Grãos de trigo: 5 cuidados para manter a sua qualidade!

Grãos de trigo: 5 cuidados para manter a sua qualidade!

Os grãos do trigo têm cor e tamanho variáveis, mas geralmente, apresentam formato ovalado com extremidades arredondadas.

Sendo compostos basicamente por três partes: o gérmen, a casca e o endosperma.

Como os constituintes não se distribuem uniformemente no grão, isto leva a características e propriedades diferentes dos produtos derivados do trigo, em especial, da farinha.

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Grãos de trigo: 5 cuidados para manter a sua qualidade!

 

A cultivo do trigo

O trigo (Triticum aestivum L.) é uma gramínea de ciclo anual, consumido em forma de farinha ou ração animal.

No Brasil, a produção predomina nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com cerca de 90% da produção de grãos concentrada no Sul do país.

O solo da área a ser cultivada deve apresentar boa fertilidade, corrigir a acidez e ficar livre de pragas, doenças e plantas daninhas antes do início do plantio.

Na escolha da cultivar adequada, devem ser consideradas todas as suas características e também as características da região.

 

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A densidade de semeadura a ser adotada deve considerar, primeiramente, a indicação para a cultivar e para a região produtora, conforme a orientação técnica. Além disso, o potencial produtivo de uma cultivar depende do seu estabelecimento e desenvolvimento inicial, desde a germinação.

Por esta razão, controlar as doenças, pragas e plantas daninhas no início do seu desenvolvimento é fundamental, considerando, sobretudo, a sanidade das sementes e da área a ser cultivada. Para evitar, portanto, a introdução de fungos na lavoura, recomenda-se tratar as sementes para o plantio da cultura.

Além disso, a semeadura anual de trigo na mesma área é a principal causa da ocorrência de doenças, o que destaca, assim, a importância da rotação de culturas. Culturas como a aveia e o nabo forrageiro são, consequentemente, as melhores opções de rotação de culturas. Isso, por sua vez, faz com que haja um melhor controle de doenças nos órgãos aéreos (como manchas foliares, oídio, ferrugem da folha e do colmo) e das demais doenças do trigo.

Utilização dos grãos de trigo

Os benefícios da utilização dos grãos de trigo são inúmeros. Primeiramente, o objetivo principal da moagem do grão do trigo é a obtenção da farinha. Nesse processo, o endosperma é separado da casca e do gérmen. No endosperma, está o amido, que constituirá a farinha.

À medida que se aumenta a taxa de extração da farinha, observa-se um pequeno ganho em proteína e um maior ganho em cálcio e ferro. Para compensar a perda de alguns nutrientes durante a moagem, a farinha é frequentemente enriquecida com tiamina, riboflavina, niacina, ferro e ácido fólico.

Por fim, da produção da farinha de trigo para consumo humano, resultam vários subprodutos, dentre os quais se destacam o farelo, o gérmen e as frações de aleurona do grão.

 

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De cada tonelada de trigo processado, 70 a 75% converte-se em farinha e o restante, 25 a 30%, transforma-se em subproduto com uso potencial na alimentação animal.

Devido à alta digestibilidade, usam principalmente o farelo de trigo para substituir grãos de cereais.

Usam-no comumente como fonte de energia e proteína em concentrados comerciais para vacas em lactação.

A energia contida no farelo de trigo é similar à dos grãos, mas a energia encontra-se na forma de fibra digestível, e não de amido.

Sua proteína bruta degrada-se extensivamente no rúmen e oferece poucos aminoácidos para o abomaso em comparação com outras fontes de subprodutos de alta energia.

No entanto, a variação benéfica na ingestão de forragem contrabalanceia a aparente baixa energia do farelo de trigo, comparado com o milho.

Quanto à palatabilidade, incorporam facilmente o farelo de trigo nas dietas de ruminantes, desde que seja viável economicamente.

 

Como manter a qualidade dos grãos de trigo

Abaixo, descrevem-se os principais cuidados necessários para manter a qualidade dos grãos de trigo na colheita e pós-colheita.

  1. Colheita: ter cuidado com partículas presentes no lote e que não vêm da planta de trigo, como pedaços de plantas e sementes de outras espécies, pedras, terras, entre outros. Essas partículas têm grande importância no momento da comercialização, pois descontam valores do peso do lote.
  2. Secagem: a secagem de trigo é uma operação crítica na sequência do processo de pós-colheita, na qual podem ocorrer alterações significativas na qualidade do grão. A secagem propicia um melhor planejamento da colheita e o emprego mais eficiente de equipamentos e de mão de obra, mantendo a qualidade do trigo colhido.
  3. Armazenamento: a estimativa de perdas quantitativas de grãos armazenados, corresponde a médias anuais de 10%, podendo atingir perda total em alguns armazéns. Também devem ser consideradas as perdas qualitativas, uma vez que comprometem a inocuidade e a aptidão tecnológica dos grãos armazenados.
  4. Controle da umidade e temperatura: na pós-colheita de trigo os principais fatores que contribuem para a deterioração e a contaminação são a alta umidade e a alta temperatura. Que favorecem a proliferação de contaminantes como insetos-praga e fungos toxigênicos, que podem produzir micotoxinas, prejudiciais à saúde de humanos e de animais.
  5. Manejo Integrado de Pragas – MIP: uma das soluções para o problema de perdas ocasionadas por insetos-praga na pós-colheita é a técnica do manejo integrado de pragas na unidade armazenadora de grãos. Essa técnica compreende várias etapas, tais como, medidas de limpeza e higienização da unidade armazenadora, evitar a mistura de lotes de grãos não infestados com outros já infestados, correta identificação de insetos-praga e conhecimento da resistência a inseticidas químicos, tratamento curativo, fazer o expurgo dos grãos, como também o tratamento preventivo de grãos.

 

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A importância da qualidade dos grãos de trigo para o agro brasileiro

O manejo adequado dos grãos de trigo no pós-colheita, de fato, faz toda a diferença na qualidade na hora da comercialização. Além disso, vimos nesse post que o grão de trigo assume, portanto, um papel importante no agronegócio brasileiro, seja pela alimentação humana, seja pela alimentação animal.

Dessa forma, a geração de informações sobre contaminantes, metodologias de monitoramento e a implantação de processos que reduzam as perdas. São fundamentais para a garantia da segurança do alimento.

A obtenção de resultados de análise de contaminantes através de métodos rápidos, econômicos e eficientes, torna possível a segregação de lotes conforme a exigência dos diferentes segmentos de mercado.

Também é possível adotar estratégias de manejo diferenciadas na unidade armazenadora.

Estas estratégias, como a maior intensidade de cuidado nas etapas de pré-limpeza, limpeza e manejo de pragas. Garante maior qualidade do produto final ao consumidor assim também maior lucratividade para o produtor.

 

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