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Custo de produção agrícola: o que é e como calcular?

Custo de produção agrícola: o que é e como calcular?

Muitos produtores rurais não sabem quanto o custo de produção agrícola. Mesmo que se tenha uma noção do quanto se gasta e do quanto se recebe, determinar o custo real exige uma análise um pouco mais detalhada. Nesse poste vamos abordar tudo que você precisa saber sobre o que é e a importância do Cálculo de Produção, além de ensinar como realizar de maneira correta.

Venha Comigo!

 

Custo de produção agrícola: o que é e como calcular?

 

Visto a enorme relevância do setor no país e o seu constante crescimento nos últimos tempos, cada vez mais tem se falado sobre a necessidade de aprimorar a gestão do agronegócio. Um dos pontos mais importantes nesse sentido é, sem dúvida, a questão do controle do custo de produção agrícola.

Os produtores rurais brasileiros enfrentam diversos desafios que afetam a competitividade da produção nacional. Com isso se faz necessário entender tudo o custo de produção para melhor administrar seu negócio. Neste artigo vamos falar tudo que precisa saber sobre esse assunto. Vamos lá?

 

O que é custo de produção agrícola?

O custo de produção é uma sondagem que deve ser feita em todos os negócios, principalmente na atividade agrícola, que tem margem de lucro reduzida e muitos riscos.

Dessa maneira, é necessário entender as despesas e as receitas que a propriedade gera, bem como o comportamento do mercado internacional. Seu cálculo é feito por meio da divisão entre os custos da atividade agrícola pelo rendimento produzido.

À primeira vista pode parecer algo simples, mas não é bem assim. Já que as empresas rurais contam com os seus próprios custos de produção, o que necessita de uma grande quantidade de informações e até mesmo análises constantes para o cálculo ser efetivo.

 

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A importante controlar os custos de produção agrícola

Em geral, apurar, de forma mais precisa, as despesas relacionadas à cadeia é indispensável, independentemente do porte do empreendimento.

A partir desse conhecimento, é possível entender a real lucratividade do negócio e saber se vale a pena conduzir outra cultura ou tomar decisões para o futuro da propriedade.

O produtor tem, em suas mãos, um poderoso aliado, que permite ter uma ampla visão do seu negócio. Ocorre que, muitas vezes, o gestor avalia apenas a expansão da produção, o que é algo positivo, mas há problemas nessa postura.

 

Entenda o custo de produção

O custo de produção é composto pela soma de todos os recursos e operações utilizados durante o processo produtivo.

 No setor agropecuário o critério mais utilizado para a classificação dos custos é aquele que considera à variação quantitativa dos insumos de acordo com o volume produzido.

Nessa forma de classificação os custos podem ser variáveis ou fixos, sendo o custo total a soma dos custos fixos e dos custos variáveis de produção.

 

Checklist agrícola

 

Custo de produção fixo

São aqueles que não variam com a quantidade produzida. Enquadram-se, nessa categoria, terras, benfeitorias, máquinas, equipamentos, impostos e taxas fixas, animais produtivos e de trabalho, sistematização e correção do solo, lavouras permanentes, dentre os mais importantes. Os principais itens que compõem o custo fixo são:

  • Depreciação;
  • Juros sobre o capital fixo;
  • Capital investido em terras;
  • Juros sobre o capital investido em outros ativos fixos;
  • Seguro sobre o capital fixo;
  • Mão-de-obra permanente;
  • Taxas e impostos fixos.

 

Custo de produção variáveis

Custos variáveis são aqueles que variam com a quantidade produzida. São exemplos deles os gastos com insumos de modo geral (sementes, fertilizantes, defensivos, alimentos, medicamentos); serviços prestados por mão-de-obra temporária, serviços de máquinas e equipamentos executados, dentre outros.

Os principais itens que compõem o custo variável são:

  • Custo com conservação e reparos de máquinas, equipamentos e benfeitorias;
  • Outros custos variáveis.

 

Custo total

O custo total se refere à soma dos custos fixos e variáveis que envolvem a produção. Aqui, você terá o valor integral de todo o investimento envolvido na fabricação de seus produtos ou de seus serviços.

