A atividade agrícola brasileira está, assim, se tornando cada vez mais automatizada, o que faz com que o setor fique, consequentemente, mais eficiente e lucrativo. Das novas tecnologias empregadas no campo, uma que vem se popularizando nas propriedades é, sem dúvida, o uso de drones agrícolas.
Nos últimos anos, os drones se tornaram, assim, mais sofisticados e acessíveis, se constituindo em peças úteis para a agricultura de precisão e para uma série de atividades relacionadas à gestão do empreendimento.
Também chamados de veículos aéreos não tripulados (VANTs), esses equipamentos são capazes de realizar diversas tarefas, permitindo que você tome decisões mais acertadas em relação ao manejo. Isso ocorre porque você pode gerenciar os dados obtidos com mais exatidão, otimizando o trabalho e minimizando os custos.
Neste artigo, vamos entender melhor, assim, as vantagens da utilização dos drones na agricultura e quais são as suas aplicações práticas. Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura!
Vantagens do uso dos drones agrícolas na agricultura
É fato, portanto, que o uso de drones na agricultura é uma realidade que transformou a vida de produtores e profissionais da área. Com as informações obtidas a partir do monitoramento com o dispositivo, você pode tomar decisões baseadas em fatos, otimizando os resultados.
Além disso, muitos veículos aéreos não tripulados equipam sensores dos mais variados tipos e softwares de última geração, que fornecem dados detalhados e precisos sobre culturas agrícolas, florestas e pecuária.
Como principais benefícios dos drones na atividade agrícola, podemos citar:
- Imagens detalhadas e precisas;
- Flexibilidade para obtenção das imagens;
- Baixo custo, dependendo da tecnologia empregada;
- Cobertura de grandes áreas em um pequeno intervalo de tempo;
- Facilidade no monitoramento;
- Economia de insumos;
- Softwares inteligentes capazes de identificar diferentes situações.
Categorias e tipos de Vants
Durante as últimas décadas significativos esforços foram feitos a fim de ampliar a autonomia de voo e a carga útil dos VANTs, surgindo assim, diversas configurações de aeronaves, com base em tamanho, níveis de resistência e capacidade de carga (Alves Júnior, 2015). De acordo com Alves Júnior (2015), os VANTs podem ser classificados em cinco categorias.
Fonte: Adaptado de Barcellos (2017).
A principio, estes veículos apresentam grande variabilidade, indo desde pequenos, leves e portáteis, como por exemplo, o Desert Hawk de 80 cm de comprimento e apenas 3 kg, até aeronaves enormes que precisam de pista de decolagem e pesam milhares de quilogramas, como o Global Hawk de 13,5 m de comprimento e quase 12.000 kg (Figura 1 e 2) (Jensen, 2009).
Devido a diversidade de equipamentos, atualmente há várias classificações para os VANTs. A classificação da Comunidade Internacional de Sistemas para Veículos Não Tripulados (UVS International Community) é uma das mais utilizadas. Ela considera cinco categorias de VANTs: Micro, Mini, Curto Alcance, Médio Alcance, e Grande Altitude e Longa Duração, tendo como base peso, alcance, altura de voo e autonomia em horas.
Fonte: Retirado de Longhitano (2010), adaptado de Eisenbess, 2004.
Drones agrícolas para pulverização
Isso mesmo! O uso de drones para pulverização está revolucionando a agricultura. A precisão e a agilidade proporcionadas por essa tecnologia tornam o processo mais eficiente, economizando tempo e recursos. Além disso, o controle mais preciso da aplicação de defensivos também ajuda a reduzir o impacto ambiental e os custos com insumos, o que contribui para uma produção agrícola mais sustentável.
Drones agrícolas para mapeamento aéreo
Os drones agrícolas também são amplamente utilizados no mapeamento aéreo. Diferentes tipos de sensores podem ser empregados, sendo os ópticos multiespectrais os mais comuns, mas sensores ópticos hiperespectrais e até mesmo LiDAR já estão disponíveis. Com os produtos derivados desses sensores, é possível:
- Avaliar plantas e identificar falhas de plantio;
- Detectar a ocorrência de pragas, doenças e deficiências nutricionais em pontos específicos da lavoura;
- Gerir o uso de defensivos agrícolas, minimizando os desperdícios;
- Gerar mapas de aplicação de taxas variáveis para a aplicação de insumos e fertilizantes com precisão.
Drones agrícolas para irrigação
Embora, com uma utilização ainda tímida, os veículos aéreos não tripulados podem, assim, auxiliar na irrigação. Nesse caso, o dispositivo é capaz de identificar, com grande precisão, a partir de um sobrevoo, as áreas do cultivo que demandam maior quantidade de recursos hídricos.
Isso pode ser feito, portanto, a partir de sensores hiperespectrais, multiespectrais ou térmicos. Ao contrário do método tradicional, em que os valores de estimativa da evapotranspiração podem ser subestimados ou superestimados, com o uso do VANT, a prática se torna, assim, mais eficiente e precisa.
Drones agrícolas para georreferenciamento
O georreferenciamento de propriedade é exigido pelo INCRA. Nesse caso, o drone é muito útil pois consegue reunir as imagens em pouco tempo, facilitando a obtenção da certificação e legalização da propriedade.
Outros usos
Entretanto, existem ainda outras aplicações dos drones agrícolas a que não demandam muita sofisticação ou softwares específicos. Com uma câmera de boa resolução, o proprietário consegue:
- Verificar áreas desmatadas;
- Identificar presença de nascentes de rios e olhos d’água;
- Localizar focos de incêndio;
- Verificação de áreas de difícil acesso;
- Verificar áreas para abertura de estradas;
Regulamentações para sua utilização de drones agrícolas
Os drones agrícolas e outros veículos aéreos não tripulados também são considerados aeronaves e, portanto, devem seguir as regras previstas em lei para a utilização. No Brasil, quem faz o controle do espaço aéreo é DECEA, organização da FAB.
Por isso, antes de utilizar a ferramenta ou contratar o serviço de uma empresa especializada, é preciso se atentar quanto a legislação.
Escrito por Josnei Moreira.