

moinho de grãos realiza um processo chamado de moagem, esse equipamento tem como função proporcionar a granulometria adequada para diferentes produtos.

A granulometria depende do material trabalhado, e é estabelecida pelo diâmetro do furo da peneira que compõe o moinho.

Desse modo, pode transformar os grãos em um pó fino, que pode ser usado como farinha, ou transformar em farelo, por exemplo.

 

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Isso vai depender do objetivo e do grão que está sendo utilizado, sendo um equipamento indispensável na indústria alimentícia, fabricação de ração e na confecção de cervejas, por exemplo.

Os tipos de grãos mais utilizados neste processo de moagem são, o milho, sorgo, soja, trigo e cevada.

Existem dois tipos principais de moinho de cereais, um moinho de rolo e o de martelos, com alguns modelos tendo a opção de qualquer tipo de operação.

Dentro do moinho, os grãos inteiros podem ser triturados com rodas rolantes ou triturados com lâminas de impacto, por exemplo.

A maioria dos moinhos tem algum tipo de restrição no que vai moer, com uma distinção entre grãos macios, grãos duros e grãos oleosos que podem sugar óleo suficiente com o tempo para reduzir a eficácia do mecanismo de moagem.

Existem muitos tipos de moinhos de cereais disponíveis, alguns focados na velocidade, outros na conveniência e alguns que são projetados mais especificamente para manter os grãos abaixo de uma determinada temperatura ou moer grãos úmidos.

Agora vamos conferir abaixo, os principais moinhos e como é seu mecanismo de moagem.

 

moinhos de grãos

Foto: MILHO SA

 

Moinho de Martelos

O moinho de martelos está presente em procedimentos de trituração, que visam diminuir o tamanho dos grãos.

Neste processamento de moagem, os martelos quebram o material, através de impacto, forçando sua passagem pela peneira.

Existem diversos modelos, logo, a escolha está associada às características dos grãos e da granulometria esperada ao final.

Vale ressaltar que a manutenção é fundamental, conferindo  a rotação dos martelos de acordo com a operação, assim como o desgaste das peças precisa ser inspecionado com frequência.

Isso porque, com o uso excessivo, aumenta a distância entre martelo e a peneira, o que pode refletir diretamente nos custos com manutenção.

 

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Moinho de rolo

O moinho de rolo é um equipamento de trituração e moagem de grãos, sendo muito utilizado para moagem do milho para a produção de ração animal.

Ele viabiliza a moagem do cereal para que possa ser feita com uma maior qualidade de produção (toneladas por hora), sempre de maneira que o resultado e a forma saiam homogêneos.

Um dos benefícios do moinho de rolo é que ele apresenta ainda uma redução de 90% no consumo de energia elétrica por tonelada de grão processado.

Tudo isso se deve porque os sistemas do moinho de rolo são todos de baixa rotação.

Outro detalhe é que este moinho ainda ajuda a diminuir o desperdício com a pulverização, podendo este chegar a até 10% durante a moagem de grãos.

A construção de um moinho de rolo é simples e robusta, tendo seu funcionamento baseado somente na rotação de dois rolos horizontais, paralelos e lisos. Todos girando na mesma velocidade.

 

moinhos de grãos

Foto: MILHO SA

 

Moinhos de bolas

Os moinhos de bola é composto por uma capa cilíndrica, que gira em um eixo horizontal e é carregada geralmente com bolas de aço.

A redução de tamanho é feita pela ação do impacto e da fricção das bolas ao girar o moinho.

É bastante eficiente na moagem de grãos em pó fino, sendo bastante importante para a fabricação de produtos.

 

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Moinho de discos

A moagem dentro do equipamento ocorre entre dois discos, sendo um estático e outro rotativo.

Acionado por um motoredutor que gera a quebra necessária sobre o grão a ser moído.

A granulometria final do material é determinada pela distância entre os discos do moinho.

 

Trituradores de mandíbulas

Nos trituradores de mandíbulas, os grãos passa entre duas mandíbulas pesadas.

O material vai passando lentamente por um espaço cada vez menor, sendo triturado ao deslocar-se no triturador.

 

Moinho de pedra

O moinho de pedra é movido à água e foi por um bom tempo o responsável pela moagem de trigo, milho e para descascar café, principalmente no interior do país em fazendas e sítios.

Era predominante os moinhos de roda horizontal, compostos de dois discos de pedra, geralmente em granito, que eram movidos pela queda d’água.

Um dos discos era fixo, enquanto a água movimentava as pás de uma roda vertical presa em um eixo horizontal, fazendo a outra roda girar, triturando os grãos que eram colocados entre eles.

 

Vantagens e cuidados ao adquirir um moinho de grãos

Quando é preciso realizar o processo de moagem em determinado produto, o moinho de grãos é uma forma eficiente e qualitativa de desempenar o procedimento.

Vários setores de produção utilizam os moinhos por serem equipamentos ágeis durante o processo produtivo.

Componentes da máquina como os martelos responsáveis pela moagem, em conjunto com a peneira asseguram excelentes resultados aos produtos finais.

A peneira é uma peça fundamental para a definição da granulometria do produto final. Pois, esta proporciona a modificação da granularidade do produto moído de forma rápida e simples, por meio das aberturas que se utiliza.

Outra ferramenta essencial na moagem de produtos é placa magnética, seu papel é evitar que elementos ferrosos ultrapassem a câmara de moagem.

Prevenindo também a ocorrência de danos ou desgaste ao aparelho.

E por fim e não menos importante, as manutenções periódicas e a higienização do equipamento pode ajudar a aumentar sua vida útil e garantir seu bom funcionamento por mais tempo.

 

Pós-Graduação em Gestão e Economia do Agronegócio

Juliana Medina