Também é preciso calcular a média do custo total para cada unidade produzida. Para isso, é possível somar o valor da média do custo variável com a média do custo fixo.

 

Quais produtos devo considerar no cálculo?

Inicialmente, o cálculo do custo de produção agrícola não deve ser pautado pela saída de recursos, mas, sim, por sua aplicação na lavoura.

A metodologia leva em conta os custos fixos e variáveis, que incluem despesas administrativas, pagamentos de funcionários, transporte, insumos, armazenamento, impostos, entre outros.

Veja quais os principais pontos para a base do cálculo de custo e como eles devem ser utilizados a seguir.

 

Mão de obra

As despesas de mão de obra incluem, evidentemente, os salários de todos os colaboradores envolvidos na propriedade.

É importante notar, porém, que, embora sejam pagos mensalmente eles representam um determinado número de horas esperadas de trabalho.

O que deve ser levado em consideração não são, portanto, os estipêndios, mas, sim o valor da mão de obra.

 

Insumos

Os valores de adubos, defensivos e fertilizantes colocados na lavoura devem ser calculados durante o uso e não quando estiverem no estoque.

Por exemplo, se você comprou 200 kg de fertilizante, porém utilizou 100 kg, seu custo deve ser feito em cima de 50%, já que a propriedade também fará a gestão de estoque.

 

Máquinas e instalações

Quando comprar uma máquina, o produtor não poderá agregar o preço total dela no custo de produção da safra vigente.

 Afinal, equipamentos e instalações devem ter apenas uma parte da alíquota inserida no custo da safra ou no fechamento anual de despesas. Estes itens trazem benefícios ao longo do tempo em que são manuseados.

 

Despesas gerais e outros

Energia elétrica, água, frete, administração e encargos devem ser calculados, igual aos insumos, ou seja, no momento de uso e proporcionalmente. Com isso, o custo de produção demonstrará a realidade econômica da empresa rural.

Dessa forma, realizar a apuração desses dados não é simples, mas a tecnologia tem auxiliado bastante com a introdução de softwares específicos ao agronegócio. Eles geram informações detalhadas e integradas que favorecem um controle preciso das etapas.

 

Métodos de cálculo dos custos de produção agrícola

Antes de escolher o método de custo de produção, é necessário selecionar a medida empregada. Elas podem ser representadas por R$/ha (reais por hectare) ou R$/saco para que, depois, sejam convertidas em dólares com objetivo de comparação.

Existe, ainda, o saco por hectare, que ao coletar os dados completos pode ser dividido pela quantidade de hectare.

Porém, esse não apresenta valores precisos, visto que uma área pode ser mais produtiva que outra. Sendo assim, o cálculo deve ser feito por talhão para obter resultados definitivos. Contudo, considere a média da fazenda inteira para dividir o valor por cada talhão.

Agora, você pode empregar os seguintes métodos de custeios: variáveis e fixos, operacional efetivo, operacional total, por absorção, Activity Based Costing (Custeio Baseado em Atividades) e custo total.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Toda compra e todo gasto na sua produção agrícola deve ser planejado e orçado antecipadamente para que se possa ter um controle efetivo das finanças.

Ao fim do cálculo que aponta os valores reais do custo de produção agrícola mensalmente, é importante fazer a comparação entre o custo orçado e o custo realizado para planejar ajustes nos próximos orçamentos.

Todo esse processo que detalhamos é extremamente importante para que você possa gerir bem e ter sucesso no seu negócio rural. Gostou de saber mais sobre o assunto?  Deixe seu comentário!

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Insumos agrícolas e sua importância!

Insumos agrícolas e sua importância!

Os insumos agrícolas cumprem um papel indispensável na agricultura melhorando a qualidade e produtividade na agricultura. Neste artigo vamos discutir a importância dos insumos e como atinge diretamente o agronegócio, além de aprender a diferenciação de Insumo e matéria prima.

Não fique de fora, acompanhe!

