Para se desenvolverem, as plantas precisam de vários processos, que os hormônios vegetais ou fitormônios controlam de forma contínua.
Eles produzem-se em determinadas células e transportam-se para seus locais de atuação.
Existem vários hormônios com funções distintas. Neste post, vamos citar cada um e explicar sua função nas plantas.
Boa leitura!
O que são os hormônios vegetais?
As plantas produzem os hormônios vegetais ou fitormônios, que atuam na regulação do seu desenvolvimento e crescimento.
A função dos hormônios é atuar como mensageiros químicos entre células, tecidos e órgãos das plantas.
Eles possuem ação mesmo em pequena quantidade.
Os hormônios atuam em locais específicos, com objetivo de desencadear uma ação ou processo vegetal.
Geralmente, os hormônios são conduzidos pelo xilema e floema até o seu local de atuação, mas podem atuar no mesmo local onde foram produzidos.
Os principais hormônios vegetais são: auxinas, giberelinas, citocininas, etileno e ácido abscísico.
Entretanto, sabemos que as plantas utilizam outros hormônios, mas aqui citaremos apenas os principais fitormônios reguladores das plantas.
Giberelina
As plantas produzem as giberelinas em meristemas apicais do caule e raiz, em folhas jovens, no embrião da semente e nos frutos.
A classe das giberelinas controlam vários aspectos do crescimento e desenvolvimento das plantas.
Uma vez que elas atuam no alongamento do caule, no crescimento de raízes e frutos e na germinação de sementes.
O embrião da planta jovem produz giberelinas que estimulam a semente a sintetizar enzimas digestivas.
Essas enzimas degradam moléculas orgânicas armazenadas no endosperma. Como resultado dessa degradação, os açúcares e aminoácidos são liberados para o embrião.
Atualmente, existem mais de 137 tipos de giberelinas. A mais conhecida é o ácido giberélico.
Ácido abscísico
O ácido abscísico é produzido nas folhas, coifa e caule. Ele é produzido nas raízes e transportado via xilema.
O ácido abscísico é um inibidor do crescimento das plantas. É responsável pelo bloqueio do crescimento das plantas durante o inverno.
Sintetizado por quase todas as células, tendo papel importante para as plantas que passam por situações de estresse, como grandes períodos de seca.
O ácido abscísico inibe também a ação de outros hormônios, impedindo por exemplo, a germinação de sementes.
Etileno
O etileno é um hormônio gasoso e é produzido em quase todos os tecidos vegetais em resposta ao estresse.
Ele promove vários efeitos nas plantas, como a germinação de sementes e a senescência.
Outro efeito que quando se fala do etileno sempre é um dos mais relevantes é sua ação no amadurecimento de frutos e na abscisão de folhas, flores e frutos.
Devido a esses efeitos, os produtores utilizam muito esse hormônio na agricultura, aplicando-o em frutos para facilitar a colheita mecânica e no amadurecimento de frutos colhidos verdes.
Esse hormônio desencadeia uma série de reações que ocasionam mudança de cor do fruto, bem como amolecimento da parte carnosa e aumento do metabolismo de açúcares.
O etileno atua também deixando o fruto mais chamativo e saboroso.
Esse hormônio e a auxina possuem ações antagônicas. Enquanto o etileno estimula, a auxina inibe.No processo de abscisão, o etileno libera enzimas que agem dissolvendo as paredes celulares no local de abscisão.
Já a auxina atua reduzindo a sensibilidade das células ao etileno.
O etileno também desempenha um papel importante na família Cucurbitaceae, família da abóbora, pepino, melancia, por exemplo.
Esse hormônio está associado com o aparecimento de flores femininas nessas plantas. Ele participa, portanto, da regulação da expressão sexual nessa família.
Citocininas
Citocininas são hormônios vegetais responsáveis pela divisão celular, desse modo, pelo seu desenvolvimento como um todo.
Esses hormônios são produzidos nos meristemas das raízes, folhas e frutos jovens, além de sementes em desenvolvimento.
O xilema transporta a citocinina para as diversas partes do vegetal (da raiz para a parte aérea), e o floema realiza seu retranslocamento.
Sendo responsável por outros processos fisiológicos de desenvolvimento: dominância apical, mobilização de nutrientes, senescência foliar, a formação e a atividade dos meristemas apicais caulinares, desenvolvimento floral, quebra de dormência em gemas e germinação de sementes, aumento da longevidade de tecidos e órgãos.
Na divisão celular e desenvolvimento vegetal, as células recém formadas normalmente se expandem e se diferenciam para assumir sua função (transporte, sustentação, armazenamento, fotossíntese, etc.)
Quase todos os tipos de células vegetais que conservam o núcleo na maturidade apresentam a capacidade de se dividirem.
Essa propriedade entra em funcionamento durante certos processos, como a cicatrização de lesões e abscisão foliar.
Células vegetais diferenciadas podem retomar a divisão, mas sempre com sinal hormonal.
Auxinas
A auxina é um importante hormônio vegetal que atua regulando o crescimento e desenvolvimento da planta.
O comportamento onde as plantas tendem a crescer verticalmente, ocorre devido à necessidade de luz para assegurar a sua sobrevivência e auxina auxilia no controle desse crescimento.
Além de estarem nas plantas, esses hormônios também podem ser encontrados em fungos, bactérias e algas.
Dentre as atividades fisiológicas das auxinas, podemos destacar como a principal a regulação do crescimento dos vegetais.
As plantas produzem as auxinas nos locais onde há crescimento, como nas células meristemáticas, folhas jovens, flores, frutos e nas pontas dos caules e das raízes, sendo o AIA (Ácido Indolacético) o mais comum.
Dependendo de sua concentração, as auxinas podem causar diversos efeitos sobre a planta, sendo um deles o fenômeno chamado de dominância apical.
As principais funções dos hormônios vegetais nas plantas
Os hormônios possuem efeitos tanto estimuladores como inibidores nas células.
Além disso, o mesmo hormônio pode desencadear respostas diferentes de acordo com o tecido ou fase de desenvolvimento da planta.
Certos hormônios podem interferir na síntese ou na transmissão de sinal de outro hormônio.
Uma concentração hormonal muito baixa é suficiente para a ativação dos seus efeitos, entretanto essa concentração varia em função da sensibilidade de cada tecido.
Dessa forma, os vários tipos de tecidos podem necessitar de diferentes quantidades de hormônios para que as respostas fisiológicas e de desenvolvimento ocorram.
A ação dos hormônios dentro das células pode ser através de modificações em moléculas presentes nas vias metabólicas ou diretamente no DNA, ativando ou reprimindo genes e, com isso, interferindo na síntese de proteínas.
Então é isso, espero ter ajudado a compreender um pouco mais sobre a importância e as funções dos hormônios vegetais.
Em nosso blog há mais posts sobre esse assunto, não perca tempo e confira!
Escrito por Juliana Medina.