 

Insumos agrícolas e sua importância!

 

O que são insumos agrícolas?

Insumos agrícolas são os elementos necessários para a produção de certo produto ou algum tipo de serviço. São compostos por defensivos agrícolas, para o controle de pragas; fertilizantes para nutrir os solos e vegetais; e equipamentos e máquinas, para viabilizar o plantio e o cultivo.

Estes insumos são utilizados de duas maneiras distintas: como fatores de produção e como matéria-prima. Fatores de produção consistem no capital, lucro, jornada de trabalho, máquinas e equipamentos.

Já a matéria-prima representa a parte mais importante do produto e é utilizada com outros insumos durante o processo de produção.

 

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Importância dos insumos agrícolas para o agronegócio

A importância do uso de insumos agrícolas se dá a partir do investimento na tecnologia. A tecnologia avançada no setor do agronegócio possibilita uma forma mais econômica e sustentável dos insumos.

Com isso, é possível o controle da produtividade e crescimento em alta escala; maior lucratividade com a redução do uso de água, o combate a pragas e ervas daninhas; e então, melhor qualidade do solo fértil utilizado.

Embora os insumos agrícolas sejam utilizados em duas maneiras de produção, a agricultura orgânica e a agricultura tradicional, elas possuem particularidades e diferenças no modo de execução.

Agricultura tradicional: concentra-se no uso de tecnologia de adubos químicos, sintéticos e mecânicos. É um modelo de curto prazo, ou seja, prioriza a máxima produtividade animal e vegetal no menor período possível, com elevada eficiência no uso da terra.

Agricultura orgânica: concentra-se na utilização de diversas matérias-primas naturais para gerar produtos agrícolas.

 

Manejo Integrado de Plantas Daninhas

 

Ou seja, não utiliza produtos químicos industriais e segue um modelo de longo prazo, buscando a integração do meio rural e princípios de manejo e otimização para alcançar qualidade no produto.

Portanto, o uso de insumos agrícolas é importante independente de como for utilizado, e auxilia no resultado final da produção; seja no crescimento da produtividade ou na alta qualidade do produto.

 

Tipos de insumos agrícolas

Os insumos agrícolas podem ser divididos em mecânicos, biológicos ou químicos.

 

Insumos biológicos

Os insumos agrícolas biológicos se encaixam em todo composto orgânico utilizado na produção agrícola, como esterco animal, fertilizantes naturais, adubos, insetos como abelhas polinizadoras ou predadores de pragas, restos de colheitas antigas que se misturam ao sol, etc.

 

Insumos químicos

Os insumos químicos para o setor agrícola incluem materiais vindos de minerais e rochas, como o calcário. Esse processo segue a mesma lógica dos adubos químicos e defensivos agrícolas.

 

Insumos mecânicos

Os insumos agrícolas mecânicos são constituídos pelas máquinas, equipamentos, metodologias e implementos agrícolas, que também concentram as inovações tecnológicas. Alguns dos mais comuns são:

As máquinas e implementos agrícolas são grandes aliados nas rotinas rurais e na execução das tarefas, resultando em uma maior rapidez dos processos e rentabilidade.

 

O que são os implementos agrícolas?

Podemos dizer que a escolha do equipamento adequado traz resultados nos custos e tempo de operação. Em uma lista de insumos agrícolas caracterizados como implementos, podemos citar:

 

Arados

Os arados operam nas camadas mais superficiais do solo, onde a vegetação vai nascer e se desenvolver. O objetivo do arado que pode ser de disco ou de aiveca é trazer ao solo condições mais propícias de aeração, infiltração, armazenamento de água e homogeneização da fertilidade.

 

Subsolador

O subsolador é utilizado para quebrar camadas compactadas, geralmente de níveis mais baixos do solo, por conta da circulação contínua de máquinas pesadas na lavoura. Esse equipamento é bastante conhecido por ser empregado na cultura de cana.

Vale lembrar que o subsolador não soluciona o problema de compactação do solo, sendo uma medida temporária, além de ter custo operacional elevado, devido à exigência de tratores potentes e com grande consumo de combustível.

 

Grades aradoras e niveladoras

As grades aradoras realizam duas operações de uma vez só, a aração e a gradagem. O tipo de solo revolvido encontra-se em seu estágio inicial, aproximadamente a 15 cm da superfície.

A terra preparada com esse implemento, especialmente em casos de solos úmidos, apresenta descontinuidade. O chamado “pé de grade” é uma camada com 5 cm ou mais de espessura endurecida ou compactada.

 

Pulverizadores

O pulverizador é um dos tipos de implementos agrícolas mais importantes no mercado e está presente no processo durante todo o ciclo de plantio e colheita.

O uso de pulverizadores auto propelidos, opções de alta performance e que não permitem desacoplamento, tem sido cada vez mais comum. Os pulverizadores tratorizados, no entanto, ainda são amplamente utilizados.

 

Classificação dos insumos agrícolas

Os insumos são classificados em três tipos:

  • Natural: relacionado à matéria-prima;
  • Trabalho: relacionado à mão de obra;
  • Capital: relacionado ao investimento realizado no serviço ou no produto;

Em uma abordagem mais ampla, os insumos também podem ser subdivididos em diretos e indiretos. Nesta classificação, diretos são aqueles elementos que contribuem diretamente para a produção do produto ou realização do serviço, como a matéria-prima.

Os indiretos são aqueles que colaboram para que este processo seja possível, como a mão de obra, a energia elétrica, entre outros.

 

Diferença entre insumo e matéria-prima

Muitas vezes existe um equívoco de interpretação, aonde os produtos são classificados como de “uso e consumo”, quando, na verdade, representam materiais de utilização direta na produção. Abaixo temos uma breve explicação para facilitar a classificação.

 

Matéria-prima

Também conhecidos como materiais de utilização direta na produção, são aqueles imprescindíveis na produção de um determinado produto.

A matéria prima é o material que se agrega fisicamente ao produto que está sendo fabricado, tornando-se parte dele.

Exemplos:

  • Embalagens ou rótulos;
  • Se você for uma cerâmica: argila para produzir tijolos;
  • Caso você for da indústria moveleira: madeira para produzir móveis;
  • Se você é uma indústria têxtil: algodão para produzir tecido;
  • Se você for uma camisaria: tecido para produzir camiseta.

O material para uso e consumo refere-se ao que é usado nas atividades comerciais, operacionais ou administrativas da empresa, desde que não se agregue fisicamente ao que está sendo produzido.

Podemos citar como exemplo o café consumido no escritório, papéis, canetas, marca texto utilizados internamente pela equipe, ou, a graxa de alguma máquina da produção.

 

Insumo

O insumo pode ser visto como fator de produção (como máquinas) ou como matéria prima. É utilizado no processo de produção agregando ou não ao que está sendo produzido.

Como exemplo podemos citar a argila para produzir os tijolos e o próprio forno usado para queimar os tijolos, ou seja, a matéria prima (argila) é um insumo e, também, o forno que é um ativo imobilizado classifica-se como insumo.

Exemplos

  • Imagine uma indústria cerâmica de tijolos:
  • A argila para produzir os tijolos é uma matéria prima classificada como insumo;
  • A lenha utilizada no forno para queimar os tijolos é um material de uso e consumo classificado como insumo;
  • O próprio forno usado para queimar os tijolos é um ativo imobilizado classificado como insumo.

 

Plataforma Agropós

 

Conclusão

Portanto, como em qualquer outro segmento, a agricultura necessita produzir, armazenar e comercializar corretamente para que no final a produção alcance seus objetivos e gere o lucro esperado.

Os insumos agrícolas são parte essencial neste planejamento, porque compreendem os mecânicos (equipamentos e máquinas), os biológicos (elementos de origem vegetal ou animal, restos de culturas, estercos, sementes e mudas, microrganismos, algas, etc.) e por fim os minerais ou químicos (fertilizantes, pós de rocha, defensivos agrícolas).

Escrito por Michelly Moraes.

Pós-graduação Gestão e Economia do Agronegócio